Suínos
Custos de produção de suínos caem pelo quarto mês
Principal item de custo na composição dos ICPSuíno, a nutrição dos animais, recuou 1,76% em outubro
Os custos de produção de suínos divulgados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (www.embrapa.br/suinos-e-aves/cias), registraram em outubro o quarto mês consecutivo de queda. O ICPSuíno/Embrapa oscilou -1,80%, caindo para 229,76 pontos. O preço do kg do suíno vivo em Santa Catarina, maior produtor nacional e usado como referência, ficou em R$ 3,22 em outubro, mesmo valor registrado em setembro. Já o custo de produção deste mesmo quilograma de suíno vivo, foi de R$ 4,02 evidenciando uma baixa de 1,72% em relação ao mês anterior.
Principal item de custo na composição dos ICPSuíno (78,91% do preço), a nutrição dos animais recuou 1,76% em outubro. No ano, o ICPSuíno ainda acumula alta, agora de 12,90%, e chega a 12,17% nos últimos 12 meses.
Já o ICPFrango/Embrapa fechou o mês de outubro com 211,70 pontos, com uma pequena alta de 0,10% em relação ao mês anterior. O kg do frango vivo no Paraná, maior produtor nacional e usado como referência, ficou em R$ 2,84 (queda de R$ 0,02 em relação a setembro). O custo de produção foi na ordem de R$ 2,74 por kg de frango vivo.
Os itens que mais influenciaram na alta do ICPFrango em outubro foram nutrição (0,04%) e pintos de um dia (0,04%). No ano, o ICPFrango acumula 6,39% de alta, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de 4,21%.
Fonte: Embrapa

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





