Peixes
Corredor do Sabor traz a força da agricultura familiar paranaense ao IFC Brasil 2025
Evento destaca o Paraná como referência na produção de alimentos e promove negócios, inovação e consumo sustentável de pescados.

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil 2025) realiza, nos três dias de programação, o Corredor do Sabor – especial Agricultura Familiar, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Cerca de 20 famílias e projetos vinculados à agricultura familiar participam da iniciativa, expondo e comercializando produtos artesanais e regionais, como frutas, panificados, geleias, queijos, embutidos, industrializados orgânicos, entre outros itens produzidos no Paraná.
A agricultura familiar é predominante no Estado conhecido como um dos “celeiros” do país: das cerca de 374 mil propriedades rurais, 320 mil são familiares, o que corresponde a aproximadamente 90% dos trabalhadores do setor rural paranaense. O Paraná conta ainda com 178 cooperativas familiares e mais de 30 mil famílias associadas, sendo reconhecido pela FAO como referência em políticas públicas voltadas ao segmento.
Produção na terra e na água

Foto: Wenderson Araújo/CNA
O Paraná ocupa posição de destaque tanto na agricultura quanto na piscicultura. Além da relevância da agricultura familiar, o estado é líder nacional na produção de peixes cultivados, em especial a tilápia, que responde por mais de 60% da piscicultura brasileira. “A união da agricultura familiar e piscicultura no IFC Brasil evidencia a importância do Paraná na produção de alimentos. O Corredor do Sabor integra esse movimento ao aproximar produtores e consumidores, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar”, afirma Eliana Panty, diretora executiva do evento.
Correalizador do Corredor do Sabor, o MDA atua em diferentes frentes com o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar “Alimento no Prato” (Planaab), que busca estruturar sistemas alimentares eficientes e sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar, promovendo a produção de alimentos saudáveis e garantindo comida de qualidade para populações em situação de vulnerabilidade.
“Ao apoiar o evento, o MDA cumpre sua missão de fortalecer a agricultura familiar no Corredor do Sabor do IFC Brasil, reforçando a importância da diversificação e da integração dos sistemas alimentares. A piscicultura é um bom exemplo disso, pois pode contribuir por meio da fertirrigação, do uso da biomassa dos peixes como adubo e do aproveitamento dos resíduos agrícolas na alimentação, além de aumentar as formas de geração de renda para piscicultores e agricultores”, afirma Lucas Lemos da Silva, Coordenador de Aquisição de Alimentos do MDA.
O Corredor do Sabor soma-se a outras atrações voltadas à gastronomia no IFC Brasil 2025. Entre elas, a Cozinha Show, em parceria com a Abrasel e apoio da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná (Setu), o 1º Festival da Tilápia e o tradicional Festival do Tambaqui, em parceria com a ACRIPAR. O 1º Festival da Tilápia marcará também o início da Semana do Pescado (01 a 15/09), campanha nacional que estimula o consumo de peixes. Para a ocasião, o renomado chef Tyales Veiga assinará um prato especial, que será servido ao Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
Evento estratégico para negócios e inovação
Em sua 7ª edição, o IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo deve reunir cerca de quatro mil participantes, entre lideranças da indústria e do mercado, aquicultores, cadeia de suprimentos, investidores, food service, profissionais do setor e formadores de opinião. O objetivo é discutir os desafios e as oportunidades do setor, gerar negócios e promover relacionamento.
A programação inclui mais de 30 horas de conteúdo técnico e conjuntural, com mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais, além de ações de incentivo ao consumo de pescados e lançamentos de soluções e tecnologias. “Teremos quase 100 empresas expositoras, trazendo inovação, networking e oportunidades concretas de negócios na VII Fish Expo, nos três dias de evento, das 13h às 20h”, destaca Eliana Panty, CEO do IFC Brasil. Uma das novidades da edição 2025 é a Arena Fish, espaço dedicado à apresentação de soluções práticas de empresas e instituições para os desafios enfrentados pelo setor aquícola.
Serão 10 eventos simultâneos, entre eles:
- Congresso Internacional de Aquicultura
- Feira de Tecnologias e Negócios (VII Fish Expo)
- Workshop “Exportando Peixes de Cultivo”, em parceria com a Embrapa
- Rodada de Negócios, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)
- Apresentação de Trabalhos Científicos, organizada pela Unioeste e Unila;
- 5º Encontro Mulheres da Aquicultura
- Festival do Tambaqui e Festival da Tilápia
- 5ª Cozinha Show
- Corredor do Sabor
Protagonismo global

Foto: Jaelson Lucas
O mercado de pescados no Brasil tem um enorme potencial de crescimento, impulsionado pela vasta costa marítima, abundância de rios e lagos, além da crescente demanda por alimentos saudáveis e sustentáveis. “Um dos grandes diferenciais do Brasil é o nosso mercado interno com mais de 200 milhões de consumidores. Precisamos explorar isso de forma mais efetiva para elevar o consumo de pescado. O aumento no consumo em 1 kg/hab/ano, coloca a necessidade de produzir pelo menos mais 500 mil toneladas de peixe vivo. Isso representa mais de 50% do que a aquicultura brasileira produz atualmente. Casar esta estratégia com a abertura de novos mercados é o segredo para acelerar a produção e atrair investimentos no setor”, avalia o presidente do evento, Altemir Gregolin.

Peixes
Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026
Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.
Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.
“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.
A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.
A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.
Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.
Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)
Peixes
Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa
Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.
A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.
No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.
Peixes
Programa amplia bolsas e incentiva formação científica na pesca artesanal
Iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura vai beneficiar mais de 700 estudantes de comunidades pesqueiras em todo o país.

O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou uma chamada pública que prevê a ampliação do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, com a oferta de mais de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes do ensino médio ligados a comunidades pesqueiras artesanais em todo o país. A iniciativa é realizada em parceria com o CNPq.
As inscrições para o programa estão abertas entre 10 de fevereiro e 17 de março de 2026. O investimento total previsto é de R$ 2,5 milhões, com bolsas mensais no valor de R$ 300, pagas durante 12 meses. O início das atividades está previsto para maio deste ano.
O programa tem como objetivo incentivar a formação científica e estimular a permanência de jovens nas comunidades pesqueiras, contribuindo para a qualificação da mão de obra e para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal. Podem participar estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.
Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa busca ampliar oportunidades educacionais e sociais para jovens que vivem em territórios pesqueiros. De acordo com ele, o programa também contribui para reduzir a evasão escolar e fortalecer a formação profissional nas comunidades tradicionais.
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, destacou que a ação amplia a integração entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais. A proposta envolve a participação de universidades e grupos de pesquisa que atuarão diretamente com os estudantes e suas comunidades.
A iniciativa também integra políticas estruturadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando o acesso de jovens à pesquisa e inovação em setores estratégicos da produção nacional.
Como participar
Para participar da chamada pública, as propostas devem ser apresentadas por Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos.
As instituições devem possuir cadastro ativo no Diretório do CNPq, manter programas institucionais de iniciação científica voltados ao ensino médio e comprovar experiência prévia em projetos relacionados à pesca artesanal. Também será necessário indicar as escolas parceiras que participarão do desenvolvimento das atividades.
O programa priorizará escolas localizadas em comunidades pesqueiras, regiões costeiras e áreas ribeirinhas tradicionais.
Formação e fortalecimento da cadeia produtiva
O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal integra o Programa Povos da Pesca Artesanal e busca estimular pesquisas voltadas à realidade das comunidades produtoras. Atualmente, a iniciativa já contempla mais de 450 bolsas distribuídas em nove estados brasileiros.
Além da formação científica, o programa está inserido em um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade pesqueira, incluindo ações de extensão produtiva, capacitação profissional, valorização cultural e fortalecimento da sustentabilidade econômica das comunidades artesanais.



