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Crédito contratado pelo Plano Safra supera R$ 115 bilhões

Do total, R$ 80,26 bilhões foram para operações de custeio, aumento de 55%.

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Foto: Arquivo/OP Rural

O volume de crédito rural desembolsado nos três primeiros meses do atual Plano Safra (julho a setembro) totalizou R$ 115,96 bilhões, representando um aumento de 23% em relação a igual período da safra passada (R$ 94,54 bilhões).

Do total, R$ 80,26 bilhões foram liberados para operações de custeio (aumento de 55%), R$ 23,09 bilhões para investimento, R$ 6,99 bilhões para comercialização e R$ 5,62 bilhões para industrialização.

O diretor do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou, entre os recursos a taxas controladas, o aumento de 52% dos financiamentos concedidos ao amparo da poupança rural. Entre os recursos livres, o destaque fica para a fonte LCA, com aumento de 164%, indicando a sua crescente contribuição para o crédito rural, respondendo por 28% (R$ 32,39 bilhões) do total das contratações neste início de safra.

Do total de recursos controlados, foram aplicados R$ 72,44 bilhões, correspondendo a 38%.

Em relação aos recursos livres, num total programado de R$ 145,18 bilhões, foram aplicados R$ 43,52 bilhões, o que corresponde a 30%.

Os valores são provisórios e foram extraídos, no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural. Dependendo da data da consulta no sistema, podem ser observadas variações nos valores.

A equipe irá analisar as movimentações referentes aos valores liberados até o fim de setembro, sobretudo de investimentos, já que existem muitas operações contratadas, ainda não liberadas e em processo de análise.

Onze instituições financeiras receberam recursos equalizáveis: Banco do Brasil; Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. – Banrisul; Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES; Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE; Caixa Econômica Federal – Caixa; Credialiança Cooperativa de Crédito Rural – Credialiança; Credicoamo Crédito Rural Cooperativo – Credicoamo; Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito e Economia – Cresol; Banco Cooperativo Sicoob S.A. – Sicoob; e Banco Cooperativo Sicredi S.A. – Sicredi.

Após os remanejamentos de recursos realizados em agosto, o Plano Safra 2022/2023 conta com R$ 336,51 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. Desse total, R$ 251,63 bilhões são destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 84,89 bilhões são para investimentos.

A programação de recursos com juros controlados somam R$ 191,34 bilhões e com juros livres R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados soma R$ 111,44 bilhões na atual safra.

Fonte: Ascom Mapa

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Rio Grande do Sul amplia prazo para plantio da soja até 15 de fevereiro

Decisão atende produtores afetados por chuvas e atraso no milho, mas sem alterar o calendário nacional definido pelo Ministério da Agricultura.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

O Rio Grande do Sul decidiu estender, em caráter excepcional, o prazo para o plantio da soja até 15 de fevereiro. A medida foi comunicada na última quarta-feira (14) pelo Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e busca oferecer uma alternativa aos produtores impactados por condições climáticas adversas e pelo atraso no cultivo do milho no Estado.

Pelo calendário oficial do Mapa para a safra 2025/2026, a semeadura da soja está autorizada entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. A ampliação do prazo no Rio Grande do Sul não altera essa regra nacional, mas permite exceções pontuais mediante autorização da Seapi.

Fotos: Shutterstock

Produtores que precisarem plantar fora do período oficial deverão formalizar o pedido por meio de um formulário on-line disponibilizado pela Secretaria da Agricultura. Segundo o governo estadual, a análise será feita caso a caso, levando em conta a situação específica de cada propriedade.

A decisão foi motivada, principalmente, pelos impactos do clima sobre o calendário agrícola. De acordo com o documento enviado ao Mapa, o excesso de chuvas registrado em dezembro de 2025 e janeiro de 2026 comprometeu o avanço do plantio do milho em diversas regiões, o que tende a atrasar a colheita da cultura e, por consequência, a implantação da soja em áreas de sucessão. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, afirmou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, ao destacar que a medida busca dar previsibilidade e reduzir perdas em um cenário adverso.

O diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, reforça que a prorrogação se aplica a situações específicas. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa.

A soja é uma das principais bases da economia agrícola gaúcha, e atrasos no plantio podem ter reflexos diretos sobre produtividade, custos e renda do produtor. Ao mesmo tempo, o controle do calendário de semeadura é considerado uma ferramenta essencial no combate à ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura.

Para esclarecer dúvidas e orientar os produtores sobre os procedimentos necessários, o DDV mantém canais de atendimento pelos telefones (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289, além do e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br.

Fonte: Assessoria Seapi
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Anffa Sindical reforça papel estratégico na segurança dos alimentos e no comércio exterior

Entidade destaca avanços como concurso com cinco formações e novas frentes de enfrentamento a crimes transfronteiriços, no entanto alerta para riscos da regulamentação da Lei do Autocontrole e para o déficit de pessoal no Ministério da Agricultura e Pecuária.

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Foto: Divulgação/Anffa Sindical

A atuação dos auditores fiscais federais agropecuários esteve no centro de agendas estratégicas para a segurança dos alimentos, a defesa agropecuária e a credibilidade do Brasil no comércio internacional ao longo de 2025. Em balanço do ano, o presidente do ANFFA Sindical, Janus Pablo Macedo, avalia que o período combinou avanços importantes, como a retomada de pautas estruturantes e o fortalecimento de projetos operacionais, com desafios que exigem resposta do Estado para evitar perdas na fiscalização federal.

Entre os destaques de 2025, o ANFFA Sindical aponta a autorização de um novo concurso público com vagas para as cinco formações que compõem a carreira, medicina veterinária, agronomia, química, zootecnia e engenharia agronômica, após mais de uma década sem seleção ampla. Para o presidente, a recomposição do quadro é decisiva diante do volume de atribuições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do impacto direto dessas atividades na vida do consumidor. “O principal desafio é mostrar para a sociedade que, com os auditores, nós temos um serviço de excelência, entregando um produto com garantia e qualidade”, afirmou Janus Pablo Macedo.

Foto: Divulgação/Mapa

A entidade também destaca o avanço de medidas voltadas à proteção de servidores, a partir do encaminhamento de uma portaria que trata do combate ao assédio e à violência direcionados a trabalhadores do Ministério da Agricultura e Pecuária, incluindo casos recentes relatados de ameaças e agressões. A pauta, segundo o ANFFA Sindical, integra o contexto de fortalecimento institucional necessário para garantir condições adequadas de trabalho em áreas sensíveis, como portos, aeroportos e fronteiras.

No campo operacional, 2025 marcou o início de uma atuação mais proativa no enfrentamento a crimes transfronteiriços ligados à linha agro, com foco em contrabando e descaminho de agrotóxicos e produtos veterinários irregulares, muitas vezes com moléculas proibidas no país e riscos sanitários. O ANFFA Sindical ressalta que o modelo vem se apoiando em inteligência e integração com forças policiais, ampliando a capacidade de prevenção e resposta. “Hoje, o crime organizado também atua com agrotóxico e produtos veterinários. Entra mais barato, clandestino, e com substâncias proibidas no nosso país”, disse Janus Pablo.

Ao mesmo tempo, a entidade reforça que a falta de pessoal e de estrutura segue como principal entrave para a fiscalização federal. O ANFFA Sindical estima cerca de 1.300 cargos vagos, com reposições ainda insuficientes para cobrir aposentadorias iminentes, inclusive de servidores em abono de permanência. A avaliação é que esse cenário pressiona o sistema e abre espaço para medidas que fragilizam a atuação do Estado. “Na hora que você coloca um ente privado, você tira a fiscalização federal, que tem estabilidade e representa o Estado. O privado está representando quem?”, questionou o presidente.

Para 2026, o ANFFA Sindical aponta como prioridade o reforço do quadro de auditores e a consolidação de uma agenda institucional que preserve atribuições públicas na fiscalização, com atenção especial à regulamentação do artigo 5º da Lei do Autocontrole, Lei 14.515. Segundo a entidade, a proposta, da forma como vem sendo tratada, pode transferir responsabilidades sensíveis para o setor privado, com efeitos de longo prazo sobre segurança dos alimentos, padrões de qualidade e manutenção de mercados externos. “Nós saímos de um sistema onde temos um auditor como protagonista e agora vamos ter um veterinário contratado. O impacto a longo prazo vai ser gigantesco”, afirmou Janus Pablo, ao citar medidas jurídicas já em andamento contra a regulamentação.

A agenda de 2026 também deverá incluir pautas de valorização e organização do trabalho, como melhorias de infraestrutura e equipamentos, frota, viaturas e insumos, além da efetiva implementação de identidade visual e uniformização, especialmente em missões e eventos internacionais, como forma de fortalecer a presença institucional do Estado. No campo sindical, o ANFFA Sindical prevê intensificar o diálogo para reabertura de negociações e defesa de um planejamento de política salarial no Executivo, alinhado a modelos já adotados por outros Poderes.

Fonte: Assessoria Anffa Sindical
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Goiás encerra 2025 com superávit de mais de US$ 8 bilhões na balança comercial

Exportações somaram mais de US$ 13,4 bilhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2025 e importações US$ 5,3 bilhões. Complexo de grãos é o principal responsável pelo saldo comercial sólido e positivo no estado.

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Foto: Secom

O Estado de Goiás fechou o ano de 2025 com resultado altamente positivo na balança comercial, alcançando superávit acima de US$ 8 bilhões. As exportações goianas totalizaram US$ 13,4 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, evidenciando a força do setor produtivo estadual e a competitividade dos produtos goianos no mercado internacional.

Apenas no mês de dezembro, o saldo comercial foi de US$ 613 milhões, resultado de exportações que alcançaram US$ 999 milhões e importações de US$ 386 milhões. Os dados são da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). “O fechamento da balança comercial de 2025 demonstra os resultados de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, à modernização da indústria e ao apoio ao setor produtivo. Goiás se destacou em diversos segmentos ao longo do ano, e a forte inserção dos produtos goianos no comércio exterior reforça a posição do estado como um dos principais motores do comércio exterior brasileiro, além de indicar perspectivas favoráveis para 2026”, destacou o titular da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, os principais produtos exportados pelo estado foram do complexo soja, responsável por 46,55% do total exportado, seguido pelas carnes (18,07%), complexo milho (7,48%), ferroligas (6,24%), açúcar (4,84%) e minérios de cobre (3,76%).

Já no ranking dos municípios exportadores, em dezembro, Rio Verde liderou com 25,40% do total das exportações estaduais, seguido por Jataí (8,42%), Mozarlândia (5,08%), Palmeiras de Goiás (4,64%) e Alto Horizonte (3,76%).

No recorte de janeiro a dezembro de 2025, a China manteve-se como principal destino das exportações goianas, concentrando 43,36% do total. Na sequência, aparecem os Estados Unidos (4,78%), Irã (2,92%), Vietnã (2,44%) e Países Baixos (Holanda), com 2,39%. Nas importações, o destaque foi o município de Anápolis, responsável por 40,27% do total estadual, reflexo da força de seu polo industrial, especialmente no setor farmacêutico.

Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás
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