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Copercampos pretende criar agroindústrias e expandir atividades

Fundada em 1970, começou com apenas 100 pecuaristas, mas desde então expandiu-se significativamente e hoje atende a diversas atividades, incluindo a produção de grãos e cereais, avicultura, suinocultura e um portfólio completo de suprimentos para produtores.

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Foto: Divulgação/Copercampos

Conheça um pouco da história, dos resultados e dos planos da Copercampos, que planeja criar agroindústrias nos próximos anos, como uma unidade de produção de álcool a partir do trigo e do milho. Na sede da cooperativa, em Campos Novos, Santa Catarina, o presidente Luiz Carlos Chiocca recebeu a Voz do Cooperativismo para uma breve conversa sobre essa cooperativa que atua fortemente em grãos, avicultura, suinocultura e suprimentos para o produtor rural.

Fundada em 1970, a Copercampos começou com apenas 100 pecuaristas, mas desde então expandiu-se significativamente e hoje atende a diversas atividades, incluindo a produção de grãos e cereais, avicultura, suinocultura e um portfólio completo de suprimentos para produtores, como lojas agropecuárias, postos de combustível e supermercados. O presidente Luiz Carlos Chiocca, com vasta experiência na cooperativa, destaca o crescimento contínuo e a diversificação de atividades ao longo das décadas, o que permitiu à Copercampos consolidar-se como uma força importante no agronegócio regional.

Fotos: Reprodução/O Presente Rural

Na suinocultura, a Copercampos trabalha com um modelo de integração que inclui 18 mil matrizes próprias e outras 3,5 mil pertencentes aos produtores associados, que ficam responsáveis pela terminação dos leitões. Já na avicultura, a cooperativa mantém granjas de ovos férteis e realiza uma parceria de integração com a Aurora para a produção de frangos. Aproximadamente 60% da produção avícola é destinada à Aurora, enquanto os 40% restantes são vendidos para terceiros.

A filosofia cooperativista é vista por Chiocca como um alicerce para o desenvolvimento e a sustentabilidade dos produtores rurais, oferecendo acesso a tecnologias, soluções de comercialização e suporte em todas as etapas da produção. Ele acredita que o cooperativismo é um modelo ideal para quem deseja crescer de maneira sustentável na agricultura e pecuária, promovendo um ambiente de trabalho coletivo que fortalece os associados e contribui para a economia local.

Entre os avanços recentes, Chiocca destaca o plano da Copercampos de investir em industrialização, com o primeiro projeto voltado para a criação de uma unidade de produção de álcool a partir de trigo e milho. Esse projeto representa uma nova etapa para a cooperativa, que busca agregar valor aos produtos dos associados e explorar novas oportunidades de mercado. Além disso, a cooperativa possui uma fábrica de rações e pretende expandir outras atividades industriais para aumentar a competitividade e gerar mais retorno para seus membros.

A Copercampos também se destaca na produção de sementes, sendo reconhecida pela alta qualidade e inovação no setor. Chiocca explica que a cooperativa desenvolveu um programa de fidelidade, onde os associados assinam contratos de exclusividade para compras e vendas, o que fortalece a relação de confiança e compromisso com a cooperativa. A qualidade das sementes, com foco em vigor e germinação acima da média, é um dos pontos de orgulho da Copercampos e tem atraído grande procura no mercado.

Com relação a investimentos, Chiocca ressalta o compromisso da Copercampos em modernizar continuamente suas operações. Além do projeto de etanol, a cooperativa tem direcionado recursos para automatizar o setor de sementes, expandir a capacidade de armazenagem e melhorar as infraestruturas de recebimento. O setor de transporte próprio também tem recebido investimentos significativos, o que reflete o compromisso da cooperativa com a logística eficiente e a redução de custos operacionais. Segundo Chiocca, esses investimentos são cruciais para o crescimento sustentável da Copercampos e para garantir sua competitividade no futuro.

Presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca

A tecnologia também é um elemento central nas operações da Copercampos. A cooperativa possui um campo demonstrativo, que funciona como uma estação experimental para validar novos produtos e tecnologias. Nesse espaço, são realizadas competições de variedades e testes de sementes, permitindo que os associados e clientes conheçam as inovações que serão lançadas nos próximos anos. Chiocca destaca a aceitação dos cooperados quanto às inovações tecnológicas, mencionando que muitos dos filhos dos proprietários têm formação em agronomia, o que facilita a adoção de novas práticas e ferramentas.

Para 2024, Chiocca prevê uma ligeira queda no faturamento devido à redução nos preços dos cereais, mas está confiante no crescimento contínuo das atividades de suinocultura e avicultura, que deverão compensar essa variação. Ele também destaca a importância de uma gestão transparente e aberta, afirmando que sua marca registrada é manter as portas abertas para dialogar com colaboradores e associados, promovendo uma cultura de transparência e proximidade.

A Copercampos continua a expandir e diversificar suas atividades, buscando agregar valor aos produtos e fortalecer o cooperativismo como um modelo viável e sustentável para o agronegócio. Com investimentos em tecnologia e industrialização, a cooperativa está preparada para enfrentar os desafios do mercado e atender às demandas dos seus 2.200 associados. Para Chiocca, o futuro da Copercampos está intimamente ligado à inovação e à expansão de suas operações, garantindo que a cooperativa continue crescendo e prosperando no setor agrícola brasileiro.

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Fonte: O Presente Rural

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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