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Avicultura

De cada dez quilos de frango produzidos no mundo, quase três saem da América Latina

Produção regional cresceu 40,4% em 15 anos, acima da média mundial, enquanto o consumo interno alcançou 27,4 milhões de toneladas em 2025.

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Fotos: Ari Dias

Produtores, trabalhadores, técnicos, empresas, entidades setoriais e consumidores de toda a América Latina e do Caribe celebram nesta sexta-feira o Dia Latino-Americano do Frango, data criada para reconhecer a contribuição da avicultura para a segurança alimentar, a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento da região.

Comemorada anualmente na primeira sexta-feira de julho, a data mobiliza iniciativas em diversos países para destacar a importância da cadeia avícola na produção de alimentos e no desenvolvimento econômico e social latino-americano.

Foto: Shutterstock

Os números consolidados no Relatório da Carne de Frango 2026, elaborado pelo Instituto Latino-Americano do Frango (ILP), ligado à Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), mostram a dimensão alcançada pelo setor.

Em 2025, a América Latina e o Caribe produziram 31,5 milhões de toneladas de carne de frango, volume que correspondeu a 57,6% de toda a produção das Américas e a 29,4% da produção mundial.

Na prática, quase três em cada dez quilos de carne de frango produzidos no planeta tiveram origem na América Latina e no Caribe.

A evolução da atividade também demonstra a expansão da capacidade produtiva regional. Entre 2010 e 2025, a produção aumentou 40,4%, passando de 22,5 milhões para 31,5 milhões de toneladas.

O desempenho ficou acima do crescimento registrado no mundo (35,8%) e no conjunto das Américas (36,1%).

A região também ocupa posição estratégica no comércio internacional. Em 2025, as exportações alcançaram aproximadamente 5,74 milhões de toneladas, equivalentes a 39,4% dos embarques mundiais e a 64,6% de todas as exportações realizadas pelas Américas.

Produção abastece principalmente o mercado regional

Maria del Rosário Penedo de Falla, presidente da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA): “O Dia Latino-Americano do Frango é uma oportunidade para reconhecer as milhares de famílias que trabalham diariamente nesta cadeia produtiva” – Foto: Divulgação

Embora a América Latina esteja entre os principais polos exportadores de carne de frango do mundo, a maior parte da produção permanece nos mercados da própria região.

Em 2025, o consumo atingiu 27,4 milhões de toneladas, com média próxima de 41 quilos por habitante ao ano.

Os indicadores evidenciam a presença da carne de frango na alimentação cotidiana da população latino-americana e reforçam sua importância como uma proteína de alto valor nutricional, acessível e amplamente disponível. “O Dia Latino-Americano do Frango é uma oportunidade para reconhecer as milhares de famílias que trabalham diariamente nesta cadeia produtiva, enfrentando grandes desafios, e tornam possível que centenas de milhões de pessoas tenham acesso a uma proteína de qualidade, fundamental para a segurança alimentar. Hoje celebramos o alimento, mas, principalmente, aqueles que o produzem e toda a contribuição social e econômica gerada por essa atividade”, afirma Maria del Rosário Penedo de Falla, presidente da ALA.

Uma cadeia que vai muito além das granjas

Por trás da produção de carne de frango está uma extensa rede formada por produtores, trabalhadores das granjas, médicos-veterinários, técnicos, especialistas em nutrição animal, colaboradores das agroindústrias, transportadores, distribuidores, comerciantes e diversos outros profissionais.

A atuação integrada desses segmentos garante o abastecimento dos mercados, amplia o acesso aos alimentos e gera emprego e renda em áreas rurais e urbanas.

A celebração do Dia Latino-Americano do Frango, portanto, reconhece não apenas o alimento, mas também o trabalho de todos os profissionais responsáveis por levar uma proteína produzida com qualidade, sanidade e regularidade aos consumidores.

Próximos desafios

Os resultados do relatório indicam que a carne de frango deverá manter posição de destaque no sistema alimentar da região.

O crescimento da produção acima da média mundial, o elevado consumo interno e a participação expressiva no comércio internacional demonstram a capacidade da cadeia de atender tanto à demanda regional quanto aos mercados externos.

Entre os principais desafios para os próximos anos estão o aumento da produtividade, o fortalecimento da biosseguridade, os avanços em sanidade, inovação tecnológica, eficiência no uso dos recursos e a adaptação às novas exigências dos consumidores.

A expansão da produção local também será decisiva para ampliar a oferta de alimentos e reduzir vulnerabilidades em uma região marcada por diferentes realidades econômicas, sociais e produtivas.

Fonte: Assessoria Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA)

Avicultura

Exportações avícolas do Rio Grande do Sul mantêm caminho de recuperação

Crescimento nos volumes e receitas sinalizam recuperação de espaço no mercado externo.

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As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul apresentaram desempenho positivo no mês de maio de 2026, reforçando o cenário de recuperação para a avicultura gaúcha no mercado internacional. O resultado consolida a retomada gradativa de mercados e a manutenção da demanda externa pelo produto avícola do Estado.

O mês de maio deste ano registrou crescimento de 22,3% em comparação ao mesmo período de 2025, passando de 51.4 mil toneladas no ano passado para 62.9 mil toneladas embarcadas neste ano. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o volume exportado alcançou 317.8 mil toneladas, resultado 3,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 307.4 mil toneladas.

Presidente executivo das Asgav, José Eduardo dos Santos: “Os resultados registrados em maio reforçam a competitividade da avicultura gaúcha no mercado internacional e demonstram a capacidade do setor em manter o abastecimento externo com qualidade, regularidade e segurança sanitária”

Na receita obtida, o desempenho também se mantém positivo, evidenciando a valorização da proteína avícola gaúcha nos mercados importadores. Em maio deste ano, as exportações de carne de frango apuraram faturamento de US$ 127.4 milhões, representando alta de 35,7% frente aos US$ 93.9 milhões registrados em maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, a receita atingiu US$ 615.5 milhões, crescimento de 11% em comparação aos US$ 554.5 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho das exportações demonstra a capacidade de reação do setor frente as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, mas que ainda há um longo caminho a seguir para recuperar os prejuízos gerados nas últimas crises.

“Os resultados registrados em maio reforçam a competitividade da avicultura gaúcha no mercado internacional e demonstram a capacidade do setor em manter o abastecimento externo com qualidade, regularidade e segurança sanitária. Observamos um cenário positivo, apesar dos obstáculos, sustentado pela retomada de mercados e pela manutenção da demanda internacional pela proteína avícola brasileira”, destaca o dirigente.

Mercado internacional

O mercado brasileiro de carne de frango no exterior também registrou desempenho histórico em maio de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), pela primeira vez na história do setor, a receita mensal das exportações brasileiras superou a marca de US$ 1 bilhão, totalizando US$ 1,009 bilhão no período. O resultado representa crescimento de 36,1% em comparação a maio de 2025. Em volume, os embarques alcançaram 509,9 mil toneladas, maior resultado já registrado para um mês de maio, com avanço de 29,6% frente ao mesmo período do ano passado.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, alta de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025. A receita no período atingiu US$ 4,714 bilhões, crescimento de 11,3%, reforçando o fortalecimento da proteína avícola brasileira no mercado internacional.

Mercado de ovos

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

No setor da indústria e produção de ovos, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram 2.771 toneladas no acumulado até maio, volume 40,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 1.974 toneladas. Com o crescimento dos volumes exportados, a receita apresentou alta de 43,8%, alcançando US$ 10.2 milhões, frente aos US$ 7.1 milhões registrados em 2025.

“O crescimento das exportações de ovos e derivados evidencia a evolução do setor e a confiança dos mercados importadores no produto gaúcho. A indústria e produção de ovos do Rio Grande do Sul vêm ampliando sua presença internacional, demonstrando capacidade produtiva, qualidade e adaptação às demandas do comércio exterior”, complementa Santos.

Com o desempenho registrado até maio, a avicultura gaúcha segue demonstrando resiliência e capacidade de adaptação às dinâmicas do comércio internacional, mantendo o compromisso com a qualidade, segurança sanitária e fortalecimento da presença do Rio Grande do Sul entre os principais fornecedores globais de proteína animal.

Fonte: Assessoria Asgav/Sipargs
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Região Sul gaúcha inicia produção comercial de ovos com primeira granja de postura estruturada

Empreendimento em Herval foi adaptado para sistema livre de gaiolas e prevê início com 60 dúzias diárias de ovos.

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A Granja Tradição, localizada no município de Herval (RS), passou a ocupar um marco inédito na avicultura regional ao se tornar a primeira estrutura habilitada para aves de postura na área que compreende os municípios de Jaguarão, Herval, Arroio Grande, Pedro Osório, Cerrito e Pedras Altas.

A liberação para início das atividades foi concedida após vistoria final realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) no fim de junho. A avaliação confirmou que a propriedade atende às exigências previstas na legislação sanitária e de produção, autorizando o alojamento das aves poedeiras em sistema de galpão livre de gaiolas.

Foto: Shutterstock

O projeto é conduzido pelo produtor Wilson Moreira Dutra Júnior, que iniciou a estruturação da propriedade no final de 2021. O trabalho incluiu adequações de infraestrutura, como instalação de sistema de água, cercamento e organização das áreas produtivas, além da regularização documental junto a órgãos ambientais e fundiários.

Segundo o produtor, a decisão de investir na avicultura surgiu após avaliação das alternativas econômicas viáveis para a propriedade. Em uma região tradicionalmente marcada pela pecuária e pela agricultura, ele identificou espaço para diversificação produtiva.

A definição pela avicultura de postura veio após estudos de mercado e apoio técnico. Wilson buscou orientação na Inspetoria de Defesa Agropecuária de Pelotas, onde recebeu informações sobre o processo de registro da granja. A partir disso, passou a estruturar o projeto com apoio técnico especializado e da prefeitura de Herval.

Em 2025, foram concluídas as obras do galpão e de estruturas complementares, como áreas de compostagem e isolamento sanitário. O projeto inicial previa criação de aves caipiras em sistema livre, mas precisou ser adaptado para produção em galpão, sem uso de gaiolas, em função das exigências sanitárias relacionadas à influenza aviária.

Com a autorização da Seapi e a adequação finalizada, o produtor realizou a aquisição das aves para dar início à operação da Granja Tradição. A expectativa é iniciar a produção com cerca de 60 dúzias de ovos por dia, voltados ao mercado de ovos vermelhos coloniais.

A implantação do empreendimento marca a entrada da região Sul em uma nova frente de produção avícola de postura estruturada, com foco em regularização sanitária e exploração comercial contínua.

Fonte: Assessoria Seapi
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Preços dos ovos variam até R$ 30,88 entre regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra estabilidade na maior parte dos mercados, enquanto Bastos (SP), principal referência da produção nacional, apresentou queda nos preços.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos permaneceram estáveis na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na terça-feira (1º). Entre os mercados monitorados, Recife (PE) registrou as maiores cotações tanto para ovos brancos quanto vermelhos, enquanto Bastos (SP), principal referência da produção nacional, foi a única praça a apresentar recuo diário.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Na capital pernambucana, os ovos brancos foram comercializados, em média, a R$ 151,55, enquanto os vermelhos atingiram R$ 165,13, os maiores valores entre as regiões pesquisadas. Não houve variação em relação ao dia anterior.

Na Grande Belo Horizonte (MG), os ovos brancos foram negociados a R$ 146,20 e os vermelhos a R$ 158,64, também sem alteração diária. Na Grande São Paulo (SP), as cotações permaneceram em R$ 142,24 para os brancos e R$ 153,53 para os vermelhos.

Em Santa Maria de Jetibá (ES), outro importante polo da avicultura de postura, os preços FOB ficaram em R$ 141,40 para os ovos brancos e R$ 160,50 para os vermelhos, mantendo estabilidade frente ao levantamento anterior.

O único movimento de baixa foi observado em Bastos (SP). Os ovos brancos foram negociados a R$ 134,25, com recuo de 0,73%, enquanto os vermelhos ficaram em R$ 150,67, queda de 0,48%.

Considerando apenas os ovos brancos, a diferença entre a menor cotação, registrada em Bastos (R$ 134,25), e a maior, em Recife (R$ 151,55), foi de R$ 17,30 por caixa. Entre os ovos vermelhos, a variação chegou a R$ 14,46, entre Bastos (R$ 150,67) e Recife (R$ 165,13).

Fonte: O Presente Rural
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