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Da monta natural à inseminação: o primeiro salto de eficiência da suinocultura brasileira

Evolução da inseminação artificial transformou o uso de reprodutores, elevou o ganho genético e profissionalizou a produção de suínos no país ao longo das últimas décadas.

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A história da inseminação artificial em suínos no Brasil é, acima de tudo, a história da evolução da ciência aplicada ao campo. Desde os primeiros experimentos conduzidos em pequenas centrais regionais, a técnica se consolidou como uma ferramenta estratégica de melhoramento genético, elevando a eficiência reprodutiva e a sustentabilidade da produção. “O impacto foi gigantesco. A inseminação artificial revolucionou a forma como produzimos suínos no país”, ressalta o médico-veterinário Fernando Pandolfo Bortolozzo, doutor em Reprodução Animal e professor titular do Departamento de Medicina Animal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde 1992, Bortolozzo trabalhou ao lado de Ivo Wentz, hoje aposentado, pioneiro da técnica no Brasil e referência internacional em fisiopatologia da reprodução suína.

Nas décadas de 1980 e 1990, a maioria das granjas brasileiras ainda dependia da monta natural. “Era comum manter de 4% a 5% de machos por plantel, um macho para cada 20 ou 25 matrizes. Isso representava um custo enorme e uma limitação ao avanço genético”, recorda Bortolozzo.

Com a introdução da inseminação artificial, o cenário mudou rapidamente. Em poucos anos, um único reprodutor passou a atender cerca de 100 fêmeas, reduzindo drasticamente o número de machos. Hoje, esse índice pode chegar a 250 matrizes por macho. “É um ganho exponencial de eficiência. A inseminação artificial é a principal ferramenta de aceleração genética da suinocultura”, afirma o pesquisador.

Evolução das centrais de sêmen

Médico-veterinário, doutor em Reprodução Animal e professor titular do Departamento de Medicina Animal da UFRGS, Fernando Pandolfo Bortolozzo: “Se conseguirmos manter o sêmen viável por mais de uma semana com qualidade, o impacto será enorme, não apenas logístico, mas também genético” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O avanço técnico da inseminação artificial no Brasil pode ser dividido em três grandes etapas. A primeira foi marcada pelas centrais internas de granja, pequenas estruturas que abrigavam seus próprios machos e laboratórios rudimentares. “O risco era alto, especialmente no controle de qualidade das doses”, menciona Bortolozzo.

Na segunda fase, cooperativas e agroindústrias assumiram o protagonismo, construindo centrais regionais para atender sistemas integrados. Esse modelo trouxe padronização e maior segurança sanitária.

A terceira e atual etapa consolidou a presença das empresas de genética, que profissionalizaram completamente o setor. “Hoje vivemos a era da comercialização de genética líquida. As empresas mantêm seus próprios reprodutores de elite e fornecem doses de sêmen de alta qualidade diretamente às granjas”, explica Bortolozzo.

Avanço da inseminação intrauterina

Um novo salto veio com o desenvolvimento da inseminação intrauterina (IIU), que começou a ser estudada no Brasil por volta dos anos 2000, com forte participação da equipe da UFRGS. A técnica ganhou escala comercial entre 2010 e 2015, quando os cateteres específicos se tornaram acessíveis. “A IIU permitiu reduzir pela metade o número de espermatozoides por dose e ampliar significativamente o uso de cada macho”, destaca o professor, enfatizando que hoje em torno de 60% a 70% das inseminações no país já são intrauterinas, sem diferença de desempenho reprodutivo em relação à inseminação tradicional.

Apesar dos avanços, cerca de 20% das fêmeas ainda exigem o método convencional, seja por dificuldade anatômica ou por serem leitoas em início de reprodução. “Mantemos duas linhas de inseminação porque a prática precisa atender a todas as realidades da granja”, observa.

Pesquisa aplicada e foco em eficiência

A consolidação da inseminação artificial no Brasil se deve, em grande parte, à integração entre pesquisa e produção. A UFRGS, em parceria com outras instituições e empresas, foi protagonista nesse processo. “A ciência brasileira tem papel decisivo. Cada ganho, seja em conservação do sêmen, controle de qualidade, ou desenvolvimento de cateteres, vem de muito estudo e validação em campo”, reforça Bortolozzo.

Hoje, os principais pontos de aprimoramento da inseminação artificial se concentram em três áreas: granja, transporte e centrais de sêmen. Nas granjas, o desafio é aprimorar o armazenamento das doses e o treinamento das equipes. No transporte, o controle da temperatura e logística é essencial para preservar a viabilidade espermática. E nas centrais, o foco está na qualidade e rastreabilidade. “As centrais modernas são verdadeiros laboratórios de alta precisão. Se antes bastava uma ‘carteira de motorista tipo B’, hoje o operador precisa de um ‘brevê de piloto’ para lidar com o nível de tecnologia envolvido”, compara o pesquisador.

Desafios dos machos jovens

O melhoramento genético trouxe outro desafio: a rápida renovação dos reprodutores. “Os machos jovens são geneticamente superiores, mas precisamos que produzam doses de qualidade o quanto antes, para não perder o ritmo do avanço genético”, explica.

O controle de qualidade, segundo ele, é o ‘ponto de honra’ das centrais. Isso inclui desde a motilidade espermática e contagem celular, até a prevenção de contaminação bacteriana. “Buscamos a perfeição. Cada falha em uma central grande tem impacto em centenas de granjas. Por isso, a checagem constante é inegociável”, frisa.

Mesmo com um número reduzido de machos, seu efeito sobre a cadeia produtiva é enorme. “Um único macho pode atender cerca de 300 matrizes, e a progênie desses animais é mais eficiente, consome menos alimento e gera menos dejetos. Isso significa sustentabilidade aplicada”, pontua Bortolozzo.

As novas centrais de genética já incorporam conceitos de bem-estar animal, eficiência energética e redução ambiental. Os machos são alojados em baias coletivas e monitorados constantemente. “O avanço genético não é só técnico. Ele tem reflexo direto em sustentabilidade e eficiência ao longo de toda a cadeia”, completa.

Um futuro guiado pela ciência

Para Bortolozzo, os próximos avanços virão do aperfeiçoamento da conservação do sêmen e da inseminação em tempo fixo (IATF), que ainda enfrenta gargalos práticos. “Se conseguirmos manter o sêmen viável por mais de uma semana com qualidade, o impacto será enorme, não apenas logístico, mas também genético”, projeta.

Aos 50 anos da inseminação artificial suína no Brasil, o balanço é claro: trata-se de uma biotecnologia consolidada, irreversível e estratégica. “A inseminação artificial não é apenas uma técnica de reprodução, é uma ferramenta de transformação produtiva, econômica e científica. E o mérito disso está, sem dúvida, na pesquisa e na ciência brasileira”, enaltece Bortolozzo.

IMV eleva inseminação artificial a novo patamar na reprodução de suínos

Desde os primeiros experimentos, a inseminação artificial transformou a suinocultura, tornando-a mais eficiente, segura e tecnicamente avançada. Para a IMV do Brasil, que participou ativamente desse pioneirismo, o impacto é visível na consolidação de plantéis mais produtivos e saudáveis. “A técnica revolucionou a suinocultura moderna ao permitir o controle genético, a padronização produtiva e o avanço sanitário dos plantéis”, destaca o diretor técnico-comercial da empresa, Pedro Nacib Jorge Neto.

Diretor técnico-comercial da IMV do Brasil, Pedro Nacib Jorge Neto: “A inseminação artificial transformou a suinocultura moderna ao permitir o controle genético, a padronização produtiva e o avanço sanitário dos plantéis” – Foto: Divulgação/IMV

A evolução da inseminação artificial é marcada por inovações constantes. A IMV esteve à frente desde os primeiros equipamentos desenvolvidos por Robert Cassou, como as vaginas artificiais e cateteres, até os sistemas automatizados de coleta, envase e conservação de sêmen. “As palhetas Cassou, os diluentes de alta performance e, mais recentemente, as plataformas digitais de controle e rastreabilidade consolidaram a IMV como referência mundial em biotecnologia reprodutiva suína”, ressalta.

Hoje, a técnica atende às exigências de produtividade, bem-estar animal e biossegurança das granjas modernas. “Ela reduz o número de machos em produção, otimiza o uso genético e garante cruzamentos precisos, com menor estresse e manipulação”, explica Jorge Neto. Protocolos padronizados de higiene e controle de qualidade, muitos desenvolvidos pela IMV, reforçam a biossegurança e a rastreabilidade dos processos.

versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural

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APCS celebra 59 anos destacando força da suinocultura paulista

Entidade reforça atuação na comercialização e compra de insumos, movimentando milhões de reais e fortalecendo a competitividade dos produtores.

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A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) chega aos seus 59 anos de fundação reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da suinocultura paulista e com a geração de resultados concretos para seus associados.

Por meio de seus principais braços de gestão associativista, a Bolsa de Comercialização de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters” e o Consórcio Suíno Paulista “Vanderlei Bressiani”, a entidade vem demonstrando eficiência, transparência e profissionalismo nas operações que realiza.

Na área de comercialização, a Bolsa de Suínos movimenta semanalmente cerca de 29.000 suínos, com peso médio de 116 kg e preço médio registrado na última bolsa de R$ 7,09/kg. Considerando uma média de 4,2 semanas por mês, o volume financeiro envolvido na formação de preços pode alcançar aproximadamente R$ 100.173.192,00 mensais, demonstrando a relevância da Bolsa para o mercado paulista.

Valdomiro Ferreira Júnior, presidente na Associação Paulista de Criadores de Suínos

Já no Consórcio Suíno Paulista, apenas na compra de aminoácidos, realizada por meio de licitação e analisada pela comissão responsável, foi adquirido para entrega no mês de abril um volume de R$ 3.512.681,54.

Ainda ao longo do mês, serão incorporadas novas aquisições, incluindo farelo de soja, macros, antibióticos, injetáveis, material de inseminação e produtos de limpeza, ampliando significativamente o volume negociado.

Somente nos dois primeiros meses do ano, o Consórcio já registrou compras próximas de R$ 47.843.000,00, números que refletem o alto nível tecnológico e produtivo das granjas paulistas, sempre em busca de insumos de qualidade para a melhor nutrição e desempenho dos suínos.

Todo esse trabalho reforça o compromisso da gestão da Bolsa de Comercialização e do Consórcio Suíno Paulista com os princípios de transparência, organização e profissionalismo, fundamentais para o fortalecimento do setor.

Por isso, o Presidente das instituições, Ferreira Júnior, convida todos os associados para, no próximo dia 27 de março, após o evento ETC/TOPIGS, nas dependências do Hotel Premium, em Campinas, participarem do almoço de confraternização que marcará a comemoração dos 59 anos da APCS.

Fonte: APCS/ BCSSP/CSP
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Suinocultura inicia ciclo de maior estabilidade em 2026, aponta ABCS

Desempenho contrasta com o ambiente de incertezas no cenário internacional, em que se acumulam notícias desfavoráveis ao comércio de proteínas animais.

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O ano começou com relativa estabilidade na suinocultura brasileira, especialmente no mercado doméstico. O desempenho contrasta com o ambiente de incertezas no cenário internacional, em que se acumulam notícias desfavoráveis ao comércio de proteínas animais, como a taxação da carne bovina brasileira pela China, a imposição de cotas à carne suína nacional pelo México, além do avanço da Peste Suína Africana (PSA) na Espanha e das tensões geopolíticas que seguem pressionando a economia global.

No Brasil, entretanto, o setor apresenta sinais de maior equilíbrio entre oferta e demanda. De acordo com, a atividade começou 2026 com bases mais equilibradas entre oferta e demanda, o que tende a reduzir oscilações bruscas de preços ao longo do ano, desde que não ocorram problemas sanitários ou econômicos.

No Brasil, entretanto, a atividade iniciou 2026 em um ambiente de maior equilíbrio, após um ano de ajustes graduais entre oferta e demanda. Diferentemente de 2025, marcado por oscilações mais intensas e um cenário internacional mais volátil, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, destaca que o setor começou o ano com perspectivas de crescimento moderado e bases mais sustentáveis.

Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas quais a entidade se baseia, o abate deve alcançar cerca de 62,7 milhões de animais em 2026, avanço de 4% em relação a 2025. A produção também deve crescer, chegando a aproximadamente 5,87 milhões de toneladas, ritmo mais contido que o observado no ano anterior, refletindo uma estratégia de expansão mais alinhada à capacidade de absorção do mercado.

O mercado interno segue como pilar central da atividade. Após superar 20 quilos de carne suína consumidos por habitante em 2025, a expectativa é de novo avanço em 2026, com o consumo podendo atingir 21 quilos per capita, sustentado por preços mais competitivos em relação a outras proteínas e maior presença do produto na dieta do brasileiro.

A maior disponibilidade interna, estimada em 4,50 milhões de toneladas neste ano, deve contribuir para a manutenção de preços mais estáveis ao produtor, reduzindo o risco de movimentos bruscos ao longo de 2026.

No comércio exterior, após forte expansão em 2025, com o Brasil superando o Canadá e assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, a tendência para 2026 é de crescimento mais moderado, em torno de 3%, com embarques projetados em 1,36 milhão de toneladas, sustentado por uma demanda internacional mais firme e pela perda de competitividade da União Europeia, que enfrenta custos crescentes, redução de capacidade produtiva e entraves regulatórios.

O presidente da ABCS explica que o cenário de carnes precisa ser observado de forma integrada. “Enquanto a oferta de carne suína tende a crescer, a bovinocultura deve passar por uma virada de ciclo, com redução no abate e possível aumento das cotações do boi gordo. Esse movimento pode sustentar o preço do suíno em 2026”, analisa.

Crédito caro, logística e sanidade no radar

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “É fundamental que o produtor aproveite as sobras financeiras para aperfeiçoar processos, elevar produtividade e reforçar atributos de qualidade exigidos pelos mercados consumidores” – Foto: Divulgação/ABCS

Apesar do cenário relativamente equilibrado, os desafios permanecem. Para Lopes, o principal gargalo hoje é o acesso ao crédito. “Com juros muito elevados e valores limitados, o produtor encontra extrema dificuldade de expandir ou melhorar sua estrutura”, afirma.

Outro desafio é a concentração da produção no Sul e a oferta de grãos no Centro-Oeste, o que encarece o transporte, enquanto a malha ferroviária segue mais voltada às exportações do que ao abastecimento interno. “Há ainda o crescimento das usinas de etanol de milho, que concorrem com vantagens logísticas pelo cereal”, observa.

No campo sanitário, a preocupação é cada vez maior diante do avanço da Peste Suína Africana na Europa. De acordo com Lopes, a biosseguridade passou a ocupar papel central nas estratégias de produção, como forma de preservar o status sanitário brasileiro e evitar impactos que poderiam comprometer tanto o mercado interno quanto as exportações.

Em meio a um ambiente internacional instável, a suinocultura brasileira entrou em 2026 apoiada no consumo doméstico, em uma produção mais ajustada e em exportações diversificadas. O desafio, segundo Lopes, será manter esse equilíbrio diante de crédito restrito, custos logísticos elevados e riscos sanitários crescentes.

Exigências internacionais pressionam investimentos

Com mercados cada vez mais atentos à rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal, o setor deve intensificar ajustes em 2026. A avaliação de Lopes é de que a suinocultura brasileira avance, mas de forma heterogênea. “Há sistemas de produção e empresas bastante avançadas na rastreabilidade e certificação, mas também existem outras com carências nestes quesitos”, salienta.

Ainda assim, o dirigente reforça que o progresso é contínuo. “Toda suinocultura brasileira tem evoluído muito nos últimos anos, incorporando vários conceitos relativos a bem-estar animal, sustentabilidade e economia circular, numa maior ou menor velocidade conforme o mercado que acessam ou nível de tecnificação e capacidade de investimento de cada um”, menciona.

Projeções para 2026

Ao projetar o desempenho da suinocultura para 2026, Lopes reforça que o momento é positivo, mas exige prudência. Ele observa que o setor entrou em trajetória sustentável de recuperação ao longo de 2025, mas adverte para o risco de excessos. “Precisamos estar atentos para que o aumento demasiado da produção não provoque um descompasso entre oferta e procura, o que poderia gerar uma nova crise”, adverte.

Apesar da melhora da rentabilidade em todas as regiões produtoras, Lopes destaca que o setor deve evitar movimentos de expansão acelerada e priorizar investimentos estruturais. “É fundamental que o produtor aproveite as sobras financeiras para aperfeiçoar processos, elevar produtividade e reforçar atributos de qualidade exigidos pelos mercados consumidores”, recomenda.

As oportunidades para 2026 seguem concentradas em três eixos: abertura ou ampliação de mercados, diversificação de produtos e agregação de valor. Apesar da grande diversificação de mercados, Lopes ressalta que o Brasil tem muito potencial para atender novas demandas específicas, especialmente cortes premium, produtos processados e itens com atributos de sustentabilidade e rastreabilidade. “O consumo doméstico também pode agregar ganhos, ainda que o crescimento seja gradual. A continuidade da recomposição da renda das famílias e a competitividade relativa da carne suína frente à bovina tendem a favorecer esse movimento”, estima Lopes.

Custos de produção

A evolução dos custos de produção, especialmente milho e farelo de soja, ainda é incerta. As primeiras indicações apontam para uma colheita de milho menor na safra 2025/26, influenciada pelo La Niña e pela descapitalização de agricultores após um ciclo de margens comprimidas. Além disso, o avanço acelerado das usinas de etanol de milho amplia a competição pelo cereal no mercado interno.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

Segundo Lopes, esse conjunto de fatores pode pressionar os preços dos insumos ao longo de 2026. “O suinocultor deve acompanhar de perto a evolução da safra brasileira e buscar o melhor momento para antecipar a compra dos insumos”, orienta.

A competitividade internacional ampliada, os ganhos de eficiência e a crescente profissionalização são fatores que fortalecem o país, mas não eliminam riscos. “Temos um setor tecnificado, competitivo e com enorme potencial de expansão, mas precisamos agir com responsabilidade para que o ciclo positivo se mantenha. Crescimento sustentável é aquele que respeita a lógica de mercado e garante longevidade para toda a cadeia”, exalta Lopes.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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ABCS participa do lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2026

Evento realizado pela CNA em Brasília foi marcado com a presença do presidente da Bancada Ruralista, deputado Pedro Lupion, Senadora Tereza Cristina e outros parlamentares.

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Foto: Divulgação/ABCS

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes e a equipe governamental da entidade participaram na última quarta-feira (11), em Brasília, do lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2026, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento foi realizado em sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados e reuniu lideranças do setor produtivo e parlamentares.

Para o presidente da ABCS, a participação da suinocultura nesse debate é fundamental para garantir que as demandas do setor estejam contempladas nas discussões do Congresso Nacional.  “A Agenda Legislativa do Agro é um instrumento importante de diálogo com o Parlamento. A presença da suinocultura nesse espaço reforça o compromisso do setor em contribuir para políticas públicas que garantam segurança jurídica, competitividade e condições para que o produtor continue investindo e produzindo no Brasil”, destacou Marcelo Lopes.

Agenda Legislativa do Agro 2026

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “A presença da suinocultura nesse espaço reforça o compromisso do setor em contribuir para políticas públicas que garantam segurança jurídica, competitividade e condições para que o produtor continue investindo e produzindo no Brasil” – Foto: Divulgação/ABCS

A Agenda Legislativa do Agro reúne a análise de 100 proposições que tramitam no Congresso Nacional e que impactam diretamente a atividade agropecuária no país. O documento é resultado do acompanhamento de mais de 8,7 mil propostas legislativas monitoradas pela Assessoria de Relações Institucionais da CNA.

Dividida em dois grandes eixos: Segurança Jurídica e Estabilidade do Ambiente de Negócios e Sustentação da Competitividade e Participação no Mercado Internacional. A agenda aborda temas estratégicos como direito de propriedade, relações trabalhistas, tributação, política agrícola, meio ambiente, infraestrutura, logística e inovação.

A iniciativa busca orientar o debate legislativo no Congresso Nacional e contribuir para a construção de políticas públicas que fortaleçam o desenvolvimento do agro brasileiro.

Para a gerente de relações governamentais da ABCS, Ana Paula Cenci, o documento funciona como um importante direcionador das prioridades do setor. “A Agenda Legislativa norteia as pautas macro do agro no Congresso. Em um ano eleitoral, esse alinhamento se torna ainda mais estratégico para garantir que temas essenciais ao setor permaneçam no centro do debate político”, destacou.

Fonte: Assessoria ABCS
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