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De olho no básico: entenda como o manejo e o fluxo de produção impactam o processo de imunização do plantel
As metas produtivas precisam estar alinhadas à sanidade das granjas, pois a imunidade dos suínos está diretamente ligada às boas práticas de manejo, orienta especialista da MSD Saúde Animal

O avanço produtivo da suinocultura e a viabilidade econômica das granjas estão ligados às escolhas de manejo e às boas práticas de produção. Entre as ações imprescindíveis nesse fluxo está a imunidade do plantel, por isso, é preciso que os produtores conciliem as metas de suas propriedades com a sanidade da granja, investindo no básico, mas fundamental, para um plantel saudável, rentável, com proteína de qualidade e segurança alimentar. É o que alerta João Xavier, coordenador de assistência técnica da unidade de negócio de Suinocultura da MSD Saúde Animal.
O especialista pontua que, hoje, há muitas possibilidades e tecnologias que auxiliam o desenvolvimento dessa cadeia produtiva, e que devem ser aproveitadas, sem deixar de lado o básico bem-feito. “Muitas vezes, os manejos simples, que interferem diretamente na imunização do plantel, são esquecidos no sistema de produção”, destaca o profissional.
Xavier listou abaixo alguns dos principais pontos a serem avaliados na produção de suínos:
- Aclimatação de reprodutores de reposição
Para assegurar uma correta aclimatação dos animais, o primeiro passo é conhecer o status sanitário da leitoa que vai entrar no plantel e, ainda, fazer a preparação dessa fêmea. A leitoa precisa estar no mesmo status sanitário da granja de destino, para ter imunidade contra os agentes presentes na produção e, assim, ter anticorpos maternos para passar aos leitões.
“Um ponto importante, e por vezes negligenciado, é ter uma área própria para receber a fêmea. Na sequência, o preparo da leitoa vem por meio de protocolos de vacinação e contato com os animais da granja (de primeiro e segundo parto). Esse contato com os patógenos do local é o que vai construir a imunidade do plantel”, orienta o especialista.
Segundo o Manual de Boas Práticas na Produção de Suínos, da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o tempo mínimo para aclimatação deve ser de 45 dias, porém, é possível recomendar períodos de 60 a 100 dias. Nesse fluxo, o adequado protocolo vacinal deve ser orientado por um médico-veterinário e deve-se sempre priorizar soluções de qualidade e com eficiência comprovada.
Xavier orienta que o portfólio a ser usado depende muito do que a granja tem, ou seja, é preciso entender os desafios locais. “É o processo da granja conhecendo a leitoa, e a leitoa conhecendo a granja. Lembrando também que a vacinação promove um uso mais controlado de antibiótico, contribuindo assim para o seu uso racional e, consequentemente, evitando a ocorrência de resistências aos antimicrobiano, como preconizado no Plano de Ação Global e Nacional (PAN-BR Agro) sobre resistência aos antimicrobianos”, ressalta.
Há soluções completas para essa fase e a MSD Saúde Animal, por exemplo, tem um portfólio robusto e que protege a granja de ponta a ponta. “Temos uma linha completa de vacinas da linha PORCILIS® que promovem proteção contra diversas enfermidades, como Rotavírus suíno, Clostridiose, Colibacilose neonatal, Rinite Atrófica dos Suínos, Erisipela, Parvovirose Suína e Leptospirose, Lawsonia intracellularis, pneumonia enzoótica dos suínos, Circovírus Suíno e Mycoplasma hyopneumoniae, Streptococcus suis e Glaesserella parauis”, diz o coordenador.
A empresa oferece ainda a linha CIRCUMVENT® com portfólio de vacinas monovalentes de duas doses contra o PCV2 (CIRCUMVENT® PCV 2) e a conjugada de duas doses CIRCUMVENT® PCV M, que atua contra Circovírus suíno Tipo 2 e Mycoplasma hyopneumoniae. Também tem a vacina M+PAC®, indicada na prevenção da Pneumonia causada pelo Mycoplasma hyopneumoniae.
O especialista destaca ainda que “a leitoa que não tem o sistema imune todo preparado para os desafios da granja não tem leitões bem-preparados para enfrentá-los”. E enfatiza que a entrada de leitoas tem que ser programada para não prejudicar o fluxo de produção.
- Qualidade do leitão – manejo de primeira semana
Como continuidade do processo de aclimatação, é imprescindível garantir que o leitão irá nascer bem e mamar o colostro. Cuidados com ambiência, cura de umbigo, fornecimento de ferro dextrano e de coccidiostático – por exemplo, com o uso de POWERZURIL®, solução de uso oral para suínos à base de Toltrazuril, no terceiro dia – estão entre as ações essenciais.
- Manejo de colostro
Xavier afirma que há diversos tipos de manejos, mas é preciso avaliar o que melhor se adapta à granja, contando com o olhar e conhecimento de um médico-veterinário. “Grande ponto é o fornecimento de colostro o mais rápido possível após o nascimento e a garantia da quantidade correta.”
- Creep feeding (fornecimento da ração para o leitão)
A partir do quinto/sétimo dia de vida, é imprescindível fazer a adaptação intestinal com a inserção de ração sólida. “Não pode negligenciar a fase de maturidade intestinal, pois é preciso esse período para preparar o leitão para enfrentar os desafios impostos nas fases subsequentes (creche, crescimento e terminação)”, ressalta o especialista da MSD Saúde Animal.
Ainda segundo ele, outro ponto importante é garantir o protocolo de vacinação na idade correta. “Se o leitão ficou na granja retido e não foi vacinado na idade certa, a imunidade materna poderá ser de baixa proteção, havendo assim uma vulnerabilidade imunológica entre a queda dessa imunidade (materna) com a vacinal, que, por sua vez, leva um tempo para estar presente e de forma efetiva. Ou seja, o fluxo de produção tem que estar adequado para garantir o correto protocolo de vacinação.”
Além desses itens, Xavier pontua que é preciso cuidar da biosseguridade da granja e da gestão sanitária do plantel. “É necessário entender para tomar decisões e fazer as alterações necessárias de imunização e manejo”, diz o coordenador.
Para apoiar o produtor em todas essas etapas, a MSD Saúde Animal tem um portfólio completo, com soluções e serviços que permitem produções cada vez mais saudáveis, sustentáveis, focadas em bem-estar animal e com alto nível produtivo e de rentabilidade. “Temos soluções abrangentes para ajudar os produtores conforme os desafios sanitários de suas granjas. Hoje, temos o maior portfólio da suinocultura do mercado, que é reforçado pelo nosso trabalho consultor a campo e as diversas possibilidades de treinamentos que oferecemos”, finaliza Xavier.

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Aleris fortalece presença no maior polo suinícola do México
Presença no principal congresso técnico de suinocultores amplia relacionamento com líderes do setor e reforça a expansão na América Latina.

A Aleris Nutrição Animal participou, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, do XXXII Congresso Internacional AMVECAJ 2026, realizado em Tepatitlán de Morelos, Jalisco, estado que lidera a produção de suínos no México e se consolidou como um dos polos mais relevantes da suinocultura latino-americana.
Organizado pela Asociación de Médicos Veterinarios Especialistas en Cerdos de los Altos de Jalisco (AMVECAJ), o congresso reúne anualmente médicos-veterinários, produtores, integradoras e empresas do setor para discutir temas centrais como sanidade, nutrição, biossegurança e eficiência produtiva.
Mais do que uma presença institucional, o evento representou um movimento estratégico para fortalecer a marca no mercado mexicano. Jalisco concentra parcela expressiva da produção nacional de carne suína e se destaca pelo alto nível tecnológico das granjas e pela profissionalização da cadeia produtiva, características que tornam a região decisiva para negócios que buscam crescimento consistente no país.
A atuação ocorreu em conjunto com a Aleris Internacional, subsidiária no México, evidenciando o alinhamento entre as operações e a estratégia de expansão na América Latina. A agenda de reuniões foi estruturada a partir do relacionamento local conduzido por Jesús Sánchez, Gerente Comercial da região, ampliando a conexão com clientes e parceiros estratégicos.

Segundo Letícia Moreira, analista técnica da Aleris: “Há uma busca clara por soluções que combinem ciência, inovação e resultados consistentes”
“Estar no AMVECAJ representa um movimento estratégico para a Aleris. Jalisco é o principal polo suinícola mexicano e exerce papel central na produção animal da América Latina”, afirma Roberta Rodrigues, Coordenadora Comercial LATAM da empresa.
Ao longo dos três dias de programação, a equipe realizou encontros técnicos, apresentou seu portfólio e aprofundou discussões sobre soluções baseadas em leveduras, com foco na modulação da microbiota intestinal e na melhoria da performance produtiva.
O ambiente evidenciou um mercado cada vez mais receptivo a tecnologias avançadas de modulação de microbiota, especialmente aquelas que unem base científica sólida à aplicação prática em granja. Segundo Letícia Moreira, Analista Técnica da Aleris, o público demonstrou interesse crescente por estratégias que entreguem previsibilidade, eficiência e sustentabilidade em sistemas de produção desafiadores. “Há uma busca clara por soluções que combinem ciência, inovação e resultados consistentes”, destaca.
Entre os destaques apresentados esteve o Provillus 4Pig, reforçando o posicionamento da marca em soluções naturais voltadas à saúde intestinal e ao desempenho de suínos.
A participação no AMVECAJ 2026 consolida a presença da Aleris em uma das regiões mais estratégicas da suinocultura latino-americana e fortalece sua atuação próxima ao mercado, conectando ciência aplicada às demandas reais da produção.
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Automação orientada por dados eleva produtividade e eficiência da Granjas 4 Irmãos
Gestão integrada, rastreabilidade e uso intensivo de tecnologia permitem ganhos operacionais, controle de custos e decisões estratégicas no agronegócio gaúcho

A adoção de um modelo de gestão orientado por dados e apoiado em automação tem sido determinante para o desempenho econômico da Granjas 4 Irmãos, um dos grupos mais tradicionais do agronegócio gaúcho. Ao integrar tecnologia agrícola, rastreabilidade e padronização da informação, a empresa conseguiu ampliar produtividade, reduzir desperdícios, aumentar o controle de custos e elevar a eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Com uma história de 80 anos de atuação, a Granjas 4 Irmãos opera hoje com uma estrutura de grande escala. Em uma área total de 27 mil hectares, cultiva arroz em 7.200 hectares, soja em 5.500 hectares, milho em 700 hectares além de outras culturas, como sorgo e forragens diversas. Conta também com um rebanho leiteiro com 380 vacas em ordenha, pecuária de corte com cerca de 7 mil cabeças e capacidade de armazenagem de 2 milhões de sacos. Segundo o diretor da empresa, Eduardo Castilho, o avanço tecnológico foi decisivo para sustentar esse crescimento com controle. “A automação nos permitiu transformar dados em decisões rápidas, reduzir ineficiências e melhorar significativamente o desempenho econômico da operação”, afirma.
Dados como base da produtividade

Acompanhamento em tempo real de tudo o que acontece na lavoura e na pecuária
A estratégia da Granjas 4 Irmãos foi construída de forma progressiva. Após consolidar sistemas de gestão (ERP), a empresa avançou para a digitalização do campo, incorporando telemetria de máquinas, monitoramento do consumo de combustível, análise de desempenho de operadores e uso de dashboards gerenciais. “Hoje conseguimos acompanhar, praticamente em tempo real, o que acontece na lavoura e na pecuária. Isso encurta o tempo entre o problema e a decisão, com impacto direto na produtividade”, explica Castilho.
O uso de drones e dados georreferenciados ampliou ainda mais a capacidade analítica da empresa, ao permitir diagnósticos mais precisos e antecipação de falhas. “Essa combinação de tecnologia e dados melhora a performance econômica e produtiva, além de engajar os colaboradores, que passam a enxergar claramente os resultados do seu trabalho”, acrescenta.
Eficiência econômica e sustentabilidade
Além dos ganhos operacionais, a automação fortaleceu a sustentabilidade financeira e ambiental da companhia. A Granjas mantém uma biofábrica própria, voltada à produção de insumos para uma agricultura mais regenerativa, reduzindo custos e dependência externa. O modelo de negócio também investe no desenvolvimento humano, com três vilas agrícolas e programas de formação que garantem continuidade da operação no longo prazo. “Sustentabilidade, para nós, é econômica, social e ambiental. Os três pilares precisam caminhar juntos”, ressalta o diretor.
Padronização e rastreabilidade como vantagem competitiva
Com o crescimento da operação e do volume de dados, a padronização da informação tornou-se essencial para garantir consistência, integração entre sistemas e rastreabilidade de ponta a ponta. Esse processo assegura maior confiabilidade dos dados, transparência ao mercado e aderência às exigências da indústria e das exportações. “Os padrões permitem que diferentes tecnologias conversem entre si e que a automação realmente gere valor econômico”, afirma Castilho.
Principais resultados da automação na Granjas 4 irmãos:
– Aumento da produtividade por colaborador e por máquina
– Redução do tempo de resposta entre o evento no campo e a decisão gerencial
– Melhor controle de custos operacionais e consumo de insumos
– Gestão baseada em dados, com dashboards e indicadores em tempo real
– Rastreabilidade integrada com garantia transparência e segurança da informação
– Maior previsibilidade econômica e eficiência na tomada de decisão
– Modelo escalável, preparado para crescimento e exigências do mercado
Reconhecimento nacional
Os resultados obtidos com essa estratégia levaram a Granjas 4 Irmãos a conquistar o Prêmio Automação 2025, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, na categoria AgroTech. A premiação reconheceu a capacidade da empresa de integrar dados, automação e rastreabilidade para elevar eficiência, produtividade e competitividade no agronegócio.
“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Mais do que tecnologia, construímos um modelo de gestão baseado em dados, eficiência e sustentabilidade, preparado para os desafios atuais e futuros do setor”, pontua Castilho.
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Biochem LATAM amplia atuação em ruminantes com foco em desempenho produtivo e eficiência
Movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.

A Biochem LATAM vem fortalecendo sua atuação no mercado de ruminantes por meio de uma estratégia que integra ciência aplicada, presença técnica em campo e relacionamento direto com a indústria de nutrição animal. O movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.
A expansão está baseada na aplicação prática de tecnologias nutricionais capazes de gerar impacto mensurável nos resultados zootécnicos, com foco em consistência produtiva e resposta fisiológica dos animais em diferentes sistemas de produção.
Ciência como base estratégica

Atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil – Fotos: Divulgação/Biochem
No eixo técnico-científico, a empresa conduz estudos em parceria com instituições de referência, como a Universidade Estadual Paulista (UNESP – FMVZ), por meio do GEBOL – Grupo de Estudos em Bovinos Leiteiros da UNESP Botucatu, e a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos. As iniciativas focam na geração de dados técnicos aplicáveis à realidade dos sistemas de produção, fortalecendo decisões nutricionais e produtivas no campo.
Os estudos avaliam parâmetros ligados ao desempenho produtivo e à resposta fisiológica, gerando dados consistentes que sustentam decisões técnicas e comerciais com maior segurança.
Além disso, a Biochem mantém atuação técnica próxima à indústria e aos sistemas produtivos, garantindo que suas soluções estejam alinhadas às demandas operacionais e às necessidades práticas do mercado.
Estrutura orientada à estratégia e execução

Na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial
A atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil, responsável pela estratégia de mercado, desenvolvimento de negócios e relacionamento com a indústria em nível nacional.
Ao seu lado atua, na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial.
Essa estrutura fortalece a integração entre posicionamento estratégico, aplicação técnica e expansão de mercado, promovendo soluções consistentes tanto para a indústria quanto para o produtor final.
Foco em resultado e sustentabilidade
Ao ampliar sua atuação em ruminantes, a Biochem reforça seu posicionamento como empresa de ciência aplicada à produtividade. As iniciativas são direcionadas à geração de impacto zootécnico mensurável, viabilidade econômica e estabilidade produtiva.
O crescimento no segmento consolida a presença da empresa, com foco em eficiência e produtividade na produção animal.
Sobre a Biochem LATAM
A Biochem LATAM integra o grupo internacional Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsgesellschaft mbH, empresa de origem alemã com atuação global no desenvolvimento de soluções para nutrição animal.
Com tecnologia própria e validação científica consistente, a companhia oferece um portfólio de aditivos e soluções nutricionais adaptados às necessidades dos mercados latino-americanos.
A Biochem atua de forma integrada junto à indústria e ao cliente final, contribuindo para maior eficiência produtiva, melhor desempenho e geração de valor em diferentes sistemas de produção.



