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Cotrijal deve suprir cerca de 35% de seu consumo com o uso de energia limpa até 2024
A cooperativa agropecuária atrela sustentabilidade e economia financeira com usinas de energia solar e a compra de energia no Mercado Livre.

A Cotrijal reforça seu compromisso com a sustentabilidade por meio do consumo consciente e da geração de energia limpa. Desde 2019, algumas unidades utilizam energia proveniente do Mercado Livre de Energia, e em 2022, a cooperativa iniciou a ampliação do número de usinas fotovoltaicas.
A expectativa é de que ambas as medidas consigam suprir cerca de 35% do consumo de energia elétrica da cooperativa até 2024, o que representa uma economia anual de R$ 5 milhões. “A busca por fontes de energia limpa, unindo sustentabilidade e a economia financeira, já ocorre há anos na Cotrijal. Aos poucos vamos ampliando os projetos, com base em estudos e análises, com o objetivo de tornar a cooperativa autossuficiente no futuro”, indica o superintendente de operações da Cotrijal, Laides Porto Alegre.
Mercado Livre
Atualmente 53 unidades da Cotrijal, entre prédios administrativos e de varejo, usam energia limpa adquirida do Mercado Livre de Energia. Até o início de 2024, a cooperativa projeta expandir esse modelo para mais 12 unidades, totalizando 65. Nessa modalidade, o consumidor escolhe o fornecedor de energia, realizando a negociação de preço, volume e condições.
“Assim a cooperativa consegue melhores tarifas de acordo com a sua necessidade de consumo, que é sazonal. Por exemplo, nos períodos de safra temos um consumo maior. Além disso, existe a garantia de que estamos consumindo uma energia limpa e renovável”, explica o técnico em projetos elétricos da Cotrijal, Ederson André Galvagni.
E os impactos positivos dessa decisão não são percebidos apenas na hora de pagar a conta, mas também ao receber anualmente o certificado de uso de energia renovável. A declaração de 2022, por exemplo, calcula que a Cotrijal reduziu o equivalente a emissão de mais de 320 toneladas de dióxido de carbono (CO2) – um dos gases causadores do efeito estufa – entre janeiro e dezembro do mesmo ano ao usar a energia limpa oriunda do Mercado Livre. Nos quatro anos que já utiliza essa modalidade, a cooperativa deixou de emitir mais de 1.377 toneladas de CO2.
Energia solar
Além da aquisição de energia do Mercado Livre, a Cotrijal também investe na geração da própria energia limpa. Um dos projetos mais expressivos é o da nova usina fotovoltaica da cooperativa, com 35 mil m² de área, que está sendo construída ao lado do parque da Expodireto em Não-Me-Toque (RS), e deve entrar em funcionamento até 2024.
Esse investimento faz parte de um amplo projeto da Cotrijal que inclui a construção de outras quatro usinas solares localizadas nos municípios gaúchos de Ernestina, Lagoão, Não-Me-Toque (localidade de São José do Centro) e Tapejara. Além da expansão da estrutura já existente em Santo Antônio do Planalto. Ao serem finalizados, esses parques de energia solar se somam aos já existentes nas cidades de Água Santa, Colorado e Pantano Grande, totalizando nove usinas fotovoltaicas da Cotrijal.
“Em março de 2022 realizamos estudos para analisar a viabilidade e os benefícios desses novos projetos. Com base nisso, e também com a experiência que tivemos com o uso de placas solares em outras unidades da cooperativa, optamos por ampliar o número de usinas. Estamos otimistas quanto aos resultados que serão obtidos quando todas estiverem em operação” afirma o superintendente.
Além dos benefícios ambientais proporcionados pela produção de energia limpa, a implantação das usinas fotovoltaicas resultará em uma significativa economia para a cooperativa. A expectativa é de que o complexo composto pelas nove usinas tenha uma potencial de mais de 4.900 kWp, gerando em torno de 7,2 milhões de kW/h a cada ano.
A iniciativa da Cotrijal reforça a importância do engajamento de organizações em projetos de sustentabilidade e eficiência energética. A energia solar é uma fonte inesgotável e não poluente, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e mitigação das mudanças climáticas.

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Safra de soja 2026/27 dos EUA começa com estoques elevados
Enquanto os EUA avançam com oferta confortável, no Brasil a aquisição de fertilizantes segue abaixo da média histórica.

A safra norte-americana 2026/27 começou com projeções de aumento de área de soja, estoques confortáveis e condições climáticas favoráveis ao início do plantio. Ao mesmo tempo, no Brasil, a piora na relação de troca tem desacelerado as compras de fertilizantes para a próxima safra de verão.
No fim de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de intenção de plantio, baseado em entrevistas com produtores. O levantamento indica que os EUA devem semear 34,3 milhões de hectares de soja na safra 2026/27. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, de 34,6 milhões de hectares, mas ainda representa um crescimento de 4% em relação à safra 2025/26.

Além da área projetada, o USDA também trouxe os dados de estoques trimestrais de grãos. As reservas norte-americanas seguem em patamar considerado confortável e acima do registrado no mesmo período do ano passado, reforçando um cenário de oferta mais folgada.
No campo climático, as condições também são consideradas positivas para o início do plantio. Apesar de áreas com algum nível de seca estarem ligeiramente maiores do que no ano anterior neste período, os mapas de precipitação no Meio-Oeste indicam boa distribuição de chuvas nas próximas semanas. O período entre abril e meados de maio, que concentra os trabalhos de plantio, deve contar com volumes adequados de chuva no Cinturão de Grãos. Já as projeções para junho e julho também apontam precipitações bem distribuídas, o que, caso se confirme, pode favorecer o desenvolvimento da safra.
No Brasil, o cenário é de maior cautela no campo dos insumos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a alta dos fertilizantes, influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pela piora na relação de troca, tem travado o ritmo de compras para a safra 2026/27. Até o final de março, cerca de 38% dos fertilizantes haviam sido adquiridos, abaixo da média de cinco anos, de 51%.
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Exportações de insumos agrícolas somam US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026
Sementes alcançam US$ 63 milhões e se destacam no crescimento, com melhor resultado para o período.

As exportações brasileiras de insumos agrícolas, como defensivos químicos, bioinsumos e sementes, somaram US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026, recorde no período. Em volume, foram embarcadas cerca de 30,9 mil toneladas de produtos. O valor representa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete o avanço da inserção internacional do setor.
As sementes agrícolas atingiram US$ 63 milhões, um terço do total das vendas externa, melhor resultado para os três primeiros meses do ano. O destaque reforça a trajetória observada nos últimos cinco anos. “O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas e os números do primeiro trimestre de 2026 comprovam que o setor está em plena expansão, com recordes históricos e uma novidade importante, a diversificação. O portfólio exportador de sementes cresceu e se renovou. Culturas que antes mal figuravam nas estatísticas, hoje chegam a novos mercados em quatro continentes. Esse movimento não é isolado, acompanha a trajetória do agronegócio brasileiro que segue batendo marcas expressivas a cada trimestre”, analisou o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

A abertura e ampliação de novos mercados contribuiu para o desempenho dos setores, avaliou o gerente-executivo. Do valor total exportado de insumos, defensivos químicos representou US$ 105 milhões e os bioinsumos, US$ 21 milhões.
Comércio exterior
Em 2022, as exportações de sementes estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças, que representavam 92% do total das vendas. Em 2026, essas culturas ainda lideram, mas com participação reduzida para 82%, dando o espaço para novos produtos. Neste 1º trimestre, por exemplo, o Brasil exportou sementes de nabo para o Uruguai, ricino para Congo e Quênia, sorgo para a Bolívia e melão para os Estados Unidos, movimentos que já representam 14% das vendas externas do segmento.

Sob outra perspectiva, as importações de defensivos químicos somaram US$ 2,3 bilhões, queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A retração foi observada em todos os segmentos, produtos formulados, técnicos e matérias-primas, e acompanhada por redução de 8% no volume importado. Esse movimento, já notado anteriormente, reflete, entre outros fatores, a maior participação de produtos genéricos nas compras externas, contribuindo para a queda dos preços médios.

Registros de produtos
No 1º trimestre de 2026, o segmento de defensivos químicos contabilizou 186 produtos com registros ativos. Desse montante, 107 são produtos formulados e 79 produtos técnicos. Já entre os 19 registros ativos biológicos, o detalhamento apresenta 12 novos produtos de agente microbiológicos, 4 de agentes macrobiológicos e 3 de bioquímicos. Os dados da CropLife Brasil utilizam informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Bioinsumos
A mercado de bioinsumos, que atingiu desempenho inédito em 2025, manteve trajetória de crescimento. Em janeiro de 2026, o setor movimentou R$ 445 milhões, alta de 3% na comparação anual. A área tratada também se destacou, com 12 milhões de hectares no mês, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento dos bioinseticidas liderou tanto em valor de mercado (R$ 264 milhões), quanto em área (5,3 milhões).
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Brasil abre novos mercados para carne bovina e suína
Filipinas e Cuba passam a importar cortes brasileiros, enquanto acordos elevam número de aberturas para 600 desde 2023

O governo brasileiro concluiu novas negociações que ampliam a exportação de produtos agropecuários para três países.
Para as Filipinas, foi autorizada a exportação de carne bovina resfriada, com e sem osso. A medida fortalece a presença do Brasil no mercado do Sudeste Asiático. Com cerca de 115,8 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Foto: Freepik/Divulgação
Em Cuba, o acordo libera a exportação de carne bovina com osso e carne suína com osso. A autorização amplia o fornecimento de proteína animal para o país, que tem aproximadamente 11 milhões de habitantes. A medida se soma ao sistema de pre-listing já vigente entre os dois países, que agiliza o comércio desses produtos.
Para a Coreia do Sul, foi aberta a exportação de castanha-do-brasil, com e sem casca, castanha de baru e castanha de caju. Os produtos fazem parte da sociobiodiversidade brasileira e são reconhecidos pelo valor nutricional. O país asiático tem 51,7 milhões de habitantes e importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro chega a 600 aberturas de mercado desde 2023. As negociações são resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).




