Suínos
Coreia do Sul vai vistoriar propriedades e abatedouros de suínos em SC
Missão se destina à habilitação de frigoríficos para exportação de carne in natura
Uma missão técnica da Coreia do Sul visitará, no mês que vem, abatedouros e propriedades de Santa Catarina, com o objetivo de abrir o mercado à carne suína in natura brasileira. O comunicado foi feito pela Agência de Quarentena Animal e de Plantas (QIA) do país ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A Coreia do Sul é um dos maiores compradores mundiais de carne suína in natura. No ano passado, importou cerca de 450 mil toneladas, o equivalente a US$ 1,3 bilhão. O potencial de exportação do Brasil é estimado em US$ 160 milhões por ano pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI).
“A vinda dos técnicos sul-coreanos é um dos resultados positivos da missão oficial do ministro Blairo Maggi à Ásia”, lembrou o secretário da SRI, Odilson Ribeiro e Silva. A missão ocorreu no mês passado.
A QIA informou que os técnicos sul-coreanos vão começar a visita no dia 16 de novembro. Eles querem avaliar a sustentabilidade ambiental, a saúde animal, o controle de doenças e o Plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) dos frigoríficos.
Santa Catarina é o maior produtor de suínos do Brasil, com 850 mil toneladas em 2015, segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos. O estado é o único do país livre de febre aftosa sem vacinação. Além disso, foi o primeiro a obter o certificado de zona livre da peste suína clássica da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), junto com o Rio Grande do Sul.
Fonte: Mapa

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






