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Custos da soja e do milho apresentam variação no início da safra

Levantamento divulgado pela FecoAgro/RS traz estimativa atualizada para as safras de verão no Rio Grande do Sul

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FecoAgro-RS/Divulgação

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) apresentou uma atualização dos dados dos custos de produção das safras de soja e milho 2019/2020. A entidade já havia divulgado estudo no mês de junho. Em relação à primeira estimativa, ocorreu um aumento de custo total da soja de 2,5% e de 2,2% no desembolso. Já no caso do milho, o aumento foi de 2,02% no custo total e 1,58% no desembolso. O estudo chegou a um valor estimado de milho de R$ 4.676,61 por hectare (9,5 mil quilos por hectare de produtividade), com o custo médio por saco de R$ 29,23. Já na soja é de R$ 3.473,00 por hectare (3,6 mil quilos de produtividade considerada), sendo que o custo médio por saco de 60 quilos ficou em R$ 57,88.

Comparando os custos de produção com os preços ofertados no mercado, no caso do milho, o valor está levemente acima do praticado na primeira semana de outubro de 2018, ou seja, 0,19% superior. Em relação a soja, o preço está inferior em 1,33%, com o preço ao produtor está praticamente no mesmo patamar de 2018 se comparado com os preços de outubro de 2019. Apesar do aumento de custo da ordem de 7%, que vai impactar no resultado para os produtores, ainda assim o resultado esperado é de uma margem positiva de R$ 1.019,80 por hectare no caso da soja e de R$ 427,39 por hectare para o milho.

O estudo da FecoAgro/RS indica que do início do plantio até a colheita muitas mudanças conjunturais podem acontecer em termos de clima, cambio, tamanho da safra, oscilação das cotações no mercado, questões econômicas e políticas. A recomendação da entidade é que os produtores precisam ficar atentos às oportunidades de mercado, no controle de custo, nos contratos futuros que, em muitas vezes, tem indicativo de viés de preços mais elevados que no período de plantio da lavoura e formação do custo.

Os custos do trigo também foram atualizados. Segundo a FecoAgro/RS, em relação à estimativa passada a variação foi de 0,85% para o custo total e 0,94% para o desembolso. A base de dados do levantamento são as informações repassadas pelas cooperativas filiadas. A entidade ressalta que o estudo dos custos trata-se de uma referência, pois cada produtor em função das suas condições em termos de fertilidade do solo, manejo, uso de insumos, tem seu custo real de produção.

Segundo o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o custo de produção subiu um pouco últimos 60 dias, mas, em compensação, a rentabilidade registrou leve aumento porque os valores, principalmente os preços futuros da soja aumentaram. “Existem contratos para o produtor a preços melhores do que aqueles que estavam sendo praticados da última vez que divulgamos esta análise. No milho foi a mesma coisa. O milho é uma cultura estabelecida que muitos lugares do Rio Grande do Sul já foi aplicado uréia, que se desenvolve com a cultura estabelecida e consolidada, e estamos caminhando aí até o momento com desenvolvimento muito bom do milho no Rio Grande do Sul”, salienta, lembrando que cerca de 60% do milho já foi plantado no Rio Grande do Sul.

Sobre a soja, Pires reforça que o plantio da cultura já iniciou nesta semana, como foi previsto pelas cooperativas agropecuárias. “Fim de semana choveu e na semana passada tivemos chuvas bastante expressivas no Rio Grande do Sul e agora se iniciou o plantio dessa importante cultura”, destaca, reforçando que nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, ocorrerá o lançamento oficial do plantio da soja no Rio Grande do Sul em cerimônia que será realizada no município de Júlio de Castilhos.

Fonte: Assessoria

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Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos

Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

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O colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC, foi o destaque das unidades industriais

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.

A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes

A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.

Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.

O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC

Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Chuvas irregulares e temperaturas acima da média elevam risco para safrinha do milho em 2026, aponta StoneX

Fase de transição do El Niño-Oscilação Sul indica 60% de chance de neutralidade até junho e possibilidade de retorno do El Niño no segundo semestre, ampliando a variabilidade climática e a incerteza sobre o planejamento agrícola no Brasil e na América do Sul.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

As previsões climáticas para os próximos meses indicam um período de transição do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com maior probabilidade de neutralidade ao longo do outono e do início do inverno e risco crescente de fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026. O cenário, analisado na 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado na última terça-feira (14), reforça a necessidade de cautela do agronegócio diante de chuvas mais irregulares, temperaturas acima da média em diversas regiões e impactos regionais desiguais sobre a produção. O relatório pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

Segundo os principais centros internacionais de monitoramento climático, a chance de neutralidade do ENOS é de cerca de 60% entre

Analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo: “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável” – Foto: Divulgação/StoneX

março e maio e de 70% entre abril e junho, com projeções semelhantes se estendendo até julho. A partir do segundo semestre, os modelos passam a indicar aquecimento do Pacífico Equatorial, com aumento da probabilidade de formação de um El Niño. “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável, em que o sinal do oceano aponta para neutralidade, enquanto o aquecimento global de fundo segue pressionando as temperaturas e aumentando a volatilidade regional”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, acrescentando: “Isso exige decisões mais cautelosas no campo, porque os padrões clássicos do ENOS já não explicam, sozinhos, o comportamento do clima.”

Clima entre abril e junho

As análises mais recentes da temperatura da superfície do mar indicam anomalias positivas em escala global para o trimestre abril–maio–junho, incluindo sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial e no Atlântico Sul. Este último pode favorecer episódios pontuais de maior aporte de umidade para o Sul do Brasil, especialmente quando combinado à atuação de sistemas atmosféricos regionais.

Foto: Divulgação/Pixabay

Em termos de precipitação, abril apresenta sinais de chuvas abaixo da média em regiões do Sudeste Asiático, Indonésia e Sul da Austrália, enquanto partes do Equador, da Colômbia e do Norte da Argentina tendem a registrar volumes acima da média. Em maio, a tendência de chuvas mais elevadas pode alcançar áreas do Noroeste do Brasil, ao passo que América Central e Norte da América do Sul entram em um período mais seco.

Para junho, os modelos indicam neutralidade pluviométrica em grande parte da África e chuvas acima da média em áreas do Brasil e do extremo oeste da Colômbia. “O ponto-chave não é apenas quanto vai chover, mas quando e onde. A irregularidade espacial e temporal das precipitações permanece como o principal desafio para o agro no curto prazo”, destaca Carolina.

Impactos esperados para o agronegócio

Na América do Sul, o cenário de transição climática amplia as incertezas sobre a finalização da safrinha do milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço regular de frentes frias pelo interior do continente, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim das chuvas em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esse movimento pode afetar a formação de biomassa e a produtividade em fases críticas do ciclo agrícola.

Apesar disso, a umidade observada em parte do Brasil nos meses anteriores é compatível com indícios de supersafra de grãos em

Foto: Gilson Abreu/AEN

2025/2026 e favorece a recuperação parcial de culturas como café e cana-de-açúcar, especialmente em regiões com melhor recomposição hídrica.

Em contrapartida, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais mostraram que volumes elevados também podem impor restrições operacionais, atrasar colheitas e comprometer janelas ideais de plantio. “O agro está lidando com um clima mais errático. O mesmo sistema que traz benefício para uma região pode gerar perdas em outra. Por isso, o planejamento precisa considerar margem de segurança e gestão ativa de risco climático”, avalia a analista.

Segundo semestre no radar

Para o segundo semestre, o relatório da StoneX alerta para o risco adicional da sinergia entre um possível El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD). Caso ambos se consolidem a partir de julho, o risco de seca severa tende a aumentar em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar cadeias agrícolas estratégicas e elevar a volatilidade dos mercados. “Mesmo com a neutralidade no curto prazo, o segundo semestre merece acompanhamento constante. O clima está em transição, e as decisões tomadas agora precisam levar em conta esse grau elevado de incerteza”, salienta Carolina.

Fonte: Assessoria StoneX
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JBS Terminais registra alta de 60% no trimestre e consolida retomada em Itajaí

Crescimento é sustentado por foco em cargas estratégicas, como proteínas, madeira e setor automotivo.

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Foto: Tanajura/Divulgação/JBS

A JBS Terminais expandiu sua capacidade operacional no Porto de Itajaí em cerca de 330% desde o início das atividades, em outubro de 2024. No intervalo de um ano e meio, a Companhia movimentou mais de 560 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com crescimento médio mensal de 12%. O desempenho reforça a trajetória de retomada do terminal portuário e sua relevância na malha logística aquaviária nacional.

“Para alcançar esse patamar, a JBS Terminais investiu no ativo. Hoje, mais de 3.000 clientes confiam na Companhia e na estrutura ofertada no Porto de Itajaí como uma das principais portas de entrada e saída do comércio internacional”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

A performance da JBS Terminais no Porto de Itajaí cresce como reflexo da retomada consistente da operação. No primeiro trimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado, foi registrado um avanço de mais de 60% na movimentação de TEUs. A estratégia para o ramp-up da operação passa por investimentos para potencializar o terminal e foco comercial em nichos específicos, como carnes, madeira, maquinário e o setor automotivo.

Segundo Russi, com o avanço consistente dos volumes e a ampliação da base de clientes, a JBS Terminais consolida um novo patamar operacional no Porto de Itajaí e reforça o papel da infraestrutura logística como vetor de desenvolvimento econômico regional e nacional. “Nosso compromisso é conectar Itajaí e Santa Catarina aos grandes mercados globais.”

Desde o início da operação, a Companhia investiu aproximadamente R$ 220 milhões em modernização tecnológica e infraestrutura. O aporte viabilizou a aquisição de dois guindastes móveis de última geração, com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres, ampliando a produtividade nas operações de embarque e desembarque.

A estratégia também fortaleceu a vocação do terminal para o setor de proteína e cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers. A expansão da capacidade elétrica posiciona Itajaí como um dos principais hubs para produtos perecíveis no Sul do país, atendendo às demandas de exportadores e importadores com alto padrão de controle.

No fluxo terrestre, a implementação de oito gates reversíveis – acessos de entrada e saída que podem ter o sentido ajustado conforme a necessidade operacional – trouxe ganhos relevantes de agilidade e redução de filas, aumentando a eficiência na integração entre porto e rodovias.

“Para a retomada do Porto de Itajaí foi fundamental o investimento, para oferecer uma estrutura moderna e segura, para equiparar com outros terminais relevantes. A combinação de equipamentos de alta performance, infraestrutura consistente e gestão focada em eficiência é o que sustenta esse novo ciclo de crescimento”, destaca o executivo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Atualmente, o terminal conta com área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais e quatro berços com 14 metros de profundidade. Essa estrutura permite operar com 10 linhas de navegação regulares e sete escalas semanais, conectando o estado de Santa Catarina a destinos estratégicos na Ásia, na Europa, em toda a América, Oriente Médio e África.

Refletindo a retomada do Porto de Itajaí como infraestrutura estratégica, o volume de embarcações atendidas no ano passado foi 50% superior ao registrado em 2022, período pré-paralisação. Essa tendência de alta se consolida no primeiro bimestre de 2026, que já apresenta um fluxo de navios 26% acima do patamar anterior à interrupção das atividades. Ao todo, a JBS Terminais soma cerca de 400 escalas em um ano e meio de operação.

Fonte: Assessoria JBS
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