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CT de Grãos debate estratégias para a sustentabilidade da cadeia produtiva
Durante a reunião, especialistas apresentaram resultados do PronaSolos e aspectos do planejamento sucessório.

A Comissão Técnica (CT) de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema Faep realizou, na última quarta-feira (27), uma reunião para discutir temas estratégicos dessa cadeia produtiva. O encontro reuniu lideranças rurais de diversas regiões do Paraná e destacou a representatividade do colegiado, que, com 130 integrantes, atualmente, é o maior da entidade.
A reunião foi conduzida pelo presidente da CT, José Antonio Borghi, e pela assessora técnica do Sistema Faep, Ana Paula Kowalski. As atividades começaram com uma rodada conjuntural, em que os participantes compartilharam um panorama sobre a conclusão da safra 2023/24 e condições iniciais da safra de verão 2024/25 em suas respectivas regiões.
“A Comissão Técnica tem um papel essencial na construção de soluções estratégicas para a nossa cadeia produtiva. O diálogo entre lideranças rurais fortalece a representatividade do setor e nos ajuda a planejar o futuro com mais eficiência, especialmente diante de desafios como a preservação dos recursos naturais e a sucessão familiar,” afirmou Borghi.
Na sequência, o pesquisador da Embrapa Florestas, Gustavo Curcio, apresentou os principais resultados dos levantamentos realizados à campo pela equipe do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos) no Paraná, na região da Bacia Hidrográfica Paraná 3, no Oeste do Estado. A BHP 3 é uma das bacias que ladeia o reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu e está situada em uma região de grande produtividade agrícola e pecuária.

Pesquisador da Embrapa Florestas, Gustavo Curcio: “Objetivo é correlacionar os diagnósticos obtidos com o uso e manejo do solo em sistemas de produção, avaliando como essas práticas impactam a segurança hídrica e o potencial produtivo das atividades agropecuárias”
A iniciativa envolve dezenas de instituições parceiras na investigação, documentação, inventário e análise dos dados sobre os solos brasileiros ao longo dos próximos 30 anos. Os estudos e os mapas de solos e de vegetação fluvial, atualmente em fase final de elaboração, poderão embasar políticas públicas para os meios rural e urbano, visando a preservação do solo e dos recursos hídricos.
No campo, por exemplo, os dados coletados possibilitarão o planejamento do uso da terra, destacando áreas com maior potencial para produção ou expansão agrosilvopastoril, identificando limitações do solo, projetando produtividades para diversas culturas e recomendando práticas de manejo mais adequadas. “O objetivo é correlacionar os diagnósticos obtidos com o uso e manejo do solo em sistemas de produção, avaliando como essas práticas impactam a segurança hídrica e o potencial produtivo das atividades agropecuárias”, resumiu Curcio.
Sucessão familiar
O assessor jurídico do Sistema Faep, Ruan Schwertner, abordou os principais aspectos do planejamento sucessório e do direito hereditário, com foco na propriedade rural, na família e na gestão empresarial, enfatizando sua importância para a sustentabilidade econômica e a longevidade dos negócios rurais. Ele destacou a relevância das empresas familiares na economia global e nacional, apontando que, das 23 milhões de empresas ativas no Brasil, 90% são familiares. No agronegócio, esse índice também é de 90%, mas apenas 20% possuem um plano de sucessão estruturado.

Assessor jurídico do Sistema Faep, Ruan Schwertner: “Planejamento sucessório não compreende somente a transmissão de bens à futura geração, mas também a preparação da gestão do negócio familiar”
“Quando falamos sobre planejamento sucessório, precisamos entender o conceito de empresa familiar. Ela é composta por três dimensões: propriedade-patrimônio, família e empresa-negócio. Em resumo, trata-se de uma família que se reúne em um negócio para constituir patrimônio. Ao entender essa estrutura, conseguimos definir a melhor gestão para a empresa”, explicou. “Planejamento sucessório não compreende somente a transmissão de bens à futura geração, mas também a preparação da gestão do negócio familiar”, complementou.
Segundo Schwertner, o primeiro passo do planejamento sucessório é identificar o perfil da empresa familiar. No agronegócio, é fundamental compreender como funcionam todos os elos da cadeia produtiva em que a empresa está inserida, considerando a alta competitividade do setor. Ele apontou que, nos últimos anos, a tecnologia tem sido um dos principais fatores a atrair os jovens para o debate sobre sucessão familiar.
“Os filhos de produtores estão percebendo que não é necessário ir para cidade para ter viabilidade financeira. Por meio da tecnologia e de um empreendedorismo inovador, é possível gerar lucro e adquirir patrimônio. Isso tem aproximado gerações, mas o tema ainda precisa ser discutido dentro de casa”, disse.
Além disso, o assessor jurídico do Sistema Faep também esclareceu dúvidas sobre aspectos legais e ferramentas essenciais do planejamento sucessório, como herança, regime de bens, testamento, protocolo familiar, holding familiar, entre outros.

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos
Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.
Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.
Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.
O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.
“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis
A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.
Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.
Outorga
A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.
Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.
Licenciamento
O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.



