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Notícias Consumo dos muçulmanos

Cresce exportação de frango halal do Brasil com início do Ramadã

No período que antecede o Ramadã, que neste ano ocorre do início de abril até começo de maio, o país aumentou as vendas internacionais de carne de frango halal em 5%, segundo a ABPA.

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Arquivo/OP Rural

O Ramadã, mês sagrado do calendário islâmico, neste ano ocorre do começo de abril até o início de maio. Com a chegada do período, o setor da avicultura brasileira vê crescer significativamente a participação do mercado de produtos halal nas exportações de carne de frango do país. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Produtos halal são aqueles produzidos seguindo preceitos islâmicos e, portanto, permitidos para o consumo dos muçulmanos. De acordo com a ABPA, o Brasil – atual maior exportador de carne de frango halal do planeta – exportou 1,915 milhão de toneladas de carne de frango para o mercado islâmico em 2021, quase a metade de toda a exportação brasileira do setor.

Já no primeiro bimestre de 2022, o volume de carne de frango halal já aumentou 5,17% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 310,4 mil toneladas.

As vendas de produtos para as 58 nações importadoras de carne de frango halal do Brasil geraram em 2021 quase US$ 3 bilhões em receita. Para a ABPA, o número deve crescer neste ano.

Entre as nações que consomem frango halal do Brasil, os Emirados Árabes Unidos são, desde 2020, o principal destino. Em 2021, o país importou 389,4 mil toneladas do produto, o equivalente a 8,7% de toda a exportação do setor. Isso gerou uma receita de US$ 692,2 milhões.

Neste ano, os Emirados têm elevado ainda mais as importações de produtos brasileiros. No primeiro bimestre, a nação comprou 85,7 mil toneladas, volume 93,4% superior ao mesmo período do ano passado.

E em fevereiro o país do Golfo assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras de carne de frango, superando a China. As importações para os Emirados foram de 42,8 mil toneladas, volume 89,9% maior que no segundo mês de 2021.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o relacionamento duradouro com as nações árabes e islâmicas deve seguir gerando bons frutos. “Prova disso foi uma ação recente que realizamos em uma feira em Dubai, a Gulfood, onde foram projetados US$ 1 bilhão em exportações nos próximos meses, apenas a partir das tratativas estabelecidas no evento. “A avicultura brasileira é dedicada ao cumprimento do halal e isto nos colocou em uma posição estratégica para apoiar a segurança alimentar das nações árabes”, afirmou, em nota, Santin.

Fonte: Assessoria Anba

Notícias Cooperativismo

Frimesa expande presença nacional com inauguração de nova filial logística no Distrito Federal

Com investimento em operação 100% própria, a cooperativa de alimentos foca em agilidade e eficiência para abastecer a região central do país com portfólio de carnes e lácteos

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Sede corporativa Frimesa - Foto - Divulgação

Como parte de sua estratégia de expansão e consolidação no mercado nacional, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, anuncia o início das operações de sua nova filial logística e Centro de Distribuição (CD) na capital federal. A unidade do Distrito Federal foi projetada para otimizar a cadeia de suprimentos e acelerar o escoamento de produtos na região central do país.

O grande diferencial do novo complexo é a sua operação 100% própria. Ao assumir o controle total de ponta a ponta, desde o armazenamento até o destino final, a Frimesa garante um rigoroso padrão de qualidade, assegurando o máximo frescor na entrega de seu portfólio completo de carnes e lácteos aos pontos de venda e consumidores da região.

A abertura da filial no Distrito Federal ocorre logo após a inauguração do novo escritório comercial da marca em São Paulo – desenhado para estreitar o relacionamento com o varejo e consolidar a presença da marca no maior mercado consumidor do país –, acompanhado de um abrangente processo de rebranding. Agora, o avanço logístico no Centro-Oeste complementa um ciclo de grandes investimentos estruturais da Frimesa focado em aproximação de mercado e capacidade produtiva.

Toda essa engrenagem de distribuição e posicionamento de marca é sustentada por uma robusta estrutura industrial, com destaque para a unidade fabril em Assis Chateaubriand (PR). Considerada um dos maiores e mais modernos frigoríficos da América Latina, a planta garante escala, tecnologia e volume de produção necessários para abastecer com excelência os novos canais logísticos e responder com agilidade ao ritmo acelerado de crescimento da empresa em todas as regiões brasileiras.

Infraestrutura e inteligência logística

Localizada estrategicamente em Brasília, a nova unidade conta com uma estrutura moderna desenhada para suportar o crescimento da demanda regional com máxima agilidade. Os principais destaques operacionais incluem:

Alta Capacidade de Armazenamento: O CD tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês, contando com 610 posições-paletes.
Eficiência no Escoamento: A estrutura dispõe de 4 docas otimizadas para carga e descarga rápida, um fator crítico para minimizar o tempo de espera dos veículos e preservar a cadeia do frio.
Frota Dedicada: A operação logística já nasce com uma frota de 10 veículos, dimensionada especificamente para garantir pontualidade e flexibilidade no atendimento regional.
Geração de Emprego: O projeto impulsiona a economia local com uma equipe dedicada de 27 colaboradores diretos, focados na excelência operacional e no atendimento consultivo aos clientes.
Com este movimento, a Frimesa não apenas reduz o tempo de entrega no Distrito Federal e região, mas também estreita o relacionamento com o varejo local, oferecendo um serviço mais robusto, seguro e competitivo.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

9º Fórum Lar Agro + Soja reúne família associada para debater estratégias e fortalecer o agronegócio

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio

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Foto e texto: Assessoria

Os caminhos para otimizar o cultivo da soja e o fortalecimento do agronegócio estiveram no centro dos debates do 9º Fórum Lar Agro + Soja, realizado no dia 11 de junho, no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR). O evento reuniu associados de diversas regiões do Paraná para promover a atualização técnica abordando temas ligados ao manejo, produtividade, mercado agrícola, sementes, potencial de investimento e viabilidade.

“O agronegócio enfrenta hoje muitos problemas externos, mas a solução de muitas dessas situações não está ao alcance da cooperativa ou dos produtores. O 9º Fórum Lar Agro + Soja prepara o associado para resolver e enfrentar os desafios da porteira para dentro. Estamos falando de melhorar a gestão das propriedades, como foco em implantar uma boa lavoura, seguir um manejo correto e consequentemente uma produtividade melhor”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Com base no conceito central “Mais preparo, mais união, mais dedicação = maior produtividade”, o evento promoveu o intercâmbio de conhecimento ao aproximar o público de especialistas e grandes empresas parceiras do agronegócio. Essa integração ofereceu ferramentas práticas e teóricas para que o produtor enfrente os desafios do setor com mais segurança e assertividade.

 

Análise Técnica e Tendências de Mercado

Os painéis técnicos promoveram discussões essenciais de ponta a ponta da cadeia produtiva. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud, abriu a sequência de palestras abordando estratégias de manejo voltadas para a conquista de altas produtividades, destacando as melhores práticas agronômicas vigentes no cenário nacional para o cultivo da soja.

Em seguida, os aspectos econômicos ganharam destaque com a participação do analista da StoneX, Etore Baroni. O profissional apresentou um diagnóstico aprofundado do mercado agrícola global, com foco nas projeções de preços, comportamento da demanda internacional e ferramentas de proteção comercial para auxiliar o produtor na tomada de decisões estratégicas de comercialização.

No período da tarde, as inovações tecnológicas dominaram as discussões. Os especialistas da Corteva Agriscience, Anelcindo Souza e Carlos Landerdahl, destacaram o pipeline de desenvolvimento científico da empresa e as principais tendências de futuro para a cultura da soja. O segmento de insumos e germinação também foi debatido por Arno Costa Beber, da Sementes Costa Beber, que detalhou os avanços tecnológicos aplicados ao tratamento de sementes e sua relevância para o estabelecimento inicial da lavoura.

O encerramento do ciclo de palestras foi comandado pelo superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad. A apresentação detalhou uma avaliação sobre o potencial de investimentos da região e a viabilidade econômica do cultivo da soja, alinhando as demandas técnicas às expectativas financeiras.

Além da programação de palestras, os participantes visitaram estandes técnicos de grandes marcas como Basf, Bayer, Corteva, Syngenta, UPL, Timac e Yara. A Lar Cooperativa também marcou presença com espaços dedicados ao Laboratório Central, Tratamento de Sementes, Lar Lojas Agropecuárias, Máquinas e Equipamentos. O ambiente permitiu o contato direto dos produtores com novas soluções, unindo o conhecimento teórico das apresentações à prática com as tecnologias trazidas pelos expositores.

 

Transformando Conhecimento em Evolução

“Compreender a relação de troca é o melhor indicador para o associado. O mais importante não é o que vai acontecer em guerras ou nos Estados Unidos, e sim a oportunidade do momento que ele pode ter ao trabalhar com a Cooperativa. Nesse ponto, a Lar oferece confiança, assistência técnica e as melhores tecnologias por meio de sua rede de parceiros, ou seja, o produtor tem tudo que precisa. O que não podemos deixar de lado é o espírito de melhoria contínua. Sempre podemos evoluir, o que só será possível se compreendermos claramente nossos desafios e oportunidades”, afirmou o superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad.

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio. Com isso, a Lar Cooperativa segue fortalecendo o agronegócio, guiada por único propósito: cooperar para melhorar a vida das pessoas.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Plantio acelerado nos EUA e clima favorável sustentam perspectivas da soja

Safra norte-americana avança acima da média histórica, com condições climáticas sem riscos relevantes no curto prazo.

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Foto: Gilson Abreu

O mercado internacional da soja acompanha o avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos, a manutenção de margens atrativas para o processamento e os desdobramentos das relações comerciais entre norte-americanos e chineses. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores seguem entre os principais direcionadores das cotações da oleaginosa.

Foto: Divulgação

Nos Estados Unidos, o plantio já alcançou 33% da área prevista para a safra, percentual superior aos 28% registrados no mesmo período de 2025 e acima da média dos últimos cinco anos, de 23%. O ritmo mais acelerado ocorre mesmo em um cenário de expectativa de aumento da área cultivada.

As condições climáticas também favorecem o desenvolvimento da safra. A partir da segunda quinzena de maio, a previsão indica volumes mais elevados de chuva em todo o cinturão produtor de grãos do país. Com a umidade do solo em níveis adequados e sem desvios significativos, não há, neste momento, preocupações climáticas relevantes para a cultura.

Outro fator que segue dando suporte ao mercado é a rentabilidade do processamento da soja. As margens permanecem atrativas em diversas regiões do mundo, com exceção da China, impulsionadas principalmente pela forte demanda nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a projeção de esmagamento da safra 2025/26, estimando processamento de 71 milhões de toneladas, volume 7% superior ao registrado na temporada 2024/25.

Foto: Shutterstock

A valorização do petróleo também contribui para o cenário, ao fortalecer os preços do óleo de soja. Como resultado, a participação do óleo na receita total dos derivados da oleaginosa atingiu 51%.

No campo político, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e China. Uma eventual sinalização de retomada mais consistente das compras chinesas de soja norte-americana para a safra 2026/27 pode trazer impacto positivo para o mercado.

No Brasil, a comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 continua abaixo da média histórica. Até o fim de abril, as vendas alcançavam 54% do volume projetado, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 61%. Entre os estados, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram avanços nas compras e já se aproximam ou superam ligeiramente a média histórica. Em contrapartida, Rio Grande do Sul e estados do Sudeste seguem com maior atraso na aquisição dos insumos.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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