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Da porta da granja para dentro, é com ela

Conheça a história da produtora que aparece no ranking dos dez melhores suinocultores do Brasil (5ª) e do Paraná (1ª)

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Acervo Pessoal

Não é trabalho, é paixão. Cada animal que sai da Granja Palmital, no interior de Marechal Cândido Rondon, PR, tem um capricho todo especial, pois passou pelas mãos da suinocultora Olides Terezinha Kawacki Schneider. “Desde que meu pai foi para o agronegócio sempre fui a mais participativa na atividade. Na infância fui muito próxima a pequenos animais e isso evoluiu no decorrer da vida para a suinocultura”, conta.

Nascida no Rio Grande do Sul, aos dois anos de idade Olides chegou com a família em Marechal Cândido Rondon. Seu pai, relembra, seguindo a tradição do avô que tinha um curtume de couro no Sul, abriu uma sapataria no município e, alguns anos mais tarde, uma loja de calçados – a qual ela e as irmãs mantêm até hoje.

Contudo, o patriarca também investiu em uma área de terra. “Meus pais só tiveram filhas mulheres e de nós três, eu era a que mais tinha aptidão na atividade. Mesmo trabalhando na loja, era de minha responsabilidade o controle da parte dos suínos e do gado leiteiro, tudo feito manualmente. Fiz isso por muitos anos e eu adorava”, se recorda.

Em 2004, faleceu o pai de Olides, Eni e Cleri. Por estar no dia a dia junto ao seu pai e por conhecer a forma de manejo da suinocultura, ela assumiu a granja.

Expertise

Na Granja Palmital há muito mais do que apenas animais. Desde meados de 2013, Olides investiu na genética DB e passou a produzir sua própria reposição de leitoas. “Hoje entram na propriedade apenas fêmeas e machos avós. Temos a central de inseminação, fábrica de ração e cultivamos o milho para a produção da ração”, detalha.

Olides não trabalha de forma integrada. Por conta da oscilação do mercado, no entanto, há cerca de cinco anos deixou de fazer o ciclo completo e passou à venda de leitões crechados.

Recentemente, mais uma fase do ciclo de produção foi quebrado, quando a suinocultora passou a fazer a venda de leitões desmamados. “De 50% a 60% do resultado que obtemos é por conta da mão de obra qualificada e isso máquina nenhuma vai substituir”, garante.

Reconhecimento

Em maio deste ano, Olides apareceu no ranking dos dez melhores suinocultores do Brasil, ocupando o 1º lugar no Estado do Paraná e o 5º lugar em nível nacional. No Prêmio Melhores da Suinocultura Agriness, ela conquistou o Leitão de Prata, que representa o 2º lugar na categoria 301 a 500 matrizes, com um resultado de 35,01 desmamados/fêmea/ano. “Receber um prêmio como este é muito gratificante, só acrescenta o nosso trabalho e nos dá o incentivo de buscar melhores índices”, salienta.

Ela comenta que, pelos resultados que obtém, muitas pessoas até se decepcionam ao conhecer a Granja Palmital. “Muitos acham que é um lugar com muita modernidade e tecnologia, mas é tudo simples e funcional”, descreve.

Os resultados, diz, são oriundos de poucas mudanças na rotina da granja e também de uma longa jornada de trabalho árduo e cuidadoso no manejo dos animais.

A rondonense frisa que, além de sua dedicação, os números são frutos de outro fator: os colaboradores que passaram pela granja ao longo dos anos. “O mérito não deixa de ser meu, mas é pequeno em comparação ao de quem está lá no dia a dia. Na contratação de colaboradores, prezo muito em saber se a pessoa gosta de suínos, porque isso conta com o sucesso dos resultados”, mensura. “A partir do momento que um suinocultor visualizar sua granja como um hospital, que os animais que lá estão precisam ser atendidos e assistidos da melhor forma possível, com isso todos serão beneficiados, animais com bem-estar e sanidade, e proprietários com bons resultados”, complementa.

Representatividade

Apesar de a maioria das pessoas ligarem as atividades do campo aos homens, o número de mulheres que estão à frente da administração de propriedades rurais tem aumentado significativamente nos últimos anos. E Olides é uma prova disso. “Hoje as mulheres vão atrás do que querem e fazem, não é mais como antigamente. Muitas estão na suinocultura, no gado leiteiro, tocam a propriedade, porque gostam disso e é o que querem para si como profissão. Talvez as mulheres que estão no campo não se expõem tanto, por isso não são tão vistas, mas o agronegócio está sim muito difundido entre elas”, considera.

A rondonense menciona que a mulher tem até mesmo mais habilidade pela questão materna, do toque de sensibilidade e pela exigência com os cuidados e higiene, o que resulta em sanidade e bons resultados. “Parabenizo todas as mulheres que estão presentes hoje ou projetando seu futuro para o agronegócio e principalmente a suinocultura”, conclui.

Fonte: O Presente
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Notícias Mercado

Importação de soja pela UE em 2019/20 atinge 7,4 mi t até 19 de janeiro

Número é 6% abaixo do volume registrado em 13 de janeiro do ano passado, apontaram os dados

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As importações de soja pela União Europeia na temporada 2019/20, iniciada em 1º de julho, atingiram 7,4 milhões de toneladas até 19 de janeiro, mostraram dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (20). O número é 6% abaixo do volume registrado em 13 de janeiro do ano passado, apontaram os dados.

Já as importações de farelo de soja pela UE chegaram a 10,3 milhões de toneladas, alta de 9% ante igual período do ano anterior, enquanto as aquisições de óleo de palma ficaram em 2,9 milhões de toneladas, queda de 21%. A publicação dos dados da UE havia sido adiada no início deste mês devido a problemas técnicos.

Fonte: Reuters
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Notícias Gestão de Riscos

Mapa negocia R$ 1,5 bilhão para apoiar contratação do seguro rural em 2021

Orçamento será articulado entre o Mapa e a área econômica com o objetivo de impulsionar o seguro rural como principal instrumento mitigador de riscos climáticos na agricultura

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Desde o dia 2 de janeiro, os produtores podem procurar os corretores, instituições financeiras, cooperativas e revendas para contratar as apólices de seguro no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). São 14 companhias seguradoras credenciadas no programa operando em todas as regiões do país e ofertando seguros rurais para mais de 60 culturas e atividades. Para 2020, está previsto R$ 1 bilhão para o programa, maior valor para subvenção desde sua criação.

Com o objetivo de dar continuidade à promoção do seguro rural como principal instrumento mitigador de riscos climáticos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá debater com a área econômica do governo federal a meta de ampliar o orçamento do programa para R$ 1,5 bilhão no exercício de 2021.

Regras em 2020

Novas regras de subvenção entram em vigor este ano, o que irá permitir que mais produtores tenham acesso à subvenção (veja tabela). A estimativa é apoiar a contratação de aproximadamente 250 mil apólices, possibilitando a cobertura de 18 milhões de hectares e um valor segurado de R$ 50 bilhões.  A projeção considera o comportamento de contratações em anos anteriores e pode variar dependendo do perfil de contratação de seguro rural por atividade e tamanho de produtor.

A partir dos ajustes feitos nas regras, em torno de 17% a mais de produtores sejam contemplados com seguro rural no PSR, quando comparado com a regra anterior. Para as culturas de frutas, olerícolas, cana-de-açúcar, pecuária, aquícola e florestas, a subvenção ao prêmio do seguro aumentou de 35% para 40%. Além disso, produtores de culturas de inverno, como trigo e milho de segunda safra, terão subvenção de 40% no tipo de cobertura de multirrisco, que antes estava em 35%.

Para grãos de verão, como soja e milho, e para o café,,a subvenção pode variar entre 20% e 30%, a depender do tipo de cobertura e de produto contratado. As mudanças também foram realizadas no limite financeiro anual por beneficiário na modalidade agrícola, que passou de R$ 72 mil para R$ 48 mil, considerando que um pequeno número de apólices era beneficiada com os limites maiores e a redistribuição desses valores possibilitará que mais agricultores tenham acesso à subvenção.

O diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, ressaltou que a simplificação nas regras foi aprovada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural no ano passado. “Essas mudanças atendem demandas do setor para tornar o seguro mais acessível”, disse.

Além disso, o Mapa está com projetos para melhorar os produtos e serviços entregues pelas seguradoras habilitadas. “Estamos criando um monitor do seguro rural em que as entidades poderão, com auxílio do Mapa, formalizar para o mercado segurador demandas fundamentadas visando aperfeiçoar ou desenvolver novos produtos de seguro rural”.

Outro objetivo do Mapa é elevar o patamar de qualidade dos serviços entregues pelas seguradoras aos produtores. “Vamos cobrar melhorias nas coberturas e produtividades estipuladas, bem como dos serviços dos corretores e de peritos agrícolas. Esses últimos terão que fazer parte de um cadastro nacional e serão submetidos a cursos de capacitação e de certificação até 2022. Todas essas ações fazem parte do Programa AGIR – Agro Gestão Integrada de Riscos no âmbito do projeto de Promoção do Seguro Rural”, finalizou.

Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) – 2020

Modalidades
de  Seguro

Grupos de Atividades

Tipo de
Cobertura

Tipo de Produto

Percentual
Subvenção

Limite Anual (R$) 

Agrícola Grãos de Verão e café*

Riscos Nomeados

Custeio/Produtividade

20%

48.000
Multirrisco

Custeio/Produtividade

25%

Receita

30%

Grãos de Inverno**

Riscos Nomeados

Custeio/Produtividade

35%

Multirrisco

Custeio/Produtividade/Receita

40%

Frutas, Olerícolas e Cana-de-Açúcar

40%

Florestas

Silvicultura (florestas plantadas)

40%

24.000

Pecuário

Aves, bovino, bubalinos, caprinos, equinos, ovinos e suínos

24.000

Aquícola

Carcinicultura, maricultura e piscicultura

24.000

Valor Máximo Subvencionável (CPF/ano)

120.000

Fonte: Resolução nº 68, de 08 de agosto de 2019
*Grãos de Verão: algodão, amendoim, arroz, café, fava, feijão, girassol, milho 1ª safra e soja.
**Grãos de Inverno: aveia, canola, cevada, centeio, milho 2ª safra, sorgo, trigo e triticale.

Fonte: MAPA
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Notícias Na Índia

ABPA, MAPA e Apex-Brasil promovem seminário sobre parcerias para segurança alimentar

Tema do seminário será “Complementariedade e Parcerias para a Segurança Alimentar”

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promoverão na quinta-feira (23), em Nova Délhi, um seminário para tratar sobre parcerias entre Brasil e Índia para a segurança alimentar.

Com o tema “Complementariedade e Parcerias para a Segurança Alimentar”, o seminário contará com apresentações da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; do Embaixador do Brasil na Índia, André Correa do Lago; do presidente da Apex-Brasil, contra-almirante Sergio Ricardo Segóvia Barbosa; além do diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin.

O seminário antecede a Missão Presidencial do Brasil à Índia. Além de destacar parcerias para a ampla oferta de alimentos à população indiana, o evento abordará o modelo produtivo brasileiro, focado na qualidade dos produtos, no status sanitário e na sustentabilidade da produção.

“Queremos reforçar nossa posição como Nação parceira para a oferta de proteína animal em complemento à produção local, no momento em que a economia da Índia cresce, juntamente com a renda média da população, o que naturalmente deve incrementar a presença de cárneos na dieta indiana”, analisa Santin.

Exportações

Além do seminário, a ABPA entregou à Presidência da República do Brasil e à Ministra da Agricultura as demandas do setor produtivo na pauta de negociações com a Índia.  A principal delas é a redução das tarifas para a importação de carne de frango e suína brasileiras.

Embora aberto para o frango brasileiro, o mercado indiano impõe tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

Com a segunda maior população do mundo, a Índia caminha para incrementar sua demanda por proteínas. “Hoje, o consumo per capita de carne de frango é baixo na Índia. Com o aumento da renda média do país, haverá necessidade de mais alimentos. Nesse quadro, a redução de barreiras tarifárias é fundamental, e beneficiará especialmente o consumidor indiano”, conclui o diretor executivo da ABPA.

Fonte: Assessoria
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