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Curso mostra nova realidade no manejo de bovinos de corte
Adotar boas práticas de manejo aumenta a produtividade e lucratividade das fazendas
Cuidados específicos no manejo garantem o bem estar animal e estão diretamente ligados à qualidade e rentabilidade da produção final.
São inúmeros os benefícios alcançados com a adoção dessas práticas. Entre elas, está a redução do estresse e do risco de acidentes durante o manejo de rotina, além de uma diminuição significativa de animais machucados – ou até mesmo mortos.
O professor universitário e especialista em boas práticas de bem estar animal Mateus Paranhos da Costa explica os benefícios dessa adoção e os impactos positivos. “Há maior controle na execução dos manejos nas fazendas, que promovem ganhos de desempenho, eficiência e segurança no trabalho”, explica.
Na Prática
Pensando nisso, 25 pessoas – entre criadores, gerentes e trabalhadores rurais -tiveram a oportunidade de participar de um curso realizado na Fazenda Palmito, de Paranaiguara (GO), entre os dias 4,5 e 6 de julho, sobre “Manejo Racional de Bovinos de Corte”. O objetivo do curso foi o de treinar e aperfeiçoar os profissionais que lidam diretamente com o manejo dos rebanhos. O curso acontece por meio de um convênio do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a BEA Consultoria e Treinamento, a FUNEP, Unesp e Grupo ETCO.
Ministrado pelo professor e zootecnista Adriano Gomes Pascoa, da BEA Consultoria e Treinamentos, o curso abordou temas que envolvem desde o manejo de bezerros recém nascidos, passando pela desmama racional, o manejo em curral, instalações adequadas, identificação, vacinação e manejo pré-abate.
Segundo Adriano, é comum o manejo “corrido”, feito aos gritos e sem preparação alguma, gerando, além do estresse do animal e do vaqueiro, prejuízos, inclusive financeiro. “Hoje, temos dados que mostram a relação financeira de um bom manejo. Por exemplo, o condicionamento de fêmeas em IATF pode aumentar em até 13% a taxa de prenhes. A desmama racional, lado a lado, faz com que os bezerros desmamados nesse sistema ganhem 35% mais peso que na desmama tradicional abrupta. Currais menores e mais funcionais economizam até 30% na construção e 67% no tempo de manejo, dentre outras vantagens”, pontua.
Pecuaria Inteligente
A Fazenda Palmito é a sede do criatório Senepol Constelação, referência na criação e melhoramento genético da Senepol, onde são aplicadas práticas do BEAS (Bem Estar Animal Senepol). Segundo Rubia Pereira Barra, proprietária da fazenda, “vários estudos comprovam que, quando bem tratados, os bovinos reagem de maneira positiva e se desenvolvem melhor. Com isso, há maior ganho de peso e um maior rendimento de carcaça, além de aumentar a segurança dos funcionários e diminuir a ausência de trabalhadores acidentados”, conclui.
E foi exatamente esse ponto que chamou a atenção de Carolina Coelho, administradora da Fazenda SAN Francisco (Senepol SAN), de Miranda (MS).
“Tivemos a oportunidade de conhecer essas técnicas de forma correta, e o melhor, mostrando isso para quem trabalha diretamente na lida com o gado. O manejo racional influência na qualidade e bem estar dos animais, como também na rentabilidade, ao apresentar um melhor rendimento, menor risco de acidentes com os vaqueiros e o gado, com redução dos custos de produção. Carolina afirmou, inclusive, que já está aplicando as técnicas em sua fazenda, promovendo treinamentos internos e integrando os demais vaqueiros e empregados da fazenda.
A preocupação com o bem-estar animal está cada vez mais presente na cadeia produtiva da carne, seja por exigência do consumidor, seja por uma conscientização que vem crescendo aos poucos sobre a importância do tema para a produção com qualidade e segurança alimentar. Um dos maiores desafios está na quebra de um paradigma cultural, de reeducar as pessoas que lidam com o manejo, principalmente de gado de corte, de que não é necessário um manejo agressivo, sem cuidados específicos. O treinamento e capacitação, especialmente das equipes que lidam com o gado, é o caminho a ser trilhado para uma pecuária mais inteligente e lucrativa.
Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
