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Custos preocupam, mas setor mantém projeções positivas para 2016

Turra detalhou os números das exportações de carne suína, de carne de frango e de ovos, e traçou projeções positivas para o setor produtivo

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Em coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (11), em Porto Alegre (RS), o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, destacou que a avicultura e a suinocultura do Brasil mantêm projeções positivas para 2016. 

Na coletiva para jornalistas, Turra detalhou os números das exportações de carne suína, de carne de frango e de ovos, e traçou projeções positivas para o setor produtivo.  “Em meio ao cenário atual, podemos dizer que a avicultura e a suinocultura são, comprovadamente, o ‘Brasil que dá certo’. As exportações estão em crescimento e apontam para resultados positivos ao longo deste ano”, afirmou.

Durante o encontro, Turra destacou o momento complexo vivido pelo setor frente ao cenário econômico.  Neste contexto, a avicultura e a suinocultura vem enfrentando uma forte elevação nos custos de produção – em torno de 23% nos últimos meses – devido, especialmente, à alta do preço do milho.  Ao mesmo tempo, Turra ressaltou o importante trabalho desenvolvido pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para a redução dos custos de produção e para a abertura de novos mercados.

“A Ministra Kátia Abreu tem dado grande apoio ao nosso setor, buscando caminhos para racionalizar o preço do milho, com a realização de leilões e medidas que busquem tornar menos custoso a importação de milho de países vizinhos, como Argentina e Paraguai.  Ao mesmo tempo, a Ministra tem trabalhado pela abertura de mercados que serão primordiais para a expansão dos negócios dos dois setores, como é o caso da Coreia do Sul para suínos.  A ampliação dos negócios para a China são resultado deste esforço promovido pela Ministra, com a China se consolidando como segundo maior mercado de aves e terceiro de suínos”, ressalta.

Além de Turra, participaram da coletiva o vice-presidente de aves da ABPA, Ricardo Santin, o vice-presidente do setor de suínos, Rui Eduardo Saldanha Vargas, além do Secretário de Agricultura gaúcho, Ernani Polo, do presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), Nestor Freiberger, do presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (SIPS), José Roberto Goulart, e do diretor-executivo do SIPS, Rogério Kerber.

Carne Suína

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) estão em ritmo acelerado em 2016, de acordo com a ABPA. Em março saíram pelos portos brasileiros 65,6 mil toneladas de carne suína.  O saldo é 78% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Com isto, as exportações no primeiro trimestre de 2016 chegaram a 164,9 mil toneladas – volume 77,8% superior ao alcançado nos três primeiros meses de 2015.

Graças ao bom desempenho dos embarques, a receita cambial segue positiva neste ano.  Em março, com US$ 109,1 milhões, o saldo foi 27,7% superior ao alcançado no terceiro mês de 2015.   No acumulado do ano, a alta é de 21,9%, com US$ 275,1 milhões registradas entre janeiro e março. Em reais, a alta é de 50,6% no saldo de março – com R$ 404,3 milhões – e de 64,6% no trimestre – com R$ 1,069 bilhão.

Carro-chefe das exportações, a Rússia foi destino de 38,5% do total exportado pelo Brasil em março, com 24,6 mil toneladas embarcadas (77% a mais que em março de 2015). No mesmo período, para Hong Kong (segundo maior importador, com 25,7% do total) foram exportadas 15,7 mil toneladas, volume 58% maior que o obtido no terceiro mês do ano passado.     

Com crescimento exponencial após a habilitação de novas plantas em 2015, as exportações para a China (que agora é o terceiro maior destino da carne suína exportada pelo Brasil) apresentaram elevação de mais de 30.000% em março, chegando a 6,4 mil toneladas.

Santa Catarina foi o grande exportador de carne suína do Brasil, com 58 mil toneladas (35% do total efetivado pelo Brasil embarcadas ao longo do primeiro trimestre – volume 74% superior ao registrado no mesmo período de 2015.  Em seguida veio o Rio Grande do Sul, com 50,4 mil toneladas (30,9% do total), número 58% maior que o obtido no primeiro trimestre do ano passado.  No terceiro posto está o Paraná, com 20,6 mil toneladas exportadas (12,6% do total), incremento de 94% segundo o mesmo período comparativo.

Frango

Com o segundo melhor resultado mensal de sua história, os exportadores de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura, salgados, embutidos e processados), embarcaram 403 mil toneladas em março, volume 15,5% superior ao obtido no terceiro mês do ano anterior.  Com isto, no primeiro trimestre deste ano foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas, 12% a mais que o obtido nos três primeiros meses de 2015.

Também em alta, o saldo cambial de março superou em 0,5% a receita registrada o terceiro mês de 2015, totalizando US$ 582,2 milhões.  Já no trimestre, há uma retração acumulada de 6,4%, com saldo de US$ 1,489 bilhão neste ano. Em reais, entretanto, foram registradas altas de 18,6% (com R$ 2,1 bilhões em março deste ano) e de 26,6% no trimestre (com R$ 5,8 bilhões em 2016).

A Arábia Saudita segue como maior importadora de carne de frango do Brasil, com 15,4% do total embarcado em março.  Para lá, foram exportadas 61,2 mil toneladas no mês, 1% a mais que no mesmo período do ano passado.

O grande destaque deste mês foi a China, que assumiu o segundo lugar dentre os mercados importadores, com 11,4% do total – o equivalente a 45,4 mil toneladas, volume 83% superior ao alcançado em março de 2015.

“Se somarmos os embarques para Hong Kong, a China se torna a maior importadora de carne de frango produzida no Brasil, com 69,1 mil toneladas embarcadas apenas em março.  Este contexto indica equilíbrio entre a oferta interna e as exportações de carne de frango do Brasil”, ressalta Ricardo Santin, vice-presidente de aves da ABPA.

Outros mercados como União Europeia (35,3 mil toneladas, +14%), Emirados Árabes Unidos (31,2 mil toneladas, +34%) e África do Sul (24 mil toneladas, +20%) também apresentaram bom desempenho em março, na comparação com o ano anterior.

Dentre os estados com maior desempenho em exportação, o Paraná foi o líder no primeiro trimestre, com 366 mil toneladas exportadas (35,7% do total), volume 11,7% superior ao obtido no mesmo período de 2015.  Em seguida veio Santa Catarina, com 234 mil toneladas (22,8% do total), número 8,1% maior, segundo o mesmo período comparativo.  No terceiro posto está o Rio Grande do Sul, com 169 mil toneladas (16,6% do total), desempenho 9,4% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Ovo

Outro segmento que vem apresentando bom rendimento este ano é o de ovos (in natura e processados).   Em março, foram embarcadas 1,449 mil toneladas, 46,7% a mais em relação ao mesmo período de 2015.  No acumulado do ano, o crescimento é de 4,3%, com 5,512 toneladas embarcadas no primeiro trimestre de 2016.

A receita cambial do setor também está positiva neste primeiro trimestre.  O saldo, de US$ 6,9 milhões, é 3,5% superior ao obtido entre janeiro e março de 2015.  Considerando apenas o mês de março, a alta é de 69,8%, com US$ 2 milhões.

Em reais, o resultado do trimestre supera em 46% o saldo obtido nos três primeiros meses de 2015, com total de R$ 27,1 milhões.  Em março, o crescimento obtido é 100% superior ao mesmo mês do ano passado, com R$ 7,5 milhões.

Minas Gerais foi o maior exportador de ovos do primeiro trimestre, com 2,1 mil toneladas embarcadas (39,4% do total), volume 39% inferior ao obtido em 2015.  Com pouco mais de 2 mil toneladas (36,9% do total) está o Rio Grande do Sul, apresentando desempenho 37% superior ao registrado no ano anterior.  Em terceiro lugar está São Paulo, com 1,2 mil toneladas (22,3% do total), volume que supera em mais de 3.000% o desempenho do Estado no 1° trimestre de 2015.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Preços do boi gordo seguem firmes apesar de avanço nos níveis de oferta

Mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo se mantiveram firmes apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, mas não houve grande aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira, o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, disse ele.

A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção.

Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina, o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de agulha. “Somado a isso, precisa ser citado o bom desempenho das exportações, com o câmbio oferecendo elevada competitividade à carne bovina brasileira. A China segue como relevante diferencial, absorvendo bons volumes de carne brasileira”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram na semana. “A nova rodada do auxílio emergencial cumpre um papel relevante, fomentando o consumo de produtos básicos. A principal concorrente para a carne bovina ainda é a carne de frango, a mais acessível dentre as proteínas de origem animal, que conta com a predileção do consumidor médio em um momento de dificuldades macroeconômicas“, assinalou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 15 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 318,00 a arroba, contra R$ 320,00 a arroba na comparação com 08 de abril (-0,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 313,00 a arroba, estável.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 300,00 (+1,67%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 307,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (+0,65%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Mercado suíno sinaliza demanda aquecida e preços sobem

Demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril

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A suinocultura brasileira registrou mais uma semana de avanço nos preços, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril.

Segundo ele, além da entrada dos salários na economia, a nova rodada do auxílio emergencial motivou o consumo de produtos básicos. “Contudo, a pandemia ainda é um ponto de cautela, considerando que atividades demandantes seguem impactadas, funcionando com capacidades reduzidas em grande parte do país”, alerta.

Maia avalia que o produtor segue preocupado com o custo de produção, que permanece em tendência de alta, mantendo as margens da atividade pressionadas apesar do avanço recente do quilo vivo. “O milho apresentou mais uma semana de firmeza no país diante da restrição de oferta, com produtores preocupados com o clima para a safrinha”, comenta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 13,63%, de R$ 5,85 para R$ 6,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 4,21% ao longo da semana, de R$ 11,87 para R$ 12,37. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,44, avanço de 16,13% frente ao fechamento à semana anterior, quando era cotada a R$ 8,99.

Maia afirma que as exportações apresentam um ritmo forte, puxado pelas compras da China, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica e contribui para a recuperação dos preços da carne suína.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 73,752 milhões em abril (6 dias úteis), com média diária de US$ 12,292 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 29,166 mil toneladas, com média diária de 4,861 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.528,70.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 59,67% no valor médio diário da exportação, ganho de 54,56% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,31% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 135,00 para R$ 153,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,60. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,20 para R$ 7,40.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,80 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve alta de R$ 5,65 para R$ 6,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 4,80 para R$ 5,90, enquanto na integração o preço seguiu em R$ 5,40. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,40 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,10 para R$ 8,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo seguiu em R$ 5,40.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do trigo caem na Argentina, mas dólar segue encarecendo importações

Indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo

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A indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo. Com a baixa oferta do produto nacional, a saída é buscar trigo no mercado externo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercados, Jonathan Pinheiro, ainda que os preços na Argentina venham caindo ao longo das últimas semanas, o dólar segue valorizado em relação ao real, o que aumenta os custos de importação.

Mercado internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), referência na formação de preços no marcado internacional, os preços vão acumulando, na semana, valorização de aproximadamente 2%.

Os preços fecharam a segunda-feira em forte baixa, pressionados pela expectativa de safra cheia na Rússia. Na terça-feira, a previsão de clima adverso nos Estados Unidos e na Europa favoreceu ganhos. Na quarta-feira, a forte alta foi determinada por sinais de aquecimento da demanda global. Já na quinta-feira, o clima adverso nos Estados Unidos voltou a sustentar a valorização. A sessão desta sexta-feira já é marcada por volatilidade e, apesar da influência do clima sobre os preços, um movimento de correção deve pesar negativamente.

Taxas na Rússia

Alguns grandes exportadores da Rússia suspenderam as compras de trigo, devido à sua incapacidade de trabalharem com as altas tarifas de exportação. Segundo um jornal russo, a Louis Dreyfus, a KZP, a Bunge e a Sierentz Global Merchants deixaram o mercado. Além disso, já se fala que a Cargill e a Gemcorp também suspenderam as compras de trigo.

Segundo uma fonte do jornal, as empresas não querem se arriscar com as taxas. Outra fonte disse que ninguém quer comprar trigo sob as taxas atuais. Produtores e traders esperam o cancelamento das tarifas para voltarem a comercializar o grão. Especialistas acreditam que a movimentação deva voltar ao normal a partir de 2 de julho, quando entrar em vigor um novo mecanismo de taxação.

Fonte: Agência SAFRAS
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CONBRASUL/ASGAV

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