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Avicultura

Custo/benefício é favorável ao uso de aditivos

Reduzir os custos com a nutrição para tentar economizar é sacrificar o desempenho zootécnico das aves e, consequentemente, a saúde financeira da propriedade rural

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A nutrição é disparada o item de maior peso na avicultura, responsável por cerca de R$ 7 em cada R$ 10 investidos na produção de aves de corte. No mês de julho, segundo a Embrapa, a nutrição apresentou queda de 6,72% em relação ao mês anterior, mesmo assim representou 72,66% na composição dos custos. Nos últimos 12 meses, esses custos já aumentaram mais de 25%.

Pensando em reduzir custos, muitas vezes o produtor – ou as integradoras – reduzem os investimentos nesse setor, com a retirada de aditivos, por exemplo, o que tem se mostrado um grande erro, já que o desempenho zootécnico das aves cai, refletindo no desempenho financeiro da propriedade rural. Para o médico veterinário Sergio Wobeto, a relação custo/benefício precisa estar bem delineada antes da retirada de qualquer composto da ração ou água.

“A nutrição representa em torno de 70% do custo de produção na avicultura, percentual que sofre pequenas variações de acordo com os preços dos insumos, basicamente milho e farelo de soja. O milho tem uma participação que varia entre 70 e 80% nas diversas fases da produção, portanto sendo o principal fator na determinação do custo da nutrição. A estes insumos macros, temos que acrescentar os custos de diversos aditivos, que também influenciam o preço final da nutrição. Entre esses insumos destacam-se minerais, vitaminas, antibióticos, enzimas, probióticos, prebióticos, acidificantes e adsorventes de micotoxinas, que também impactam no custo da alimentação”, explica.

“Em momentos de crise como os atuais, é sempre consenso falarmos que temos que diminuir o custo de produção. Ora, se em torno de 70% deste custo está centrado na nutrição, o primeiro pensamento que vem à mente do produtor é o de diminuir o valor do preço da ração. Então o que fazer? Normalmente o primeiro impulso é diminuir o uso de aditivos, o que muitas vezes é feito sem olhar algo de suma importância, que é a relação custo/benefício de cada um desses insumos”, revela Wobeto, do Departamento de Aves e Suínos da Kera Nutrição Animal. “O produtor deve olhar sempre o uso de aditivos não como custo, mas sim como investimento. Aliás, não só os aditivos devem ser vistos como investimento e sim a nutrição como um todo. O pensamento deve ser: vou investir ‘x’ em nutrição para obter ‘y’ de lucro, pois nem sempre a nutrição de menor custo será a que lhe trará melhores lucros”, orienta o médico veterinário.

Wobeto entende que o que pode parecer redução de custos, na verdade, se traduz em baixo desempenho e menor lucratividade dos lotes. “Muitas vezes, ao substituir insumos por matérias primas alternativas, comprometemos o índice de eficiência produtiva e acabamos por inviabilizar a pretensa economia. Nesse caso, estamos falando no impacto direto da nutrição na eficiência de produção, mas muitos dos aditivos, além de influenciarem diretamente a produtividade, influenciam também indiretamente, diminuindo gastos com energia, desgaste de equipamentos e mão de obra, dentre outros”, cita.

Ele cita aspectos diretos e indiretos no uso de aditivos. “Podemos demonstrar o exposto tomando como exemplo a agregação de probiótico na ração, o que certamente terá um acréscimo no custo. Porém, será compensado com o incremento do índice de eficiência de produção e também na diminuição de gastos indiretos com mão de obra, desgaste de equipamentos e energia”, exemplifica. “Sabemos que as bactérias probióticas se fixam nas vilosidades intestinais, protegendo-as do ataque de bactérias patogênicas, ao mesmo tempo que produzem ácido, principalmente ácido lático, diminuindo o ph do sistema digestivo das aves. Com isso, conseguimos manter a integridade das vilosidades intestinais, o que irá melhorar Na capacidade de absorção dos nutrientes, ao mesmo tempo que inibimos a multiplicação das bactérias patogênicas devido a diminuição do ph na luz do intestino. Como consequência teremos uma maior capacidade de absorção dos nutrientes da ração, o que melhora a conversão alimentar, o ganho de peso diário e também, inibe a multiplicação das bactérias patogênicas, melhora a condição das fezes, as quais ficam mais consistentes, e por consequência mantém uma melhor qualidade da cama. Com isso, diminuímos a frequência da necessidade de revolver a cama, o que implica na diminuição desta mão de obra e seus custos”, enumera.

Além dessas vantagens, as bactérias probióticas, segundo Wobeto, possuem a capacidade de produzir bacteriocinas, que protegem a mucosa intestinal, melhorando a resposta imunológica das aves, tornando as vacinas mais eficientes e melhorando a sanidade do plantel.

“Podemos perceber que muitas vezes a utilização de aditivos, que em um primeiro momento representam aumento no custo da alimentação, se torna ao final uma diminuição do custo de produção, pois os benefícios do seu uso são compensados pelos ganhos, tanto na produtividade como na diminuição dos custos de utilização dos equipamentos e mão de obra”.

Racionalização

Para Wobeto, escolher insumos de qualidade também ajuda a diluir o custo de produção. “Obviamente devemos ter cuidados quando da escolha dos insumos, sejam eles macro ingredientes ou aditivos e na elaboração das rações. Aspectos como granulometria, tempo de mistura, homogeneidade, além da qualidade das matérias primas utilizadas são de suma importância para o bom desenvolvimento por parte dos animais e também impactam diretamente no custo de produção”.

Ainda tomando como exemplo o uso de probióticos, orienta, “um aspecto importante na escolha do produto a ser utilizado é a sua concentração, pois esta é fundamental para que se faça prevalência e se mantenha assim o equilíbrio da microbiota intestinal”.

“Como podemos perceber, quando falamos em diminuir custos de produção necessariamente não estamos falando na diminuição no preço da nutrição e dos insumos e sim na racionalização do seu uso e na eficiência dos produtos utilizados. Devemos sempre usar produtos que cubram seus custos e nos deixem ganhos diretos ou indiretos”, sintetiza Sergio Wobeto.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2016 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Em Arapongas (PR)

1ª Feira Aves Seara deve reunir dois mil produtores do Paraná e Mato Grosso do Sul

Evento exclusivo para integrados terá painéis com lideranças da avicultura, exposição de tecnologias e participação de mais de 40 empresas do setor.

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Foto: Shutterstock

Arapongas, no Norte do Paraná, será palco da primeira edição da Feira Aves Seara na próxima sexta-feira (26). A iniciativa, criada para fortalecer a cadeia produtiva avícola e ampliar o desenvolvimento dos produtores integrados da companhia, deve reunir cerca de dois mil avicultores de frangos de corte e matrizes ligados às operações da empresa no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior: “A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira” – Foto: Divulgação

Com participação gratuita e exclusiva para os integrados, o evento foi estruturado como um ambiente de troca de experiências, atualização técnica e geração de oportunidades para o setor. A programação terá início às 08h30, no Golden Hall Eventos, às margens da PR-218, Km 5, na saída para Astorga.

Segundo o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior, a proposta é reforçar a parceria construída com os produtores ao longo dos anos. “Os produtores integrados são protagonistas do modelo de negócio da Seara e fundamentais para a qualidade e a competitividade dos nossos produtos. A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira”, afirma.

Debates com lideranças da avicultura

A programação inclui painéis e debates com executivos da Seara e representantes de destaque do setor avícola nacional. Entre os convidados estão Francisco Turra, conselheiro da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e Ricardo Santin, presidente da entidade.

Foto: Divulgação

Além do conteúdo técnico, os participantes terão acesso a uma área de exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, tecnologias e soluções para a atividade. Também estarão presentes companhias ligadas às áreas de nutrição animal, genética e bem-estar animal, apresentando inovações, tendências e oportunidades de negócios para os produtores.

Plataforma de relacionamento com mais de 10 mil integrados

A Feira Aves Seara faz parte da Plataforma SuperAgro, principal programa de relacionamento da companhia com seus mais de 10 mil produtores integrados de aves e suínos em todo o país.

Criada há mais de uma década, a iniciativa reúne ações voltadas ao reconhecimento dos produtores, acompanhamento de desempenho, capacitação técnica e gerencial, treinamentos e suporte às propriedades, com foco no fortalecimento da atividade no campo e na evolução sustentável da cadeia produtiva.

Fonte: Assessoria Seara
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Avicultura

Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida

Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

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Foto: Divulgação

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação

A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.

Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.

Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.

Biosseguridade como eixo central da produção

Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação

Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.

Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.

A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.

A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.

O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.

Reconhecimento internacional

Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.

A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação

Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.

Cooperação e perspectivas para o setor

A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.

Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.

Fonte: Assessoria Planalto Ovos
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