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Credores aguardam último leilão do ano da Massa Falida de Fazendas Reunidas Boi Gordo

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Os cerca de 30 mil credores na falência de Fazendas Reunidas Boi Gordo aguardam a realização do último leilão do ano da Massa Falida da extinta empresa, no próximo dia 15 de dezembro, em São Paulo, Capital, e o início do pagamento dos seus créditos. 
Nesse último leilão estarão à venda as fazendas Realeza do Guaporé I e II, localizadas no município de Comodoro, em Mato Grosso (MT), maior e mais valiosa propriedade rural da massa falida de Fazendas Reunidas Boi Gordo, com total de 134 mil hectares, o equivalente à área urbana da cidade de São Paulo.
Com o objetivo de atingir um maior número de interessados, as propriedades foram divididas em nove blocos, de acordo com a sua vocação, havendo áreas aptas para a produção de soja e para a exploração de pecuária, além de áreas de matas úteis para a compensação de reserva ambiental. A divisão dos blocos foi efetuada pela AgroTools, empresa especializada em  geotecnologia contratada para dar mais segurança ao comprador, que elaborou um diagnóstico das propriedades e disponibilizou vídeos e imagens das fazendas,  contribuindo para a divulgação do leilão, em conjunto com a Freitas Leilões e o Canal do Boi, da Rede SBA, empresa responsável pela transmissão do evento.
O valor total das Fazendas Realeza do Guaporé I e II é de cerca de R$ 410 milhões, conforme avaliação feita em outubro deste ano de 2014, estando os blocos que serão levados a leilão avaliados em R$ 390 milhões, sendo que uma área remanescente de aproximadamente 4 mil hectares será levada a leilão no primeiro semestre de 2015. 
Esses valores serão atualizados até a data do leilão, com base na Tabela do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, seguindo o processo ocorrido nos leilões anteriores. Serão aceitos lances para pagamento à vista e a prazo, e o maior lance será o vencedor, independente da forma de pagamento.
“Com o ativo arrecadado na falência até o presente momento, já será possível efetuar o pagamento integral dos credores trabalhistas”, afirma o síndico da falência, Dr. Gustavo Sauer. "Os demais, dependendo do resultado do próximo leilão, deverão ser efetuados já no início do próximo, observando a ordem de classificação prevista em lei, pagando-se os créditos tributários, que são privilegiados e, por fim, os investidores, mediante rateio”, conclui.
Segundo Sauer, “o sucesso dos leilões  anteriores, não se deve apenas à qualidade das fazendas oferecidas à venda, mas à forma transparente como foi feita a divulgação, suplementando as informações prestadas pelo site da massa, resultado da parceria entre a Freitas Leilões e o Canal do Boi”. Vale lembrar que duas das propriedades foram vendidas com ágio de até 70%.
O leilão será realizado dia 15 de dezembro, na Casa de Portugal, em São Paulo, e terá transmissão, ao vivo, pelo Canal do Boi (http://www.sba1.com/pt/tv-ao-vivo/canal-do-boi), pelo site da Massa Falida de Fazendas Reunidas Boi Gordo S.A e Coligadas (http://massafalidaboigordo.com.br) e pelo da Freitas Leilões (http://freitasleiloeiro.com..br)
Últimos Leilões
Entre 2011 e 2014, outras 11 propriedades da Massa Falida de Fazendas Reunidas Boi Gordo foram a leilão. São elas a Fazenda Santa Cruz, as Fazendas Vale do Sol I e II, a Fazenda Aguapeí, a Fazenda Manacá, a Fazenda Eldorado, a Fazenda Chaparral, a Fazenda Buriti, as Fazendas Alteza I e II e a Fazenda Poconé, todas localizadas no Estado do Mato Grosso, além da Fazenda Realeza, situada no município paulista de Itapetininga.
“A liquidez dos últimos leilões comprovam a força da boa divulgação e também o acerto da estratégia adotada para a venda das propriedades rurais da massa falida das Fazendas Reunidas Boi Gordo. A expectativa é que todas as propriedades sejam vendidas e que os preços superem o valor da avaliação, pois todas são produtivas e bem conservadas”, comenta o promotor de justiça de falência, Dr. Eronides Aparecido Rodrigues dos Santos, que atua nesse caso.
Serviço
Data do Leilão: 15 de dezembro de 2014
Horário: 16h00
Local: Casa de Portugal (Av. Liberdade, 602 – 3º andar/Liberdade-SP).
Assista ao vivo pelos canais de WEB:
http://massafalidaboigordo.com.br e www.freitasleiloeiro.com.br e pela TV:
Canal do Boi (Rede SBA): www.sba1.com/pt/tv-ao-vivo/canal-do-boi
O leilão será aberto ao público e imprensa em geral.
Sobre as Fazendas Reunidas Boi Gordo S.A
O negócio das Fazendas Reunidas Boi Gordo tomou vulto a partir de 1996 e funcionava como uma pirâmide. Consistia na negociação de contratos de investimento coletivo, à vista ou a prazo, atrelados à arroba do boi com a garantia aos investidores de rendimentos entre 3,5% e 5% ao mês, muito acima dos oferecidos pelo mercado, na época. O rendimento mínimo garantido pelos CICs (Certificados de Investimento Coletivo) de emissão da falida atrelados ao boi magro era de 42% em arrobas, para resgate em 18 meses, podendo chegar a 60% (para igual período de resgate, dependendo do valor investido pelo cliente).
Atraídos pela oportunidade de rendimento alto e aparentemente seguro, cerca de 30 mil consumidores adquiriram os títulos e acabaram lesados porque a empresa entrou em colapso no início de 2001, em razão das retiradas terem superado as entradas e a sua atividade de criação de gado produzir resultado muito inferior aos rendimentos oferecidos aos investidores. A Boi Gordo pediu concordata em outubro de 2001 e acabou tendo a falência decretada em 02 de fevereiro de 2004, deixando um passivo estimado em cerca de R$ 2,5 bilhões em valores da época.
 

Fonte: Sincronismo Comunicação

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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