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De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8%, respectivamente, ante 2017/18

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A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira (29). Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares. Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8%, respectivamente, ante 2017/18.

As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares. “Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas… Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial”, afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste. “Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)”, avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, “ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras —resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos”. “Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas”, afirmou ele.

Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade. De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os US$ 2,50 por bushel. Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26% até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2%.

Milho

Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira. Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado “milho verão”, alta de 2,5% na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5%, para 5,36 milhões de hectares. Para Ikeda, do Rabobank, “assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra”. “O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019”, concluiu.

Fonte: Reuters

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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Divulgação/Agrostock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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