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Cortes na produção de carnes dos EUA podem favorecer vendas do Brasil à China

Os EUA são os principais concorrentes do Brasil

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A paralisação de várias grandes processadoras de carnes nos Estados Unidos por causa do coronavírus deve fazer com que o país priorize a abastecimento interno e reduza embarques para a China e demais países asiáticos, abrindo espaço para que os exportadores do Brasil avancem nestes mercados.

Os EUA são os principais concorrentes do Brasil, maior exportador de carne bovina e de frangos e o quarto do mundo em cortes suínos. E as companhias brasileiras não verificam, pelo menos por ora, os problemas relevantes devido ao coronavírus que atingem a indústria norte-americana.

A estrutura de produção brasileira, muito mais pulverizada e com plantas menores que nos EUA, seria uma vantagem competitiva, já que menos trabalhadores por planta estariam expostos à doença. O segmento brasileiro de suínos tende a ser o mais beneficiado, seguido pelo da proteína bovina, considerando que os fechamentos de plantas americanas foram nessas áreas.

“Podemos pegar uma fatia de mercado que é dos americanos na China e Ásia… Sobra para nós um espaço (para aumentar as exportações) em suínos, porque eles (EUA) deixam de exportar tanto no atual cenário”, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. O chefe da ABPA evitou fazer uma projeção de quanto o Brasil poderia embarcar a mais para o mercado da China, que já é de longe o maior comprador de carnes brasileiras.

Um executivo de uma grande indústria de carne bovina do Brasil concordou que a conjuntura favorece os brasileiros. “O fechamento das plantas americanas pode ajudar na competitividade (do Brasil) com China. Os EUA vão privilegiar o mercado interno no caso de redução da oferta”, afirmou ele, na condição de anonimato.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados na quinta-feira (23) mostraram redução nas vendas semanais de exportação de carnes suína e bovina do país, com destaque para diminuição nas vendas aos asiáticos. Ainda não há clareza, entretanto, se esta redução das vendas semanais está associada aos fechamentos de unidades, que se acentuaram nesta semana.

A Tyson Foods anunciou na quarta-feira (22) a suspensão por prazo indefinido das operações de sua maior unidade de suínos nos EUA, em Waterloo, Iowa, em meio a casos de coronavírus entre os trabalhadores. Outra unidade de suínos da empresa, em Logansport, em Indiana, também será fechada.

Na quinta-feira (23), maior produtora de carnes dos EUA, anunciou o fechamento temporário de uma unidade de bovinos no Estado de Washington, para que funcionários possam ser testados.

Também nesta semana, a concorrente JBS USA anunciou o fechamento por período indeterminado de uma instalação de abates de suínos localizada em Minnesota, que produz nada menos que cerca de 5% da carne suína do país, devido à pandemia.

Ainda no segmento de suínos, a Smithfield Foods fechou fábricas por decorrência do contágio do vírus entre os funcionários. A JBS e a National Beef encerraram as atividades de unidades produtoras de carne bovina.

O relatório do USDA mostrou que os exportadores norte-americanos venderam 39,8 mil toneladas da proteína suína na semana encerrada no dia 16 de abril, recuo de 13% em relação à semana anterior e de 11% ante a média das últimas quatro semanas.

A China foi a segunda maior compradora e adquiriu 25% do total comercializado pelos EUA na semana até o dia 16, com 9,7 mil toneladas. No entanto, este volume representa queda de 40,8% em relação às 16,4 mil toneladas adquiridas na semana anterior.

As vendas de exportação norte-americanas de carne bovina caíram 45% na semana até o dia 16, em relação à semana anterior, para 11,2 mil toneladas. Ante a média das últimas quatro semanas, a baixa foi de 35%, informou o relatório do USDA.

“A redução da participação dos americanos no mercado internacional ajuda o Brasil… Só não acredito que falte carne para o consumo interno nos EUA ou que possam demandar a proteína brasileira para complementar a oferta local americana”, avaliou o sócio diretor da consultoria Athenagro, Maurício Palma Nogueira. “Pode faltar algum corte de preferência, mas a chance de desabastecimento mais sério é minúscula. As unidades que foram fechadas também não ficarão nessa situação para sempre”, pontuou.

Apesar da pandemia da Covid-19 também ter atingido o Brasil, o diretor da Athenagro ressaltou que é baixa a possibilidade de que a situação dos frigoríficos norte-americanos se replique na indústria brasileira. “No Brasil, trabalhamos com muita ociosidade e as plantas são de tamanho menor, em relação às americanas… Não passamos por esse risco”, disse Nogueira sobre a hipótese de mudança na pauta de exportações para garantir o abastecimento interno.

Já o presidente da BRF, Lorival Luz, foi mais cauteloso que o analista e o dirigente da ABPA. Ele disse à Reuters nesta semana que não descarta que em algum momento possa haver uma redução no volume de produção de cortes de frango, medida que serviria para proteger a saúde das pessoas em caso de confirmação de casos de coronavírus em alguma planta.

Procuradas pela Reuters para comentar o efeito dos fechamentos de frigoríficos nos EUA para os exportadores brasileiros, as companhias JBS, BRF, Minerva Foods e Aurora Alimentos não quiseram se posicionar.

A Marfrig Global Foods informou, por meio da assessoria de imprensa, que os fechamentos de plantas nos EUA não têm “repercussão até o momento” para o mercado brasileiro.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa os frigoríficos, também não quis comentar o assunto.

Fonte: Reuters
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Notícias Imposto Territorial Rural

Prazo para declarar o ITR vai até 30 de setembro

Neste ano, o procedimento obrigatório deve ser feito de forma digital, por meio de um programa específico de computador desenvolvido pela Receita Federal

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Como acontece todos os anos, os produtores rurais precisam realizar a declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Neste ano, o procedimento obrigatório deve ser feito de forma digital, entre 17 de agosto e 30 de setembro, por meio de um programa específico de computador desenvolvido pela Receita Federal. Grande parte dos sindicatos rurais do Paraná está apta a realizar o serviço e disponibiliza funcionários para ajudar o produtor rural a cumprir este trâmite.

Além disso, para auxiliar produtores e sindicatos rurais a tirar dúvidas na hora da declaração de ITR, o Sistema FAEP/SENAR-PR preparou uma cartilha sobre o tema. O material, com 20 tópicos, elenca os principais pontos relacionados à declaração de ITR. Para ver o material, basta acessar a seção Serviços, no site www.sistemafaep.org.br.

Na cartilha, o produtor rural encontra informações sobre como é o cálculo do valor do imposto, o que significam alguns conceitos importantes relacionados ao tema e quais documentos necessários para fazer o ITR. Nesse caso, por exemplo, o material orienta que é preciso ter em mãos a última declaração do referido imposto, documentação pessoal e da propriedade e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O guia também trata sobre outras dicas importantes, como o fato de proprietários de imóveis rurais que já tiverem o CAR poderem incluir o número do recibo no formulário da declaração do ITR. Ou ainda que os documentos que comprovem as informações prestadas na declaração de ITR devem ser guardados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários relativos às situações e aos fatos a que se refiram.

Quem deve declarar ITR?

O procedimento é obrigatório para pessoas físicas e/ou jurídicas. No caso das físicas, estão incluídas na obrigatoriedade proprietários, condôminos e copossuidores. Já as jurídicas são aquelas que detém a posse ou a propriedade do imóvel rural. Há uma série de especificações dentro dessa obrigatoriedade para cada categoria. Inclusive existem casos de isenção dessa declaração. Tudo está explicado e detalhado na cartilha preparada pelo Sistema FAEP/SENAR-PR.

Condições de pagamento e multas

Vale lembrar que o proprietário rural que declarar o ITR fora do prazo pagará multa de 1% ao mês, calculada sobre o imposto devido e considerando uma parcela mínima de R$ 50. O pagamento será feito em até quatro parcelas, mas, se o valor devido for menor que R$ 100, a quitação é por cota única.

Fonte: Sistema FAEP
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Notícias Economia

VBP do Paraná em 2019 bate recorde e soma R$ 97,7 bilhões

Na comparação com o VBP de 2018, que foi de R$ 89,78 bilhões, o resultado representa um ganho real de 3%, e um crescimento nominal – sem os descontos da inflação -, de 9%

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná em 2019 atingiu R$ 97,7 bilhões, maior valor nominal já registrado na série. Na comparação com o VBP de 2018, que foi de R$ 89,78 bilhões, o resultado representa um ganho real de 3%, e um crescimento nominal – sem os descontos da inflação -, de 9%. As informações são do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Os números preliminares, correspondentes aos valores reais, representam o faturamento bruto dos produtores com a comercialização da safra 2018/19, incluindo cerca de 350 produtos da agropecuária e o desempenho das regiões e municípios paranaenses.

As regiões com maior participação no VBP em 2019 foram, respectivamente, Oeste (23%), Norte Central (14%), Sudoeste (12%) e Noroeste (9%).

Na avaliação do chefe do Deral, Salatiel Turra, o resultado recorde se deve principalmente aos preços, já que a produção de algumas culturas, como a soja, não correspondeu às estimativas iniciais. Outro fator que contribuiu positivamente foi a diversificação característica da agropecuária paranaense. “O Paraná tem pequenos e médios produtores cada vez mais capacitados para produzir melhor e em maior quantidade. Isso também é reflexo da assistência técnica, ações da Secretaria e do empenho dos trabalhadores do campo”, diz.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, lembra que o valor vai ajudar a compor o Fundo de Participação dos Municípios. “São números relevantes que expressam a grandeza do agro paranaense”, afirma. Segundo Ortigara, em 2020 os números devem ser ainda mais expressivos, porque o agronegócio, na contramão de outros setores da economia brasileira, está em crescimento. “Nossa expectativa é de que, com a grandeza da safra de grãos e o crescimento consistente no setor da pecuária, os números do VBP poderão superar R$ 110 bilhões”.

Agilidade

Segundo a técnica do Deral responsável pela compilação dos dados, Larissa Nahirny, a divulgação do relatório final está prevista para o mês de setembro. “Até a primeira semana de setembro os municípios podem entrar com recursos para revisão dos números”, diz. Ela destaca que este é o primeiro ano em que os ofícios serão enviados às prefeituras via protocolo digital, o que ajuda a agilizar a troca de informações entre Estado e municípios e conferir mais transparência ao processo.

Panorama

De maneira geral, os produtos da pecuária paranaense lideram a participação no VBP. De acordo com Larissa, eles foram beneficiados pelos preços registrados no período impulsionados tanto pela demanda interna como externa.

Metade do faturamento do Estado em 2019 veio desses itens, enquanto que no ano anterior a participação era de 47%. Somados, os produtos do grupo renderam R$ 48,46 bilhões em 2019, um crescimento real de 9%. As exportações de carnes contribuíram para o resultado, já que tiveram um aumento de 9% no faturamento e 5% no volume em 2019 na comparação com 2018. “Cerca de 21% das proteínas animais que o Paraná exportou tiveram a China como destino”, diz a técnica do Deral.

Os grãos e outras grandes culturas representam 39% do valor total, com faturamento de R$ 38,39 bilhões. Os produtos florestais (R$ 4,4 bilhões) e o grupo das hortaliças (R$ 4,6 bilhões) participam com 5% do VBP estadual, enquanto as frutas (R$ 1,6 bilhão) correspondem a 2%.

Soja

A cultura da soja rendeu R$ 19,9 bilhões ao VBP do Paraná em 2019 e, com isso, perdeu cinco pontos percentuais na composição do total, chegando a 20%. Ainda assim, o grão lidera a participação. Esse índice se explica pela redução de 14% no volume produzido na safra 2018/2019 com relação à anterior em virtude de condições climáticas adversas durante o período de desenvolvimento do grão. A produção inicial esperada no início da safra era de 19,6 milhões de toneladas, mas ficou 16% menor, somando 16,4 milhões de toneladas, segundo o Deral.

Frango

Entre os produtos da pecuária, o frango é o mais representativo no VBP. O rendimento do frango em 2019 foi beneficiado pelo aumento nos preços de comercialização, e atingiu o valor de R$ 17,2 bilhões, um crescimento de 12% em valores reais. Com isso, aumentou a participação no VBP de 16% em 2018 para 18% em 2019. Foram abatidas 1,9 bilhão de cabeças de frango em 2019, crescimento de 2% em comparação com 2018.

As exportações de frango pelo Paraná contribuíram para esse índice: tendo seu rebanho suíno prejudicado pela peste suína africana, a China aumentou substancialmente suas importações de carne de frango paranaense: superando US$ 630 milhões, um aumento de 93% no valor e 75% no peso exportado, na comparação com 2018.

Milho

Terceiro principal produto na composição do VBP, o milho representa 9% do total. O grão aumentou em 2% a participação com relação a 2018 e registrou crescimento de 37% no VBP em valores reais, totalizando R$ 8,7 bilhões em 2019. “A safrinha de milho contribuiu para expandir a produção de grãos, o que ajudou a compensar as perdas da cultura da soja”, explica Larissa. O Paraná colheu 16,8 milhões de toneladas de milho na safra 2019/2019.

Leite

Com 4,6 bilhões de litros produzidos em 2019, 1% a mais do que no ano anterior, o leite rendeu R$ 6,2 bilhões ao Estado e representou 6% do VBP. O valor é 5% maior que o de 2018 em valores nominais mas indica uma queda de 1% em valores reais tendo em vista que o aumento de 4% no preço médio de comercialização, passando de R$ 1,29 para R$ 1,34 o litro, não foi suficiente para garantir ganho real no faturamento do produto.

SUÍNOS – A produção de suínos ficou estável, somando 9,8 milhões de cabeças abatidas, com um rendimento de R$ 4,5 bilhões, 16% a mais do que em 2018, em valores reais. Com isso, os suínos são responsáveis por 5% do Valor Bruto da Produção.

Esses resultados positivos foram impulsionados pela comercialização mais favorável. “No ano passado, principalmente a partir do segundo semestre, a alta cotação do boi acabou pressionando a demanda pelos outros produtos da pecuária que são substitutos dessa proteína”, explica a técnica do Deral.

Florestais

O faturamento dos produtos florestais teve uma redução de 6% em valores reais e, em 2019, chegou a R$ 4,4 bilhões. A participação no VBP manteve-se em 5%, assim como em 2018.

Os itens mais representativos são destinados a serraria e laminação (2%), que somaram R$ 2,3 bilhões, e papel e celulose (1%), com R$ 820,6 milhões – 16% a menos do que em 2018, em valores reais. Mesmo com a expansão no volume produzido de papel e celulose, 6% maior do que em 2018, a maior oferta global do produto pressionou as cotações e foi responsável pelo decréscimo no faturamento.

A erva-mate, terceiro principal produto desse grupo (1%), teve índices positivos. A produção, de 584,8 mil toneladas, foi 10% maior do que em 2018, e o VBP de R$ 701 milhões representa um crescimento de 12% em valores reais.

Hortaliças

A participação dos itens desse grupo no resultado total do VBP subiu de 4% em 2018 para 5% em 2019. A ampla valorização de preços resultou num ganho real representativo de 30% no VBP, totalizando R$ 4,6 bilhões.

O rendimento da batata-inglesa, por exemplo, cresceu 72%, somando R$1,2 bilhão, mesmo com redução de 8% na produção. Em 2019, foram produzidas aproximadamente 774 mil toneladas. O tomate teve crescimento real de 41% e rendeu R$ 761,7 milhões, com aumento de 4% na produção. Em 2019, o Estado colheu 242,3 mil toneladas.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Defesa agropecuária

Certificados de estabelecimentos e produtos para alimentação animal passam a ser eletrônicos

Certificados tratam do registro de estabelecimentos e produtos e cadastro desses produtos; emissão eletrônica reduz o trâmite processual e traz mais segurança

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Divulgação/MAPA

Os certificados de registro de estabelecimentos e de produtos e de cadastro de produtos destinados à alimentação animal passaram a ser eletrônicos, reduzindo significativamente o trâmite processual e trazendo mais segurança e facilidade para os usuários.

O procedimento é realizado no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), que permite ao servidor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinar eletronicamente o documento. A empresa pode imprimir ou gerar o documento em PDF diretamente da plataforma online, tendo ainda o código para verificação da autenticidade do certificado via web.

Desde o mês de maio, o registro, cadastro, a renovação, alteração, suspensão temporária e o cancelamento de registro e cadastro dos estabelecimentos e produtos para alimentação animal estão sendo feitos via Sipeagro. Além disso, o Mapa vem fazendo o recadastramento nacional de empresas e produtos na nova plataforma.

Atualmente, estão registrados 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal. Esses estabelecimentos são fabricantes, fracionadores ou importadores de nove categorias de produtos: alimentos, aditivos, coprodutos, concentrados, ingredientes, núcleos, premixes, rações e suplementos. A frequência de fiscalização dos estabelecimentos é realizada conforme sua classificação de risco.

Fonte: MAPA
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