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Criada zona de proteção na fronteira ao sul da Venezuela

Município de Pacaraima terá medidas de controle mais severas, diz Guilherme Marques, diretor do Mapa

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Uma zona de proteção para febre aftosa, ao longo da região de fronteira ao sul da Venezuela no município de Pacaraima (RR), dentro de zona brasileira livre de febre aftosa com vacinação, foi instituída pela Instrução Normativa 52 . A IN foi publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no Diário Oficial da União, no último dia 8.

Em maio deste ano, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal livres de febre aftosa com vacinação. A exceção é Santa Catarina, que já é livre sem vacinação desde 2007.

Na América do Sul, dois países da região Andina, Venezuela e Colômbia, ainda enfrentam problemas no combate à febre aftosa. A Venezuela é considerada pela OIE zona não livre em toda a sua extensão territorial. O status de zona livre da Colômbia foi alterado pela OIE no último 17 de setembro, após as confirmações oficiais de focos no interior do país e ao longo da fronteira leste com a Venezuela.

Em setembro do ano passado, quando o Ministério da Agricultura encaminhou à OIE o pleito de reconhecimento do Brasil de livre da febre aftosa com vacinação apresentou também a proposta da criação da zona de proteção em Pacaraima. “Nessa zona de proteção, estabeleceram-se medidas de controle mais severas. As ações são mais fortes, mais incisivas do que no restante do estado de Roraima”, explica Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do MAPA.

Marques disse que era preciso formalizar a estruturação de Pacaraima por meio de Instrução Normativa. Ele prevê um longo período de existência da zona de proteção, que será mantida enquanto Venezuela e Colômbia avançam na erradicação e controle da doença.

A vacinação de todos os bovinos em Pacaraima é feita pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), na ação chamada de “agulha oficial.” O SVO nessa região é representado pelos veterinários e seus auxiliares da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA-Roraima) e da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR). Além da vacinação é feita a identificação individual de todos os animais, com uso de brincos numerados. Todo os embarques também são acompanhados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) em caminhões lacrados. “O Brasil tem contribuído para que a Venezuela alcance a condição de livre da aftosa. Somos os maiores interessados, mas até chegarmos lá precisamos da zona de proteção como uma medida adicional a todo o trabalho que já é realizado nessa região de fronteira”.

O cadastro oficial atualizado em setembro deste ano contabiliza 1.406 bovinos na zona de proteção. Não há bubalinos. O rebanho está distribuído por 13 propriedades das quais 9 localizam-se em áreas indígenas. Na fazenda Mato Grosso, a maior delas, o acesso do SVO será por avião. É preciso autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para vacinar o rebanho das fazendas indígenas. Agentes da Funai acompanham todas as etapas da agulha oficial, de identificação com brincos numerados e controle de cadastro de cada animal.

A vacinação começou em 1º de outubro e deverá ser concluída no dia 15 de novembro.

Trânsito de Animais da Região Norte

A IN 52 também revogou o artigo 2º da Instrução Normativa 16 (de abril de 2017) e o artigo 2º da Instrução Normativa 46 (de setembro de 2017) que proibiam o trânsito de gado da Região Norte – Amazonas, Roraima, Amapá e parte do Pará – para todos os outros Estados brasileiros. Com o reconhecimento pela OIE do Brasil livre da febre aftosa, a proibição não mais se justificava do ponto de vista sanitário, mas era preciso ser oficializada pelo Ministério da Agricultura.

Fonte: Mapa

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Notícias Mercado

Oferta total de milho dos EUA em 2019/20 deve atingir 413 mi t

Número fica abaixo da oferta de 421,5 milhões de toneladas registrada na temporada 2018/19

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Arquivo/OP Rural

A oferta total de milho dos Estados Unidos pode atingir 413,1 milhões de toneladas na temporada 2019/20, segundo estimativas de SAFRAS & Mercado. O número fica abaixo da oferta de 421,5 milhões de toneladas registrada na temporada 2018/19.

Os Estados Unidos deverão cultivar uma área de 91,7 milhões de acres. Já a área a ser colhida está prevista em 83,6 milhões de acres na temporada 2019/20.

A produção estadunidense em 2019/20 foi prevista em 352,4 milhões de toneladas, aquém das 366,3 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior (2018/19).

Safrinha

A colheita da safrinha 2019 de milho atingia 48% da área estimada de 12,193 milhões de hectares na sexta-feira (12), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Os trabalhos atingem 51% da área no Paraná, 41% em Goiás, 44% em Mato Grosso do Sul, 22% em São Paulo, 57% em Mato Grosso e 18% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 27,4% da área estimada de 10,458 milhões de hectares.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 359,4 milhões em julho (9 dias úteis), com média diária de US$ 39,9 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,876 milhão de toneladas, com média de 191,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 191,60.

Na comparação com a média diária de junho, houve uma elevação de 178,9% no valor médio exportado, uma alta de 189,4% na quantidade média diária e perda de 3,6% no preço médio. Na comparação com julho de 2018, houve ganho de 329,3% no valor médio diário exportado, elevação de 291,9% na quantidade média diária de volume e valorização de 9,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Demanda fraca pressiona cotações do frango no atacado

Para o frango vivo houve uma demanda mais efetiva em parte da Região Sul, o que contribuiu para a melhoria de preços no Paraná e Rio Grande do Sul

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango registrou um cenário de queda de preços no atacado, em meio à reposição mais lenta para o varejo, característica da segunda metade do mês.

De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, para o frango vivo houve uma demanda mais efetiva em parte da Região Sul, o que contribuiu para a melhoria de preços no Paraná e Rio Grande do Sul. ”O mercado aguarda por mudanças mais efetivas nas cotações apenas na primeira quinzena de agosto, avaliando a entrada dos salários para motivar a demanda”, sinaliza.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado baixou de R$ 6 para R$ 5,90 e o quilo da coxa de R$ 5 para R$ 4,70. Já o quilo da asa subiu de R$ 7 para R$ 7,05. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 6,10 para R$ 6 e o quilo da coxa de R$ 5,10 para R$ 4,90. O quilo da asa avançou de R$ 7,20 para R$ 7,25.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito baixou de R$ 6,10 para R$ 6 e o quilo da coxa de R$ 5,12 para R$ 4,82. O quilo da asa subiu de R$ 7,08 para R$ 7,13. Na distribuição, o preço do quilo do peito recuou de R$ 6,20 para R$ 6,10 e o quilo da coxa de R$ 5,22 para R$ 5,02. O quilo da asa avançou de R$ 7,28 para R$ 7,33.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 245,5 milhões em julho (9 dias úteis), com média diária de US$ 27,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 145,6 mil toneladas, com média diária de 16,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.685,60.

Na comparação com junho, houve baixa de 10,8% no valor médio diário da exportação, perda de 14,1% na quantidade média diária exportada e alta de 3,8% no preço. Na comparação com julho de 2018, houve baixa de 8,9% no valor médio diário, perda de 18,8% na quantidade média diária e alta de 12,2% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço passou de R$ 3,10 para R$ 3,45 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 3,10 para R$ 3,50.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 3,35. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,35. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,40.

Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,50. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,50 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,60.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Plantio do trigo termina no Paraná e se aproxima do fim no Rio Grande do Sul

Produtividade deverá subir 9%, passando de 2.530 quilos para 2.758 quilos por hectare

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Arquivo/OP Rural

A produção brasileira de trigo deverá somar 5,64 milhões de toneladas na temporada 2019/20, crescendo 8% sobre a temporada anterior, de 5,245 milhões de toneladas. A previsão é de SAFRAS & Mercado. A produtividade deverá subir 9%, passando de 2.530 quilos para 2.758 quilos por hectare. A área deverá recuar 1%, recuando de 2.073 milhões para 2.045 milhões de hectares.

“Esta conjuntura se deve principalmente ao fato de os produtores investirem menos nesta cultura, que vem sofrendo com consecutivas quebras de safra ao longo dos anos, levando a uma queda da atratividade”, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

Para esta estimativa há uma atualização com redução da produtividade nos dois principais estados produtores do país, avaliando fatores como o fraco desenvolvimento das lavouras no Rio Grande do Sul no início da janela de plantio, além de atrasos e geadas que afetaram regiões produtoras no Paraná, gerando perdas mais significativas à produção estadual. “Apesar disso, ainda há crescimento da produção e da produtividade nacional frente à safra passada”, completa Pinheiro.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado foi concluído na área prevista de 1,006 milhão de hectares, que deve ficar 9% abaixo dos 1,102 milhão cultivados em 2018.

Segundo o Deral, 79% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, 16% condições médias e 5% em situação ruim, na fase de germinação (1%), crescimento vegetativo (48%), floração (33%) e frutificação (18%).

A safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,235 milhões de toneladas, 15% acima das 2,808 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 3.215 quilos por hectare, 15% acima dos 2.567 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

As geadas da última semana causaram perdas irreversíveis na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 17 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Conforme fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, a quebra na produtividade está avaliada em 44%. “Antes, eram esperados 3.460 quilos por hectare. Agora, a produtividade está estimada em 1.930 quilos por hectare”, exemplifica. “As lavouras foram mais afetadas do que esperávamos”, lamenta.

Rio Grande do Sul

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou dois pontos percentuais na última semana, alcançando 98% da estimativa inicial de 739,4 mil hectares. A maior parte da área a ser plantada encontra-se na regional de Caxias do Sul, onde os trabalhos devem ser finalizados por volta de 20 de agosto.

Fonte: Agência SAFRAS
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