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De pai para filho: vocação que atravessa gerações no serviço público
Neste Dia dos Pais, o Anffa Sindical destaca histórias de famílias unidas pelo compromisso com a produção agropecuária brasileira e a segurança dos alimentos

Quando a escolha profissional nasce do exemplo, a carreira deixa de ser apenas um caminho e se torna um legado. É isto que acontece com alguns auditores fiscais federais agropecuários que seguem os passos dos pais na missão de proteger a saúde pública, garantir a qualidade dos alimentos e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Mais do que uma profissão, a atuação é um compromisso com o campo, com o País e com a sociedade, transmitido de geração em geração.

Médica-veterinária, auditora fiscal federal agropecuária Isabela Poubel seguiu os passos do pai Renato na profissão: “Desde pequena ele é meu herói, é tudo para mim. Acompanhava o que ele fazia no Ministério da Agricultura e quando estava mais velha conseguia acompanhar as fiscalizações que ele fazia e achava o máximo” – Fotos: Arquivo pessoal
Neste Dia dos Pais, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa) revela histórias que refletem essa herança de dedicação ao serviço público. “Meu pai me ensinou que o essencial é que tenhamos ética e justiça para trabalhar. Nessa questão da legislação, nós estamos lidando com pessoas. Não apenas com empresas, mas também com as pessoas que estão trabalhando nas fábricas”, afirma a auditora fiscal federal agropecuária Isabela Poubel, que é médica-veterinária e atua no Setor de Vigilância Agropecuária do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Sua escolha profissional foi completamente influenciada pelo exemplo do pai, o auditor fiscal federal agropecuário aposentado Renato Poubel. “Desde pequena ele é meu herói, é tudo para mim. Acompanhava o que ele fazia no Ministério da Agricultura (Mapa) e quando estava mais velha conseguia acompanhar as fiscalizações que ele fazia e achava o máximo. Então, desde pequena eu tinha o sonho de ser auditora fiscal e fiquei muito feliz de realizá-lo”, destaca.
Por mais de 30 anos, Renato atuou em diversas áreas. Entre elas, a fiscalização de pescados, carnes de jacaré do papo amarelo e operações no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros. Também teve oportunidade de trabalhar no Peru, na Venezuela e fazer um doutorado em conserva no Japão, em 2004.
Ele relembra que sempre orientou a filha a ser comedida, justa, honesta e a seguir rigorosamente a legislação, valores que ela tem carregado com orgulho na carreira. “Trabalhei no Mapa durante 43 anos. Minha filha sempre me acompanhou no trabalho. Quando ela passou no concurso, foi uma emoção muito grande. Me senti muito honrado e feliz por ela ter virado auditora em 2020”.
Um dos representantes da diretoria do Anffa Sindical, Diego Menezes de Brito é médico-veterinário e conta que sua escolha pela carreira foi fortemente influenciada pelo pai, que também é auditor fiscal federal agropecuário. Dedicação, ética e compromisso com a sociedade foram os grandes exemplos. “O principal ensinamento que ele me passou foi sobre sempre manter a ética, a moralidade e a impessoalidade na atuação como servidor público”, salienta.

Médico-veterinário e membro da diretoria do Anffa Sindical, Diego Menezes de Brito, conta que se espelhou no pai Renan para seguir carreira: “O principal ensinamento que ele me passou foi sobre sempre manter a ética, a moralidade e a impessoalidade na atuação como servidor público”
Para o médico-veterinário, existe, além da questão afetiva, outro ponto de conexão entre os dois. “Uma parte que me marcou na carreira profissional do meu pai foi a oportunidade de poder trabalhar em cooperação com outros países, o que também tive a oportunidade de fazer ao longo da minha trajetória até o momento, participando de alguns projetos e parcerias internacionais com países vizinhos”, declarou.
Por outro lado, o orgulho de continuar essa tradição também se manifesta na família, como demonstrado pelo pai, Renan Ferraz de Brito, que afirma: “Tenho muito orgulho de ter um filho auditor fiscal federal agropecuário”.
Para o Anffa Sindical, esse legado entre gerações reforça o valor e a relevância do trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários para o Brasil. A continuidade familiar na carreira evidencia que, para muitos, exercer essa função é mais do que uma escolha profissional: é uma dedicação que atravessa o tempo, sustentada por valores como a proteção da saúde pública, a segurança dos alimentos e o compromisso com a sustentabilidade. “Ver pais e filhos atuando lado a lado nessa missão mostra a força do nosso trabalho e o impacto positivo que geramos para a sociedade. A carreira de auditor fiscal federal agropecuário é essencial para garantir a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e para manter a credibilidade do Brasil no comércio internacional. É uma atividade técnica, estratégica e de grande responsabilidade, que merece ser valorizada e reconhecida”, ressalta o presidente do Anffa Sindical e também pai, Janus Pablo Macedo.

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Brasil registra recorde na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025
Entrada histórica de insumos, crescimento nos embarques de milho, soja e farelo de soja e logística portuária fortalecida sustentam perspectivas positivas para a produção agrícola e o mercado de fretes em 2026.

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas no ano de 2024, estabelecendo um novo recorde da série histórica. Isso é o que mostra o Boletim Logístico referente janeiro de 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na segunda-feira (26).

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
Esse bom desempenho reforça um cenário positivo para a agricultura nacional, pois indica uma maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média de suas lavouras. Ao longo de 2025, o volume crescente de aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo dessas unidades da federação na produção agrícola brasileira.
O resultado consolidado da entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros reafirma a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola brasileira. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que significa dizer um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%).
Como principal canal de entrada de fertilizantes importados no país, manteve-se o Porto de Paranaguá (PR), terminal pelo qual foram

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
internalizadas 10,89 milhões de toneladas no período, volume próximo ao registrado no ano anterior, que foi 11,04 milhões de toneladas, ou seja, uma leve redução de 150 mil toneladas (-1,36%). Também apresentaram desempenho positivo os portos do Arco Norte, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, em comparação com 8,88 milhões de toneladas no ano anterior, ou seja, uma diminuição de 5,18% nas importações de insumos.
Exportações
Em 2025, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração positiva da logística portuária, destaque para o avanço dos Portos de Paranaguá (PR) e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados do Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas. Ao todo, as exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas no ano passado, uma acréscimo de 6,21% – o que quer dizer 10,7 toneladas a mais que em 2024, ano no qual o resultado foi de 161,6 milhões de toneladas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
As exportações de milho em grãos em dezembro de 2025 alcançaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram escoados 39,3% da movimentação, contra 46,4% no mesmo período do ano passado, enquanto o Porto de Santos respondeu por 35,8% dos volumes embarcados, frente a 42% no exercício anterior. O Porto de Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, com 12,3% dos embarques, ante 3,1% no ano passado, e o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7%, contra 6% no exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas externas foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.
As exportações brasileiras de soja em grãos, acumuladas até dezembro de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 36,2% das exportações nacionais, acima dos 34,8% do exercício anterior, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques, contra 28,3% no mesmo período do ano passado. O Porto do Rio Grande respondeu por 8% do montante nacional, ante 10,9%, e o Porto de São Francisco do Sul por 5,7%, frente a 7% no exercício anterior. A origem das cargas ocorreu, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
As exportações de farelo de soja, no período de janeiro a dezembro de 2025, atingiram 23,3 milhões de toneladas, levemente acima das

Foto: Daiane Mendonça
23,1 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. O escoamento pelo Porto de Santos concentrou 43,2% da oferta nacional, contra 44,5% no mesmo intervalo de 2024, seguido por Paranaguá, com 27,8%, ante 27,2% do ano passado, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, frente a 15,2%. O Porto de Salvador respondeu por 7,4% dos embarques, acima dos 6,6% registrados em igual período de 2024, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás aparecendo como os principais estados originadores das exportações.
Mercado de Fretes
O mercado de fretes rodoviários apresentou, em dezembro, um comportamento heterogêneo entre as regiões, entretanto em um quadro predominantemente de estabilidade nas cotações, com ajustes pontuais de alta ou queda conforme a intensidade da demanda local, os níveis de estoque e os custos operacionais. Em diversas regiões, a menor movimentação de grãos, típica do fim de ano, contribuiu para um comportamento mais equilibrado dos preços, enquanto a maior oferta de caminhões atuou como fator de contenção de pressões altistas, mesmo onde houve aumento no volume transportado.

Foto: O Presente Rural
Na Bahia e no Maranhão, a redução dos estoques e o menor fluxo de grãos mantiveram os fretes estáveis, com exceções pontuais de recuo em rotas menos demandadas. No Distrito Federal, houve aumento generalizado entre 1% e 4%, pressionado principalmente pelos custos do diesel e pelo ambiente financeiro restritivo, apesar da menor demanda agrícola. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja, sobretudo para exportação, sustentou o mercado, com leve valorização ou estabilidade das cotações, mesmo diante de maior oferta de caminhões.
Já em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado na comparação anual, sustentados por estoques elevados, safra recorde e expectativa de intensificação da colheita da soja, com perspectiva de alta gradual nos próximos meses. No Paraná e em São Paulo, as variações foram discretas, refletindo o período de fim de ano, enquanto no Piauí predominou forte retração da demanda, com queda média de preços superior a 9%.
Para o início de 2026, a perspectiva é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com expectativa de aquecimento gradual do mercado

Foto: Freepik
de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, com possibilidade de elevação das cotações acompanhando o avanço da colheita da soja, o aumento da demanda por transporte e a intensificação do escoamento da produção agrícola.
O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico referente dezembro de 2025 já está disponível no site da Companhia
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Trigo começa 2026 com mercado lento e procura limitada
Produtores seguem concentrados em safras de verão e segunda safra; compradores atuam apenas para renovação de estoques, e comércio exterior não dá tração às cotações, aponta Cepea.

O mercado de trigo encerra o primeiro mês de 2026 em ritmo lento, com pouca movimentação e preços sem direção definida, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário reflete a combinação de oferta ainda ativa no campo e demanda restrita no curto prazo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Segundo pesquisadores do Cepea, produtores permanecem focados na colheita da safra de verão e na condução das lavouras de segunda safra, o que mantém o trigo em segundo plano nas prioridades de comercialização. “O que se observa é uma atuação mais seletiva do vendedor, com negociações pontuais”, explicam, citando necessidades específicas como fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns.
Do lado da demanda, o quadro também é de acomodação. Compradores, sobretudo indústrias e tradings, têm comprado apenas para renovação parcial de estoques, sem intensificar as compras no mercado spot. Parte desse comportamento se deve ao fato de que muitos agentes já estão abastecidos com volumes remanescentes ou com contratos fechados para os meses de janeiro e fevereiro.
O comércio exterior também não trouxe dinamismo ao mercado. As importações e exportações de trigo em janeiro de 2026 ficaram abaixo dos níveis registrados em janeiro de 2025, reforçando a falta de pressão para cima nas cotações.
Em resumo, o início de 2026 tem sido marcado por um mercado de trigo com pouca liquidez e pouca urgência na compra e venda. A expectativa de recuperação depende da retomada da demanda no spot e de sinais mais claros de movimentação no comércio internacional, fatores que ainda não se mostraram presentes neste começo de ano.
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Top 5 avançam e elevam VBP de Mato Grosso a R$ 220 bilhões
Valor representa crescimento de 20,2% em relação a 2024, quando o VBP havia somado R$ 183,4 bilhões, ampliando também a participação mato-grossense no total nacional de 14,47% para 15,61%.

Mato Grosso encerra 2025 com Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 220,4 bilhões, resultado que consolida o estado como o maior produtor agropecuário do país. O valor representa crescimento de 20,2% em relação a 2024, quando o VBP havia somado R$ 183,4 bilhões, ampliando também a participação mato-grossense no total nacional de 14,47% para 15,61%.
A evolução do VBP estadual é sustentada principalmente pelo desempenho das cinco principais cadeias produtivas, que registram avanço simultâneo e concentram a maior parte do faturamento do agro mato-grossense. A soja permanece como principal produto do estado e cresce de R$ 80,2 bilhões em 2024 para R$ 94,6 bilhões em 2025, reforçando sua posição como maior contribuição individual ao VBP estadual. O milho, segundo maior produto, avança de R$ 35,0 bilhões para R$ 48,8 bilhões, apresentando uma das variações absolutas mais relevantes do período.
A bovinocultura de corte também registra crescimento expressivo, passando de R$ 30,6 bilhões em 2024 para R$ 38,0 bilhões em 2025. O algodão mantém trajetória positiva e alcança R$ 24,1 bilhões, acima dos R$ 23,2 bilhões do ano anterior. Já a avicultura cresce de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,6 bilhões, completando o grupo das cinco cadeias que puxam a expansão do VBP estadual.
Outros segmentos relevantes também apresentam variações positivas. A cana-de-açúcar sobe levemente, de R$ 3,34 bilhões para R$ 3,45 bilhões. A suinocultura avança de R$ 2,58 bilhões para R$ 2,80 bilhões, enquanto a produção de ovos cresce de R$ 1,42 bilhão para R$ 1,59 bilhão. Culturas como feijão, arroz e leite mantêm valores próximos aos registrados em 2024, com oscilações de menor impacto no resultado agregado.
Composição
O histórico do VBP confirma a escala do crescimento estadual ao longo do tempo. Mato Grosso salta de R$ 122,6 bilhões em 2018 para R$ 220,4 bilhões em 2025, trajetória marcada por expansão das grandes lavouras e fortalecimento das cadeias pecuárias. Assim como nos demais estados, os valores estão expressos em termos correntes e não consideram a inflação acumulada no período.
Na composição do VBP, a lavoura responde por 79% do valor total em 2025, enquanto a pecuária representa 21%, estrutura que se mantém praticamente estável em relação a 2024. A concentração do faturamento nos principais grãos e proteínas reforça o peso dessas cadeias no desempenho estadual e explica o avanço consistente do VBP mato-grossense no cenário nacional.

O Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.



