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Suínos

Da monta natural à inseminação: o primeiro salto de eficiência da suinocultura brasileira

Evolução da inseminação artificial transformou o uso de reprodutores, elevou o ganho genético e profissionalizou a produção de suínos no país ao longo das últimas décadas.

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Foto: Shutterstock

A história da inseminação artificial em suínos no Brasil é, acima de tudo, a história da evolução da ciência aplicada ao campo. Desde os primeiros experimentos conduzidos em pequenas centrais regionais, a técnica se consolidou como uma ferramenta estratégica de melhoramento genético, elevando a eficiência reprodutiva e a sustentabilidade da produção. “O impacto foi gigantesco. A inseminação artificial revolucionou a forma como produzimos suínos no país”, ressalta o médico-veterinário Fernando Pandolfo Bortolozzo, doutor em Reprodução Animal e professor titular do Departamento de Medicina Animal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde 1992, Bortolozzo trabalhou ao lado de Ivo Wentz, hoje aposentado, pioneiro da técnica no Brasil e referência internacional em fisiopatologia da reprodução suína.

Nas décadas de 1980 e 1990, a maioria das granjas brasileiras ainda dependia da monta natural. “Era comum manter de 4% a 5% de machos por plantel, um macho para cada 20 ou 25 matrizes. Isso representava um custo enorme e uma limitação ao avanço genético”, recorda Bortolozzo.

Com a introdução da inseminação artificial, o cenário mudou rapidamente. Em poucos anos, um único reprodutor passou a atender cerca de 100 fêmeas, reduzindo drasticamente o número de machos. Hoje, esse índice pode chegar a 250 matrizes por macho. “É um ganho exponencial de eficiência. A inseminação artificial é a principal ferramenta de aceleração genética da suinocultura”, afirma o pesquisador.

Evolução das centrais de sêmen

Médico-veterinário, doutor em Reprodução Animal e professor titular do Departamento de Medicina Animal da UFRGS, Fernando Pandolfo Bortolozzo: “Se conseguirmos manter o sêmen viável por mais de uma semana com qualidade, o impacto será enorme, não apenas logístico, mas também genético” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O avanço técnico da inseminação artificial no Brasil pode ser dividido em três grandes etapas. A primeira foi marcada pelas centrais internas de granja, pequenas estruturas que abrigavam seus próprios machos e laboratórios rudimentares. “O risco era alto, especialmente no controle de qualidade das doses”, menciona Bortolozzo.

Na segunda fase, cooperativas e agroindústrias assumiram o protagonismo, construindo centrais regionais para atender sistemas integrados. Esse modelo trouxe padronização e maior segurança sanitária.

A terceira e atual etapa consolidou a presença das empresas de genética, que profissionalizaram completamente o setor. “Hoje vivemos a era da comercialização de genética líquida. As empresas mantêm seus próprios reprodutores de elite e fornecem doses de sêmen de alta qualidade diretamente às granjas”, explica Bortolozzo.

Avanço da inseminação intrauterina

Um novo salto veio com o desenvolvimento da inseminação intrauterina (IIU), que começou a ser estudada no Brasil por volta dos anos 2000, com forte participação da equipe da UFRGS. A técnica ganhou escala comercial entre 2010 e 2015, quando os cateteres específicos se tornaram acessíveis. “A IIU permitiu reduzir pela metade o número de espermatozoides por dose e ampliar significativamente o uso de cada macho”, destaca o professor, enfatizando que hoje em torno de 60% a 70% das inseminações no país já são intrauterinas, sem diferença de desempenho reprodutivo em relação à inseminação tradicional.

Apesar dos avanços, cerca de 20% das fêmeas ainda exigem o método convencional, seja por dificuldade anatômica ou por serem leitoas em início de reprodução. “Mantemos duas linhas de inseminação porque a prática precisa atender a todas as realidades da granja”, observa.

Pesquisa aplicada e foco em eficiência

A consolidação da inseminação artificial no Brasil se deve, em grande parte, à integração entre pesquisa e produção. A UFRGS, em parceria com outras instituições e empresas, foi protagonista nesse processo. “A ciência brasileira tem papel decisivo. Cada ganho, seja em conservação do sêmen, controle de qualidade, ou desenvolvimento de cateteres, vem de muito estudo e validação em campo”, reforça Bortolozzo.

Hoje, os principais pontos de aprimoramento da inseminação artificial se concentram em três áreas: granja, transporte e centrais de sêmen. Nas granjas, o desafio é aprimorar o armazenamento das doses e o treinamento das equipes. No transporte, o controle da temperatura e logística é essencial para preservar a viabilidade espermática. E nas centrais, o foco está na qualidade e rastreabilidade. “As centrais modernas são verdadeiros laboratórios de alta precisão. Se antes bastava uma ‘carteira de motorista tipo B’, hoje o operador precisa de um ‘brevê de piloto’ para lidar com o nível de tecnologia envolvido”, compara o pesquisador.

Desafios dos machos jovens

O melhoramento genético trouxe outro desafio: a rápida renovação dos reprodutores. “Os machos jovens são geneticamente superiores, mas precisamos que produzam doses de qualidade o quanto antes, para não perder o ritmo do avanço genético”, explica.

O controle de qualidade, segundo ele, é o ‘ponto de honra’ das centrais. Isso inclui desde a motilidade espermática e contagem celular, até a prevenção de contaminação bacteriana. “Buscamos a perfeição. Cada falha em uma central grande tem impacto em centenas de granjas. Por isso, a checagem constante é inegociável”, frisa.

Mesmo com um número reduzido de machos, seu efeito sobre a cadeia produtiva é enorme. “Um único macho pode atender cerca de 300 matrizes, e a progênie desses animais é mais eficiente, consome menos alimento e gera menos dejetos. Isso significa sustentabilidade aplicada”, pontua Bortolozzo.

As novas centrais de genética já incorporam conceitos de bem-estar animal, eficiência energética e redução ambiental. Os machos são alojados em baias coletivas e monitorados constantemente. “O avanço genético não é só técnico. Ele tem reflexo direto em sustentabilidade e eficiência ao longo de toda a cadeia”, completa.

Um futuro guiado pela ciência

Para Bortolozzo, os próximos avanços virão do aperfeiçoamento da conservação do sêmen e da inseminação em tempo fixo (IATF), que ainda enfrenta gargalos práticos. “Se conseguirmos manter o sêmen viável por mais de uma semana com qualidade, o impacto será enorme, não apenas logístico, mas também genético”, projeta.

Aos 50 anos da inseminação artificial suína no Brasil, o balanço é claro: trata-se de uma biotecnologia consolidada, irreversível e estratégica. “A inseminação artificial não é apenas uma técnica de reprodução, é uma ferramenta de transformação produtiva, econômica e científica. E o mérito disso está, sem dúvida, na pesquisa e na ciência brasileira”, enaltece Bortolozzo.

IMV eleva inseminação artificial a novo patamar na reprodução de suínos

Desde os primeiros experimentos, a inseminação artificial transformou a suinocultura, tornando-a mais eficiente, segura e tecnicamente avançada. Para a IMV do Brasil, que participou ativamente desse pioneirismo, o impacto é visível na consolidação de plantéis mais produtivos e saudáveis. “A técnica revolucionou a suinocultura moderna ao permitir o controle genético, a padronização produtiva e o avanço sanitário dos plantéis”, destaca o diretor técnico-comercial da empresa, Pedro Nacib Jorge Neto.

Diretor técnico-comercial da IMV do Brasil, Pedro Nacib Jorge Neto: “A inseminação artificial transformou a suinocultura moderna ao permitir o controle genético, a padronização produtiva e o avanço sanitário dos plantéis” – Foto: Divulgação/IMV

A evolução da inseminação artificial é marcada por inovações constantes. A IMV esteve à frente desde os primeiros equipamentos desenvolvidos por Robert Cassou, como as vaginas artificiais e cateteres, até os sistemas automatizados de coleta, envase e conservação de sêmen. “As palhetas Cassou, os diluentes de alta performance e, mais recentemente, as plataformas digitais de controle e rastreabilidade consolidaram a IMV como referência mundial em biotecnologia reprodutiva suína”, ressalta.

Hoje, a técnica atende às exigências de produtividade, bem-estar animal e biossegurança das granjas modernas. “Ela reduz o número de machos em produção, otimiza o uso genético e garante cruzamentos precisos, com menor estresse e manipulação”, explica Jorge Neto. Protocolos padronizados de higiene e controle de qualidade, muitos desenvolvidos pela IMV, reforçam a biossegurança e a rastreabilidade dos processos.

versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Workshop abre programação do SBSS com foco em sanidade na suinocultura

Evento pré-simpósio reunirá especialistas para debater prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário em Chapecó.

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No dia 11 de agosto, a partir das 9 horas, o Nucleovet promoverá o pré-simpósio "Gestão de Programas Sanitários na Suinocultura – Da Prevenção ao Tratamento Otimizando o Uso de Antimicrobianos"

A programação do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) começa antes mesmo da abertura oficial do evento. No dia 11 de agosto, a partir das 9 horas, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) promoverá o pré-simpósio “Gestão de Programas Sanitários na Suinocultura – Da Prevenção ao Tratamento: Otimizando o Uso de Antimicrobianos”, um workshop que reunirá especialistas para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, uso racional de antimicrobianos e monitoramento sanitário. O evento será realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e integra a programação do SBSS, considerado um dos principais fóruns técnicos da suinocultura na América Latina.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A agenda foi estruturada para oferecer uma visão prática e integrada sobre os principais desafios enfrentados pelos profissionais na elaboração de programas sanitários. Ao longo da manhã, serão abordados temas que vão desde os fundamentos da farmacologia até ferramentas de diagnóstico, desenho de protocolos sanitários e análise econômica dos tratamentos, permitindo aos participantes aplicar conceitos técnicos na tomada de decisão dentro das granjas.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o workshop será um momento de oferecer conteúdos alinhados aos desafios atuais da produção animal. “A sanidade é um dos pilares da suinocultura moderna e o uso consciente dos antimicrobianos é uma demanda crescente em todo o mundo. Reunimos especialistas com ampla experiência para discutir soluções práticas que contribuam para uma produção cada vez mais eficiente, sustentável e responsável”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o formato do workshop permite aprofundar temas que exigem maior detalhamento técnico. “O objetivo é proporcionar aos participantes uma imersão em um assunto de extrema relevância para o setor. O uso racional de antimicrobianos passa por diagnóstico, planejamento, monitoramento e avaliação constante dos resultados. É um conteúdo que dialoga diretamente com a rotina dos profissionais que atuam na sanidade suína”, ressalta.

Foto: Divulgação/SBSA

A coordenação científica do workshop ficará a cargo do médico-veterinário Paulo Eduardo Bennemann, que ressalta que a eficiência dos programas sanitários depende, de um diagnóstico preciso e de decisões técnicas bem fundamentadas. “A antibioticoterapia é uma prática que combina conhecimento técnico, análise estratégica e tomada de decisão precisa. Compreender quais agentes ou patógenos desafiam o sistema de produção, como eles se manifestam e em que momento ocorrem é fundamental para o sucesso de qualquer programa de controle sanitário. Sem essas informações, a condução das ações tende a se tornar uma prática empírica, baseada em tentativa e erro, geralmente menos eficaz e mais onerosa”, explica.

Segundo Bennemann, o workshop foi estruturado para oferecer aos participantes uma visão integrada sobre o planejamento sanitário nas granjas. “Nosso objetivo é promover uma abordagem holística da sanidade, reunindo profissionais de reconhecida experiência para discutir conceitos e estratégias que apoiem uma tomada de decisão mais assertiva no planejamento e na utilização prudente dos antimicrobianos. Queremos contribuir para que médicos-veterinários e gestores tenham ferramentas para construir programas sanitários mais eficientes, sustentáveis e alinhados às demandas atuais da produção”, destaca.

O workshop será dividido em quatro módulos. A abertura ficará por conta do médico-veterinário Everson Zotti, que apresentará os fundamentos de qualquer programa sanitário, abordando conceitos como bactericidas, bacteriostáticos, farmacodinâmica, farmacocinética e associações entre antimicrobianos.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Na sequência, Edison Magalhães conduzirá o módulo Inteligência Sanitária e Diagnóstico, discutindo a importância da identificação correta dos desafios sanitários, da interpretação de exames laboratoriais, do uso de ferramentas como antibiogramas e testes de concentração inibitória mínima (MIC), além do aprendizado obtido a partir de falhas diagnósticas.

O terceiro módulo será ministrado por Augusto Heck, que abordará a construção de programas sanitários viáveis, promovendo uma reflexão sobre o uso indiscriminado de protocolos de amplo espectro, os impactos da utilização inadequada de antimicrobianos e os critérios técnicos para definição dos tratamentos mais adequados.

Encerrando a programação técnica, Luiz Carlos Giongo apresentará estratégias voltadas à farmacoeconomia e ao monitoramento dos tratamentos, demonstrando como avaliar o retorno sobre o investimento (ROI), acompanhar a eficácia dos protocolos sanitários e utilizar tecnologias para detectar precocemente possíveis falhas. O workshop será concluído com uma mesa-redonda reunindo todos os palestrantes para debater os principais desafios e responder às dúvidas dos participantes.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

17ª Brasil Sul Pig Fair

Workshop: Gestão de programas sanitários na suinocultura

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura:

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suínos

Falta de mão de obra qualificada entra na pauta da suinocultura

18º SBSS debate formação de profissionais, retenção de talentos e desafios para manter a competitividade do setor.

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Foto: Shutterstock

A formação de profissionais qualificados e os impactos da escassez de mão de obra na competitividade da suinocultura estarão entre os temas debatidos no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação” será ministrada pelo médico-veterinário Anderson Queirós, no dia 13 de agosto, às 11h10, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Médico-veterinário Anderson Queirós

A dificuldade para atrair, desenvolver e reter profissionais qualificados tornou-se um dos principais desafios da cadeia produtiva. Em um cenário de crescente demanda por eficiência, inovação e tecnologia, a qualificação das equipes e a valorização do capital humano são fatores importantes para a sustentabilidade e o crescimento das empresas do setor. A palestra apresentará reflexões sobre esse novo contexto e discutirá caminhos para preparar profissionais e organizações para os desafios do mercado.

Anderson Queirós é técnico em Agropecuária pelo Colégio Agrícola La Salle e médico-veterinário formado pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), campus de Xanxerê. Possui pós-graduação em Gestão de Pessoas e Processos pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e é sócio-fundador da Atualtech Consultoria e Instrutoria.

Com mais de 20 anos de atuação profissional, sendo os últimos 13 dedicados à consultoria em suinocultura, Anderson desenvolve trabalhos voltados ao aprimoramento da gestão, da produtividade e da capacitação de equipes, acompanhando de perto os desafios enfrentados pelas empresas na formação e retenção de talentos.

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que discutir pessoas é discutir o futuro da produção animal. “A tecnologia evolui constantemente, mas são as pessoas que fazem toda a cadeia acontecer. Hoje, um dos maiores desafios das empresas é formar profissionais preparados para lidar com sistemas cada vez mais modernos e complexos. Por isso, o SBSS encerra sua programação científica reforçando a importância do desenvolvimento humano para a sustentabilidade da suinocultura”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, o tema reflete uma realidade vivida por todo o setor. “A escassez de mão de obra qualificada é um desafio que impacta diretamente a produtividade e a competitividade das empresas. Mais do que identificar esse cenário, é preciso discutir estratégias para desenvolver pessoas, fortalecer lideranças e preparar equipes capazes de atender às demandas da suinocultura moderna. Esse é um debate que envolve toda a cadeia produtiva”, ressalta.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura:
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuiti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suínos

Suinocultura catarinense enfrenta desequilíbrio entre oferta e rentabilidade

Mesmo com recordes de exportação, produtores acumulam perdas com aumento da produção e queda nas margens.

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Foto: Ari Dias

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, alertou para a grave crise financeira que atinge os produtores do estado. Apesar de Santa Catarina manter a excelência mundial em sanidade e bater recordes de exportação, o suinocultor amarga prejuízos devido à disparidade entre o alto custo de produção, a baixa remuneração repassada pela indústria e o excesso de oferta de carne no mercado.

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz de Lorenzi: “Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”

Atualmente, o custo para produzir um quilo de suíno atinge a marca de R$ 6,23, enquanto o produtor recebe em média apenas R$ 5,05. Esse déficit inviabiliza a continuidade da atividade nas propriedades rurais, do Sul ao Extremo-Oeste catarinense. “Nós pensávamos que tinha chegado ao fundo do poço, mas infelizmente descobrimos que estamos encontrando alguns alçapões que estão levando cada vez mais nós para esse fundo, onde a margem de lucro não existe”, afirma Lorenzi.

Fatores macroeconômicos, como a cotação baixa do dólar e a queda do poder de compra do consumidor brasileiro, contribuem para o cenário. No entanto, o presidente da ACCS aponta o incentivo desordenado ao crescimento por parte de indústrias e cooperativas como o principal agravante. O mercado foi inundado por um aumento abrupto na oferta, impulsionado pelo acréscimo de 105 mil matrizes, que são as fêmeas reprodutoras. Houve também a elevação dos índices de produtividade e do peso de abate, que ultrapassa os 130 quilos por animal.

Para a entidade, o descompasso atual poderia ter sido evitado com um planejamento mais rigoroso. “É inadmissível de um ano para outro aumentar 105 mil matrizes em um plantel. Se nós tivéssemos uma produção menor, sem dúvida, nós continuaríamos com a margem dentro da propriedade rural e dentro da indústria”, destaca o presidente. Ele ressalta ainda que a desvalorização do suíno no campo não tem chegado às gôndolas dos supermercados. Com exceção de promoções pontuais aos finais de semana, o consumidor final continua pagando preços elevados pela carne suína.

Foto: O Presente Rural

Somado ao desequilíbrio do mercado, o setor é pressionado por cobranças tributárias retroativas. O governo estadual passou a exigir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente aos últimos cinco anos para produtores que venderam animais para fora do Estado. A ACCS critica a falta de orientação anual por parte do fisco, o que gerou dívidas milionárias sem que os suinocultores tivessem a chance de se adequar.

O produtor lida também com os custos das novas normativas de biosseguridade, um conjunto rigoroso de medidas para prevenir a entrada de doenças nas granjas. Assinados no ano passado, durante um período de projeções financeiras otimistas, os protocolos agora exigem investimentos que o suinocultor não tem condições de bancar.

A recuperação do setor, segundo a associação, exige uma ação coordenada e imediata de toda a cadeia produtiva, incluindo a redução do plantel por indústrias, cooperativas e produtores independentes. A ACCS alerta que a crise não será resolvida apenas por governos e cobra o fim da omissão de dados reais de expansão por parte de algumas empresas.

“Agora não adianta achar culpado. Nós temos que nos abraçar, poder ter essa transparência e saber sentar numa mesa e mostrar os números reais para que essa suinocultura continue pujante, mas, acima de tudo, para que o produtor continue com qualidade de vida”, conclui Lorenzi.

Fonte: Assessoria ACCS
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