Avicultura
Custos contidos e leve alta nos preços mantém spread positivo do frango
As vendas externas de carne de frango in natura de outubro somaram 374,5 mil toneladas, 0,9% acima do mesmo mês do ano anterior enquanto no acumulado do ano a expansão foi de 7%.

Os preços do frango no atacado continuaram em elevação nos últimos trinta dias, apoiados na boa absorção doméstica e nas exportações favoráveis. Porém, os ajustes de preços no atacado não chegaram nas granjas, onde os custos de produção foram levemente abaixo dos preços recebidos pelo produtor em outubro, situação que se alterou em novembro, os custos em alta voltando a colocar o spread da avicultura no negativo.
Os dados do IBGE, de abates e produção de carnes referentes ao terceiro trimestre, mostraram crescimento de 3,1% nas cabeças de aves abatidas sobre o 3T22 e 3,4% na produção de carcaças, respectivamente. Já em relação ao 2T23 a produção caiu 1,3%. Mesmo com a oferta crescente, os preços avançaram ao longo do terceiro trimestre, também ajudados pelo bom fluxo de exportação.
Olhando para os últimos trinta dias (17/out a 17/nov), os preços do frango inteiro congelado no atacado em SP subiram 1,9%, e permanecendo estável nas granjas. Porém, como o custo de produção da avicultura também não se alterou até outubro, o spread estimado se manteve em 1%. Já na primeira quinzena de novembro, com os custos voltando a subir (2,8%), o resultado parcial voltou a apontar negativos 1,4%.
As vendas externas de carne de frango in natura de outubro somaram 374,5 mil toneladas, 0,9% acima do mesmo mês do ano anterior enquanto no acumulado do ano a expansão foi de 7%. E apesar dos preços médios no ano terem sido 4,8% mais baixos em dólares, a expansão das quantidades sustentou um aumento de 1,6% na receita total obtida nestes dez meses, que alcançou USD 7,8 bilhões.
Com relação ao acompanhamento dos casos de gripe aviária, estes somaram 148 até 17 de novembro, em evolução, porém apenas em aves silvestres, sem novas notificações em criações de subsistência nem no sistema de produção comercial, o que tem sustentado o bom fluxo de exportações.

Fonte: Cepea, Secex, Itaú BBA

Avicultura
Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista
Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.
Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.
Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.
Avicultura
Ovos sobem mais de 36% e fortalecem relação de troca com milho e soja
Com a venda de uma caixa, produtor passa a adquirir até 147 quilos de milho e mais de 90 quilos de farelo em São Paulo.
Avicultura
Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária
Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.
As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.
A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).
O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.
De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.





