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Suínos Mato Grosso

Cuiabá recebe simpósio para discutir custos de produção, inovação e sanidade na suinocultura 

Evento promovido pela Acrismat reúne especialistas da Embrapa, IMEA e AgriHub para debater desafios e oportunidades de uma das cadeias que mais cresce no agronegócio mato-grossense.

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Foto e texto: Assessoria

Em um momento em que a suinocultura brasileira enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à competitividade e à necessidade crescente de adoção de novas tecnologias, Cuiabá sediará, no próximo dia 10 de julho, o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso. Promovido pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o evento reunirá pesquisadores, produtores, técnicos e representantes de instituições estratégicas para discutir os principais temas que impactam a atividade.

Foto: Shutterstock

A programação acontece no Auditório do Edifício Cloves Vettorato, das 13h30 às 18 horas, e contará com a participação de especialistas da Embrapa Suínos e Aves, do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) e do AgriHub.

Entre os destaques está a discussão sobre os custos de produção da atividade, considerada uma das principais preocupações dos produtores diante das oscilações do mercado de grãos, principal componente da alimentação animal. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, e o coordenador de Inteligência de Mercado do IMEA, Rodrigo Matheus da Silva, apresentarão análises sobre o cenário de 2026 e as perspectivas para 2027.

A inovação também terá espaço de destaque no simpósio. O pesquisador Paulo Armando, da Embrapa, apresentará tecnologias voltadas à automação, inteligência artificial e melhoria da ambiência nas granjas, ferramentas que vêm ganhando importância na busca por maior eficiência produtiva e redução de custos operacionais.

Outro momento aguardado será o lançamento do relatório “Sementes da Inovação – Edição Suinocultura”, elaborado

Foto: Shutterstock

pelo AgriHub. O estudo apresenta um diagnóstico da cadeia produtiva em Mato Grosso, construído a partir da escuta de produtores e do levantamento dos principais gargalos enfrentados pelo setor.

O documento reúne informações sobre demandas prioritárias, oportunidades de inovação e soluções tecnológicas capazes de aumentar a produtividade e a sustentabilidade das granjas mato-grossenses.

A programação também abordará um dos pilares da competitividade da suinocultura brasileira: a biosseguridade. Especialistas da Embrapa apresentarão ferramentas de diagnóstico sanitário e estratégias de planejamento produtivo voltadas à prevenção de doenças e à melhoria dos índices zootécnicos.

Foto: Shutterstock

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, o simpósio chega em um momento importante para o setor, que busca manter sua trajetória de crescimento mesmo diante de um ambiente econômico desafiador. “Mato Grosso tem ampliado sua relevância na produção de proteína animal e a suinocultura acompanha esse movimento. Precisamos discutir tecnologia, eficiência, custos e sanidade para que o produtor continue competitivo e preparado para atender um mercado cada vez mais exigente. O simpósio será uma oportunidade para reunir conhecimento, inovação e troca de experiências entre todos os elos da cadeia”, afirma.

A suinocultura mato-grossense encerrou 2025 com resultados positivos, impulsionada pelo crescimento das exportações brasileiras de carne suína e pela ampliação dos mercados compradores. Ao mesmo tempo, o setor acompanha com atenção fatores como os custos de alimentação animal, o comportamento do mercado internacional e as exigências sanitárias cada vez mais rigorosas.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla.

Fonte: Assessoria Acrimat

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18º SBSS discute prevenção de doenças por meio da gestão integrada de vetores

Médico-veterinário Alisson Mezalira vai apresentar estratégias de monitoramento e controle de roedores e insetos, apontados como transmissores de agentes infecciosos nas granjas, no dia 12 de agosto, durante Painel Biovigilância – Gestão Integrada.

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Foto: Divulgação

A prevenção de doenças e a proteção dos sistemas produtivos passam também pelo controle eficiente de agentes muitas vezes invisíveis no dia a dia das granjas. Com esse foco, o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) promoverá a palestra “Vigilância de Vetores: Roedores e Insetos como Disseminadores de Patógenos”, ministrada pelo médico-veterinário Alisson Mezalira, no dia 12 de agosto, às 11h35, durante o Painel Biovigilância – Gestão Integrada, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A apresentação abordará a importância da vigilância e do controle de vetores dentro dos programas de biosseguridade, destacando o papel de roedores e insetos na disseminação de agentes patogênicos capazes de comprometer a sanidade dos rebanhos e gerar impactos produtivos e econômicos para a atividade.

Médico-veterinário Alisson Mezalira palestra no no dia 12 de agosto sobre vigilância de Vetores durante o Painel Biovigilância – Gestão Integrada do 18º SBSS – Foto: Divulgação

Médico-veterinário formado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Alisson Mezalira possui mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e experiência prática na área de produção animal. Atuou na BRF (Sadia), em Uberlândia (MG), prestando assistência técnica em granjas de suínos entre 2004 e 2005. Desde 2006, exerce a função de responsável técnico na MM Distribuidora, empresa representante da Syngenta em Santa Catarina, desenvolvendo trabalhos voltados ao controle integrado de vetores e à biosseguridade nas cadeias produtivas.

Ao longo de sua trajetória, acumulou experiência no desenvolvimento de estratégias de monitoramento e controle de pragas em sistemas de produção animal, contribuindo para a redução de riscos sanitários e para o fortalecimento dos programas de prevenção de doenças.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a biosseguridade é um dos pilares da competitividade da suinocultura. “A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais eficientes para proteger a produção animal. Quando falamos em biosseguridade, precisamos olhar também para fatores que muitas vezes passam despercebidos, mas que podem representar riscos significativos para a sanidade dos rebanhos”, afirma.

Foto: Andressa Kroth/UQ Eventos

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a vigilância de vetores tem ganhado importância crescente dentro dos programas sanitários. “Roedores e insetos podem atuar como transmissores de diversos agentes infecciosos, comprometendo a saúde dos animais e a eficiência produtiva. Discutir estratégias de monitoramento e controle é fundamental para fortalecer a gestão integrada da biosseguridade dentro das granjas”, ressalta.

As inscrições e a programação completa já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Técnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

 

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Peste suína africana expõe o custo de reagir tarde ao avanço dos javalis

Consultora Telma Vieira Tucci, da Itália, mostrou como a experiência europeia transformou o javali em peça central da crise sanitária e elevou o custo do controle para países com forte produção de suínos.

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Foto: Shutterstock

Na Europa, o javali deixou há muito tempo de ser apenas um problema de campo. Ele passou a ocupar uma posição crítica dentro da equação sanitária da suinocultura, especialmente desde o avanço da peste suína africana pelo continente há pouco menos de dez anos. Foi esse o eixo da apresentação de Telma Vieira Tucci, consultora independente radicada na Itália, ao detalhar no Encontro Abraves Paraná, em Toledo, como a presença e a movimentação desses animais se tornaram parte do desafio epidemiológico enfrentado por países produtores.

Telma organizou a leitura do problema a partir do mapa europeu de positividade para peste suína africana em suínos e javalis. “Hoje, a peste suína africana ainda não foi contida”, afirmou. A partir dessa constatação, ela reconstruiu a trajetória recente da doença no continente, com reaparecimento a partir de 2007 e posterior avanço sobretudo pelo Leste Europeu, até provocar novos episódios em áreas ocidentais e impor respostas cada vez mais complexas aos países afetados.

Na experiência europeia, contextualizou em sua apresentação online, o javali não aparece apenas como elemento periférico da história sanitária. Ele surge como parte concreta da difusão territorial do problema. “As europeias áreas afetadas pela peste suína africana foram principalmente relacionadas com a migração de javalis.”

Para ela, quando a doença entra em territórios onde javalis circulam livremente, encontrar carcaças, delimitar zonas, conter deslocamentos e impedir novas introduções deixa de ser tarefa simples. A experiência europeia mostra que o problema não foi apenas o vírus em si, mas o encontro entre o vírus, a fauna livre e a dificuldade de coordenação territorial.

O fator humano não desaparece

Se os javalis ganharam relevância sanitária, Telma também deixou claro que eles não explicam tudo sozinhos. Um dos pontos mais fortes da apresentação foi a insistência no papel humano na difusão da peste suína africana. “O homem é fundamental, fundamental”, afirmou, ao sugerir que certos saltos geográficos da doença não se explicam apenas pelo deslocamento natural dos animais.

Essa leitura torna a experiência europeia ainda mais relevante para a suinocultura. O javali amplia o risco, sustenta circulação em vida livre e dificulta a erradicação local, mas o homem continua sendo fator crítico na quebra das barreiras sanitárias. O problema exige simultaneamente biosseguridade nas granjas, vigilância territorial, resposta rápida do serviço oficial e contenção em áreas onde a fauna silvestre já se contaminou.

Bélgica, Alemanha e Itália mostram o tamanho do desafio

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Ao percorrer casos europeus, Telma mostrou como a peste suína africana passou a exigir respostas muito diferentes conforme o país, o território e o momento epidemiológico. Na Bélgica, citou, a doença apareceu em região onde não havia histórico equivalente recente, exigindo forte mobilização para compreender origem, delimitar área e conter disseminação. Na Alemanha, ela apresentou a evolução de pontos positivos desde 2019 e reforçou que a progressão ao longo do tempo revelou a dificuldade de estabilizar o cenário. “É difícil controlar nesse cenário”, resumiu.

No caso italiano, a leitura ficou ainda mais política e institucional. Telma apontou entraves ligados à própria estrutura administrativa do país, com diferentes níveis de governo e legislações coexistindo, o que dificultou acelerar certas respostas. “Com toda essa demora foi pedido muito tempo”, num contexto em que múltiplas instâncias administrativas retardaram a uniformização das medidas. Para a suinocultura brasileira, a lição é direta: quando a crise entra num ambiente institucional fragmentado, o tempo joga a favor do problema.

Cercas, busca de carcaças e contenção territorial

Outro aspecto importante da palestra foi a descrição das medidas físicas e operacionais mobilizadas em diferentes países. Telma mencionou cercas, delimitação de áreas, sistemas de captura e busca de carcaças como parte da resposta europeia. “As medidas de contenção estão sendo aplicadas”.

Esse ponto conversa fortemente com a realidade da suinocultura brasileira. O próprio Manual de Boas Práticas para o Controle de Javali, do Ibama, já reconhece o javali como ameaça ao estado sanitário dos rebanhos de produção e recomenda cercas de exclusão para granjas de suínos, além de zonas de separação entre áreas produtivas e regiões de incidência. A lógica é semelhante: quando o animal passa a integrar o risco sanitário, a proteção física da granja deixa de ser detalhe e passa a ser barreira estratégica.

O custo não aparece só no campo

Ao tratar das consequências econômicas, Telma mostrou que o dano não se limita ao animal morto, à área interditada ou à granja diretamente atingida. A palestra trouxe gráficos e referências sobre impacto econômico em países como Alemanha, Itália e Espanha, sugerindo que a presença da peste suína africana em áreas com javalis altera preços, afeta circulação, impõe gastos públicos e privados e prolonga o ambiente de instabilidade.

De acordo com a consultora, a ideia central é inequívoca: a consequência econômica de uma crise sanitária associada a javalis é maior do que a fotografia imediata do foco. Ela se espalha pelo sistema produtivo, alcança logística, mercado, imagem sanitária e custo de contenção. Para a suinocultura, isso é decisivo, porque a cadeia trabalha com margens estreitas, alto investimento fixo e forte dependência de previsibilidade.

Espanha respondeu com mais velocidade

Entre os casos comentados, a Espanha apareceu como exemplo de resposta mais energética e imediata. Telma indicou que o país reagiu com maior rapidez do que outros contextos europeus diante da ameaça sanitária e deixou uma mensagem que vale como síntese operacional da palestra: “A resposta imediata é vital.” Para a suinocultura, essa talvez seja a principal lição da experiência europeia. Tempo de resposta não é detalhe administrativo; é variável sanitária.

Quando o risco deixa o mato

A consultora ampliou ainda mais o alcance do tema ao dizer que a peste suína africana associada a esse contexto é “uma ameaça global”. A observação reforça o que a experiência europeia já demonstrou: depois que a crise sanitária se instala em ambiente com javalis, conter o problema se torna mais caro, mais demorado e mais complexo.

A edição digital do jornal está disponível gratuitamente para leitura online no portal de O Presente Rural, acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Demanda aquecida faz preço do suíno vivo subir pela primeira vez desde maio

Indústrias ampliaram a compra de animais, especialmente no Sul do país, permitindo reajustes positivos aos produtores; mercado da carne, porém, segue sem acompanhar o movimento.

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Foto: Ari Dias

Os preços do suíno vivo voltaram a subir em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea após mais de um mês de estabilidade e recuos. O movimento foi impulsionado pelo aumento da demanda da indústria, que intensificou a procura por animais prontos para abate, principalmente na região Sul do país.

Foto: Shutterstock

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esta é a primeira alta registrada desde o período do Dia das Mães, comemorado em 10 de maio, quando a demanda sazonal sustentou as cotações no mercado.

Pesquisadores do Cepea apontam que a procura pelo suíno vivo permaneceu firme nos últimos dias, levando frigoríficos a buscar lotes extras de animais para atender às necessidades de abate. Esse cenário deu maior poder de negociação aos produtores, que conseguiram reajustar os preços em algumas praças.

Apesar da recuperação no mercado de animais vivos, a valorização ainda não chegou à carne suína. O segmento

Foto: Ari Dias

atacadista segue enfrentando um ritmo de comercialização mais moderado, o que limita o repasse das altas registradas na matéria-prima.

A diferença de comportamento entre os dois mercados indica que a indústria ainda trabalha com cautela em relação ao consumo doméstico. Enquanto a procura por animais aumentou e favoreceu os produtores, o desempenho das vendas de carne será determinante para indicar se a reação dos preços do suíno vivo terá continuidade nas próximas semanas.

Fonte: O Presente Rural
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