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Copercampos investe R$ 45 milhões para dobrar produção de suínos e ampliar rede de integrados

Expansão da Granja dos Pinheiros I deve elevar a produção para mais de 200 mil animais por ano e cria oportunidades para novos produtores em Santa Catarina.

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Foto :Divulgação

A Copercampos anunciou um investimento superior a R$ 45 milhões para ampliar a Granja dos Pinheiros I, em Campos Novos (SC), em um movimento que deve praticamente dobrar a capacidade produtiva da unidade e impulsionar a expansão de sua rede de integração na suinocultura.

Inaugurada nos anos 2000, a granja conta atualmente com mais de 3 mil matrizes. Com as obras, a expectativa é superar a marca de 200 mil suínos produzidos anualmente. O projeto prevê a modernização das instalações, melhorias estruturais e adequações voltadas ao bem-estar animal, em linha com as exigências da cadeia produtiva.

Foto: Divulgação

Além do aumento da produção, a cooperativa busca ampliar a participação de produtores integrados, especialmente nas fases de creche e terminação. O desempenho das matrizes e o crescimento na oferta de leitões elevaram a necessidade de novas estruturas para alojamento dos animais.

Cooperativa busca novos parceiros para ampliar capacidade

Para atender essa demanda, a área agroindustrial da Copercampos vem promovendo reuniões em municípios próximos de Campos Novos para apresentar seu modelo de integração e atrair novos participantes. “A necessidade atual da cooperativa é de aproximadamente 30 mil novos espaços para terminação, além da implantação de novos crechários. A prioridade é integrar produtores localizados em regiões próximas, facilitando a logística de transporte e garantindo maior eficiência operacional ao sistema”, afirma o gerente de Suinocultura da Copercampos, Odair Pavan.

Gerente de Suinocultura da Copercampos, Odair Pavan: “A prioridade é integrar produtores localizados em regiões próximas, facilitando a logística de transporte e garantindo maior eficiência operacional ao sistema” – Foto: Divulgação

Segundo a cooperativa, o sistema integrado tem atraído agricultores pela previsibilidade da atividade e pelo suporte oferecido aos participantes. Além da assistência técnica, os produtores contam com acompanhamento permanente e comercialização estruturada, fatores que contribuem para a estabilidade econômica das propriedades.

Para Pavan, a ampliação da Granja dos Pinheiros I também representa uma oportunidade para diversificar a renda dos cooperados e fortalecer a cadeia regional da suinocultura. “Com os novos investimentos e a expansão do sistema produtivo, a Copercampos reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da suinocultura e com a valorização dos associados e produtores parceiros da região”, afirma, acrescentando: “A diretoria aprovou a ampliação da Granja dos Pinheiros I, onde as obras devem começar em breve, e temos essa oportunidade de receber novos cooperados no sistema, oportunizando a diversificação de atividades e renda nas propriedades da região”.

A iniciativa também busca modernizar as estruturas existentes e estimular investimentos em novas instalações nas propriedades integradas, contribuindo para o fortalecimento da produção suinícola e da economia regional.

Fonte: Assessoria Copercampos

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Carne suína perde vantagem frente a bovinos e frango mesmo com demanda aquecida

Estoques elevados nas indústrias pressionam os preços da carcaça especial e interrompem sequência de meses de ganho de competitividade em relação às principais proteínas concorrentes.

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Foto: Divulgação/Pexels

A carne suína vem perdendo espaço competitivo frente à bovina e ao frango no mercado atacadista da Grande São Paulo, apesar do aumento da demanda registrado ao longo de junho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o preço médio da carcaça especial suína recuou na parcial do mês, até o dia 23, reflexo do elevado volume de estoques mantido pela indústria.

Foto: Shutterstock

Segundo o Cepea, o consumo de cortes suínos foi impulsionado pelas festividades típicas deste período do ano e pelas temperaturas mais baixas observadas em parte do país, fatores que tradicionalmente estimulam a procura por esse tipo de proteína. Ainda assim, o maior interesse dos compradores não foi suficiente para sustentar os preços.

A principal explicação está na oferta disponível. Com estoques elevados, as indústrias mantiveram pressão sobre as cotações da carcaça especial, limitando qualquer reação positiva do mercado mesmo diante do aumento da demanda.

Queda é menor, mas competitividade diminui

Embora os preços da carne suína tenham recuado em junho, o movimento foi menos intenso do que o observado para as

Foto: José Fernando Ogura

proteínas concorrentes. As cotações da carcaça casada bovina e do frango resfriado negociadas na Grande São Paulo registraram baixas ainda mais expressivas, tornando essas opções relativamente mais atrativas para compradores e consumidores.

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea, esse cenário interrompe um ciclo de fortalecimento da competitividade da carne suína. Até maio, o produto havia acumulado oito meses consecutivos de ganhos em relação à carne bovina e dois meses frente ao frango resfriado.

O comportamento recente do mercado evidencia que a competitividade entre proteínas depende não apenas do desempenho individual de cada segmento, mas também da velocidade com que os preços das alternativas se ajustam. Com bovinos e frango registrando desvalorizações mais acentuadas, a carne suína passou a perder parte da vantagem conquistada nos meses anteriores, mesmo em um contexto de consumo aquecido.

Fonte: O Presente Rural
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Micotoxinas e vigilância analítica serão temas de palestra no SBSS 2026

Especialista vai apresentar durante durante o Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades estratégias de monitoramento e gestão para reduzir perdas produtivas e fortalecer a saúde intestinal dos animais.

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Foto: Divulgação/O Presente Rural

A gestão de micotoxinas e seus impactos sobre a sanidade, o desempenho produtivo e a saúde intestinal dos animais estarão em pauta durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade” será ministrada pelo médico-veterinário Ricardo Hummes Rauber, no dia 12 de agosto, às 11h30, durante o Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Consideradas um dos desafios silenciosos da produção animal, as micotoxinas podem comprometer a saúde intestinal, reduzir o desempenho zootécnico e aumentar a vulnerabilidade dos animais a diferentes desafios sanitários. A palestra abordará a importância da vigilância analítica, do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias de gestão para reduzir riscos e proteger a performance dos sistemas produtivos.

Médico-veterinário com PhD em Sanidade Avícola, Ricardo Rauber, vai abordar estratégias para reduzir os impactos das micotoxinas na sanidade e no desempenho produtivo de suínos em painel durante SBSS 2026 – Foto: Divulgação

Ricardo Rauber é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde também concluiu mestrado em Medicina Veterinária Preventiva, com foco em micotoxinas. É doutor em Sanidade Avícola pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pós-doutor pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em projeto voltado à saúde intestinal em parceria com a BRF, e possui especialização em Medicina das Aves pela North Carolina State University, nos Estados Unidos.

Com mais de duas décadas de experiência em saúde animal, iniciou sua trajetória no Laboratório de Análises Micotoxicológicas (Lamic/UFSM), onde atuou como gerente de pesquisa. Foi sócio-fundador e diretor técnico do Samitec, dedicando-se à avaliação dos impactos das micotoxinas em aves e suínos. Posteriormente, integrou a equipe da BRF S.A., onde trabalhou por nove anos como pesquisador, sanitarista e gerente de saúde animal, liderando projetos de inovação e estratégias de biosseguridade.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A sanidade e o desempenho dos animais dependem de uma série de fatores que precisam ser monitorados com precisão” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Atualmente, Rauber é CEO do Samitec e consultor internacional em saúde animal pela Vetinova – Saúde Animal Estratégica, assessorando empresas e produtores na implementação de programas de saúde animal, biosseguridade e prevenção de doenças.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o controle de micotoxinas é um tema estratégico para a produção moderna. “A sanidade e o desempenho dos animais dependem de uma série de fatores que precisam ser monitorados com precisão. As micotoxinas nem sempre são visíveis no dia a dia da produção, mas podem gerar impactos importantes. Por isso, trazer esse debate ao SBSS contribui para ampliar a visão técnica dos profissionais e fortalecer a tomada de decisão nas granjas e agroindústrias”, afirma.

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “A gestão de micotoxinas exige vigilância, interpretação de dados e estratégias preventivas” – Foto: Divulgação

Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, a palestra reforça a proposta do evento de conectar alimentação, sanidade e gestão de risco. “O Painel Alimentação foi estruturado para discutir desafios que impactam diretamente a performance dos animais. A gestão de micotoxinas exige vigilância, interpretação de dados e estratégias preventivas. É um tema que dialoga com nutrição, saúde intestinal, biosseguridade e resultados produtivos”, ressalta.

O 18º SBSS será realizado de 11 a 13 de agosto, em Chapecó (SC). para se inscrever cliqu7e  e as inscrições estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Brasil Sul Pig Fair

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair vai reunir empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suinocultura busca na tecnologia uma resposta à falta de trabalhadores

Durante capacitação promovida pela ASES, produtores discutiram ferramentas para elevar a produtividade, reduzir esforços operacionais e atrair mão de obra para o campo.

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Foto: Divulgação/ASES

A adoção de tecnologias e a qualificação da mão de obra foram os principais temas debatidos durante o segundo módulo do Qualificases, programa de capacitação promovido pela Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES). O encontro foi realizado na última quinta-feira (17), em Conceição do Castelo (ES), reunindo produtores, técnicos e representantes do setor para discutir estratégias voltadas ao aumento da eficiência produtiva e à sustentabilidade da atividade.

Foto: Shutterstock

A programação contou com a palestra “Tecnologias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e potencializar os resultados”, ministrada por Edson Marangoni, gerente de Operações Técnicas e Comerciais da Avioeste. Durante a apresentação, ele abordou o uso de ferramentas tecnológicas para otimizar processos, aprimorar a gestão das granjas e reduzir os impactos da escassez de mão de obra, desafio cada vez mais presente na produção animal.

Segundo Marangoni, a incorporação de tecnologias ao sistema produtivo tem papel decisivo tanto na melhoria dos índices zootécnicos quanto na qualidade de vida de produtores e trabalhadores. “Hoje, quando falamos em melhorar processos e aumentar a produtividade, inevitavelmente precisamos olhar para a tecnologia. O setor enfrenta desafios importantes, como a necessidade de melhoria contínua e a escassez de mão de obra nas granjas. A tecnologia não vem para substituir as pessoas, mas para apoiá-las, reduzindo o esforço físico, tornando as decisões mais assertivas e proporcionando mais qualidade de vida para produtores e colaboradores”, afirmou.

O especialista também destacou que a automação pode contribuir para tornar a atividade mais

Foto: Shutterstock

atrativa às novas gerações. “Os jovens estão dispostos a trabalhar no agro, mas esperam encontrar um ambiente mais tecnológico e automatizado. Quando utilizamos ferramentas inteligentes, conseguimos produzir com mais eficiência, oferecer melhores condições de trabalho e criar um ambiente mais adequado tanto para quem trabalha quanto para os animais”, observou.

Para o presidente do Conselho Deliberativo da ASES, Marco Mosquini, iniciativas voltadas à capacitação são fundamentais para manter a competitividade da suinocultura capixaba. Segundo ele, o programa foi criado para aproximar os produtores das novas tecnologias e ampliar o acesso a informações técnicas que contribuam para a evolução da atividade. “O conhecimento é um dos maiores patrimônios que podemos oferecer aos nossos associados. O Qualificases foi criado justamente para aproximar os produtores das novas tecnologias, promover a troca de experiências e contribuir para que a suinocultura capixaba continue evoluindo de forma sustentável e competitiva”, destacou.

O Qualificases integra as ações da associação voltadas à atualização técnica dos suinocultores e ao fortalecimento da cadeia produtiva no Espírito Santo. A iniciativa conta com o apoio de empresas parceiras e busca ampliar o acesso dos produtores a informações sobre gestão, inovação e tendências para o setor.

Fonte: Assessoria ASES
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