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Criação de galinhas livres de gaiola ganha mais participação de mercado

Com a presença de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, evento debateu estratégias e desafios para que mais produtores possam aderir ao sistema.

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Fotos: Divulgação

Com a participação de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, a Alianima, organização que atua na agenda do bem-estar animal, promoveu na última semana o I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura. Durante os dois dias de evento, foram apresentados os desafios, resultados e percepções do mercado brasileiro de avicultura para que mais produtores se unam ao movimento livre de gaiolas.

Na ocasião, a organização realizou o lançamento da 2ª edição do Estudo de Caso: Abrindo as Gaiolas, que desta vez analisa o mercado pelo lado de três produtores brasileiros de ovos de galinhas em sistemas livres de gaiolas. A publicação complementa a primeira edição, que apresentou cases de empresas do setor alimentício líderes de mercado que se comprometeram e que têm avançado e/ou concluíram com sucesso a transição para ovos livres de gaiolas.

“Queremos fazer a ponte entre os produtores e as empresas que já assumiram o compromisso público de não utilizar ou comercializar ovos e seus derivados provenientes de galinhas criadas em gaiolas e avançar cada vez mais para o sistema livre. No Brasil, não temos uma legislação específica para acabar com o sistema de gaiola, mas por outro lado, 89% dos consumidores brasileiros consideram importante que os animais de produção sejam bem tratados”, ressaltou Patrycia Sato, médica veterinária e presidente da Alianima, durante a abertura do seminário.

O que dizem os produtores de galinhas livres

Sócio da Planalto Ovos, Daniel Mohallem

Aumento na qualidade dos ovos, maior longevidade de produção, mais saúde para as aves e melhorias até na motivação dos colaboradores foram benefícios apontados com unanimidade pelos produtores da Planalto Ovos (MG), Sunny Eggs (GO) e Ovos Mombuca (SP), que contaram suas experiências no primeiro dia do seminário. “O bem-estar animal está relacionado diretamente à resistência imunológica dos animais, resultando numa qualidade melhor do produto e maior tempo de produção desse animal. Nossos colaboradores se sentem melhor ao lidar com galinhas livres de gaiolas”, contou Daniel Mohallem, sócio da Planalto Ovos.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores é esclarecer ao próprio consumidor sobre as diferenças entre os quatro tipos de ovos disponíveis no mercado: orgânico, caipira, cage-free (livre de gaiolas) e convencional (sistema de gaiolas). No Brasil, por não existir uma normatização dos rótulos, embalagens de ovos oriundos de gaiolas estampam imagens de galinhas no campo. E o consumidor, na hora da decisão de compra, sem poder avaliar a diferenciação, acaba optando pelo menor preço.

“O consumidor não sabe a diferença dos ovos disponíveis no mercado. A única forma de mostrar a diferença é ir para frente das gôndolas e explicar para essas pessoas o que é o ovo cage-free. Nosso desafio é mostrar que o meu ovo branco cage-free é igual ao vermelho”, esclareceu Hélio Paiva, fundador da Sunnyeggs.

Ao contrário do que se esperava, a pandemia não prejudicou tanto o setor. Em 2021, cada brasileiro consumiu em média 257 ovos, um aumento de quatro ovos a mais que o ano anterior; e 25 ovos a mais que a média mundial. Para 2022, a expectativa é que o consumo de ovos possa chegar a 262 unidades por brasileiro, segundo a ABPA.

Diretor-executivo da Ovos Mombuca, Tiago Wakiyama

E mesmo com o aumento nos insumos, o melhor valor de mercado do ovo livre de gaiola foi o que ajudou os produtores a enfrentarem as mudanças econômicas, como afirmou o diretor-executivo da Ovos Mombuca. “O bem-estar animal foi a estratégia adotada para alcançarmos uma diferenciação nos ovos. Antes a Mombuca contava com 75% da produção de ovos em sistema convencional e 25% de produção alternativa, e hoje invertemos o cenário. Foi isso que nos fez sobreviver”, disse Tiago Wakiyama.

Mercado impulsiona mudanças
No segundo dia do Seminário foi a vez dos especialistas do setor de alimentos analisarem as tendências da agropecuária, especificamente da avicultura de postura. Durante as apresentações, o cenário detalhado mostra que nos últimos dez anos a pauta de bem-estar animal já é uma realidade para grandes e pequenas empresas e demonstra não ser mais uma opção para os players escolherem entre investir ou não, mas sim uma necessidade para sobreviver.

“O conceito de consumo é diferente para as gerações. O bem-estar animal é crucial para o investidor que tem o enfoque ESG. Existe o custo de se fazer as mudanças de bem-estar animal, mas o risco de não fazer é maior”, alertou o professor e doutor Celso Funcia Lemme, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD da UFRJ).

Também participaram do segundo dia do I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura da Alianima o criador do selo Produtor do Bem, Leonardo de La Vega; a médica veterinária Lizie Buss, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CBPA/SDI/MAPA); e o diretor-executivo da Fai Farms, Murilo Quintiliano.

Fonte: Assessoria

Notícias IPPE 2026

O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal

Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

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cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira - Foto: O Presente Rural

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.

Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.

Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.

Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.

As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.

A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.

Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.

Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.

Fonte: O Presente Rural
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Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo

Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

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Foto: Divulgação/Primato

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.

Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.

A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:

16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural

Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.

O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.

Fonte: Assessoria Primato
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Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal

Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

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Foto: Freepik

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.

Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.

A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.

A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.

Fonte: Assessoria Mapa
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