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Curso evidencia o papel das empresas num possível plano de contingência de Influenza Aviária
Para além de todas as medidas relacionadas a biosseguridade, num caso de contingência da doença, a empresa, segundo Bruno Pessamilio, vai ter que auxiliar com mão de obra, materiais e equipamentos para a adoção das ações definidas pelo Serviço Oficial

A Influenza Aviária é uma das três enfermidades nunca registradas, ou erradicadas do Brasil, que requer notificação imediata de casos suspeitos. As outras duas são a hepatite viral do pato e a rinotraqueíte do peru, mencionadas juntamente com a Influenza Aviária na Instrução Normativa nº 50, de 24 de setembro de 2013.
Com uma abordagem sobre as características do vírus da Influenza Aviária, a bióloga Dra Angélica Regina Cappellari, e a médica veterinária, Dra Yara Tayana Andriola, abriram, no último dia 3 de março, o Curso realizado pela Agroqualitá, em Cascavel (PR).
O evento também contou com palestras do especialista em defesa sanitária animal, Bruno Pessamilio, que abordou, entre outros pontos, como identificar casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves.
Mortalidade de aves maior ou igual a 10% em até 72 horas no caso de galpões de produção; mortalidade súbita e elevada em produções de subsistência; queda súbita, igual ou maior a 10% na produção de ovos e aumento de ovos malformados. Todos esses, entre outros sinais, devem colocar os produtores avícolas e a sociedade em estado de alerta, segundo Pesamilio.
“A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial é fundamental e pode ser feita através de ferramenta eletrônica disponibilizada pelo Ministério da Agricultura”, salientou o especialista. Segundo ele, a notificação de doenças é um requisito exigido pelos países importadores e sua ausência pode gerar desconfiança e prejudicar a abertura, ou manutenção de mercados.
A partir da notificação, segundo o médico veterinário, o Serviço Veterinário Oficial tem 12 horas para atender o caso e definir se a suspeita procede, ou deve ser descartada. A propriedade onde foi notificado o caso suspeito é interditada, os veterinários do Ministério da Agricultura coletam materiais para diagnóstico laboratorial e é realizada a investigação epidemiológica para encontrar a origem do contágio das aves.
“Na investigação epidemiológica tudo é rastreado, desde a movimentações de aves, produtos avícolas e resíduos de aves, assim como entrada ou saída de pessoas”, salientou Pessamilio. “Por isso, é fundamental que os produtores mantenham registros de rastreabilidade de pessoas, aves, ovos, absolutamente tudo”, completou.
Todo o detalhamento sobre como o poder público, nas esferas nacional, estadual e municipal, trabalha para fazer a vigilância do território e quais diretrizes estão apontadas para a possibilidade de entrada da doença no país, foram apresentados pelo médico veterinário.
Para Ricardo Castilho, que é presidente da Safeeds, que sediou o curso, essa é uma doença que o Brasil ainda não enfrentou e um dos maiores insumos que temos é o conhecimento. “Conhecer essa doença, saber como pensa o Ministério da Agricultura e como pensam os principais técnicos que são os atores do setor avícola é uma ferramenta poderosa para sabermos como agir no caso de uma ocorrência”, afirmou.
Papel das empresas
Para além de todas as medidas relacionadas a biosseguridade, num caso de contingência da doença, a empresa, segundo Bruno Pessamilio, vai ter que auxiliar com mão de obra, materiais e equipamentos para a adoção das ações definidas pelo Serviço Oficial.
Segundo o médico veterinário, um plano de contingência vai exigir equipamentos e materiais para sacrifício das aves. Por isso, identificar fornecedores de materiais, equipamentos, EPIs, prestadores de serviço e treinamento de equipe específica são pontos para os quais as empresas devem atentar.
“Já temos a identificação de locais para o possível enterro das carcaças e resíduos? Temos treinamento em compostagem? Já sabemos quais materiais podem ser desinfetados e quais deverão ser destruídos?”, ponderou.
Segundo a médica veterinária Dione Carina Francisco, organizadora do Curso, a primeira edição da iniciativa foi muito exitosa. “Tivemos a oportunidade de promover a troca de experiências entre os participantes e acender a luz de alerta sobre a complexidade de um possível plano de contingência, para o qual não nos preparamos do dia para a noite”, salientou.
“O setor avícola brasileiro tem muita expertise em debater e trabalhar a manutenção da biosseguridade em suas granjas. Porém, para além dessa expertise, há um ponto muito importante, que diz respeito a preparar o país para o caso de uma emergência sanitária, ou seja, do surgimento de um foco da Influenza Aviária Altamente Patogênica”, concluiu Dione.

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Condenações no abatedouro impactam rentabilidade da avicultura
Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro.

Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro. Já entre as causas patológicas mais frequentes estão a artrite, a pododermatite e a ascite, afecções de origem multifatorial que afetam o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e os resultados econômicos da atividade.
No caso da artrite, as lesões articulares podem levar à condenação parcial ou total das carcaças durante a inspeção post mortem. A pododermatite, por sua vez, compromete a qualidade das patas, subproduto de alto valor comercial, enquanto a ascite está associada a distúrbios metabólicos relacionados ao rápido crescimento das aves, resultando em condenações e perdas adicionais no abate.
Além dos impactos sanitários, as condenações representam prejuízos econômicos relevantes para o setor. Estimativas indicam que as perdas podem variar entre 0,5% e 2% da produção total, a depender da frequência e da gravidade das lesões.
Segundo Brunna Garcia, nutricionista da Agroceres Multimix, as principais causas de condenação de carcaças estão diretamente relacionadas a falhas de manejo e a condições ambientais inadequadas ao longo da criação, o que reforça a importância de uma abordagem integrada de prevenção.
“A redução dessas ocorrências não está associada apenas ao bem-estar animal, mas também à viabilidade econômica dos sistemas produtivos”, afirma.
A análise completa sobre as causas das condenações e estratégias de prevenção está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix. Acesse já, clicando aqui.
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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.



