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Crescimento da avicultura passa pela atualização da legislação do setor

Investimento em tecnologias e insumos, além da redução de encargos são fundamentais para o desenvolvimento do sétimo maior produto exportado pelo país

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Fabio Boy

A avicultura representou uma receita de US$ 870 milhões nos três primeiros meses de 2019 para a balança comercial brasileira, sendo o sétimo produto mais exportado pelo país, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Mas para o setor continuar seu crescimento é necessária a atenção do poder público sobre a importância da atualização da legislação do setor no Brasil, principalmente nos aspectos de facilidades para o registro de novos insumos e tecnologias e na redução de encargos tributários, por exemplo.

Essas discussões foram o foco do Workshop Industrial Avícola, evento realizado pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e pela Cobb-Vantress, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no último dia 27, em Maringá, PR. O objetivo dos organizadores foi reunir representantes do poder público com o setor industrial avícola, justamente para que as demandas da classe produtiva sejam levadas para o Ministério e o setor possa ganhar maior competitividade no mercado internacional.

“A grande adesão de representantes do nosso setor a este evento, que representa aproximadamente 38% da exportação nacional, fortalece este movimento de aproximação e alinhamento dos agentes públicos e privados, que é fundamental para a evolução da nossa atividade nesse momento de grande competitividade”, afirmou Domingos Martins, presidente do Sindiavipar.

O debate entre setores também foi elogiado pelo Superintendente Federal de Agricultura no Estado do Paraná, Cleverson Freitas, que destacou como sendo fundamental essa interação para a consolidação do país como potência mundial no agronegócio. “Vamos trabalhar com bastante diálogo e discussões técnicas, para que o setor privado cumpra a sua parte atendendo aos requisitos legais com muita responsabilidade e o Mapa atue verificando os protocolos que devem ser fiscalizados, trazendo mais segurança ao consumidor”.

Uma das principais barreiras para a competitividade brasileira no mercado internacional são os custos de produção. Segundo o Diretor Comercial e de Serviços da Cobb-Vantress na América do Sul, Bernardo Gallo, as margens para as indústrias estão ficando cada vez menores, prejudicando investimentos e o crescimento do setor. “Um exemplo é a soja e o milho, insumos principais na alimentação das aves. Se compararmos o crescimento do preço desses grãos desde 2014 entre Brasil e Estados Unidos, vemos que o milho brasileiro aumentou 83% para o produtor nacional, enquanto para o americano ficou com 37% de alta, enquanto a relação na soja ficou 38% e 27%, respectivamente. O principal motivo disso é o crescimento das exportações brasileiras desses produtos, pressionando os custos internos”.

Mudanças no Mapa

Para aumentar a eficiência do setor, o Mapa, por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), irá repassar maior responsabilidade as indústrias do setor de proteína animal quanto a verificação da qualidade dos produtos disponibilizados ao consumidor. Foi inclusive criado pelo Ministério o Comitê Técnico Permanente de Autocontrole da Indústria, que será responsável por trabalhar junto dos produtores esse tema.

“Estamos buscando oferecer aos nossos clientes produtos e processos na melhor qualidade possível, consolidando esses processos de certificação sanitária e atribuindo essa responsabilidade de fiscalizar para quem realmente cabe a função”, explica a diretora do DIPOA, Ana Lucia de Paula Viana, uma das palestrantes do evento.

Também participaram como palestrantes do evento a diretora técnica adjunta da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sula Alves, a chefe do 8º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA), Luciana Prado Pires de Oliveira, a auditora fiscal federal agropecuário, Wanize Bonk, além do especialista em processos de qualidade da Cobb, Eder Barbon.

Fonte: Assessoria
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Notícias Boi Gordo

Oferta limitada mantém indicador firme neste ano

Cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme

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Arquivo/OP Rural

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes no mercado brasileiro em 2019. Pesquisadores do Cepea afirmam que esse cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme, especialmente por conta do bom desempenho das exportações nacionais.

No acumulado de 2019 (de 28 de dezembro de 2018 até 17 de abril deste ano), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 subiu 0,4%, fechando a R$ 154 nessa quarta-feira (17). A firmeza nos valores da arroba somada à queda nos preços do milho (devido à maior oferta), por sua vez, têm favorecido a relação de troca de produtores, que registra o momento mais favorável ao pecuarista desde janeiro de 2018.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado Interno

Preços da carne de frango sobem com força em abril

Cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano

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Arquivo/OP Rural

As cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano, favorecidas pela demanda aquecida e pela produção ajustada, segundo dados do Cepea. Na parcial de abril (até o dia 17), o frango inteiro congelado, negociado no atacado da Grande São Paulo, registra média de R$ 4,65/kg, elevação de 4,4% frente à do mês anterior e de expressivos 51,8% em relação a abril/18, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IPCA de março/19).

Para o produto resfriado, os negócios apresentam média de R$ 4,66/kg na parcial deste mês, avanços de 4% e de significativos 54,1% nos mesmos comparativos. Quanto aos cortes, um dos avanços mais significativos nos valores de março para abril, de 7,8%, é observado para a coxa/antecoxa congelada, que registra média de R$ 4,87/kg na parcial deste mês – no ano, o aumento é de 40%.

Fonte: Cepea
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Notícias Prioridade para o bem-estar animal

Aurora inaugura moderna UDG em Chapecó

UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial

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Divulgação

Bem-estar animal é o princípio orientador da Unidade de Disseminação de Genes (UDG II) da Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo industrial de alimentos cárneos do Brasil – inaugurada nesta semana, em Linha Tomazzelli, em Chapecó, SC. A UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial, adotando o que há de mais avançado em genética suína. A unidade absorveu investimentos da ordem de R$ 17 milhões.

O ato inaugural foi presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária), na companhia dos presidentes das cooperativas filiadas, do vice-prefeito Élio Cella, do gerente de produção de suínos Valdir Schumacher e do coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar. O padre Domingos José Dias e o pastor Altair Boita ministraram a benção inaugural.

O presidente Mário Lanznaster destacou que o investimento foi necessário para manter o programa de expansão da produção de suínos da Aurora. O coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar detalhou a complexidade da gestão e da operação da produção de sêmen. O vice-prefeito Élio Cella discorreu sobre a importância da Aurora na economia regional.

O diretor de agropecuária Marcos Zordan destacou que a UDG II atende aos requisitos da legislação europeia de bem-estar animal. A boa alimentação é uma das prioridades, mediante controle da qualidade e potabilidade da água e o fornecimento de nutrição balanceada. Os reprodutores estarão alojados em instalações climatizadas, com pressão positiva e filtro de ar, impedindo a entrada de agentes patogênicos, mantendo a biosseguridade e o bem-estar dos animais. Este moderno sistema de climatização foi desenvolvido para garantir ar na temperatura ideal ao conforto animal, devidamente filtrado e na quantidade adequada para atender à necessidade dos animais gerando conforto térmico.

As densidades na granja foram ajustadas de acordo com as condições ambientais, de manejo e comportamento dos animais. Os pavimentos e pisos foram construídos de forma a evitar e/ou minimizar lesões, com área útil mínima destinada a cada animal igual ou superior a 6 metros quadrados.

As instalações foram planejadas com fundos e laterais das baias com as grades vazadas, permitindo o contato entre os indivíduos e respeitando o comportamento social dos suínos.

O cuidado com a saúde do plantel é outro ponto central, assegurado pela presença de médico veterinário. Com isso, busca-se o correto manejo dos animais, a sanidade e a prevenção de doenças, com o diagnóstico e tratamento (quando necessário). “Queremos as melhores condições de bem-estar para os animais”, sublinha o diretor. Para isso, a equipe de profissionais será treinada e capacitada de acordo com as boas práticas de produção e bem-estar animal.

Estrutura

A UDG II tem área total construída de 4.266,09 m² e abrigará 300 machos doadores dentro das melhores condições de bem-estar animal. Os doadores são machos híbridos, resultado da composição de diferente raças, fornecidos pelas maiores empresas de genética suína do mundo, como Agroceres PIC, DB Danbred e Topigs Norsvin. A UDG II passará a produzir 10.500 doses/semana ou 45.500 doses/mês.

Os reprodutores, antes de ingressarem no galpão principal da unidade, serão recebidos no galpão de quarentena que possui o mesmo sistema de climatização e biosseguridade. Ali, por um período de 30 dias, serão monitorados diariamente objetivando garantir que não são portadores de nenhuma doença ou agente infeccioso.

Uma equipe de 13 profissionais trabalhará na UDG II, com o suporte de um médico veterinário e responsável técnico. O acesso ao local será rigorosamente restrito com uso de arco de desinfecção, escritório para controle de entrada de pessoas, barreira sanitária (banho de funcionários e visitantes) e quarentena obrigatória.

O complexo UDG II, que ocupa uma área de 272 hectares, é constituído por arco de desinfecção, três residências para moradores, prédio administrativo, área de lazer e lavanderia, laboratório, central de coleta e processamento de sêmen, área de quarentena, vestiário de quarentena, galpão de serviços, composteira, casa de maravalha, central de lixo, sala de painéis elétricos, geradores de energia, cabine de medição de energia, reservatórios de água, cisterna e lagoas de dejetos.

Fonte: Assessoria
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