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Notícias Mercado Interno

Custo de produção preocupa e preços do frango caem no Brasil

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana. O cenário permanece muito preocupante, considerando o encarecimento dos custos de nutrição animal. O recente comportamento do preço do milho pressiona as margens da atividade de maneira enfática. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

O mercado atacadista registrou queda nas cotações no decorrer da semana, consequência do excedente de oferta. “Para a carne de frango, a grande vantagem comparativa está no preço mais baixo em relação as proteínas concorrentes. A carne bovina está em patamar proibitivo. Em um cenário de descapitalização do consumidor médio, opta-se por proteínas que causem um menor impacto na renda média”, diz o analista.

China

Após a fraca performance do ano passado, os preços do frango na China se recuperaram levemente no final de 2020, refletindo o movimento sazonal e a substituição pela carne suína. Segundo relatório mensal do banco holandês, Rabobank, relativo a alimentos e agronegócio no país asiático, o preço de aves vivas ficou, em média, em 8 yuans por quilo no início de janeiro, alta de 4% mês a mês e 28% ano a ano.

Por outro lado, a demanda no resto do primeiro trimestre deve ser pressionada pelas medidas de quarentena implementadas em função da pandemia de covid-19, com escolas fechando mais cedo. “Esperamos que a demanda melhore na entrada do segundo trimestre, com a projeção de que negócios e a vida voltemao normal”, diz o documento assinado pela analista de proteína animal do banco, Chenjun Pan.

A distribuição de margens ao longo da cadeia produtiva deve continuar favorecendo o abate e o processamento em 2021, com o preços do frango vivo sofrendo pressão baixista em 2021 devido aos altos estoques de criadouros e à expectativa de continuidade do crescimento da produção de frangos.

As importações de aves atingiram máximas recorde em 2020, com 1,4 milhão de toneladas nos primeiros onze meses do ano. Os Estados Unidos registraram o maior crescimento, passando de zero a 25% das compras chinesas em 2020. Neste começo de 2021, as importações devem desacelerar, mas continuam num patamar de máximas históricas.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Opinião

Por que o médico veterinário é insubstituível na indústria de carnes?

Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica

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Foto: Divulgação OP Rural

Artigo escrito por Ana Elisa Almeida, vice-presidente do CFMV; Wirton Peixoto Costa, conselheiro federal suplente; e Gerard Vicente Dantas de Medeiros, conselheiro efetivo do CRMV-RN

A pandemia de covid-19 mostrou a necessidade mundial de procedimentos ainda mais rigorosos de fiscalização higiênico-sanitários dos alimentos de origem animal. Diante desse panorama, reitera-se a posição do Sistema CFMV/CRMVs quanto à necessidade imprescindível da atuação exclusiva do médico-veterinário como responsável técnico-sanitário da indústria de alimentos para garantir aos cidadãos brasileiros alimentos saudáveis e livres de toda e qualquer contaminação, seja física, química e, principalmente, biológica.

As ações precursoras da Vigilância Sanitária brasileira remontam ao ano de 1808. A chegada da família real em terras brasileiras iniciou a preocupação com vetores transmissores de doenças, até chegar aos cuidados sanitários com alimentos que temos hoje. Por isso, já sabemos que modificar as estruturas técnica e legal de produção de alimentos – com o intuito de criar reserva de mercado para profissões sem as qualificações adequadas para responder tecnicamente pela sanidade de produtos de origem animal – vai resultar em problemas sanitários que podem ocasionar a morte de pessoas que julgavam estar protegidas pelo Estado.

Responder sanitariamente pela qualidade da carne na indústria de manipulação de produtos de origem animal, mesmo esta tendo sido inspecionada oficialmente em sua origem, não se resume a entender aspectos físico-químicos, como alterações de pH, de consumo de glicogênio muscular, em que há produção de ácido lático a partir da glicólise, por exemplo. Para compreender toda essa questão, precisamos enfatizar que somente as boas práticas de fabricação não garantem um produto com qualidade sanitária. Existem, por exemplo, alterações cadavéricas, produção de toxinas e de fatores de crescimento tumoral que só são reconhecidos pelo profissional médico-veterinário.

Assim, para que se possa oferecer carne de qualidade, e não cadáver animal para consumo humano, existe um processo complexo de conversão do músculo em carne, o qual envolve ações para além das alterações no metabolismo celular e na estrutura proteica. Mesmo uma carcaça devidamente inspecionada pode conter pequenos nódulos internos detectáveis apenas na hora do corte e processamento cárneo. Isso não ocorre por falha na inspeção, mas porque ela não pode ser minuciosamente fracionada durante o processo de abate. O fato é que esses pequenos nódulos liberam fatores de crescimento tumorais de poder carcinogênico que não podem ser desnaturados no processo de inativação pelo calor. Só o médico veterinário tem o conhecimento técnico para reconhecer as características anatomopatológicas de uma estrutura nodular, como a especificada, e assim condenar ou não a peça cárnea. O resultado dessa ação é mitigar o risco à sociedade, oferecendo um produto de qualidade que não causará danos à saúde dos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

O rigor mortis, a queda do pH, a glicólise e esgotamento das reservas de Adenosina trifosfato (ATP) representam também situações de vacâncias periciais no post-mortem. Em especial, quando se faz a abertura e inspeção sistemática de órgãos, cavidades e sistemas de animais saudáveis, o simples contato de carcaças com bactérias saprófitas da flora intestinal desses animais, por exemplo, pode carrear toxinas bacterianas que igualmente não são inativadas pelo calor. Se o responsável técnico-sanitário não souber identificar essas situações, pode haver um processo inflamatório no consumidor que ingerir esse produto de origem animal, podendo gerar como uma das consequências clínicas a paralisação de suas artérias, deixando-as enrijecidas e incapazes de conduzir o sangue pelo corpo, levando à morte por choque hipovolêmico ou por choque anafilático.

Deixar de exigir a presença de um responsável técnico médico veterinário para controlar produtos cárneos nas indústrias poderá causar graves problemas sanitários na população, os quais são capazes de se tornar epidêmicos. Reiteramos que a carne saudável, rica em proteínas e imune de contaminação pelo tratamento adequado dos animais e pelo eficaz controle higiênico-sanitário em todas as etapas de sua produção cumpre seu papel de nutrir e garante a preservação da saúde da população.

O trabalho técnico-pericial do médico veterinário dentro da indústria de carne vai além de cumprir as etapas tabuladas de boas práticas de higiene de fabricação. Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica.

A missão do CFMV e dos CRMVs é continuar defendendo a sociedade e exigir que animais e produtos alimentares de origem animal só sejam comercializados após a análise técnico-sanitária de um médico veterinário.

Fonte: Assesssoria
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Notícias Sanidade

Novo estudo chinês encontra variantes mais suaves do vírus da peste suína africana

Artigo é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China

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Divulgação/Agência Brasil

Novas variantes do vírus da peste suína africana que circulam na China parecem causar uma forma mais branda da doença, tornando-a menos mortal, mas mais difícil de detectar e controlar, mostrou um estudo publicado esta semana.

O artigo de uma equipe do Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin da Academia de Ciências da China é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China durante 2018 e 2019 e continua a matar porcos no maior produtor de suínos do mundo .

O primeiro estudo do Instituto Veterinário Militar de Changchun relatou a descoberta de um vírus que tinha uma exclusão parcial de genes, que anteriormente protegia os porcos contra a peste suína africana (ASF) quando excluída. No entanto, esse estudo não investigou a virulência da variante.

Ele surge em meio a preocupações crescentes na indústria sobre a evolução de uma doença sem vacina aprovada. “O surgimento de mutantes naturais de baixa virulência traz maior dificuldade para a detecção precoce e apresenta novos desafios para o controle de ASF”, escreveram Sun Encheng e colegas no jornal Life Sciences.

Eles observaram que os mutantes causam um “curso muito mais atrasado e sinais crônicos leves, enquanto são continuamente eliminados por via oral e retal”.

As novas descobertas vêm de amostragem de sete províncias durante o segundo semestre do ano passado. A equipe encontrou 22 isolados com mutações e, mais tarde, testou quatro deles para a virulência em porcos.

Dois isolados foram tão letais quanto o primeiro vírus que circulou na China. Mas dois mostraram menor virulência com sintomas variando de parcialmente letal a não letal dependendo da dose administrada aos porcos.

Alguns analistas estimam que cerca de 20% das porcas no norte da China foram afetadas pela doença neste inverno.

A Reuters relatou no mês passado que pelo menos duas novas cepas de peste suína africana foram encontradas em fazendas de suínos na China, que pareciam ser de origem humana.

As cepas estão causando uma forma crônica de peste suína africana que está afetando a produção nas fazendas de porcas, disseram fontes da indústria, sendo a doença também mais difícil de detectar.

Não está claro o quão comum as novas variantes identificadas pela equipe de Harbin são em fazendas de suínos. As amostras foram retiradas de fazendas, matadouros e fábricas de descarte em Heilongjiang, Jilin, Liaoning, Shanxi, Mongólia Interior, Hebei e Hubei, disseram eles.

O estudo é “muito importante” para compreender a epidemiologia da peste suína africana na China, disse Linda Dixon, especialista na doença do Instituto Pirbright da Grã-Bretanha.

Deve ser estendido para determinar o quanto as variantes estão circulando e se estão aumentando ou diminuindo em relação aos isolados altamente virulentos, acrescentou ela.

“Seria benéfico para outros países, particularmente na Ásia, monitorar a circulação de variantes de virulência reduzida para garantir que suas medidas de controle sejam apropriadas”, disse Dixon.

Ao contrário das cepas descritas por insiders da indústria para a Reuters, as novas variantes identificadas no estudo encontraram os genes MGF505 e MGF360 inalterados.

Os pesquisadores acrescentaram que a verificação da eficácia de uma vacina atualmente em desenvolvimento em Harbin precisa ser “avaliada com urgência” contra as novas cepas.

Fonte: Reuters
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Notícias Rio Grande do Sul

Na maioria das regiões do RS desenvolvimento das culturas de verão é bom

Do total implantado, 6% das áreas estão em maturação e a cultura ainda não começou a ser colhida

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Arquivo/OP Rural

A alta luminosidade do período contribuiu para o bom desenvolvimento das culturas de verão. Mais a Oeste do Rio Grande do Sul, as chuvas estão mais escassas, podendo reduzir o potencial produtivo da soja. Na maioria das demais regiões, o desenvolvimento é bom.

De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado, na quinta-feira (25), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do total implantado, 6% das áreas estão em maturação e a cultura ainda não começou a ser colhida, enquanto que no mesmo período da última safra já haviam sido colhidos 2% das lavouras. Outros 54% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos, 33% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Praticamente metade (48%) das lavouras de milho do Estado está colhida. Toda a grande região Noroeste apresentou perdas pela estiagem, e as demais regiões têm boa produção e potencial produtivo. A safrinha apresenta bom desenvolvimento. Outros 17% da cultura estão em fase de maturação, 18% em enchimento de grãos, 10% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A colheita do arroz chegou a 5% das áreas implantadas. A boa radiação solar na maioria das regiões produtoras favoreceu a cultura, que segue com bom desenvolvimento no Estado. Outros 31% da cultura estão em fase de maturação, 44% em enchimento de grãos, 18% em floração e 2% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Fonte: Emater/RS-Ascar
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Biochem site – lateral

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