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Cria e Recria acelerada: solução para implantar a pecuária de ciclo curto.

Pecuária tradicional é caracterizada por uma cria e recria de ciclo longo e crescimento tardio dos animais

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A Figura 1 , mostra os bezerros em processo de recria acelerada durante o manejo nutricional- Fonte: Arquivo Pessoal, cortesia Agropecuária Tropical - Sergipe

Atualmente a pecuária de corte no Brasil passa por grandes transformações, incorporando um novo contexto, no qual a busca pela melhoria da eficiência tanto na reprodução quanto na engorda tem alterado o perfil da pecuária brasileira, principalmente no quesito de produzir uma pecuária de ciclo curto. Neste aspecto, a cria saudável e a recria de ciclo curto apresenta-se como uma excelente opção para atingir este objetivo.

No Brasil, devido as condições de clima e qualidade das pastagens, principalmente no período seco do ano, ocorre o comprometimento no desenvolvimento dos bezerros no qual se observa o aparecimento de doenças (verminoses, problemas nutricionais, etc…), resultando no atraso dos bezerros tanto na desmama quanto pós-desmama o que contribui para alongamento do ciclo produtivo da pecuária de corte derivando animais tardios tanto para o abate quanto para a reprodução ( cios  e idade ao primeiro parto comprometidos)

A “cria” tradicional, ainda presente em grande parte do Brasil, é produzida em sistemas extensivos, com pastagens mal manejadas, muitas vezes acompanhadas de manejos sanitários e nutricionais ineficientes levando índices reprodutivos baixos, produção de bezerros fracos, crescimento lento e baixo peso ao desmame.

Um dos maiores problemas observados na pecuária de corte nacional é o longo tempo do período da recria, onde os animais permancem na fazenda provocando altos custos operacionais.

Diante do quadro apresentado, tentando mitigar os problemas apresentados, observou-se um avanço da pecuária nacional em todos os sentidos, com melhoria produtiva em todos os seus sistemas: na cria, recria e engorda.

A nova Vaca de Cria representa o novo contexto da cria. Ela é desafiada a produzir um bezerro de qualidade por ano. As fazendas modernas de cria implantaram novos sistemas produtivos, reprodutivos (novas tecnologias), nutricionais, melhoria genética e também sanitários, tudo isso com o intuito de melhorar a performance das vacas e produção de bezerros de qualidade.

As fazendas produtoras de Recria[2] tem o desafio de inserir em seus processos produtivos tecnologias nos manejos sanitários e nutricionais e com isso encurtar o período de recria e o tempo decorrente da pós-desmama ao início da engorda ( machos) e o período reprodutivo precoce ( fêmeas) , melhorando a eficiência produtiva dos animais.

Reduzir o tempo de recria é importante para os animais aumentar o peso, elevar a sua taxa de crescimento e conseguir obter os resultados que vem a ser os novilhos e novilhas precoces.

 

Porque acelerar a cria e a recria?

O grande objetivo é oferecer condições para o desenvolvimento do (a) bezerro (a) afim de que ele tenha plenas condições para ter um ótimo peso ao desmame e consequente desenvolvimento durante o período da recria.

O propósito no encurtamento da recria é impedir o problema do estresse nutricional ocasionado principalmente no período seco e evitar o baixo desempenho produtivo dos animais melhorando a velocidade constante de crescimento.

 

Como acelerar a cria e a recria?

A” aceleração” da cria e recria ocorre com a utilização de novas tecnologias e produtos a serem utilizados durante a cria e a recria visando acelerar o processo produtivo como um todo e produzir uma cria diferenciada oferecendo animais prontos para uma recria acelerada e turbinada influenciando posteriormente na precocidade reprodutiva e animais precoces para o abate.

Outros fatores diferenciados utilizados na cria e recria acelerada são as mudanças estruturais e operacionais nos manejos sanitários nutricionais em cada fase dos processos, a se destacar:

  • Manejos nutricionais e sanitários na vaca de cria durante a gestação
  • Manejos (sanitário e nutricional) do bezerro no período da cria (“pediatria”) enquanto estiver mamando;
  • Manejos (sanitário e nutricional) do bezerro no pós -desmame e durante a recria.

Ao concluir este artigo, verifica-se que para introduzir uma pecuária de ciclo curto são necessárias mudanças de paradigmas em relação a produção tradicional , investimentos em tecnologias e operações nos manejos nutricional e sanitários da vaca de cria , bezerros mamando e na recria e com isso abreviar os ciclos produtivos e oferecer ao mercado animais precoces para a reprodução e abate.

Deseja saber mais sobre a cria e recria acelerada, acesse o site do prof. Guilherme Vieira: https://guilhermeavieira.tumblr.com/

 

Guilherme Augusto Vieira[1]

[1] Médico Veterinário, Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela UFBA, Doutor em História das Ciências, autor dos Manuais Semiconfinamento e Confinamento, atualmente é gestor da Plataforma www.semiconfinamento.com.br e ministra cursos e treinamentos na VeteAgroGestão. Contatos com o autor: guilherme@farmacianafazenda.com.br
[2] Para entender a nova Recria sugiro a leitura do nosso Manual Recria Turbinada. Disponível em www.semiconfinamento.com.br

Fonte: Guilherme Augusto Vieira [1]

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Mundial do Queijo do Brasil concentra programação técnica do Via Láctea

Atividade paralela nos dias 17 e 18 de abril reúne conferências e masterclasses sobre defeitos de fabricação, indicações geográficas, legislação, leite cru e pesquisas científicas para a cadeia láctea.

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A edição do Mundial do Queijo do Brasil promove nos dias 17 e 18 de abril, no Teatro B32, o Programa Via Láctea, atividade que reúne conferências, debates e masterclasses. A proposta é promover a troca de conhecimento para produtores, queijistas, pesquisadores, técnicos e profissionais da cadeia láctea, discutimos temas ligados à cultura queijeira.

Foto: Divulgação

A programação ocorre em três salas simultâneas e inclui temas como defeitos na produção de queijos, indicações geográficas, legislação, pesquisas científicas, leite cru,análise sensorial e o papel dos queijistas na cadeia produtiva.

Para participar, é necessário adquirir um passaporte no valor de R$ 100, que dá acesso a todas as conferências e atividades da programação, respeitando a capacidade das salas. As vagas são preenchidas por ordem de chegada, com limite de 50 participantes por sala. Ao fim de cada atividade, os participantes recebem por e-mail certificados individuais de participação. As master classes têm cobrança adicional de R$ 260 por atividade.

Na sexta-feira (17), a programação começa com a master class “Defeitos mais comuns dos queijos”, com Múcio Mansur Furtado, na Sala 1. Ainda no primeiro dia, a abertura oficial da Via Láctea reúne Cláudia Mendonça, diretora-geral da SerTãoBras; Juliana Jensen, presidente do Club Brasil de la Guilde Internationale des Fromagers; e Luís Augusto Nero, professor da Universidade Federal de Viçosa. Em seguida, a conferência “Queijos no mundo e no Brasil” será conduzida por Antônio Fernandes e convidados internacionais.

Foto: Divulgação

Também na sexta, o público poderá acompanhar o Painel Sebrae, na Sala 2, com discussões sobre indicação geográfica, gestão e sustentabilidade, além da palestra “Como dominar seu processo e parar de adivinhar o queijo”, com Rodrigo Magalhães. Já a Sala 3 concentra debates sobre DOP e IGP italianas, indicações geográficas de Minas Gerais, o uso de leite cru e a produção de queijo em assentamentos, com foco em trabalho cooperativo e autonomia de mulheres no campo.

No sábado (18), um dos destaques da programação é o painel “Legislações de queijos do Brasil”, que reúne representantes de diferentes estados e do Ministério da Agricultura para discutir os avanços e os desafios regulatórios dos queijos artesanais no país. A tarde, a Sala 1 recebe o debate “Estado da arte da Brucelose e Tuberculose no Brasil”, com especialistas do setor público, entidades de assistência técnica e produtores rurais.

A Sala 2 concentra apresentações de pesquisas sobre o queijo artesanal, microbiologia, conservação e coagulantes vegetais, além de

Foto: Divulgação

pôsteres científicos e discussões sobre análise sensorial e a formação do queijista. Entre os participantes estão pesquisadores da USP, UFV e Unicamp. No mesmo dia, a Sala 3 recebe a master class “Queijos Autorais”, com Delphine Luhring, da escola francesa ENILEA, além de mesas sobre caprinos e ovinos, queijistas e produção com leite de búfala.

Segundo a organização, o Programa Via Láctea foi estruturado como espaço de formação e articulação entre os diferentes elos da cadeia do queijo, em paralelo às demais atividades do Mundial do Queijo do Brasil 2026. As inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.

Sobre o Mundial do Queijo Brasil

Criado em 2019, o Mundial do Queijo Brasil é um evento internacional realizado a cada dois anos, com o objetivo de promover o empreendedorismo do queijo brasileiro nos mercados nacional e internacional. A iniciativa integra concursos técnicos de alcance global, feira gastronômica, salão profissional, conferências especializadas e programação cultural, unindo queijo, tradição, tecnologia, arte e negócios no coração econômico do país.

Ao longo das edições, o evento consolidou-se como plataforma estratégica para projeção de produtores artesanais e industriais, geração de negócios, qualificação técnica e fortalecimento da cadeia láctea. Reunindo milhares de visitantes e especialistas de diversas origens, o Mundial do Queijo Brasil posiciona São Paulo no circuito internacional dos grandes encontros dedicados à excelência queijeira.

O Mundial é realizado em parceria entre a SerTãoBras, que une produtores, queijistas, pesquisadores, chefs e entusiastas do queijo de 20 estados do Brasil, e a Guilde Internationale des Fromagers, sediada na França, com mais de 10 mil membros em 42 países, que envia uma comitiva internacional para o evento.

Fonte: Assessoria
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Exportação recorde de carne bovina no 1º trimestre sustenta preços do boi gordo no Brasil

Embarques somam 701,6 mil toneladas até março, alta de 19,7% sobre 2025, enquanto preço médio externo chega a US$ 5,8 mil por tonelada.

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Foto: Shutterstock

O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 se mantém no início de 2026 e alcança patamar recorde para o primeiro trimestre. Dados da Secex indicam que, entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura.

Foto: Shutterstock

O volume representa alta de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 36,6% sobre 2024, consolidando o maior resultado já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

Além do aumento no volume embarcado, pesquisadores do Cepea destacam a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago pela tonelada exportada foi de US$ 5.814,80, elevação de 3,1% frente a fevereiro e de 18,7% em comparação a março de 2025.

Esse ambiente externo mais favorável tem impacto direto na formação de preços no mercado interno. Segundo o Cepea, a demanda internacional contribuiu para sustentar as cotações do boi gordo ao longo de março.

No início de abril, essa dinâmica se mantém. Os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela combinação entre demanda externa aquecida e oferta restrita de animais prontos para abate.

Fonte: O Presente Rural
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Pecuária brasileira aposta em produtividade, inclusão e transparência para responder às mudanças no consumo global de carne bovina

Recuperação de pastagens, reintegração de produtores à cadeia formal e avanço da rastreabilidade orientam estratégias voltadas à preservação da competitividade e à ampliação do acesso a mercados nacionais e internacionais mais exigentes.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Foto: Breno Lobato

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

Foto: Juliana Sussai

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade,

Foto: Divulgação

ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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