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De olho na China, avicultura espera por bom 2020

O Presente Rural conversou com o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, para ver o que ele analisa para o próximo ano

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Arquivo/OP Rural

Um dos mais importantes setores do agronegócio nacional teve muitos altos e baixos no decorrer do ano. Por conta disso, as expectativas para 2020 são cada vez maiores, especialmente devido ao grande consumo de carne de frango vindo de países asiáticos, especialmente a China. Para fazer uma avaliação de como o setor se comportou e o que esperar para o próximo ano, O Presente Rural conversou com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. Acompanhe!

O Presente Rural – Pode fazer um panorama geral de como a avicultura se comportou neste ano?

Ricardo Santin – Diferente das tempestades dos últimos dois anos, a avicultura em 2019 seguiu passos mais sólidos. Por um lado, custos competitivos, embora elevados, mantiveram-se em níveis sustentáveis para o setor. Por outro, o mercado internacional aumentou a demanda por produtos e há a perspectiva da retomada econômica do Brasil, que deve influenciar o consumo interno.

OP Rural – Como está atualmente a avicultura nacional?

RS – As exportações seguem um fluxo positivo, em grande parte estimuladas pelas vendas de carne de frango para a China. A crise sanitária no mercado chinês impactou não apenas as exportações de carne suína, como também de aves do Brasil. O país asiático assumiu a liderança entre os importadores de proteína animal do Brasil e fortaleceu, também, o fluxo de produtos brasileiros para o mercado internacional. Outros mercados também estão em ritmo crescente, especialmente na Ásia e Oriente Médio. No mercado interno, a oferta segue ajustada graças à demanda internacional. Espera-se um quadro ainda mais favorável para o setor com a retomada econômica.

OP Rural – Até o final do ano, o que os agentes do setor podem esperar?

RS – Esperamos que o quadro se mantenha nos atuais patamares de oferta, demanda e custo estável e com leve aumento das exportações até o fim do ano.

OP Rural – Podemos dizer que este ano foi melhor que os anteriores?

RS – Este foi um ano bastante positivo. Foi melhor em termos de demanda por produtos, de ganhos cambiais com exportação. Foi estável em consumo per capita. E foi um pouco mais oneroso em termos de custos de produção. Entretanto, na equação de consumo, exportações e custos, encerraremos 2019 com saldo positivo.

OP Rural – Quais são as perspectivas de mercado para a avicultura? O que esperar para 2020?

RS – A China deve continuar a ser o principal player da demanda mundial por proteínas, e a carne de frango brasileira está entre as principais beneficiadas. No mercado interno, o setor está bastante confiante quanto à retomada econômica e crescimento superior a 2%, com o fortalecimento do consumo per capita de carne de frango. Em termos de custos, esperamos manter os patamares atuais de oferta de milho e de soja, tendo o mercado regulado pela oferta de grãos de nossos países vizinhos – Paraguai e Argentina.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Simpósio de Avicultura arrecada mais de R$ 10 mil para entidade em Chapecó

Valor foi obtido com vendas durante o evento e destinado à associação que apoia hospitais da região.

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O lucro obtido com as vendas foi de R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste - Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) realizou, entre os dias 7 e 9 de abril, o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó. Durante o evento, os participantes tiveram acesso à NúcleoStore, loja com produtos personalizados cuja arrecadação é destinada a uma instituição local a cada edição.

Foram comercializados itens como bótons, camisetas, meias, lixocar e mousepads, com comunicação voltada ao setor avícola. Ao todo, a iniciativa arrecadou R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro).

A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

A ação integra as iniciativas do Nucleovet para associar eventos técnicos a atividades de apoio à comunidade. Segundo a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o objetivo é ampliar o impacto das ações realizadas durante o simpósio.

A presidente da Avhro, Édia Lago, informou que parte dos recursos já foi aplicada na melhoria da estrutura da sede da instituição. Entre as ações, está a revitalização de um espaço externo, com reorganização da área de acesso, o que deve facilitar o fluxo de veículos e ambulâncias.

A Avhro completa 24 anos de atuação em 2026 e reúne mais de 300 voluntárias. A entidade presta apoio ao Hospital Regional do Oeste (HRO), ao Hospital da Criança de Chapecó e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, com ações voltadas ao atendimento de pacientes e suporte às famílias.

Entre as atividades desenvolvidas estão a produção anual de cerca de 43 mil fraldas descartáveis, 350 enxovais de bebê, além de roupas hospitalares e outros itens utilizados nos atendimentos. A associação também organiza a entrega de cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico.

Outro eixo de atuação é o brechó solidário, que destina roupas gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade e apoia ações emergenciais. A entidade também participa de campanhas de doação para municípios afetados por desastres em diferentes regiões do país.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, iniciativas que conectam o setor agropecuário a ações sociais têm ganhado espaço no Brasil, reforçando o papel do setor além da produção.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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