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Crescimento e desenvolvimento gonadal de machos e fêmeas de tambaqui em sistema de recirculação de água

A produção aquícola enfrenta desafios em várias etapas, como na formação de plantéis de reprodutores de espécies reofílicas, impactando a produção de formas jovens.

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Figura 1: Tambaqui (Colossoma macropomum) - Foto: Divulgação/De Heus

A demanda por alimentos de origem sustentável tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, e com isso, a aquicultura vem ganhando força no cenário mundial de produção animal. No entanto, a produção aquícola enfrenta desafios em várias etapas, como na formação de plantéis de reprodutores de espécies reofílicas, impactando a produção de formas jovens. Para resolver essas questões, é crucial entender a biologia reprodutiva das espécies que trabalhamos, a fim de otimizar e buscar alternativas de manejo para aumentar a produção de gametas viáveis. Nesse contexto, estudos sobre a primeira maturação são essenciais, pois esse estágio marca o início da fase adulta dos peixes. O tambaqui (Colossoma macropomum) (Figura 1) é uma espécie nativa da América do Sul, encontrada na bacia amazônica. Pertencente à família Characidae e à ordem Characiformes, pode atingir um metro de comprimento e pesar até 30 kg. Por ser um peixe de característica migradora, na natureza necessita subir o rio para realizar a reprodução, que ocorre durante as épocas mais quentes do ano. Em cativeiro, devido a essa característica peculiar, a reprodução é realizada através de indução hormonal para estimular a gametogênese.

Dados recentes destacam a importância do tambaqui como o peixe nativo mais produzido no Brasil, com uma produção superior a 109 mil toneladas no último ano (IBGE, 2023), ficando atrás apenas da produção de tilápia (Oreochromis niloticus), que apesar de ser uma espécie presente em todo o território nacional, é considerada exótica. Até o momento, não há estudos disponíveis na literatura sobre o crescimento e desenvolvimento gonadal do tambaqui em sistemas de recirculação de água (SRA). O uso de SRA para avaliar o crescimento e o desenvolvimento gonadal dos peixes representa uma nova possibilidade para a produção aquícola. Esse sistema permite adensamento de animais por metro cúbico, reduzindo o consumo de água, tornando o cultivo mais intensivo. Isso é possível devido ao controle eficaz da temperatura e do oxigênio, além do tratamento dos resíduos e da conversão dos compostos nitrogenados gerados pelos animais. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar o crescimento e desenvolvimento gonadal de C. macropomum em SRA.

Figura 2. Sistema de recirculação de água: tanque com volume útil de 23m³, equipado com trocador de calor (A), motobomba Nautilus® Nbfc-2 de 1/2CV (B), filtro mecânico/decantador com capacidade total de 1m³ (C), filtro biológico com capacidade total de 1m³ cada, equipado com mídia biológica com área superficial de 800 m²/m³, ocupando 2/3 da capacidade total de cada filtro (D), bomba centrífuga sem pré-filtro 1/3CV (E), compressor radial 4CV trifásico (F) e difusores de ar espalhados pelo tanque (G).

Metodologia

O experimento foi conduzido no Laboratório de Aquacultura (LAQUA) da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, com aprovação do Comitê de Ética de Uso de Animais. 150 animais com 230 dias após eclosão (DAE) e peso médio de 145,29±36,03 g, foram colocados em um sistema de recirculação de água (Figura 2), onde a temperatura foi mantida em 27,5±0,7 °C, oxigênio dissolvido em 4,0±0,5 mg/L, amônia total em 0,5±0,1 mg/L e pH em 6,7±0,5. Os animais foram alimentados com dieta comercial de 4-6 mm contendo 32% PB na frequência de duas vezes ao dia (09:00 e 16:00 hs) até 590 DAE. Após este período, foi oferecido dieta de 32% PB de 6 – 8 mm até o final do experimento, onde os animais estavam com 1080 DAE. Com 290 DAE, foi realizada a primeira coleta de gônadas. Ao total foram 13 coletas, em cada coleta, 10 animais foram selecionados de forma aleatória, realizada biometria e posteriormente eutanasiados seguindo protocolo de bem-estar animais para a retirada das gônadas. As gônadas, fígado e vísceras coletados foram pesados para obtenção dos índices gonadossomáticos (IGS), hepatossomáticos (IHS) e viscerossomáticos (IVS).  Para a avaliação do desenvolvimento gonadal, o material coletado foi fixado em solução de Bouin e posteriormente levado para confecção histológica. Os parâmetros analisados foram submetidos a ANOVA, seguido de teste de Tukey (5%) para avaliar a diferença entre as médias. Todas as análises estatísticas foram realizadas no software InfoStat, Córdoba, Argentina.

Figura 3. Peso (A) e comprimento (B) médio (média ± desvio padrão) de Colossoma macropomum cultivados em sistema de recirculação de água (SRA) durante a maturação sexual. Letras maiúsculas indicam diferenças significativas entre as diferentes biometrias de cada sexo pela ANOVA seguido de teste de Tukey (5%).

Figura 4. Setas pretas indicam a localização das gônadas de machos e fêmeas (A, C, E, G); seta azul indica presença de espermatogônias no testículo de macho em maturação inicial (B); * indica túbulos seminíferos repletos de espermatozoides no testículo do macho em maturação avançada (D); na figura F é possível observar a presença de oócitos em formação inicial (Oc) e ninhos de ovogônias (Og) em fêmea, e na figura H, a presença de oóvitos vitelogênicos no ovário de uma fêmea em maturação avançada.

Resultados e discussão

Ao comparar machos e fêmeas após 590 DAE, o crescimento fica evidente para peso e comprimento ao longo do experimento (Figura 3A e 3B) (P<0,05). Porém, quando comparamos machos e fêmeas de mesma idade, não foi verificado diferenças para o peso e comprimento entre os sexos (P>0,05), demonstrando que a espécie se adaptou bem ao sistema de cultivo empregado. Com relação a maturação sexual, os primeiros machos identificados com a presença de túbulos seminíferos e células espermatogênicas, indicando estágio inicial de maturação, estavam com 590 DAE (Figura 4 A e B). As primeiras fêmeas nesse mesmo estágio foram identificadas quando estavam com 710 DAE (Figura 4 E e F). Os primeiros machos que apresentaram maturação avançada estavam com 710 DAE (Figura 4 C e D) e as fêmeas com 890 DAE (Figura 4 G e H). Ficando evidente que os machos iniciam o processo de maturação sexual antes das fêmeas. Este resultado é de suma importância para que o planejamento para a formação do plantel de reprodutores seja feito da forma correta.

Conclusão

É possível formar um plantel de reprodutores de C. macropomum, utilizando o SRA, oferecendo aos animais um ambiente com temperatura, oxigênio e controle dos compostos nitrogenados adequados para o seu desenvolvimento. Não foi verificado diferença no crescimento de machos e fêmeas da mesma idade durante os 1080 dias de estudo. Os machos atingiram primeiro a maturidade sexual avançada (710 DAE) quando comparado as fêmeas (890 DAE). As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: gjulio@deheus.com.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de Aquicultura acesse a versão digital, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Artigo escrito por Gustavo Soares da Costa Júlio, Engenheiro de Aquicultura, mestre e doutor em Zootecnia, atualmente faz parte do time técnico-comercial Aqua da De Heus Brasil.

Peixes

Após um 2025 instável, mercado da tilápia aposta em melhora em 2026

Com consumo limitado ao longo do ano, setor mira cenário mais favorável no próximo período.

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Foto: Shutterstock

O setor brasileiro de tilápia enfrentou um ano desafiador em 2025, marcado por pressão sobre preços e retração em alguns indicadores do mercado. Entre os principais fatores que impactaram a atividade estiveram a imposição de sobretaxas pelos Estados Unidos às importações, a liberação da entrada de tilápias do Vietnã no mercado nacional e a elevação do pescado nas espécies exóticas invasoras, conforme apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no Panorama Pecuário.

O consumo interno mostrou-se limitado ao longo do ano, enquanto os preços reais ao produtor registraram queda. Na região de Grande Lago (SP), o valor médio pago ao produtor foi de R$ 12 por quilo em 2025, recuo de 12% em relação a 2024, segundo dados deflacionados pelo IGP-DI. A pressão sobre as cotações esteve associada, principalmente, à oferta elevada de animais.

Entre os destaques do ano, o Cepea aponta redução de 12% nos preços da tilápia em termos reais na região dos Grandes Lagos. Por outro lado, houve crescimento de 19,2% no volume de alevinos e juvenis comercializados no mercado, indicando movimento de reposição produtiva. Já no segundo semestre, considerado fraco para o setor, as exportações recuaram 1%, impactadas pela taxação dos Estados Unidos.

Outro ponto observado em 2025 foi o aumento de 5,7% na biomassa de tilápia nas regiões acompanhadas pelo Cepea, reflexo direto da maior disponibilidade de peixes no mercado.

No segmento de carne, o preço do filé de tilápia caiu 19% em janeiro de 2025 na comparação com janeiro de 2024, no atacado do estado de São Paulo. Em termos reais, a retração chegou a 20%, refletindo a demanda enfraquecida.

A análise dos preços ao longo dos últimos anos mostra que, em termos reais, as cotações do filé de tilápia vêm operando em patamar mais baixo desde setembro de 2025, cenário atribuído à menor oferta naquele período.

Para 2026, a perspectiva do Cepea indica que o mercado brasileiro de tilápia seguirá influenciado por fatores externos, especialmente as importações de pescado, com destaque para o Vietnã. A expectativa é de maior disponibilidade de tilápia no primeiro semestre, período em que o setor busca atender uma demanda tradicionalmente mais aquecida, impulsionada pela Quaresma. A produção, segundo o Cepea, está preparada para atender possíveis oscilações de consumo ao longo do próximo ano.

Fonte: Assessoria Panorama Pecuário Cepea
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Selo da Pesca Artesanal passa a identificar origem e valorizar produção tradicional

Nova certificação reconhece produtos da pesca artesanal, fortalece a renda dos pescadores e amplia acesso a mercados públicos e privados.

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Foto: José Fernando Ogura

Com a finalidade de valorizar o trabalho dos pescadores e pescadoras artesanais, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), instituiu o Selo da Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem. O selo foi criado por meio da Portaria Interministerial MDA/MPA nº 14, de 23 de dezembro de 2025.

Na prática, pescadores e pescadoras podem solicitar o selo, desde que estejam inscritos no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), do MDA, e no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador ou Pescadora Profissional Artesanal, com licença em situação ativa ou deferida, emitida pelo MPA.

Foto: Denis Ferreira Netto

A iniciativa visa fortalecer as etapas de distribuição e comercialização dos produtos tradicionais da pesca artesanal. Com o selo, pescadores e pescadoras certificam que seus produtos atendem aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e são oriundos de comunidades tradicionais, valorizando não apenas o trabalho, mas também a economia e a cultura locais.

Associações, cooperativas e outras organizações que produzam ou comercializem produtos da pesca artesanal também podem solicitar o selo, desde que, no mínimo, 50% dos membros de sua diretoria possuam RGP ativo.

De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Quêner Chaves, o selo fortalece a comercialização junto ao mercado de compras públicas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o (Programa de Aquisição de Alimentos) PAA, além do mercado privado e da exportação.

Ele, que atua na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal do MPA, afirma que o selo contribui para a garantia dos estoques pesqueiros artesanais. “Essa ação possibilita o aumento da renda dos pescadores e pescadoras e garante a qualidade do produto junto aos consumidores”, acrescenta.

O secretário nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, reforça que o selo atende às inúmeras demandas oriundas das Plenárias Regionais e Livres, bem como da Plenária Nacional do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA). “O selo está ligado às ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. Ou seja, é uma conquista coletiva das pescadoras e pescadores artesanais do Brasil”, destaca.

Clique aqui e confira a portaria completa.

Fonte: Assessoria MPA
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Tilápia lidera consumo de pescado no Brasil e impulsiona a piscicultura nacional

Produção cresce a dois dígitos há mais de uma década, consolida novos polos no interior e transforma a espécie em símbolo de modernização do setor aquícola.

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Foto: Shutterstock

De nicho de mercado a protagonista do prato do brasileiro, a tilápia se tornou o pescado mais consumido do país e um dos motores do avanço da piscicultura nacional. O ritmo de crescimento, que vem se mantendo por mais de uma década, simboliza não apenas a maturidade do setor, mas também uma mudança profunda nos hábitos alimentares do consumidor.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção e o consumo da espécie vêm crescendo a uma média anual de 10,3% nos últimos 11 anos, o melhor desempenho entre todas as proteínas animais produzidas no Brasil. Para o presidente da entidade, Francisco Medeiros, o sucesso da tilápia não é obra do acaso. “A tilápia reúne características que a tornam única no mercado: é um peixe de carne branca, sabor suave, sem espinhas e com padrão consistente. Agrada desde o consumidor que busca praticidade até o que valoriza qualidade e saudabilidade”, exalta Medeiros.

O executivo destaca que a tilápia é um produto de cultivo, com produção controlada e oferta estável, o que garante previsibilidade tanto para o mercado quanto para o produtor. “Além da qualidade, o cultivo oferece segurança e regularidade de abastecimento, permitindo que toda a cadeia – do criador ao varejo – trabalhe com planejamento e eficiência”, complementa.

Essa previsibilidade é um diferencial importante em um cenário de maior exigência do consumidor. Medeiros observa que a busca global por alimentos mais saudáveis, sustentáveis e práticos impulsionou ainda mais a aceitação da tilápia. “O mundo está mudando a forma de se alimentar, e o peixe se encaixa perfeitamente nesse novo padrão. É leve, nutritivo e versátil, pode ser grelhado, assado, empanado e até consumido cru, em pratos como o ceviche”, salienta.

Expansão e interiorização

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “A tilápia é a vitrine da aquicultura brasileira, um produto de qualidade, previsível e com enorme potencial para crescer ainda mais” – Foto: Divulgação/Peixe BR

O avanço da espécie também reflete a interiorização da produção. Tradicionalmente concentrado no litoral, o consumo de peixes se espalhou pelo país com a expansão dos polos de cultivo em estados do interior, como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. “O cultivo em água doce democratizou o acesso ao pescado. Hoje, o brasileiro do interior tem peixe fresco com a mesma regularidade e qualidade que o consumidor do litoral”, afirma o presidente da Peixe BR.

Essa nova geografia da piscicultura transformou a tilápia em símbolo de modernização e profissionalização do setor. Investimentos em genética, nutrição, manejo e industrialização deram origem a um produto com padrão de qualidade semelhante ao das principais proteínas exportadas pelo Brasil. “A tilápia é a vitrine da aquicultura brasileira”, ressalta Medeiros, enfatizando: “É a espécie que abriu caminho para o reconhecimento do peixe cultivado como uma proteína de valor agregado, com rastreabilidade, qualidade sanitária e potencial de exportação.”

Produção nacional cresce 20% em 2024

O bom momento do setor é confirmado no Boletim da Aquicultura em Águas da União 2024, divulgado recentemente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em que mostra que a produção aquícola nacional cresceu 20% em relação a 2023, totalizando 148,5 mil toneladas de pescados cultivados em águas da União.

O levantamento, considerado a fonte mais completa sobre a atividade, também trouxe avanços inéditos: pela primeira vez foi possível rastrear a origem dos alevinos utilizados em tanques-rede e calcular o Valor Bruto da Produção (VBP) da aquicultura em águas da União, que alcançou R$ 1,26 bilhão.

A secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou que os números reforçam a relevância econômica e social do setor. “O Boletim de Aquicultura em Águas da União 2024 é essencial para a condução das políticas públicas voltadas ao setor. Os dados apresentados dão visibilidade à aquicultura nacional e refletem o empenho da equipe do MPA. Com essas informações, poderemos aprimorar as condições de cultivo em todo o país, fortalecendo a atividade e ampliando seu impacto positivo”, afirmou.

A diretora de Águas da União, Juliana Lopes, ressaltou que o avanço da rastreabilidade e a mensuração do VBP representam um marco para a cadeia produtiva. “Os dados são inéditos e fundamentais para o setor. Pela primeira vez, conseguimos calcular o valor bruto da produção e rastrear a origem dos alevinos, o que fortalece a transparência da cadeia e permite políticas públicas mais alinhadas à realidade dos produtores”, explicou.

Futuro promissor

O futuro, segundo ele, continua promissor. A projeção da Peixe BR para a próxima década é de manutenção do ritmo de crescimento observado nos últimos 10 anos, impulsionado por novos investimentos e pela consolidação de um consumo mais consciente e diversificado. “O brasileiro está aprendendo a consumir peixe, e a tilápia tem sido a porta de entrada para essa mudança cultural”, observa.

Desafios do setor

Ainda assim, os desafios permanecem. Medeiros alerta para a necessidade de reduzir entraves regulatórios e estimular políticas públicas de incentivo à piscicultura, além de enfrentar o impacto da perda do poder de compra da população. “O setor já demonstrou sua capacidade produtiva. Agora, precisamos avançar em um ambiente regulatório mais moderno, que acompanhe o ritmo da inovação e da demanda do mercado”, defende.

Com um mercado interno em expansão, investimentos em curso e reconhecimento crescente, a tilápia ultrapassa a fronteira da produção para se tornar uma marca nacional, símbolo de um setor que alia tecnologia, sustentabilidade e inclusão produtiva. “A tilápia representa o sucesso da piscicultura brasileira”, ressalta Medeiros. “É a prova de que o Brasil pode ser referência mundial não só em carnes, mas também em peixes cultivados de alta qualidade”, emenda.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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