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Roberta Züge Opinião

Covid e alimentos: o leite como importante fonte de suprimentos para o combate

O leite é um alimento muito rico e, acima de tudo, realmente muito barato frente aos nutrientes que pode oferecer

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Artigo escrito por Roberta Züge, diretora administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), diretora de Inteligência Científica Milk.Wiki e médica veterinária Doutora pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP)

Em tempos de pandemia, muitas dúvidas surgem em relação à como fortalecer o sistema imunológico, aquele que ataca os microrganismos causadores de doenças, como o vírus da Covid-19. Um sistema de defesa robusto tem mais chances de combater tais agentes com muito sucesso.

Muitos estudos estão sendo realizados, em diversas partes do planeta. Um grupo de cientistas australianos, do Doherty Institute, anunciou que identificou como o sistema imunológico do corpo combate a Covid-19. Nesta publicação, eles puderam descrever o aumento da defesa imunológica e das células de anticorpos, e descobriram que essas células são muito semelhantes às ativadas em pacientes com influenza, que é a gripe comum.

Neste estudo, que foi conduzido testando a resposta imunológica em quatro momentos diferentes da infecção por Covid-19, podem-se identificar tipos diferentes de células imunológicas. É como se o pelotão de combate fosse composto de diferentes armamentos, cada fase utilizando uma arma diferente.

Como o corpo precisa se armar, ele depende dos insumos para produzir o arsenal. Basicamente, o corpo humano transforma o que é ingerido em armas. Se a matéria prima não for de qualidade, ou se faltar algum insumo, estas respostas também não serão adequadas. Afinal, o pelotão pode não estar armado adequadamente, caso falte os suprimentos.

A maior parte destes insumos são os alimentos que ingerimos. No entanto, o sistema imunológico não é invencível: não há nenhum alimento mágico, suplemento ou outra vitamina que pode torná-lo inatacável. É um sistema muito intricado que envolve distintas células e moléculas cujas reações precisam de regulação.

Claro, o alimento certamente não é a única resposta, um estilo de vida saudável contribui para o combate às infecções, fortalecendo o sistema imunológico. Quanto aos alimentos a serem favorecidos, é preciso lembrar, acima de tudo, que é essencial evitar deficiências. Uma dieta equilibrada fornece a grande maioria de todos os nutrientes que o corpo precisa.

Certos nutrientes foram identificados para promover a resposta imune pelo aumento da proliferação de linfócitos (as células de combate), é o caso da arginina (aminoácido presente em certas proteínas, como a whey) e do zinco, que é um mineral com melhor absorção quando oriundo de produtos de origem animal.

Neste contexto atual, para combater o coronavírus, é essencial otimizar as funções do sistema imunológico e, assim, combater melhor as infecções bacterianas e virais. Para fortalecer as defesas imunológicas e melhorar a saúde, os alimentos devem ser diversificados. Será especialmente direcionado a certos alimentos para fornecer os nutrientes que mais especificamente desempenham um papel no sistema imunológico.

Para fortalecer o sistema imunológico, a dieta deve ser diversificada. É necessário favorecer alimentos que contenham: antioxidantes, ômega 3, aminoácidos, fibras, magnésio, probióticos de zinco e prebióticos.

Quais alimentos? Todos os legumes e frutas frescas, sementes oleaginosas; carnes magras e miudezas; peixes e crustáceos; cereais e legumes; leite e derivados; e óleos ricos em ômega 3 e 6.

Infelizmente, há divulgação tendenciosa indicando que leite e derivados não devem ser consumidos, o que é exatamente ao contrário. Ele fornece suprimentos para confeccionar as armas deste combate. O leite é um alimento muito rico e, acima de tudo, realmente muito barato frente aos nutrientes que pode oferecer. Neste momento de incertezas e de muitas fake news, é importante manter o organismo bem nutrido e, nada melhor, que um alimento completo, que tenha fácil absorção de seus nutrientes.

Fonte: Assessoria
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Roberta Züge Opinião

O AC/DC dos negócios

Os olhares devem ser fixados no cliente, o que ele busca e como sanarmos suas angústias para atendê-los

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Artigo escrito por Roberta Züge, diretora Administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS); diretora de Inteligência Científica Milk.Wiki; e médica veterinária doutora pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP)

Atualmente, qualquer cidadão que esteja minimamente consciente conhece o novo Coronavírus. Falar em prevenção, contaminação, infecção, isolamento, distanciamento social, taxas de crescimento e até o uso correto de máscaras, são assuntos constantes em qualquer estrato social ou educacional.

Pessoas sem nenhuma afinidade com a área de saúde discutem a eficácia de tratamentos, uso de novos medicamentos, chegando até em máscaras N95. Temas que antes eram mais comuns aos profissionais da saúde, viraram discussões intermináveis, especialmente nas redes sociais, já que os contatos pessoais estão muito limitados.

Mas, poucas são as certezas sobre o pós-corona. Uma das previsões é que será intensificado uso de plataformas digitais. Essas precisaram ser robustas em operacionalidades e devem permear distintos serviços. Também devem permitir reuniões importantes, pois viagens a trabalho serão realizadas apenas se realmente forem imprescindíveis. Supõe-se que nesse novo cenário transforme o comércio online em um novo protagonista mundial. Talvez, as lojas físicas se alterem para pontos de retirada de produtos e/ou em macro distribuidores. Experimentar uma roupa ou algum sapato se tornará menos comum. Menos tempo na loja pode significar menos contato físico, ou seja, menor chance de contaminação.

Outro setor que deve repensar muito suas ações é o de alimentos. Impende que os empresários comecem a empreender rapidamente sobre tais demandas, não apenas no sentido de mitigar o problema, mas em contingenciamento de medidas eficazes para prosseguir nesse ramo de atividade. Pode-se analisar o que ocorreu na China, por exemplo: a Starbucks, uma rede de cafeteria multinacional, estimou que as vendas naquele país devem cair cerca de 50% em relação ano anterior. A estimativa, antes da pandemia, era que teriam um crescimento mínimo de 3%.

O momento deve ser de atenção e de trabalhos triplicados; tentar desovar o que se está produzindo, ao mesmo tempo em que se buscam informações e dados que possam subsidiar planos de negócios e reestruturação das atividades fins. Para os que trabalham com alimentação, seja diretamente na produção ou em contato com o consumidor final, vão precisar evidenciar cuidados de higiene e sanidade. Devem transparecer ao consumidor que o produto é seguro. E isso deve exigir também mais transparência em relação à rastreabilidade dos produtos e dos procedimentos empregados.

O setor de alimentação também deve exigir mais robustez e amistosidade na utilização dos sistemas digitais, afinal o consumidor está preocupado com o alimento e seu tempo é igualmente preciso. Quem poderia imaginar que haveria uma horda de pessoas lavando embalagens de arroz, feijão etc., assim que chegassem em casa? Essas estarão seguras solicitando uma refeição por aplicativos, ou se servindo num buffet de self-service? Aquele hambúrguer, com vegetais frescos e crocantes, foi preparado com produtos higienizados corretamente? A produção do campo foi feita sob critérios que mantenha a sanidade dos alimentos?

Do mesmo modo que lojistas e empresários do setor de restauração devem estar se preparando para novos desafios, da retomada do consumidor aos centros comerciais, o setor de produção rural também deve buscar ferramentas que garantam a rastreabilidade e sanidade dos seus produtos. A exportação de alimentos, carro chefe que deve ser novamente o fiel da balança, também deve olhar para esses requisitos.

Os olhares devem ser fixados no cliente, o que ele busca e como sanarmos suas angústias para atendê-los. Mais do que nunca, este é o momento de focar na solução, não apenas querer discutir responsáveis pelos problemas, eles estão postos. Vencerá aquele que se adaptar ao novo cenário. Teremos um segundo AC/DC: antes e depois do Coronavírus.

Fonte: Assessoria
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Roberta Züge Opinião

Cloroquina e o uso de produtos para proteção de plantas

Na proteção de plantas, os técnicos já se defrontaram com problemas semelhantes

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Artigo escrito por José Otávio Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo e professor sênior da ESALQ/USP e Roberta Züge, diretora Administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e médica veterinária doutora

Está havendo muita discussão sobre a utilização de medicamentos tradicionalmente utilizados para outras enfermidades no tratamento de pacientes com Covid-19 causado pelo novo Coronavírus. Como exemplo já tem discutido a cloroquina e a hidroxicloroquina são utilizadas há mais de 70 anos para o controle da malária e outras doenças; existem poucos trabalhos conclusivos sobre a dose, eficiência e efeitos colaterais no caso do novo Coronavírus.

No mesmo sentido, outros medicamentos promissores utilizados em protocolos conjuntos como corticoides, claritromicina, ivermectina, azitromicina e anticoagulantes; a USP – Universidade de São Paulo vai testar milhares de fármacos para tratar a Covid-19.

Para que novas indicações terapêuticas sejam incluídas nas bulas de medicamentos é necessária a demonstração de segurança e eficácia por meio de estudos clínicos com número representativo de participantes. A ANVISA/Ministério da Saúde divulga que o uso de cloroquina e hidroxicloroquina em formas graves de Covid-19 será a “critério médico”. Portanto, devido à “emergência”, autorizou o uso compassivo, apenas para pacientes hospitalizados, em estado grave e determinou dose específica. O CFM (Conselho Federal de Medicina) decidiu pela liberação devido à excepcionalidade da pandemia.

Na proteção de plantas, os técnicos já se defrontaram com problemas semelhantes. Em 2001 surgiu no Brasil uma nova doença na soja, causada por um fungo originário da China: Phakopsora pachyrhizi, a temida ferrugem “asiática” da soja. Já na safra 2002/2003 a ferrugem atingiu mais de 90% da área cultivada, causando até 80% na redução de produtividade. O patógeno é disseminado principalmente pelo vento e necessita de temperatura entre 18° e 25° e pelo menos oito horas de água livre na superfície da folha.

Os primeiros sintomas surgem após cinco dias de inoculação. Entre as diversas medidas para o manejo integrado da ferrugem constatou-se que o controle químico era o mais adequado. Por ser uma doença nova, não haviam fungicidas registrados. No Brasil só podem ser utilizados produtos registrados para a cultura e para o alvo biológico. Trata-se de processo rigoroso, que pode levar até oito a dez anos para ser concluído. Houve necessidade de se realizar registro emergencial, de forma que, já em 2003, haviam produtos registrados (nove triazóis e três estrobirulinas), com as respectivas doses, recomendações de número e intervalo entre aplicações. O registro emergencial se justifica para combater uma praga para qual não há produto registrado, como no caso de emergências quarentenárias. Mas só podem ser utilizados após aprovação pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Órgão Registrante) após ouvir a ANVISA/Ministério da Saúde e o IBAMA/Ministério do Meio Ambiente.

Ainda hoje, passados quase 20 anos, fungicidas ainda são as medidas mais utilizadas, tendo ocorrido grande evolução tecnológica, em termos de produtos, combinações, posicionamentos, etc, contribuindo para a sustentabilidade da produção de soja no Brasil. Inclusive, incorporando aos produtos mais modernos, fungicidas mais antigos, pelas suas características e eficiência.

Para o novo Coronavírus, no cenário da pandemia os tratamentos estão sendo realizados conforme indicação médica. Para cada caso e perfil, os especialistas estão indicando diferentes protocolos com o foco de salvar vidas, ponderando os possíveis efeitos benéficos e prejudiciais de cada medicamento, tentando acertar o alvo. Esperamos que, em breve, a ciência também tenha fármacos validados para o novo vírus.

Fonte: Assessoria
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Roberta Züge Opinião

Alimentos: o escudo contra esta guerra com um inimigo invisível

Envolvidos nas ações de saúde estão no primeiro escalão do combate, literalmente digladiam com o oponente para salvar os que foram atingidos

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Artigo escrito por Roberta Züge, diretora Administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS); diretora de Inteligência Científica Milk.Wiki; médica Veterinária Doutora pela Faculdade de Medicina Veterinária e zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP)

O mundo está vivendo uma situação sem precedentes frente a uma doença. Ruas de grandes centros estão vazias, como se fosse jogo de final de campeonato, mas sem direito às comemorações. Afinal, neste jogo que vivemos não há ganhadores. Mas, há protagonistas que precisam enfrentar um oponente invisível: que não respeita classe social, idade, caráter nem força física.

Os envolvidos nas ações de saúde estão no primeiro escalão do combate, literalmente digladiam com o oponente para salvar os que foram atingidos. A pesquisa busca uma arma que seja letal ao inimigo. Em outra frente estão os que precisam produzir e levar os suprimentos para os que batalham e para os que aguardam a guerra terminar. Começando pelo produtor rural, em seu campo ao caixa do supermercado, passando pelo padeiro do bairro, do trabalhador de laticínios ou o transportador rodoviário. Os combatentes da cadeia alimentar são estratégicos para alimentar uma população confinada em casa e nos hospitais, que estão em alerta de saúde total.

Este segundo escalão precisa vencer os combatentes que se escondem em cidadãos ou em qualquer parte que possamos tocar e até respirar. Parece roteiro de filme de terror, mas é exatamente como deve ser encarado.

Além da necessidade de produzir e se esconder do inimigo, o setor precisa atingir aos que demandam seus produtos. A reinvenção do mercado é uma necessidade. Antes o que seria um ponto de venda, precisa ser pulverizado em muitos. Os clientes estão amotinados, reclusos em suas casas, mas preocupado em como obter alimentos que sejam saudáveis e sem perigos de ganhar um hóspede indesejado.

Prioritariamente, a população deve buscar alimentos que possuam maior saudabilidade, afinal, como amplamente conhecido, um corpo bem nutrido tem mais chances de vencer uma batalha viral. É o momento de acompanhar mais de perto a alimentação da família, trocar aquele refrigerante da tarde, por um saudável copo de leite. Mas como os fornecedores podem alcançar estes reclusos?

Uma das formas será a indústria se capilarizar, chegar mais perto do seu cliente. Os mercados de varejo, de todos os tamanhos, estão oferecendo o serviço delivery, ou seja, de entrega em casa. Por aplicativos de trocas de mensagens pode-se solicitar qualquer produto. O mercadinho da equina aqui já distribuiu folders pelos prédios do bairro. Assim, menos pessoas circulam enfrentando os oponentes.

Witmarsum, uma cooperativa de produtores que fica num município próximo de Curitiba, que mantém uma indústria láctea, está comercializando seus produtos, e outros produzidos na Colônia, também diretamente ao consumidor. Pode-se pedir pelo telefone e eles levam leite, queijos, embutidos, cervejas e até geleias diretamente para o consumidor, na segurança do lar. Sem sair de casa, posso manter o velho hábito de degustar um cálice de vinho (que já estava estocado na adega) acompanhado de queijos finos, para amenizar este estresse do cárcere.

Outras ações deverão ser criadas. Os clientes precisam consumir, alimentação é a necessidade mais básica dos indivíduos. Os pequenos mercados estão se aproximando mais de seus clientes. Fazer parcerias com eles, que já estão se organizando para atender aos consumidores, pode ser uma excelente saída aos que produzem perecíveis.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral

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