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Curso de manejo racional de bovinos será promovido no Paraná, de 12 a 14 de dezembro

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O CEM (Centro Experimental de Manejo Racional e Produtivo) promove entre os dias 12 e 14 de dezembro o curso de Manejo Racional de Bovinos, na fazenda Arca de Noé, localizada no município de Guairaçá (PR).
O curso, que será ministrado pelo médico veterinário Renato dos Santos, tem como objetivo promover o debate sobre a importância do bem-estar animal no processo de manejo e oferecer aos participantes a oportunidade de conhecer o que há de mais moderno em equipamentos e técnicas de manuseio de animais em curral.
As vagas são limitadas em 20 participantes e o curso será dividido em duas etapas: teórica e prática. Nas aulas teóricas serão debatidas a importância econômica do bem-estar em animais de produção, a infraestrutura para a pecuária, a aplicação de medicamentos, o manejo racional entre outros temas.
Já as aulas práticas serão realizadas no curral modelo do CEM, projetado de acordo com padrões internacionais de manejo racional, onde os alunos poderão visualizar exemplos de cuidados com a infraestrutura que impactam diretamente no manejo com o gado, assim como terão a oportunidade de visualizar a diferença proporcionada por diferentes tipos de contenção para os resultados do manejo, e aplicar os conceitos aprendidos na teoria no manejo real com animais no curral.
As inscrições para o curso custam R$ 500,00 e incluem apostila e almoço para os três dias. O valor não inclui hospedagem e jantar. Para participantes de regiões distantes que fiquem hospedados em Paranavaí será providenciado o deslocamento de ida e volta para a fazenda.
O curso encerra a programação oficial de treinamentos do primeiro ano de atividades do CEM, onde mais de 200 pessoas passaram por treinamento nesse período.
 
Sobre o CEM
O CEM está situado na fazenda Arca de Noé, em Guairaçá, no Paraná. O projeto tem como proposta ser um espaço dentro de uma fazenda modelo de produção voltado ao treinamento e formação para o desenvolvimento de uma pecuária de qualidade e rentável. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a fazenda, o frigorífico Argus e a Beckhauser, empresa de troncos e balanças sediada em Paranavaí, que fará a coordenação das atividades de treinamento, fornecendo o conteúdo que está alinhado com o posicionamento de marca e o compromisso de agregar valor ao negócio pecuário através do manejo racional e produtivo. Para saber mais sobre o projeto, acesse www.beckhauser.com.br. 

Fonte: Ass. Imprensa da Beckhauser

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Fertilizantes nitrogenados e fosfatados seguem com preços pressionados

Conflito no Oriente Médio e custos elevados mantêm mercado ajustado e volátil, enquanto potássio apresenta maior estabilidade, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo segue atento à escalada do conflito no Oriente Médio, que afeta principalmente nitrogenados e fosfatados, mantendo os preços pressionados. Por outro lado, os fertilizantes potássicos apresentam maior estabilidade, com preços sustentados e menor volatilidade no curto prazo, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos últimos dias, os fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia, registraram forte volatilidade. A situação na região do Golfo Pérsico comprometeu parte da produção e logística desses produtos, elevando também os custos com frete, seguros e energia. A interrupção parcial das exportações internacionais veio justamente antes do pico de demanda do Hemisfério Norte e do avanço do calendário de compras no Brasil. No país, a ureia subiu 40% em apenas duas semanas, chegando a USD 660 por tonelada CFR. Especialistas apontam que, enquanto não houver maior clareza sobre a duração do conflito e a normalização dos fluxos logísticos globais, os preços devem se manter firmes e com ajustes frequentes.

Foto: Claudio Neves

O mercado de fosfatados também enfrenta tensão. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, essencial na produção desses fertilizantes. No Brasil, os preços subiram 7% nas últimas duas semanas, atingindo USD 795 por tonelada CFR. A oferta restrita e a incerteza geopolítica combinadas ao aumento do custo de energia sustentam os preços elevados, mesmo com a demanda agrícola crescendo de forma gradual.

Já o mercado de fertilizantes potássicos apresenta maior equilíbrio. Rússia e Belarus continuam fornecendo volumes relevantes ao mercado internacional, o que ajuda a manter os preços estáveis, apesar dos impactos do cenário geopolítico e dos custos logísticos. No curto prazo, a demanda deve crescer gradualmente, acompanhando o calendário de compras do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil, com preços sustentados e menos flutuações.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Embrapa inaugura Unidade Mista de Pesquisa e Inovação em Mato Grosso

Psicultura e horticultura estarão entre as prioridades do trabalho.

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Foto: Divulgação/APS

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai inaugurou no último sábado (21) uma nova unidade em Nossa Senhora do Livramento, na Baixada Cuiabana, para impulsionar o desenvolvimento das comunidades rurais do Mato Grosso.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) foi instalada em uma área da União onde funcionou a estação experimental de piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

A Embrapa da Baixada Cuiabana atuará em pesquisa e transferência de tecnologia voltadas para uma região com características desafiadoras para a agropecuária, como as condições de solo, a baixa altitude e as altas temperaturas durante todo o ano.

Segurança alimentar

O foco será em atividades como fruticultura, mandiocultura, piscicultura e horticultura, além de sistemas produtivos agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta.

A chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo, explica que essa unidade vai auxiliar uma população que corresponde a 30% do Mato Grosso, em uma região habitada por comunidades quilombolas e indígenas. Com a atuação, espera-se um aumento da produção local de hortifrutis e piscicultura para prover segurança alimentar.

“A Baixada Cuiabana abarca cidades com IDH (índice de desenvolvimento humano) muito baixo. Estimular as Pancs [plantas alimentícias não convencionais] e hortas comunitárias é o nosso objetivo no sentido de capacitar nossos produtores e fortalecer as cooperativas”, disse.

Fonte: Agência Brasil
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Mapeamento revela expansão geográfica das startups agropecuárias

Levantamento do Radar Agtech Brasil aponta crescimento proporcional das agtechs no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mostrando expansão além das regiões Sudeste e Sul.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores.

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no País, 37,18% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,82% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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Fotos: Shutterstock

O destaque é o Rio Grande do Sul, com um aumento expressivo no número de incubadoras. De acordo com o coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa Aurélio Favarin, os dados mostram uma clara atuação do governo estadual em incentivo à inovação. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras. A maior parte está vinculada às universidades estaduais. Há um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, analisa Favarin.

A Região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que mostra uma fase mais avançada de maturidade em relação à Região Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups.

Desaceleração e maturidade

Em relação ao número, o levantamento contabilizou 2.075 agtechs em 2025 no Brasil, 5% a mais do que no ano anterior. O número indica uma desaceleração no crescimento quando comparada com a série histórica iniciada em 2019. De acordo com os autores do levantamento, o crescimento moderado indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.

“Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs. Com o tempo essas iniciativas vão se acomodando, com permanência daquelas mais bem estruturadas. O ecossistema continua relevante, mas com um crescimento menos expressivo. É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, analisa o pesquisador da Embrapa Vitor Mondo.

As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Porém, os dados mostram que, apesar da concentração histórica, há crescimento proporcional das agtechs nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em uma gradual expansão geográfica do ecossistema, aproximando-se de áreas importantes para a produção agropecuária. Em 2019, as Regiões Norte e Nordeste juntas tinham apenas 5% das agtechs. Atualmente a Região Norte tem 7,6% e a Nordeste 6,5%. A Região Centro-Oeste tem 7,1%.

De acordo com os dados, em 2025 o estado do Amazonas conta com 17 agtechs, Goiás com 15 e Mato Grosso com 14. Minas Gerais e Rondônia, que respectivamente dispõem de 13, foram os estados que mais ganharam agtechs. Registraram redução no número de agtechs Rio Grande do Sul (menos 27), Tocantins e Distrito Federal (menos 7) e São Paulo (menos 6).

“Essa tendência ocorre ao mesmo tempo em que cresce a proporção das agtechs atuando dentro das fazendas. Isso é um sinal positivo, de que as empresas estão em um nível de maturidade no qual já conseguem acessar diretamente o produtor rural”, avalia Mondo.

Áreas de atuação

As agtechs brasileiras estão predominantemente nos segmentos dentro da fazenda (41,1%) e depois da fazenda (40,5%). A categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” lidera o ranking das áreas de atuação, com 15% das agtechs. “Sistemas de gestão da propriedade rural” vem em segundo lugar com 8%, e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” aparece em terceiro com 7,5% das startups analisadas.

A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs — 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.

Inovação aberta

Além de trazer os dados do levantamento sobre os ambientes de inovação, agtechs e investidores, o Radar Agtech Brasil elenca casos de inovação aberta no setor agropecuário com atuação da Embrapa e uma experiência no Espírito Santo como exemplo de ação do poder público no incentivo local à inovação.

Neste ano, pela primeira vez, a versão em inglês será lançada junto à edição em português. Outra novidade é a disponibilização do conteúdo também em espanhol.

Todo o material pode ser acessado gratuitamente em radaragtech.com.br/

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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