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Avicultura Condenação no abate

Critérios de condenação: a visão na Europa, Brasil e Estados Unidos

Especialistas dos três continentes falam sobre os critérios de condenação em seus respectivos países

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Arquivo/OP Rural

Como legislam e manejam a produção avícola nos Estados Unidos, Brasil e União Europeia? Já deferentes métodos, com diferentes resultados. Para comparar os sistemas, o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, realizado em abril, reuniu especialistas dos três continentes. O evento foi realizado em abril em Chapecó, SC. Compare e tire suas conclusões.

A visão europeia para os critérios de condenação em abatedouros de aves foi o tema do especialista internacional doutor Philip Paul Hammond. Atualmente, a Europa é considerada um dos mercados mais exigentes quando o assunto é produção de alimentos. Conforme Hammond, na União Europeia, a segurança alimentar é regida pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos. No entanto, cada estado membro tem uma agência responsável própria para implementação das regras diretivas do bloco no bem-estar das aves e a saúde pública da população humana.

No Reino Unido, a agência governamental Food Standards Agency (FSA) realiza, através de fornecedores privados, assistentes de inspeção post mortem – veterinários oficiais que devem estar presentes em todas as plantas durante o abate e processamento.

“O bem-estar animal está no topo da pirâmide de diretrizes da UE com relação à produção e ao abate de aves”, salienta Hammond. Todo o monitoramento é dividido em três etapas: mortalidade, inspeção post mortem e comunicação dos resultados.

Um dos focos do programa é reduzir a superpopulação das criações, estabelecendo uma densidade animal máxima, além de especificar outros requisitos com relação à iluminação, cama, alimentação e ventilação. Veterinários oficiais visitam periodicamente as criações para verificar se há violações dos critérios de bem-estar. “Além disso, os frangos abatidos de cada criador são cruzados e a observância das regras verificada. Registros pós-mortem com relação a dermatites de contato, parasitismos e doenças sistêmicas também podem indicar que o criador não seguiu as regras de bem-estar”, informa o palestrante.

Hammond lembra que a legislação europeia visa assegurar que a carne não contenha anormalidades, alterações fisiopatológicas ou outra contaminação. Por isso, é papel dos veterinários oficiais assegurar que todos os animais que entram em uma planta de processamento estejam de acordo com as regras, através de informações de todo o processo de criação, inspeção ante mortem, bem-estar animal monitorado, inspeção post mortem, amostragem em laboratório especialmente com relação à Salmonella. “Antes de entrar na linha de processamento, cada carga de aves é avaliada. A inspeção também ocorre na linha de abate. Toda carga gera um relatório de condição dos frangos e integra o sistema interno conhecido como Innova”.

Esses relatórios fornecerão dados dos níveis médios de produção de aves em todo Reino Unido, permitindo a comparação trimestral. “O aumento de qualquer indicador levará a uma investigação pela equipe veterinária”.

Na apresentação, Hammond também discorreu sobre as orientações para as lesões encontradas nos frangos abatidos. Lesões generalizadas resultam na rejeição total da carcaça. “Estas lesões podem ter sido geradas por vários fatores. No entanto, o estresse enfrentado pelos frangos durante o transporte é uma das maiores causas de problemas”, exemplifica. Neste sentido, uma série de ações podem aliviar os efeitos negativos desta etapa do processo. Como a densidade de animais, transporte em horários mais frios do dia, proteção à luz direta do sol e ventiladores para aumento do fluxo do ar. “As lesões geralmente são causadas por estresse, no processo de recolha na fazenda, durante o transporte ou condições de estabulação e clima”.

Lesões macroscópicas variam entre 4% e 9,5% em sistemas intensivos de criação. “Qualquer animal rejeitado nos critérios jamais poderá seguir para consumo”. Esses critérios envolvem: aves que chegam mortas ao abatedouro; debilitadas; lesões articulares e artrites; dermatites e celulites; problemas respiratórios; hepatites, entre outros. Os dados atuais do Reino Unido mostram que a prevalência média de lesões micro identificadas nas carcaças varia de 14,5% – 18,1%.

Considerações gerais sobre os critérios europeus de condenação

“Bem-estar e saúde pública são fundamentais na avicultura; embora os fatores de bem-estar estejam relacionados ao processo produtivo na fazenda e no transporte, é no frigorífico que resultados de bem-estar podem ser medidos objetividade; os critérios de condenação variam entre os países com o objetivo de garantir a qualidade e a segurança da carne consumida pelo público; diferenças nos critérios existem devido à legislações diferentes baseadas na interpretação local da ciência e política, risco à segurança alimentar, conformidade e treinamento, custo de produção e disposição de condenação, esquemas de garantia, bem como o mercado para os produtos; fatores legais, políticos, de percepção do consumidor e desafios locais de doenças influenciam nos níveis de condenação, seja de carcaça total ou parcial; o objetivo é garantir o controle ideal de doenças, a biossegurança e o gerenciamento, e bem-estar, bem como ótimas técnicas produtivas, através do controle do processo, manutenção e investimento em novas tecnologias”.

A visão brasileira

Elci Dickel apresentou a visão brasileira com relação aos critérios de condenação em abatedouros de aves. Dickel é médico veterinário, professor doutor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade Passo Fundo, RS. Possui vínculos de pesquisa com grupos consolidados da UFRGS e Embrapa Suínos e Aves – Concórdia, SC. É também auditor fiscal federal agropecuário (aposentado) do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme Dickel, a inspeção de produtos de origem animal no Brasil é de responsabilidade do Mapa, através da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal- Dipoa. Com a tecnificação da avicultura no país, o Mapa, editou a Portaria Nº210 de novembro 1998, que trata do Regulamento Técnico da Inspeção Tecnológica e Higiênico, Sanitária de Carne de Aves.

O organograma do Dipoa contempla auditorias nacionais, estaduais e regionais. Nos estabelecimentos, a equipe do SIF é coordenada pelos auditores federais agropecuários, agentes de Inspeção e auxiliares de Inspeção pertencentes às empresas, treinados e coordenados pelo SIF local. A IN 20 de 2016 contempla o controle e monitoramento da Salmonella spp. O Decreto 9.013 de 2017 dispõe sobre o regulamento da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal (Riispoa). O setor é regido ainda pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) instituído em 1994, pelo Programa Nacional de Controles de Resíduos Biológicos (PNCRB) e pelo Programa de Redução de Patógenos.

A inspeção avalia a qualidade higiênico-sanitária dos produtos de origem animal. “Os fiscais verificam se o produto atende aos requisitos mínimos de qualidade para o consumo. Os produtos aprovados recebem um selo de aprovação”, informa Dickel. Além da inspeção nos frigoríficos, o processo produtivo das aves é acompanhado pela equipe técnica dos estabelecimentos, em todas as etapas da criação. “Estes profissionais emitem certificados para cada lote, os quais são verificados pelo SIF local, por ocasião da inspeção ante mortem”, explica Dickel.

A inspeção brasileira, explica Dickel, se dá nas seguintes etapas: manejo pré-abate, inspeção ante mortem, inspeção post mortem, verificação dos programas de autocontrole e certificação sanitária. “A inspeção visa garantir que os produtos de origem animal e seus derivados estejam de acordo com os conceitos de segurança alimentar, atendam as exigências sanitárias e padrões físico-químicos nacionais e internacionais”, esclarece.

Dickel salienta ainda a importância do bem-estar animal em todo o processo produtivo. “Bem-estar animal não é só uma filosofia, acaba por repercutir na carcaça. Portanto, temos que ter em mente que o grande benefício do bem-estar animal é na qualidade das carnes”. Outro ponto relevante, destaca, é a qualificação dos profissionais envolvidos na produção e inspeção. “O veterinário deve estudar a fisiologia das aves, especialmente no Brasil, onde tem quatro estações bem definidas. Precisamos de equipes treinadas para trabalhar com aves, pois se trata de uma matéria-prima que exige cuidados especiais”.

Números

Dados do Mapa referente ao abate de aves em 2018 foram discutidos por Dickel durante a palestra. Os abates estaduais e municipais não estão contemplados na análise. Das 5,7 bilhões de cabeças de aves abatidas no ano passado, 507 milhões apresentaram alguma alteração: – 57,1% tecnopatias, defeitos de criação ou de processamento – a maior parte por processamento. É um número expressivo, mas nem todas são condenadas; 22% são processos inflamatórios; 20% defeitos fisiológicos – 91% dos processos fisiológicos são as miopatias.

Diante destes números, Dickel avalia que os desafios do setor são gigantes. Conforme ele, entre as tecnopatias, 61% são contaminação de carcaça; 29% contusões e fraturas. “Precisamos alinhar procedimentos. Embora as apanhas das aves sejam realizadas por equipes, os números mostram que falta qualificação para tal. Penso que a inspeção brasileira precisa refletir e aprimorar alguns aspectos”, salienta.

Para Dickel, observar os padrões de qualidade e as recomendações legais é fundamental para obter uma carcaça de qualidade. “Temos que utilizar critérios e padrões uniformes, isso é essencial”. Ele também reclama a falta de agilidade. “Precisa-se mudar as regras conforme a ciência evolui, utilizar ferramentas e novas tecnologias”.

Resumo das necessidades do setor, conforme Elci Dickel: educação continuada (reciclagem) para a equipe de fiscalização; preenchimento de vagas com técnicos concursados; treinar os funcionários envolvidos com a gestão de qualidade; técnicos com conhecimento dos processos industriais; incorporação de novas tecnologias para melhorar a inspeção; padronização nacional de nomenclatura e destinos para as carcaças e vísceras com alterações; treinar os funcionários e incorporar o uso de sistemas de inteligência artificial afim de evitar desperdício; atualizar os dados nacionais e mais acessíveis; maior controle sanitário-oficial na criação dos animais para abate e industrialização. “Temos a responsabilidade de fornecer frangos de qualidade para qualquer parte do planeta que consuma nossa carne”, sustenta.

A visão estadunidense

O norte americano Mike Casto falou sobre a visão americana para os critérios de condenação no abate de aves. Casto é especialista em abatedouro e integra o Suporte Técnico Mundial da Cobb-Vantress.

A Salmonella é um patógeno que contamina a carne durante o abate e o processamento. Nas pessoas, pode provocar diarreia, dor abdominal e febre. Durante o abate e o processamento dos frangos, a presença de Salmonella spp. nos intestinos, pele e penas resulta em contaminação da carne e seus subprodutos. A Comissão Internacional para Especificações Microbiológicas em Alimentos define como pontos críticos gerais de controle (PCC) para o abate de frangos o escaldamento, a lavagem após a depenagem, a lavagem após a evisceração e o pré-resfriamento.

Mike Casto informa que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vem trabalhando na modernização de seu sistema de inspeção de aves ao longo de duas décadas – um sistema que foi originalmente desenvolvido na década de 1950. O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA (FSIS) relatou em 1997 que estudos da Academia Nacional de Ciências, do General Accounting Office e do USDA “estabeleceram a necessidade de mudanças fundamentais no programa de inspeção de carnes e aves do USDA”.

Tolerância zero

Um programa piloto foi implementado em 1997 em 20 plantas de frango, chamado Projeto de Modelos de Inspeção Baseado em HACCP, ou HIMP. O objetivo do HIMP era testar um sistema alternativo de inspeção de segurança alimentar que buscava diminuir a contaminação por patógenos. Segundo Casto, ao longo dessas duas décadas tem sido estudado, debatido e revisado visando a modernização da inspeção de frango, melhorar a segurança alimentar e proteger os trabalhadores.

Conforme Casto, neste controle mais rígido iniciado na década de 1990, o USDA determinou tolerância zero para contaminação por Salmonella e outros patógenos nas carcaças de frango. “O que parecia simples acabou revelando-se um gigantesco desafio, devida às dificuldades técnicas de adaptação ao novo sistema. Muitas plantas não estavam preparadas para tal”, afirma. Tanto o setor produtivo quanto a indústria precisaram desenvolver tecnologias para atender ao programa governamental. “Foi preciso garantir que nenhuma carcaça enviada ao resfriamento tivesse qualquer material fecal visível, uma tentativa de minimizar ao máximo a probabilidade de contaminação por Salmonella”, recorda.

Logo percebeu-se que o problema era maior do que o esperado e o sistema de processamento e limpeza não dava conta de atender aos padrões, afirma Casto. Se qualquer material fecal fosse encontrado em uma carcaça, a linha de processamento devia ser imediatamente interrompida. Medidas corretivas e preventivas eram tomadas antes que a linha de processamento fosse reiniciada. Isso, segundo Casto, significava avaliar cada peça dos equipamentos para determinar a causa da falha o que, naturalmente, gerava um alto custo produtivo.

Solução

No entanto, a solução para o problema da contaminação não estava estritamente na indústria, mas começava nas fazendas. Estudos indicaram que retirar a ração dos frangos ainda no galpão – respeitando uma janela de 8 a 12 horas antes da chegada à linha de abate, diminui as chances de contaminação. Os frangos continuavam bebendo água para promover a digestão e o descarte adequado do conteúdo intestinal, até a recolha das aves e envio ao abatedouro.

“Os intestinos vazios representam uma diminuição considerável da contaminação nas linhas de abate”, afirma Casto. A partir desta constatação, a cadeia norte-americana de produção de aves desenvolveu um programa que garante a retirada do trato naturalmente, ainda na fazenda. Já na indústria, simula-se as condições da fazenda, mantendo os frangos o mais confortável possível até limpar totalmente o trato intestinal. A permanência mínima nesse espaço é de duas horas.

Na linha de abate, outras medidas foram observadas, como a velocidade de fluxo das aves adequado e temperatura de escaldagem não muito alta. “Neste momento, cuidado aos detalhes e uniformidade das aves abatidas é fundamental”, resume Casto. Ele comenta que foi preciso mudar ainda o processo de lavagem das aves. “A indústria de engenharia logo aprendeu maneiras criativas de construir sistemas de lavagem de gabinete, alguns com escovas, que usavam vários estilos de bicos de alta pressão. Ângulos ajustáveis para o fluxo direcional atingem áreas difíceis de alcançar”, exemplifica.

O resultado foi que, na maioria das plantas norte-americanas, houve uma redução significativa em todos os fatores de contaminação desde o início do programa tolerância zero. “Os ajustes de manejo, fluxo de abate e equipamentos fizeram uma diferença significativa no objetivo de reduzir ao máximo a contaminação por patógenos”, sintetiza.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mercado

Exportações de carne de frango crescem 4,8% em agosto

Receita das vendas internacionais sobem 36,1% no mês

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) somaram 379,9 mil toneladas em agosto, volume que supera em 4,8% as exportações registradas no mesmo período do ano passado, com 362,5 mil toneladas.

Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo, com 36,1%, alcançando US$ 677,3 milhões em agosto deste ano, contra US$ 497,8 milhões no oitavo mês de 2020.

Na soma dos oito primeiros meses de 2021, os embarques de carne de frango alcançaram 3,048 milhões de toneladas, volume 7,58% superior ao exportado no mesmo período do ano passado, com 2,833 milhões de toneladas.

No mesmo período (janeiro a agosto), a receita das exportações alcançou US$ 4,893 bilhões, resultado 18,2% maior que o efetivado em 2020, com US$ 4,140 bilhões.

“Os preços aquecidos para as exportações de carne de frango são consequências diretas da alta internacional dos custos de produção. Mesmo com este quadro, grandes mercados importadores de alto valor agregado aumentaram o apetite pelos produtos brasileiros, resultando em um mês marcadamente positivo, reforçando a expectativa de alta histórica nas exportações totais de 2021”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações, a China importou 57,4 mil toneladas em agosto, volume 4,8% superior ao efetuado no mesmo período de 2020. Assumindo o segundo lugar nas exportações, os Emirados Árabes Unidos importaram no mês 38,8 mil toneladas, número 50,5% superior ao embarcado em agosto do ano passado. Na terceira posição está o Japão, com 35,2 mil toneladas, número ,1,7% superior ao embarcado no oitavo mês de 2020.
Outros destaques do mês foram União Europeia, com 17,2 mil toneladas (+12,5%), México, que entrou para o “top 10” com 15,1 mil toneladas (+591,4%), Filipinas, com 12,1 mil toneladas (+55,1%), Rússia, com 9,5 mil toneladas (+17,6%) e Líbia, com 8,9 mil toneladas (+161,5%).

Entre os principais estados exportadores estão o Paraná, que embarcou 157 mil toneladas em agosto (+10,18%), seguidos por Santa Catarina, com 77,6 mil toneladas (-0,88%) e Rio Grande do Sul, com 50,8 mil toneladas (-17,5%).

Fonte: Assessoria
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Avicultura

1º Dia do Avicultor O Presente Rural supera expectativas

Evento reuniu autoridades, lideranças, avicultores, empresários do agronegócio e representantes de empresas do setor em uma manhã que evidenciou a avicultura, entre palestras e homenagens

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Fotos; O Presente Rural

O 1º Dia do Avicultor promovido pelo Jornal O Presente Rural na última sexta-feira (27), em Marechal Cândido Rondon, superou todas as expectativas.

O evento foi realizado no formato híbrido. A programação foi prestigiada presencialmente por convidados junto ao Bufett Três Passos, obedecendo todas as normas sanitárias exigidas pelo Ministério da Saúde, mas também pôde ser acompanhada ao vivo pelas páginas de O Presente Rural no Facebook e no YouTube.

fundador do Jornal O Presente e do O Presente Rural, jornalista Arno Kunzler

Entre os presentes estiveram autoridades municipais, como o prefeito Marcio Rauber e a presidente da Associação Comercial e Empresarial (Acimacar), Carla Rieger, lideranças, avicultores, empresários do agronegócio, representantes de empresas parceiras, entre outros.

Na ocasião, o fundador do Jornal O Presente e do O Presente Rural, jornalista Arno Kunzler, destacou a importância dos avicultores do Brasil, bem como de todos os profissionais do agronegócio brasileiro. “Todos esses profissionais, especialmente as cooperativas, transformaram a avicultura brasileira numa das mais competitivas do mundo”, ressaltou.

Kunzler enalteceu a comemoração dos 30 anos do Jornal O Presente, que serão comemorados no dia 04 de outubro. “Durante esses anos de atividade nos tornamos referência para anunciantes e leitores que acreditam na seriedade do nosso trabalho, sempre levantando pautas e discussões que fortalecem o debate saudável no setor”, disse.

 

PALESTRAS

Palestrante Helda Elaine

Os participantes puderam assistir a três palestras. A primeira foi proferida pela renomada palestrante Helda Elaine, que falou sobre como administrar potenciais e gerar resultados no agronegócio. Na sequência, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em vídeo produzido exclusivamente para o evento, abordou temas como produção, consumo e exportação da avicultura no Brasil.

Santin destacou o trabalho dos avicultores, principalmente nos últimos anos, em virtude da pandemia, e salientou os desafios causados por ela para os avicultores que precisaram enfrentar o problema e, ao mesmo tempo, não parar de produzir alimentos. “Mesmo com todas as incertezas que a pandemia trouxe para nós e para o mundo, os avicultores não pararam de produzir e atenderam ao chamado de emergencialidade do governo para não deixar faltar comida na mesa dos brasileiros”, expôs.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

Ele ressaltou também o crescimento da produção para o mercado interno e das exportações de aves em 2020. “Foram 6,5% a mais de disponibilidade para os consumidores brasileiros e cresceram cerca de 0,5% as exportações de carne de aves”, informou.

O presidente da ABPA enfatizou ainda a produção de ovos dos avicultores brasileiros. “Nossos avicultores elevaram a produção de ovos destinada ao mercado interno em 9,1% em 2020 e as exportações também aumentaram”, evidenciou.

Santin mencionou que as exportações e a produção avícola para o mercado interno no acumulado dos primeiros sete meses deste ano cresceram 6,7% e 6%, respectivamente. “Esses números demonstram a dedicação dos nossos avicultores”, declarou.

Último palestrante, o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial e presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Irineo da Costa Rodrigues, fez uma análise do cenário avícola e falou sobre custos de produção e das perspectivas para 2022.

Diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial e presidente do Sindiavipar, Irineo da Costa Rodrigues

Ele comentou em relação à expectativa de crescimento da avicultura, apresentou números relacionados à Lar e destacou a produção brasileira de proteína de frango, em especial a avicultura paranaense, que, segundo ele, representa em torno de 35% de tudo que é exportado. “Ter o Brasil como o maior exportador do mundo e o Paraná como o maior exportador entre os Estados brasileiros demonstra a enorme importância da avicultura paranaense”, salientou.

Rodrigues elogiou a dedicação dos colaboradores da Lar, em especial das mulheres, e o ótimo trabalho desenvolvido pelos associados em todas as cidades de atuação da cooperativa.

 

HOMENAGEM

Após as palestras, o Jornal O Presente Rural fez uma homenagem às rondonenses Dalair e Jheynifer Boroski, mãe e filha, que se dedicam à produção avícola.

Elas receberam das mãos do fundador do Jornal O Presente, Arno Kunzler, e do diretor-presidente da Lar Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, buquês de flores e um quadro com a capa da edição do O Presente Rural em que elas foram protagonistas.

Mãe e filha agradeceram a homenagem em nome de todos os avicultores brasileiros. “Sabemos da luta diária que os avicultores enfrentam e ficamos muito felizes em poder representá-los”, disse Jheynifer.

A cobertura completa do evento você pode acompanhar na próxima edição de avicultura do O Presente Rural em setembro.

Caso você não pode acompanhar o evento, clique aqui Facebook ou aqui YouTube e assista na integra

 

Veja alguns registros:

 

Fonte: Assessoria
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Avicultura Avicultura

Como o empenamento precoce nas aves pode contribuir com a redução nas condenações de carcaças em plantas de abate

A busca pela máxima eficiência dos lotes se torna cada dia mais relevante e desejável visto que a cadeia reduz o impacto ambiental

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Artigo escrito por Eder Barbon, médico veterinário e especialista em Plantas de Abate e Qualidade América do Sul; Lívia Pegoraro, zootecnista com Mestrado em Produção Animal e gerente da Fazenda Experimental da CobbVantress; e Rodrigo Terra, médico veterinário e diretor Associado de Produto da Cobb-Vantress na América
do Sul

Reduzir as condenações de carcaça é hoje um dos desafios mais importantes da avicultura brasileira. O país, que abate cerca de 23 milhões de cabeças de frangos por dia, de acordo com publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (março, 2021), tem em média de 0,75% de condenas totais e 10,86% de condenas parciais, segundo informações do SIGSIF de março de 2021. Isso significa perdas de cerca de 1.400 toneladas por dia, o que representa 2,4% do peso total abatido.

As contaminações, lesões de pele (Dermatoses) e lesões traumáticas (Contusões e fraturas), são as três principais causas mais frequentes para o descarte de aves pela indústria avícola brasileira. As perdas por condenações, cumprindo devidamente as legislações locais, são registradas em todos os países produtores de carne de frango do mundo. Mas, na comparação com produtores da Europa, do México e dos Estados Unidos, os percentuais de condenas do Brasil são significativamente maiores, o que exige que produtores e indústria busquem alternativas para reduzir esse impacto negativo de rendimento para o setor. O governo brasileiro, através do Ministério da Agricultura, tem apoiado positivamente ações de melhorias, com embasamentos técnicos e científicos da indústria que visam a redução de perdas nas plantas de abate. (Decreto no 10.468/2020).

A causa mais comum das condenações é a contaminação por fezes ou bílis no momento da evisceração do frango em virtude de jejum pré-abate ou ajuste dos equipamentos inadequados, que respondem por mais da metade do total. Em seguida, vêm as lesões de pele ou dermatoses, posteriormente a maior causa são as lesões traumáticas ou contusões e fraturas, que podem ocorrer no campo, especialmente no momento da apanha e transporte, ou na planta de abate durante o processamento, especialmente no atordoamento.

Melhorias no manejo e ambiência, desde à granja ao frigorífico, e aves com empenamento precoce, que ajuda a garantir a proteção e qualidade da pele são tendências irreversíveis na avicultura para reduzir as perdas por problemas de pele.

Preocupados com as perdas por problemas de pele ou dermatoses, a Cobb-Vantress tem trabalhado para selecionar aves que empenam precocemente, garantido melhor cobertura e proteção da pele desde a tenra idade. Um bom empenamento protege as aves em várias frentes, como por exemplo durante a disputa por espaço no aviário, nos comedouros, bebedouros e durante o carregamento, onde a probabilidade de umas aves subirem sobre as outras e se arranharem é alta, em especial nos frangos jovens, como griller. Também protege amenizando o contato da pele com a cama do aviário, o que reduz as possibilidades de o frango ter a carcaça desclassificada por problema de pele no momento do abate.

Além das perdas e condenações por problema de pele, empresas que trabalham com mix de produtos para exportação, como frangos pequenos, Griller e Coxas desossadas principalmente, pagam um alto custo pela redução no aproveitamento e perda de rendimento final. Dependendo do tamanho, da profundidade e das características das lesões, as peças são desclassificadas e destinadas para um outro tipo de mix, com menor valor econômico.

Estudo conduzido pela Cobb-Vantress, em sua Granja Experimental, demonstrou melhores índices de aproveitamento de carcaça com aves que empenam precocemente.

  1. Materiais e métodos

As avaliações de escores de empenamento e lesão de pele foram realizadas nas Unidades Experimentais da Cobb-Vantress. Para essa avaliação, foram utilizadas aves de três linhagens diferentes (CobbMalexC500S, MVxC500S e Concorrente A), sexadas (machos e fêmeas), seguindo um esquema fatorial 3×2, perfazendo um total de seis tratamentos, distribuídos em um delineamento em blocos casualizados.

As aves foram avaliadas a partir de 28 dias de idade, durante a pesagem semanal, até o momento da saída do lote. Portanto, as avaliações foram com 28, 35 e 42 dias de idade. Cerca de 2,4% do plantel foi amostrado para tais avaliações e as mesmas aves foram avaliadas para ambos os escores. A amostragem foi realizada a partir de cercados, nos quais 100% das aves aprisionadas foram avaliadas, mesmo que a porcentagem inicial estipulada fosse ultrapassada.

Os escores de empenamento e lesão de pele respeitaram um protocolo de avaliação visual. Para o grau de empenamento foram avaliadas duas partes distintas em cada ave, sobrecoxa e dorso.

Um gabarito pode ser utilizado na sobrecoxa e no dorso com a finalidade de padronizar a região exata a ser avaliada e manter o parâmetro de comparação entre as aves.

A partir dos dados coletados, encontramos a porcentagem de cada escore. Os escores 3 e 4 são as aves que apresentam o melhor grau de empenamento. Agrupamos as porcentagens de tais escores em cada idade e comparamos entre os tratamentos.

Para a avaliação do grau de lesão de pele, cada ave foi avaliada na sua integralidade e ponderando a qualidade da pele no geral, associando quantidade e profundidade da lesão para a mensuração do escore.

Escores de lesão de pele em frangos de corte

ESCORE ZERO: Foi considerado escore de lesão zero, carcaças com integridade total da pele, sem quaisquer tipo de riscos ou arranhões conforme foto: Carcaça ideal.

Os demais escores foram considerados conforme descrição abaixo:

1 – ESCORES 01: poucas lesões (quantidade não limitante, mas algo próximo ao máximo de 2-3 lesões) e lesões superficiais;

2 – ESCORE 02: quantidade de lesões que compromete visualmente a carcaça, porém ainda lesões superficiais;

3 – ESCORE 03: poucas lesões, porém com maior gravidade ou maior volume de lesões espalhadas pela carcaça porem lesões com profundidade e até mesmo com escaras/purulência;

4 – ESCORE 04: Muitas lesões espalhadas pela carcaça toda e a maioria profunda e/ou com escaras/purulência;

Considerando-se a variação das lesões de pele entre cada lote abatido, os critérios para condenação podem sofrer pequenas variações entre as plantas, didaticamente padronizamos a soma dos piores escores (graus 3 e 4) para apontar esse possível descarte.

Após a coleta dos dados foi gerada a porcentagem de aparição de cada escore por tratamento, no qual somando a porcentagem desses dois escores (3 e 4) definimos a porcentagem estimada de possíveis descartes para cada tratamento (linhagem e sexo).

2.1 termográfica

O grau de empenamento pode ser evidenciado através da diferença de temperatura com o auxílio de uma Câmera Termográfica (modelo utilizado nas fotos – Flir T4 series), porém essa avaliação através da termográfica não tem embasamento numérico e uma metodologia comprovada, ou seja, não temos um modelo matemático que conseguiria transformar a imagem em um número de escore, portanto o intuito seria apenas apontar didaticamente, com foto, a diferença entre os tratamentos analisados nos escores visuais.

Na Figura abaixo (Figura 4) podemos observar na imagem da câmera termográfica as diferenças entre as cores, nas quais podem ser correlacionadas com as diferenças entre os empenamentos, uma vez que a pena é um isolante térmico, portanto é esperado que encontramos uma menor temperatura na superfície empenada comparada com a superfície corporal mensurada diretamente na pele da ave.

As áreas com maior grau de empenamento apresentam menores temperaturas superficiais, ou seja, são representadas com cores mais escuras (tons de azul, roxo e preto). Entretanto, as partes mais claras apresentam temperatura superficial mais elevada, o que representa as partes com menor grau de empenamento ou completamente sem penas, variando de acordo com a coloração de tons alaranjados para o amarelo e chegando ao branco na ordem crescente para as temperaturas mais elevadas.

  1. Resultados

3.1 Empenamento

Observamos nos gráficos 1, 2, 3 e 4 melhores taxas de empenamento precoce no novo produto CobbMalexC500S, comparado com as demais linhagens analisadas, representadas pela maior porcentagem de aves amostradas com escores 3 e 4.

Podemos observar no gráfico 1 que o lote CobbMalexC500S apresentou desde os 28 dias de idade, a maior porcentagem de aves com os melhores escores de empenamento na sobrecoxa, comparado aos demais tratamentos, com valores de 2,43% mais empenado com 28 dias, 29,69% com 35 dias e 11,75% com 42 dias, na comparação com o tratamento da linha Concorrente A.

Ambos os produtos Cobb apresentaram melhores índices de empenamento na sobrecoxa de machos.

A primeira idade analisada (28 dias) é importante principalmente para os clientes que produzem frangos pequenos como Griller, que são normalmente lotes de fêmeas criadas até 28 dias de idade, com intuito de venda da carcaça inteira. Portanto, para esse produto é ainda mais importante a integralidade da pele, bem como aves livres de desclassificação ou condenas parciais.

No gráfico 2 (fêmeas), temos um resultado muito similar ao observado no gráfico 1 (machos), no qual notamos que os produtos Cobb apresentam lotes mais empenados desde as primeiras avaliações com 28 dias de idade.

As fêmeas CobbMalexC500S apresentaram 10,48% a mais, do lote com aves em estágio mais avançado, de empenamento aos 28 dias, na comparação com a fêmea Concorrente A. Essa informação, associada ao percentual de condena dos lotes de mesma idade, significam um melhor aproveitamento dessas aves para lotes de produto Griller, que representa uma fatia importante do mercado brasileiro. Com 35 dias, essa diferença entre linhagens diminui para 7,88% e, com 42 dias, chega a 2% de diferença entre os lotes de CobbMale, comparado com o Concorrente A.

Os machos com melhor empenamento no dorso foram os provenientes do tratamento CobbMalexC500S, que apresentou com 28 dias de idade uma quantidade de 7,29% a mais do lote com aves melhor empenadas, na comparação com o Concorrente A. Com 35 dias, a diferença aumentou para 15,84% e com 42 dias foi de 1,02%, ainda favorável para o CobbMale (Gráfico 3).

A diferença de empenamento entre os tratamentos das fêmeas normalmente é menor devido ao empenamento mais rápido das fêmeas em relação aos machos. Essa característica é o que possibilita a sexagem dos pintos de 1 dia no incubatório.

No gráfico 4 podemos verificar que aos 28 dias de idade o lote CobbMale apresentou um volume maior de 9,05% de fêmeas melhores empenadas no dorso comparadas com o lote Concorrente A, com 35 dias a diferença foi de 1,47% e com 42 dias 100% das fêmeas amostradas apresentaram empenamento completo no dorso, para ambos os tratamentos.

A partir dos 42 dias as três linhagens tendem a ser muito similares, devido ao maior tempo para empenamento. Apesar de o produtor não perceber esta variação durante a vida do lote, o impacto é importante para o abatedouro.

As tabelas abaixo (1 e 2) representam numericamente os dados que foram descritos e discutidos nos Gráficos 1- 4, sobre os escores de empenamento em sobrecoxa e dorso de machos e fêmeas.

3.2 Lesão de pele

Os dados para lesão de pele foram pontuados no gráfico abaixo (Gráfico 5), considerando a somatória dos piores graus de lesão (escores 3 e 4) dentre as aves que foram amostras, o que consideramos um possível descarte, nas idades mencionadas.

Nos machos com 28 dias de idade não foram observadas diferenças de perdas por lesões de pele entre as linhagens analisadas, mas também evidenciamos que tais lotes não apresentaram lesões severas tipo 3 e 4, sendo assim para os machos de 28 dias não observaríamos prejuízos com descartes na planta de abate em decorrência das lesões de pele.
A diferença entre linhagens foi constatada para lotes de machos com 35 dias de idade, em que aves de origem do Concorrente A apresentaram 2,5% do lote amostrado com os piores graus de lesões de pele, comparado aos produtos Cobb que na média apresentaram 0,5% do lote com o mesmo grau de severidade desse parâmetro.

Para as aves com 42 dias de idade e já com um melhor escore de empenamento, as lesões diminuíram e o lote Concorrente A apresentou cerca de 2% a mais de lesão do que os lotes Cobb. Apesar da redução da porcentagem de lotes que possivelmente sofreriam descartes com 42 dias, a diferença média se manteve em 2% desde os 35 dias do lote, sendo que os lotes Cobb apresentaram melhores resultados e menores taxas de condena por lesão de pele, comparados com a linhagem Concorrente A.

Para os lotes de fêmeas, podemos observar que já conseguimos notar uma diferença entre lesão de pele já a partir dos 28 dias de idade. Praticamente 1% a mais de condena para o tratamento Concorrente A, comparado aos lotes Cobb, em que esses, na amostra analisada, não apresentaram condenação alguma para os escores de lesão de pele 3 e 4 (gráfico 6) em tal idade.

As fêmeas do Concorrente A mantiveram o volume de aproximadamente 1% de condena para todas as idades analisadas enquanto o produto CobbMalexC500S não apresentou nenhuma ave amostrada com graus severos de escore de pele (0%) durante todo o experimento, comprovando a correlação entre a importância do empenamento na questão da lesão de pele, isto é, lotes com empenamento mais precoce fazem uma proteção na epiderme da ave, ajudando a evitar lesão e condena na planta de abatedouro.

Vale ressaltar que empenamento e lesão de pele possuem uma correlação, porém não são unicamente dependentes, ou seja, a lesão de pele não está exclusivamente relacionada a precocidade do empenamento. Outros fatores, como voracidade do lote, programa de luz, manejo, estresse, distância de fuga, restrição alimentar, qualidade da cama, intervalo de vazio sanitário entre outros fatores também são correlacionados aos níveis de lesão e condena na planta de abate.

A busca pela máxima eficiência dos lotes se torna cada dia mais relevante e desejável visto que a cadeia reduz o impacto ambiental, uma vez que disponibiliza para a população mais proteína animal de qualidade com a mesma quantidade de insumos.

Os dados demonstram que é necessário investir em genética, tecnologia e manejo para atingir o maior peso possível de carne vendável para garantir a eficiência produtiva, financeira e ambiental da avicultura brasileira e mundial.

É a nossa responsabilidade entregar o melhor.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de julho/agosto de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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