Peixes
Curso de sanidade aquícola será destaque na Aquishow Brasil 2026
Capacitação ocorre em junho, em Uberlândia, com foco nas principais doenças da tilapicultura

A Aquishow Brasil 2026 firmou parceria com a Aquivet Saúde Aquática para a realização do Curso de Sanidade Aquícola, marcado para os dias 9 e 10 de junho, no Castelli Master, em Uberlândia. O tema desta edição será “Doenças na Tilapicultura: patógenos, imunidade e competitividade”.
O curso vai abordar a epidemiologia das principais doenças bacterianas que afetam a criação de tilápia no Brasil, com foco em informações voltadas à gestão sanitária nas propriedades. Entre os temas, está a expansão de agentes como Streptococcus agalactiae sorotipo III, em avanço sobre Minas Gerais e Espírito Santo, e Lactococcus petauri, com novas linhagens identificadas em expansão global.
A presidente da comissão organizadora da Aquishow Brasil 2026, Marilsa Patrício Fernandes, afirma que o curso reforça a programação técnica do evento ao tratar de pontos considerados críticos para a cadeia produtiva da tilapicultura e para a competitividade do setor.
Segundo Santiago Benites de Pádua, da Aquivet Saúde Aquática, a iniciativa reúne produtores e empresas fornecedoras de insumos para nivelar informações sobre doenças e estratégias de controle sanitário com profissionais do setor.
A programação contará com palestras do próprio Santiago Benites de Pádua e do professor Henrique Figueiredo, da Universidade Federal de Minas Gerais. O curso também terá a participação do pesquisador Francisco Yan Tavares Reis, da Embrapa Amazônia Ocidental, com discussões sobre epidemiologia e imunidade da tilápia. A pesquisadora e empresária Paola Barato, da Corpavet Colômbia, abordará a gestão de doenças emergentes, como Streptococcus agalactiae sorotipo Ia e o vírus TiLV na Colômbia.
A organização destaca que o curso integra a programação técnica da Aquishow Brasil e busca promover a troca de conhecimento entre pesquisa, setor produtivo e indústria, com foco nos desafios sanitários da tilapicultura.

Peixes
Preços da tilápia apresentam leve alta em diferentes regiões do país
Cotações sobem de forma moderada na semana, com estabilidade no Norte do Paraná

Os preços da tilápia registraram variações discretas nas principais regiões produtoras do país entre os dias 23 e 27 de março de 2026, segundo levantamento do Cepea.
Na região dos Grandes Lagos, o quilo do peixe foi comercializado a R$ 10,00, com alta semanal de 1,11%. Em Morada Nova de Minas, o valor chegou a R$ 9,81, avanço de 0,37% no mesmo período.
No Norte do Paraná, a cotação permaneceu estável, em R$ 10,44/kg, sem variação em relação à semana anterior. Já no Oeste do Paraná, o preço foi de R$ 8,92/kg, com leve aumento de 0,27%.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o produto foi negociado a R$ 10,20/kg, registrando alta de 0,75% na semana.
Os dados fazem parte do monitoramento contínuo do Cepea, que acompanha o comportamento dos preços da tilápia em diferentes polos produtivos do Brasil.
Peixes
Prazo é reaberto para vagas não preenchidas na pesca da tainha em 2026
Inscrições seguem até 1º de abril após sobra de vagas na etapa inicial.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria MPA nº 653, de 2026, que apresenta a relação final das embarcações credenciadas e não credenciadas para a obtenção da Autorização de Pesca Especial Temporária destinada à captura da tainha (Mugil liza) em 2026. A publicação também informa o número de vagas remanescentes.
A reabertura dessas vagas foi anunciada em razão do não preenchimento total das vagas inicialmente ofertadas. Ao todo, há três vagas disponíveis para a modalidade de emalhe anilhado (2.02.001 e 2.04.001), que não foram ocupadas na primeira etapa do processo.
As inscrições para as vagas remanescentes ocorrerão de 25 de março a 01º de abril, conforme o Edital de Seleção nº 15, de 26 de dezembro de 2025.
Com a divulgação da lista final de embarcações e a abertura das vagas remanescentes, o processo de autorização para a pesca da tainha em 2026 avança. O Ministério da Pesca e Aquicultura segue atento ao cumprimento dos prazos e procedimentos, a fim de garantir que todas as embarcações possam exercer suas atividades de forma regularizada.
Peixes
Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa
É preciso estar atento ao armazenamento e preparo dos produtos.

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) orienta os consumidores sobre a qualidade do pescado neste período da Semana Santa. Dicas simples podem reduzir os riscos de intoxicação alimentar, neste momento em que o consumo de peixes e frutos do mar aumenta.
“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.
A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.”
O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. “O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista.
Caraterísticas do peixe próprio para o consumo:
- carne firme;
- escamas aderentes à pele;
- olhos brilhantes;
- guelras avermelhadas;
- cheiro suave.
Armazenamento

Foto: Embrapa Agroindústria de Alimentos
A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira.
O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente. “Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.
Risco de intoxicação
A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.

Foto: Albari Rosa
Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo.
No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.
A superintendente reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, é importante acionar a vigilância sanitária do município.



