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CRMV-RJ faz alerta aos consumidores sobre compras de pescados para a Páscoa
Conselho alerta que os consumidores não deixem de verificar a origem do peixe, além de estar atento a preços muito baixos.

A Sexta-Feira Santa se aproxima e, nesse período, muitas pessoas optam por fazer jejum parcial ou abstêm-se de consumir carne vermelha como parte da tradição religiosa, incluindo peixes e frutos do mar em suas refeições. Mas você sabe como escolher o melhor pescado e não cair nas famosas ‘fraudes alimentares’?
A médica-veterinária e tesoureira do CRMV-RJ, Isabelle Campello, que atua na área de vigilância sanitária e qualidade dos alimentos, dá dicas de como fazer a escolha certa. Com relação ao bacalhau, a profissional explica que quando ele está estragado, apresenta sinais evidentes que comprometem o seu sabor e a sua segurança. Um ponto importante a ser observado é a textura do bacalhau. “O bacalhau fresco deve ser firme, elástico, e se ele estiver macio, se desintegrando facilmente ou pegajoso ao toque, é um sinal de que ele está deteriorado”, contou.
Além disso, Isabelle explicou que o odor também é um fator importante que tem que ser observado pois um cheiro estranho sugere que existe uma contaminação ou até mesmo o início de uma putrefação. “O bacalhau fresco deve ter um aroma suave, característico, semelhante ao cheiro do mar. Se o cheiro estiver intenso ou desagradável, como por exemplo um cheiro de amônia ou ácido, caracteriza, por exemplo, um bacalhau que está estragado”, declarou.
Outra dica apresentada pela médica-veterinária é identificar e observar a cor do bacalhau: “O bacalhau fresco apresenta uma coloração branca ou levemente amarelada, sem manchas ou descolorações. Se o bacalhau estiver deteriorado ele pode apresentar manchas vermelhas conhecidas como vermelhão, e essas manchas são causadas por uma contaminação de bactérias, ou apresentar pintas pretas, que são indicativos de conservação e armazenamento do produto. Isso pode acontecer por excesso de umidade ou calor excessivo”.
Com relação ao peixe fresco, também é preciso estar atento a algumas características. “O odor deve ser próprio e característico da espécie e a superfície do corpo deve estar limpa, úmida, com brilho metálico, sem qualquer tipo de pigmentação diferente. As escamas devem ser firmes e bem aderidas à pele, os olhos brilhantes e convexos (salientes), ocupado toda a cavidade orbitária; guelras com coloração que varia de rosa a vermelho intenso, úmidas, brilhantes e sem viscosidade; musculatura firme e elástica; abdômen firme, que não deixe impressão duradoura (ou seja, não deixa marcas) à pressão dos dedos do manipulador”, detalhou.
O peixe congelado também é uma opção para ter o alimento sempre à mão. Nos supermercados, ele deve estar armazenado na temperatura informada pelo fabricante na embalagem, em embalagem bem fechada e conservada a uma temperatura de, no mínimo, – 5º C. Os produtos não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquido. Além disso, estejam atentos aos selos de inspeção sanitária, como do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) são certificações que indicam que os alimentos passaram por rigorosas inspeções conduzidas por médicos-veterinários.
O CRMV-RJ alerta que os consumidores não deixem de verificar a origem do peixe, além de estar atento a preços muito baixos. “Opte sempre por estabelecimentos confiáveis e reporte qualquer suspeita de fraude”, reforça.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



