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Notícias Nutrição

Cultivar de capim-elefante é usada na alimentação de peixes e aves

Cultivar é como alternativa de alimentação de baixo custo para criadores da carpa capim e aves coloniais

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Carlos Augusto de Miranda

A novidade veio do Rio Grande do Sul. Sérgio Bender, especialista da Embrapa Clima Temperado, diz que a cultivar BRS Kurumi, desenvolvido na Embrapa Gado de Leite, nas atividades do Programa de Melhoramento de Capim-elefante, pode ser uma ótima alternativa na alimentação de peixes e aves. A hipótese foi se confirmando aos poucos, por meio do feedback dos próprios produtores. O analista conta: “Quando a cultivar foi lançada, em 2012, não haviam viveiristas que vendiam o material. Passamos a divulgar a cultivar doando mudas aos produtores que visitavam o estande da Embrapa, nas feiras e eventos da região. De um ano para outro, à medida que os produtores iam cultivando a gramínea, foram aparecendo relatos que os peixes e as aves adoravam a BRS Kurumi”.

Bender tem recomendado a cultivar como alternativa de alimentação de baixo custo para criadores da carpa capim, um peixe onívoro que se adaptou muito bem à gramínea. “O quilo da ração para carpa chega a custar três reais enquanto o quilo de matéria seca da forrageira custa menos de um real”. O pesquisador ensina que o capim deve ser cortado ainda jovem para alimentar os peixes, garantindo maior teor de proteína e menos fibras. “O corte é feito onde começa a emissão das folhas, que podem ser jogadas diretamente no tanque”. A utilização do capim-elefante para alimentar peixes já é tradicional, mas segundo os produtores que têm contato com Bender, o Kurumi tem superado todas as expectativas.

No caso das aves, a cultivar é recomendada para as aves coloniais. Pode ser fornecido picado ou a folha inteira. Bender, que trabalha com transferência de tecnologia em agricultura colonial, diz que produtores de suínos e cavalos também tem reportado a boa adaptação dos animais à cultivar. “Ainda não apareceu bicho que não tenha gostado da Kurumi”, conclui. Isso se deve ao seu valor nutritivo. Os teores de proteína bruta variam de 18% a 20% e os coeficientes de digestibilidade estão entre 68% e 70%, quando bem manejado.

Gado de leite

A BRS Kurumi foi desenvolvida para a intensificação da produção de leite a pasto com menor uso de concentrado, altas taxas de lotação e excelente desempenho por animal. Por ser uma planta tropical, adapta-se a maior parte das regiões brasileiras. Apresenta porte baixo e é adequada ao pastejo. A forrageira tem crescimento vegetativo vigoroso com rápida expansão foliar e intenso perfilhamento. É indicada para uso forrageiro nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado, mas tem sido adotada, com sucesso, por produtores no Sul do país. Iniciou-se mais recentemente a expansão nas regiões Centro-Oeste.

O plantio da cultivar deve ser feito no início do período chuvoso. “Para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, o período ideal para plantar é de meados de novembro a meados de janeiro. Na região Sul, o plantio deve ocorrer na primavera”, recomenta Carlos Augusto de Miranda Gomide, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

Gomide reforça que, para obter êxito no plantio da BRS Kurumi, é importante conhecer bem as características do solo. “Com base na análise química do solo, deve ser feita a calagem, para neutralização do alumínio e fornecimento de cálcio e magnésio”, explica. O pesquisador adverte, ainda, que a adubação fosfatada deve ser realizada no sulco de plantio, com base no resultado da análise de solo.

O plantio do capim-elefante é feito em sulcos com 20 cm de profundidade e espaçamento variando de 50 a 80 cm. A primeira adubação em cobertura deve ser realizada 60 a 70 dias após o plantio, depois do pastejo de uniformização. Esta adubação, assim como as demais no primeiro ano de cultivo, pode ser feita apenas com nitrogênio e potássio. A partir do segundo ano, recomenda-se a inclusão de fósforo na adubação em cobertura.

O pesquisador salienta que o capim-elefante é extremamente exigente em fertilidade de solo. “Dessa forma, a falta de adubações de manutenção é uma das principais causas de degradação das pastagens e insucesso no seu uso”, ressalta. Outro aspecto fundamental é que a cultivar BRS Kurumi é suscetível ao ataque de cigarrinha-das-pastagens, portanto não é recomendado o cultivo em áreas com histórico de infestação de cigarrinhas.

O manejo correto de plantas daninhas na implantação e condução do capim-elefante é de grande importância, uma vez que a cultura é muito sensível na sua fase inicial de crescimento. A cultura é instalada no período chuvoso, que por sua vez coincide com temperaturas altas, fato que favorece o surgimento de espécies daninhas.

Produção animal

Devido ao alto teor proteico da forragem, recomenda-se, durante o período chuvoso, apenas a suplementação energética dos animais, a fim de possibilitar maior ganho de peso e/ou produção de leite. “Desta forma, essa cultivar se apresenta como uma importante alternativa forrageira para a intensificação da produção de leite a pasto, permitindo altas taxas de lotação e excelente desempenho por animal”.

O método de pastejo recomendado para a exploração do capim-elefante é o de lotação rotacionada. Preconiza-se a entrada dos animais quando o pasto apresentar entre 75 cm e 80 cm de altura e a retirada deles quando o rebaixamento atingir 35 cm a 40 cm. Durante o período chuvoso e com uso de adubação em cobertura após cada ciclo de pastejo, o período de descanso dos piquetes tem sido de 20 a 22 dias.

Fonte: Embrapa Gado de Leite
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Notícias Agricultura

Santa Catarina investe R$ 51,4 milhões para aumentar a produtividade das lavouras

Foram mais de 71 mil produtores rurais atendidos em todas as regiões de Santa Catarina

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A diversificação e a qualidade da produção são marcas registradas do agronegócio catarinense. Ao longo de 2020, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural investiu cerca de R$ 51,4 milhões no Programa Terra Boa para apoiar a aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo. Foram mais de 71 mil produtores rurais atendidos em todas as regiões de Santa Catarina.

“O Terra Boa é um programa de muito sucesso que vem sendo replicado há vários anos. Um programa que atende o produtor rural de Santa Catarina com calcário, milho, kit forrageira, kit apicultura e kit solo saudável. Nós fazemos com que o incremento na produtividade de milho aconteça em Santa Catarina. E o Estado precisa estimular cada vez mais a produção de milho, além de pesquisar novas alternativas para abastecer as cadeias produtivas de carne e leite. Nossa intenção é que consigamos aportar cada vez mais recursos para atender um número cada vez maior de produtores”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Com o Terra Boa, os produtores rurais têm uma oportunidade e um incentivo para aumentar a produtividade de suas lavouras. No último ano, a Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de 310 mil toneladas de calcário, 216 mil sacas de sementes de milho, 1.799 kits forrageira, 329 kits apicultura, 1.635 abelhas rainha e 248 kits solo saudável. Os produtores contam ainda com a assistência técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para melhor aplicação dos recursos.

O programa é resultado de um convênio firmado entre as secretaria de Estado da Agricultura e da Fazenda, agroindústrias e cooperativas.

Mais recursos em 2021

O secretário Altair Silva explica que, este ano, o Programa Terra Boa terá um aporte ainda maior de recursos para apoiar a agricultura familiar catarinense. “Está previsto para 2021 um investimento de quase R$ 57 milhões para atender as demandas do setor produtivo. Nós ainda precisamos ampliar muito o Terra Boa, e estamos trabalhando junto aos nossos parceiros para atender a demanda”, ressalta.

O lançamento do programa deve acontecer no início de março, em Jacinto Machado.

Foco na produtividade

Em 2020, o Programa Terra Boa passou por algumas mudanças e focou na distribuição de sementes de milho de alto valor genético, o que gera um rendimento maior por hectare plantado e representa mais de 70% das sementes retiradas pelos produtores.

Incentivar a produção e o aumento na produtividade de milho é uma das principais linhas do Terra Boa. No último ano, o programa destinou mais de R$ 27 milhões para apoiar a aquisição de sementes, beneficiando 54 mil produtores. O Estado é um dos maiores importadores de milho do Brasil, e o grão é fundamental para manter a competitividade do setor produtivo de carnes.

Apoio emergencial

Dentro do Terra Boa, os produtores rurais contaram com um reforço de 17 mil sacas de sementes de milho, num investimento de R$ 8,3 milhões para reduzir os impactos da estiagem. As lavouras de milho e de milho silagem foram as mais prejudicadas com a falta de chuvas, e as cotas extras servirão para o replantio, principalmente nas regiões Oeste, Extremo-Oeste e Meio-Oeste.

Diversificação da atividade econômica

Para diversificar as atividades econômicas e aumentar a renda dos produtores rurais, o Terra Boa apoia ainda a aquisição do kit apicultura, que fornece os equipamentos necessários para a criação de abelhas na propriedade, inclusive abelhas rainhas. Em 2020, foram 356 produtores beneficiados.

Cuidado com o solo

O kit Solo Saudável foi o grande diferencial do Programa em 2020. Pela primeira vez, a Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de insumos para cobertura verde do solo.

Agroconsciente

O Programa Terra Boa está alinhado à nova diretriz do Governo do Estado para o desenvolvimento de ações que oportunizem mais renda aos produtores rurais e pescadores, ganhos ao meio ambiente e maior segurança alimentar à população.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

PIB agro intensifica crescimento em outubro e alta no ano é de quase 17%

Crescimento do PIB agro reflete, pelo lado da oferta, a produção recorde de grãos na safra 2019/2020 e expansões de produção de suínos, aves, ovos e leite

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O ritmo de avanço do PIB do agronegócio brasileiro seguiu intenso em outubro, registrando crescimento de 2,78%, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Com isso, a alta acumulada no ano chegou a 16,81%, com o PIB agro mantendo desempenho anual recorde.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, em abril e em maio, o PIB agro cresceu lentamente, devido aos impactos negativos da pandemia sobre diferentes atividades do setor. No entanto, desde junho, o cenário tem sido marcado por recuperação e aceleração do crescimento. Até setembro, o único segmento que acumulava redução no PIB era a agroindústria de base agrícola. Mas, após apresentar nova recuperação em outubro, o crescimento acumulado para esse segmento se tornou positivo.

De janeiro a outubro, os segmentos primário e de agrosserviços mantiveram destaque, com altas de 40,08% e de 14,74% no PIB, respectivamente. Como destacado em relatórios anteriores, para os agrosserviços, o resultado positivo do PIB reflete a continuidade do abastecimento do mercado doméstico e o excelente desempenho em termos de exportações – implicando em grande uso de serviços de comércio, transporte e armazenagem –, assim como a expansão da prestação de outros serviços às cadeias do agronegócio, como financeiros, de comunicação, jurídicos, contábeis e de consultoria, entre outros –, refletindo sobretudo o forte desempenho da agropecuária e da agroindústria da pecuária.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o forte crescimento do PIB agropecuário reflete, pelo lado da oferta, a produção recorde de grãos na safra 2019/2020 e as expansões de produção de suínos, aves, ovos e leite. Por outro lado, reflete o forte avanço dos preços agropecuários reais, resultado dos aumentos expressivos na demanda, tanto externa quanto doméstica, e do alto patamar da taxa de câmbio.

Fonte: Cepea
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Notícias Feira

Coopavel cancela Show Rural 2021

Em março a cooperativa organizará visitas presenciais para produtores rurais em grupos restritos de pessoas

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Arquivo/OP Rural

A coordenação do Show Rural Coopavel informou nesta quinta-feira (21) o cancelamento da edição que aconteceria em março deste ano. A justificativa, segundo nota assinada pelo presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, é o avanço da pandemia do Coronavírus. Assim, o evento deste ano será realizado somente em versão reduzida e com visitas agendadas para a área de tecnologia da agricultura.

“Em respeito as mais de 40 empresas agrícolas e suas parcelas já plantadas no parque, continuaremos divulgando as novidades da agricultura em nosso canal do YouTube e no mês de março organizaremos visitas presenciais para produtores rurais em grupos restritos de pessoas”, informa a cooperativa.

Com a edição deste ano cancela, o próximo Show Rural Coopavel acontecerá de 07 a 11 de fevereiro de 2022.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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