Conectado com

Notícias

Crescimento do agro em 2025 evidencia força do setor na economia brasileira

PIB da agropecuária avança 11,7% e parlamentares apontam desafios como juros altos e falta de recursos para seguro rural.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O desempenho da agropecuária brasileira em 2025, divulgado pelo IBGE na última terça-feira (03), reforçou a importância do setor para o crescimento da economia nacional, na avaliação de parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Mesmo diante de juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito e ausência de recursos para políticas públicas relevantes, como o seguro rural, o campo voltou a apresentar resultados expressivos.

Deputado Arnaldo Jardim: “Mesmo diante de tantas dificuldades, o produtor rural brasileiro segue demonstrando resiliência”

Para o vice-presidente da FPA na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), os números confirmam a resiliência do produtor rural brasileiro em um ambiente econômico adverso. “Mesmo diante de tantas dificuldades, o produtor rural brasileiro segue demonstrando resiliência. O setor continua produzindo, investindo e garantindo segurança alimentar para o país”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o cenário recente tem sido marcado por entraves importantes ao financiamento da produção. Ele lembrou que, na última safra, não houve liberação de recursos de subvenção ao seguro rural e que as taxas de juros próximas de 15% tornaram linhas estratégicas de financiamento, como o Moderfrota, mais caras para o produtor.

Arnaldo Jardim também destacou a mudança no perfil do financiamento do agronegócio brasileiro. De acordo com ele, atualmente apenas cerca de 20% do crédito ao setor tem origem em recursos públicos, enquanto 80% já vêm do mercado privado, por meio de instrumentos financeiros criados e aperfeiçoados pelo Congresso Nacional.

Ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza: “O crescimento de 11,7% da agropecuária em 2025 confirma a força do campo como pilar da economia brasileira”

Entre esses mecanismos estão os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), que ampliaram a oferta de crédito ao setor. “Grande parte do crédito hoje vem desses títulos do agronegócio. Fizemos um grande esforço para evitar a tributação desses instrumentos, porque eles são fundamentais para garantir financiamento ao setor”, acrescentou.

O deputado também chamou atenção para fatores externos que podem pressionar os custos de produção nos próximos anos. Segundo ele, tensões geopolíticas e gargalos logísticos globais podem afetar o comércio internacional e encarecer insumos estratégicos, como os fertilizantes. “O fechamento do Estreito de Ormuz, os problemas no Canal de Suez e a instabilidade no Oriente Médio podem encarecer o comércio internacional e os fertilizantes, o que afeta diretamente o produtor brasileiro”, disse.

Deputado Tião Medeiros: “O PIB brasileiro mais uma vez foi impulsionado pela agropecuária”

Para o ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), o resultado reforça o papel estratégico da agropecuária na economia nacional. “O crescimento de 11,7% da agropecuária em 2025 confirma a força do campo como pilar da economia brasileira. Com safras recordes de soja e milho e desempenho histórico da pecuária, o agro segue gerando renda, emprego e colocando o Brasil em posição de destaque no cenário mundial”, afirmou.

O deputado Tião Medeiros (PP-PR) também ressaltou a relevância do setor para o desempenho econômico do país. “O PIB brasileiro mais uma vez foi impulsionado pela agropecuária. A força deste país vem de quem produz, de quem empreende, de quem planta. Devemos tratar esse setor com o devido reconhecimento”, declarou.

Dados do IBGE

Segundo o IBGE, o PIB da agropecuária cresceu 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 775,3 bilhões. O setor respondeu por cerca de 6,1% do PIB brasileiro, participação que se amplia quando considerados segmentos ligados ao campo, como insumos, agroindústria, transporte e comércio.

De acordo com o instituto, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção e da produtividade agrícola. Entre os destaques estão o milho, com crescimento de 23,6%, e a soja, com alta de 14,6%, ambos com recorde de produção na série histórica. A pecuária também contribuiu para o resultado positivo.

No quarto trimestre de 2025, a agropecuária avançou 12,1% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho foi influenciado pela pecuária e por produtos com safra concentrada no período, como fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).

No acumulado do ano, o PIB brasileiro somou R$ 12,7 trilhões, com crescimento de 2,3% frente a 2024. O resultado foi puxado pela Agropecuária (11,7%), além dos avanços da Indústria (1,4%) e dos Serviços (1,8%).

Fonte: Assessoria FPA

Notícias

Lei que restringe compra de terras por estrangeiros é mantida

Decisão unânime mantém limites e condições para compra de terras, com foco em soberania nacional.

Publicado em

em

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (23) manter as regras que limitaram a compra de imóveis rurais por empresas com capital estrangeiro no país. A Corte validou a Lei 5.709 de 1971, norma que regulou a matéria e definiu que o estrangeiro residente no país e as empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil devem seguir regras para aquisições de terras.

Foto: Roberto Dziura Jr

A norma impôs diversas restrições, como compra máxima de 50 módulos de exploração, autorização prévia para aquisições em áreas de segurança nacional e registro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A constitucionalidade foi questionada na Corte por entidades ligadas ao agronegócio. De acordo com as alegações, protocoladas em 2015, a lei prejudica empresas nacionais de capital estrangeiro ao limitar a compra de terras no país.

O julgamento começou em 2021 e foi finalizado na sessão desta quinta-feira. Por unanimidade, o plenário seguiu voto proferido pelo relator do caso, ex-ministro Marco Aurélio (aposentado), que votou pela constitucionalidade da lei.

O relator citou que as restrições são necessárias para manter a soberania nacional e a independência do país. Os argumentos foram validados pelos demais ministros.

A Advocacia-Geral da União (AGU) atuou no caso como representante do governo federal. O órgão sustentou que a lei tem a função de proteger a soberania nacional e evitar a especulação fundiária no país.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Produção de qualidade impulsiona avanço das exportações do agro

Debate reforça que excelência e tecnologia são essenciais para conquistar mercados externos.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na quinta-feira (23), a sofisticação dos produtos da agricultura brasileira para conquistar mais mercados internacionais. Lula destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade.“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse, em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou o presidente.

A abertura da Feira Brasil na Mesa na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Até o próximo sábado (25), o evento apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidas a partir da pesquisa agropecuária no país.

Também foram celebrados os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem o objetivo de transformar conhecimento em soluções para diferentes cadeias produtivas do campo.

A presidente da empresa, Silvia Massruhá, destacou que a cada R$ 1 investido na Embrapa, R$ 27 são devolvidos à sociedade. A empresa tem 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias.

Para definir esse lucro, foram avaliados os impactos econômico, ambiental e social de 200 dessas tecnologias. “O PIB, Produto Interno Bruto, somas das riquezas produzidas agrícola de 2025 foi R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões. Então, é importante reconhecer esse papel da ciência e tecnologia hoje no PIB agrícola”, acrescentou.

Os dados estão no Balanço Social 2025 da Embrapa.

A Feira Brasil na Mesa é aberta ao público, com entrada gratuita. Os visitantes podem se inscrever no site do evento.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Copacol amplia presença internacional e participa de feira estratégica em Singapura

Expansão inclui participação na FHA Food & Hotel Asia e reforça estratégia de ampliar negócios e parcerias no mercado asiático, onde a cooperativa já atua em 85 países.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Copacol

A Copacol participa, pela primeira vez, de uma importante feira internacional em Singapura, voltada ao comércio e relacionamento com importadores asiáticos. A FHA, Food & Hotel Asia, realizada entre 21 e 24 de abril, tem como objetivo atender os setores de alimentos, food service e hospitalidade, reunindo compradores de países como Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas.

Segundo o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, a participação reforça a estratégia de participação da Cooperativa em mercados internacionais. “Com presença crescente no mercado internacional, a Copacol fortalece sua marca globalmente e amplia oportunidades para cooperados, agregando valor à produção paranaense e levando a qualidade brasileira para o mundo. Hoje já atuamos em 85 países e seguimos com uma estratégia constante de abertura e consolidação de mercados.”

Esta é a terceira participação da Copacol em feiras internacionais somente neste ano. Antes de Singapura, a Cooperativa marcou presença em eventos realizados em Dubai, na Gulfood, e em Boston, na Seafood Expo North América. “Nossa estratégia é diversificar mercados e ampliar oportunidades comerciais. Mais da metade do que produzimos tem como destino o mercado externo, por isso, marcar presença e demonstrar nosso diferencial resultam na valorização do produto que sai do campo”, destaca Pitol.

A região é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. As Filipinas, por exemplo, figuram entre os maiores importadores de proteína animal do Brasil, enquanto Singapura mantém compras frequentes e regulares. “O continente asiático é um grande parceiro na importação dos nossos produtos. Participamos de mais essa feira com o propósito de consolidar operações, estreitar relacionamento com clientes atuais e buscar novos parceiros comerciais”, complementa o superintendente Comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos.

Fonte: Assessoria Copacol
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.