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Crédito privado do agro ganha força com alta nas CPR em março

Volume emitido supera R$ 35 bilhões e impulsiona financiamento da produção.

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Foto: Shutterstock

Os registros de emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) alcançaram R$ 560 bilhões em março, resultado 17% superior ao verificado no mesmo mês do ano passado. Foram R$ 35 bilhões em cédulas emitidas, frente a R$ 30 bilhões registrados em março de 2025. Considerando o estoque total, o volume chegou a 402 mil cédulas.

Os dados constam no Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

No acumulado da safra atual, de julho de 2025 a março de 2026, o valor registrado apresentou retração de 5%, passando de R$ 299 bilhões na temporada anterior para R$ 283 bilhões na atual, considerando o mesmo período de comparação.

Registros de emissão de CPR chegam a R$ 560 bilhões em março
Registros de emissão de CPR chegam a R$ 560 bilhões em março

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançaram estoque de R$ 583 bilhões em março, valor 6% superior ao registrado há um ano. Desse montante, no mínimo 60% deve ser obrigatoriamente reaplicado pelas instituições financeiras emissoras no financiamento rural.

Em março, o valor total a ser reaplicado foi de R$ 350 bilhões, crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, ao menos 45% deve ser destinado obrigatoriamente ao crédito rural, alcançando R$ 157 bilhões no período analisado.

O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) apresentou crescimento de 15% no valor dos estoques nos últimos 12 meses, demonstrando o bom desempenho do título ao longo da série histórica.

No caso dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), houve recuo de 8% no valor do estoque em março, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 35 bilhões. O resultado ainda reflete o crescimento momentâneo e extraordinário ocorrido em agosto de 2024, revertido gradualmente nos meses seguintes.

Outro destaque de março foram os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro), cuja atualização de dados foi retomada em dezembro, após breve interrupção. Em março, o patrimônio líquido dos Fiagro alcançou R$ 56 bilhões, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, 221 fundos operavam regularmente, número 60% superior ao registrado em igual intervalo de 2025.

Para mais informações, acesse a publicação completa.

Fonte: Assessoria Mapa

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Exportações brasileiras crescem 16,4% em abril

Avanço nas vendas externas garantiu saldo positivo na balança comercial.

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Foto: Gilson Abreu

Na 4ª semana de abril de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,7 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,6 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 4,9 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 27,8 bilhões e as importações, US$ 18,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 46,5 bilhões.

Foto: Jonathan Campos

No ano, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões e as importações, US$ 86,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 23,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Esses, e outros resultados, foram publicados nesta segunda-feira (27/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4° Semana de Abril/2026 

Nas exportações, comparadas as médias até a 4ª semana de abril/2026 (US$ 1,739 bi) com a de abril/2025 (US$ 1,494 bi), houve crescimento de 16,4%. Em relação às importações houve crescimento de 5,1% na comparação entre as médias até a 4ª semana de abril/2026 (US$ 1,167 bi) com a do mês de abril/2025 (US$ 1,111 bi).

Assim, até a 4ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.907,12 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 572,39 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 11,6% na corrente de comércio.

Exportações importações por setor

Foto: Claudio Neves

No acumulado até a 4ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 76,3 milhões (19,2%) em Agropecuária; de US$ 53,65 milhões (15,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 113,89 milhões (15,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 4ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,88 milhões (7,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 59,11 milhões (5,8%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 7,95 milhões (28,1%) em Agropecuária.

Fonte: Assessoria MDIC
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Clima favorece desenvolvimento da soja na maior parte do Brasil, aponta Conab

Boletim indica boas condições de umidade e vegetação, apesar de alertas pontuais no Sul e Nordeste.

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Fotos: Schutterstock

Omonitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA

Foto: RRRufino

Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Assessoria Conab
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Mercado da soja segue estável com oferta alta no Brasil

Plantio nos EUA avança acima da média enquanto chuvas podem aliviar condições no Hemisfério Norte

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A elevada oferta de soja em grão no Brasil tem sustentado a liquidez no mercado spot. Por outro lado, esse cenário de maior disponibilidade tem evitado que os preços da oleaginosa subam de modo expressivo.

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com a demanda firme, a perspectiva de safra recorde mantém o equilíbrio do mercado. Assim, os preços estão relativamente estáveis.

No campo, a colheita brasileira alcançou 88,1% da área, com ritmos distintos entre as regiões, de acordo com a Conab. No Hemisfério Norte, as condições climáticas seguem no radar, aponta o Centro de Pesquisas. Apesar da preocupação com a baixa umidade do solo, previsões de chuvas podem amenizar o cenário.

Nos Estados Unidos, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, superando tanto o ritmo do ano passado quanto a média dos últimos cinco anos, segundo o USDA.

Fonte: Assessoria Cepea
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