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Copel levanta demandas de cooperativas para dar suporte ao agronegócio no Paraná
Diretores, superintendentes e gerentes da companhia estiveram reunidos com lideranças da Coamo Cooperativa Agroindustrial, Lar Cooperativa e C. Vale, que operam nas regiões Noroeste e Oeste, para a avaliação, caso a caso, de demandas por energia que atendam a projetos de expansão dessas empresas.

Com o compromisso de garantir a oferta de energia elétrica de qualidade para dar suporte ao desenvolvimento da agroindústria paranaense, a Copel encaminhou estudos de aumento de carga de energia a importantes cooperativas do Estado. Diretores, superintendentes e gerentes da companhia estiveram reunidos com lideranças da Coamo Cooperativa Agroindustrial, Lar Cooperativa e C. Vale, que operam nas regiões Noroeste e Oeste, para a avaliação, caso a caso, de demandas por energia que atendam a projetos de expansão dessas empresas.
Em encontro com o diretor industrial da Coamo Cooperativa Agroindustrial, Divaldo Corrêa, foi tratado do fornecimento de energia por contratação de demanda para a indústria de Campo Mourão e de questões relacionadas a áreas de servidão (espaço que deve estar liberado entre áreas cultivadas e as linhas de energia). Outros temos foram o compartilhamento de espaços de linhas de transmissão da Copel e uma rede própria da cooperativa que atenderá a indústria de etanol de milho, em implantação no Parque Industrial da Coamo.

Copel levanta demandas de cooperativas para dar suporte ao agronegócio no Paraná Fotos: Copel
Também participaram, de parte da cooperativa, o coordenador do Departamento de Manutenção Elétrica, Valter Massashi Yamao; o gerente da área Industrial de Etanol de Milho, Emerson Abrahão Mansano; e o coordenador do Departamento de Manutenção Eletroeletrônica Industrial, Danilo Michelin. “O papel da Copel é garantir o fornecimento de energia de forma a promover o desenvolvimento local e regional. Tratamos de pautas relevantes para a Coamo e a Copel e encaminhamos estudos de demanda, definição de um cronograma de testes sobre a geração própria da cooperativa, carências, entre outros pontos”, afirmou o gerente da área de Poder Público e Grandes Clientes da companhia, Rodrigo Priss.
Em Campo Mourão, a Copel está implantando, ainda neste segundo semestre, a nova Subestação Bandeira, de 138 mil Volts, para reforçar a infraestrutura energética da cidade. Para o Noroeste, além desta nova subestação em Campo Mourão e outra que já está em operação em Maringá, estão previstas implantações de novas subestações nas cidades de Brasilândia do Sul, Cianorte, Nova Londrina, Santa Mônica e São Pedro do Paraná, além da ampliação de outras 19 unidades. A região é também a que tem o maior número de cidades cobertas pelo Paraná Trifásico.
Lar Cooperativa
Na Lar Cooperativa, em Medianeira, os gerentes de Operação de Campo da Copel no Oeste, Carlos Galina, de Construção e Manutenção da companhia, André Janiaski, e o gerente da Base da Copel em Toledo, Hemerson Orcesi, foram recebidos pela coordenadora de Energias da cooperativa, Milena Fischer Maidana, o gerente de Operações e Energias, Ademilson Freire da Silva, e o engenheiro eletricista, Eduardo Gomes Figueiredo.
Também compuseram a equipe da Copel, os agentes de Relacionamento com o Poder Público em Foz do Iguaçu, Sheila Fabiana, e de Cascavel, Maurício Mayer, e a agente de Grandes Clientes para o Oeste, Silvia Terezinha Fogaça Pedro Pinto. Na reunião, foram abordadas as demandas relacionadas ao fornecimento de energia apresentadas pela Lar Cooperativa, feitas orientações sobre encaminhamentos formais sobre o tema à companhia de energia e detalhadas ações da Copel, bem como os planos de manutenção e investimentos para a região.
A coordenadora de Energias da Lar Cooperativa, Milena Fischer Maidana, ressaltou a importância da reunião com a Copel tendo em vista o crescimento da agroindústria na região Oeste e o aumento das demandas por infraestrutura energética. “Foi um encontro bastante produtivo para o alinhamento entre as equipes e avanços para objetivos comuns. Como grandes consumidores, tratar de demandas e da qualidade no fornecimento de energia é de suma importância para alinhamento da condição atual, das perspectivas no campo e dos resultados para indústrias”, observou Milena.
No Oeste, a Copel está investindo R$ 523,3 milhões na ampliação e no reforço da infraestrutura de energia, nas áreas urbanas e rurais. São obras de alta tensão, que garantem robustez nas redes de alta tensão, além de média tensão, para a melhoria da distribuição de energia. Soma-se ao pacote de investimentos a tecnologia de automatização da rede elétrica. “Foi uma reunião muito produtiva na qual informamos os investimentos da Copel e esclarecemos dúvidas sobre os protocolos específicos para que problemas relacionados à tensão, que diferem do procedimento para a falta de energia, sejam solucionadas pontualmente”, explicou Galina.
C.Vale
A C.Vale Agroindustrial é outra grande cooperativa paranaense alinhada com a Copel para o suporte energético a novos empreendimentos.
Em reunião em Curitiba, entre os presidentes da companhia, Daniel Slaviero, e da C.Vale, Alfredo Lang, foi definido um cronograma de estudos e visitas técnicas para atender às demandas da empresa. Na oportunidade, participaram das tratativas os secretários de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, e de Indústria, Comércio e Serviços, Marco Brasil. “Energia de qualidade é a chave para o desenvolvimento. E a Copel é parceira de primeira hora do Governo do Estado no suporte às empresas paranaenses e na atração de novos empreendimentos. Nenhum investimento no Paraná será perdido por falta de energia”, frisou Daniel Slaviero.
Entre os pedidos apresentados pela C.Vale estão a duplicação de uma linha de alta tensão para atender ao abatedouro de peixes na região, entre outros, como parte de um plano de ampliação para até 2030. Entre curto e médio prazos, a cooperativa pretende instalar 96 novos aviários na região. “A reunião com a presidência da Copel foi extremamente positiva. Tivemos a oportunidade de discutir sobre os projetos futuros da C.Vale e reforçar a importância de uma infraestrutura energética compatível com o crescimento da região”, afirmou o diretor administrativo-financeiro da cooperativa, Marcelo Riedi.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



