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Copel e Ocepar alinham ações para garantir energia ao avanço do agro cooperativista no Paraná
Parceria busca planejamento técnico e investimentos em infraestrutura para atender à crescente demanda energética das agroindústrias cooperativas, que respondem pela maior parte do consumo no Estado.

Reunidos na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, nesta quarta-feira (21), os presidentes da Copel, Daniel Slaviero, e do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, alinharam estratégias conjuntas, com base técnica, para atender ao crescimento da demanda por energia das cooperativas paranaenses, em especial do setor agroindustrial. “O suporte ao setor produtivo paranaense é prioridade da Copel. Estamos juntos do Sistema Ocepar no apoio ao crescimento do cooperativismo paranaense para atender às demandas do setor com a entrega de energia de qualidade”, afirmou o presidente da Copel.
Do total de 255 cooperativas integrantes do Sistema Ocepar, pelo menos 157 são agroindústrias, grandes consumidoras de energia. Das demandas por energia do setor, as cooperativas da cadeia produtiva de carne e leite respondem por 49% do consumo de energia; seguidas pelas do setor de industrialização de produtos de origem vegetal, com 33%; de recebimento e armazenagem de grãos, 15% e setores administrativos, com 3% da demanda. No Sistema Ocepar estão representadas cooperativas de oito diferentes ramos: agropecuário; crédito; saúde; transporte; infraestrutura; consumo; trabalho, produção de bens e serviços e seguro.
O faturamento somado das cooperativas paranaenses supera R$ 200 bilhões ao ano. Como parte do projeto de desenvolvimento para o setor, a projeção do Sistema Ocepar é o de alcançar R$ 500 bilhões de faturamento em 2030.
O presidente do Sistema Ocepar destacou o interesse em fortalecer a parceria com a Copel com vistas a atender tecnicamente às necessidades das cooperativas. “Queremos manter um diálogo profícuo com a Copel para tratar da questão da energia tecnicamente. Precisamos manter a boa sintonia. A participação da Copel nas reuniões regionais da Ocepar irá nos aproximar ainda mais. Queremos compartilhar o nosso planejamento, abrir caso a caso, para uma ação conjunta e o benefício de todos”, ressaltou José Roberto Ricken.
Ação conjunta
Entre as inciativas destacadas pela Copel como relevantes para o setor está a conexão à nova rede trifásica que conta com 25 mil quilômetros instalados em todas as regiões do Paraná. O acesso conta com incentivo da Copel e suporte do governo do Estado com a cobertura da taxa de juros do valor financiado para a instalação. “É fundamental sabermos em que regiões as cooperativas irão crescer para poder apoiar com infraestrurura”, disse Daniel Slaviero.

Presidentes da Copel, Daniel Slaviero, e do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken
De acordo com Daniel Slaviero, a Copel estará presente encontros de núcleos da Ocepar a serem realizadas em cinco regionais de todo o Estado no mês de março, para receber e analisar as demandas por energia das cooperativas de cada região. O primeiro evento está previsto para o próximo dia 9 de março, em Palmeira, nos Campos Gerais, integrando as cooperativas Witmarsum e Cerwit. Na sequência, até o dia 12, os encontros regionais serão realizados em Francisco Beltrão, nas Cooperativas de Beltrão; Medianeira, no Oeste, tendo como anfitriã a Cooperativa Lar e em Campo Mourão, na Coamo.
Na reunião desta quarta-feira, o presidente da Copel foi acompanhado do diretor-geral da Copel DIS, Marco Antônio Villela de Abreu e do diretor de Comunicação da companhia, David Campos. Também participaram, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e os analistas de Desenvolvimento Técnico, Bruna Mayer e Salatiel Turra.
Investimentos e desafios
Ao apresentar os investimentos da Copel em todo o Paraná, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu, reforçou o interesse do presidente da companhia no apoio às cooperativas. “Todo o time da Copel Distribuição está à disposição não apenas para participar das reuniões como atender às demandas das cooperativas em nossas bases de campo. Podem contar conosco”.
Villela ressaltou os investimentos estruturantes da Copel em 2025, com a entrega de 19 novas subestações em todo Estado, 95 ampliações e 500 quilômetros de linhas de alta tensão. “Concluímos o maior investimento da história da Copel”, disse.
Na apresentação, o diretor-geral da Copel Distribuição apontou que, em 2025, o número de eventos climáticos severos foi 66% superior ao registrado em anos anteriores. “Tivemos o ano mais desafiador da história recente em relação à intensidade e frequência de temporais. A média de torres danificadas era de uma por ano. Em 2025, perdemos 21 torres”, pontuou. Entre os anos de 2020 e 2022 foram registrados 12 eventos climáticos severos no Paraná. Entre 2023 e 2025, foram 18 episódios de grandes temporais com danos severos à rede elétrica.

Foto: José Fernando Ogura
Como outros fatores de grande impacto na interrupção do fornecimento de energia, o diretor da Copel, destacou o contato da vegetação com a rede elétrica e a ampliação de sistemas de geração distribuída à revelia, para além projeto aprovado pela Copel.
“Cerca de 40% dos desligamentos envolvem vegetação e 30% envolvem aumento de carga, com implantação de geração distribuída sem projetos aprovados e sem comunicação prévia à Copel. Quando o projeto correto é seguido, a rede instalada é adequada para atender à carga de energia. A implantação à revelia é fraude e prejudica a todos os clientes, porque sobrecarrega o sistema e gera oscilações. Como é uma questão técnica, muitas vezes o proprietário nem sabe. Acredita no vendedor de placas solares, nos instaladores”, alertou Villela.
O diretor-geral da Copel Distribuição destacou, ao final da reunião, o plano de investimentos da Copel para os próximos cinco anos, que prevê o aporte de R$ 13,5 bilhões ao longo desse período. “A premissa do nosso plano é atender ao crescimento do Estado, aumentar a eficiência, enfrentar as mudanças climáticas, promover a troca de ativos antigos e atender às exigências de qualidade do consumidor e da Aneel, a agência reguladora do setor elétrico. Serão 50 novas subestações em todo o Paraná, 88 ampliações, 30 retrofits, 1,2 mil km de linhas de alta tensão e um investimento robusto em redes de distribuição”, finalizou.

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Conflito no Oriente Médio eleva custos da ureia e pode impactar próxima safra de milho
Omã e Catar, principais fornecedores do Brasil, registram alta nos preços devido à instabilidade logística e ao aumento do gás natural.

O agronegócio brasileiro está em alerta quanto aos reflexos da guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã. O setor tem relações comerciais não só com o país persa, mas com várias nações do Oriente Médio que dependem, para chegada e saída de navios, do Estreito de Ormuz, que está atualmente fechado. Uma continuidade do cenário atual pode ter impactos não só na exportação nacional de alimentos, mas no fornecimento de fertilizantes estrangeiros ao Brasil, segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os custos da logística já estão sendo sentidos pelo setor.
Dois dos principais fornecedores de ureia do agronegócio nacional, Omã e Catar, estão localizados na região do conflito, o primeiro respondendo por 16% do fornecimento internacional do produto e o segundo por 13%, segundo os dados da CNA. Já o Irã exporta pouca ureia ao Brasil. Mas Omã e Catar foram o segundo e o quarto maior fornecedor do produto do Brasil em 2025, respectivamente, de acordo com o levantamento divulgado pela confederação. O principal foi a Nigéria, o terceiro a Rússia e o quinto, a Argélia.

Fotos: Claudio Neves
A ureia é usada como fertilizante nas lavouras do Brasil e sofre os reflexos do mercado do gás natural, seu insumo, e cujas cotações, assim como as do petróleo, dispararam com a guerra no Oriente Médio. O Catar, cuja única saída marítima é o Mar do Golfo, onde fica o Estreito de Ormuz, é grande produtor de gás. “A gente tem mapeado o preço da ureia no Brasil e já chegou a ter um incremento, desde o início do conflito, de 33%”, disse para a ANBA o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.
O Brasil, no entanto, ainda tem um respiro antes de sofrer os reflexos do preço da ureia, já que ela é usada principalmente na adubação do milho. “A safra está sendo plantada agora e começou a adubação, então, o que tinha que ser usado nessa safra já foi comprado”, explica Lucchi. Já a ureia da próxima safra de milho pode ser comprada ao longo desse semestre. “Então, vamos dizer que a gente teria algumas semanas ainda que o produtor poderia esperar um pouco mais para avaliar para que lado o mercado vai”, afirma Lucchi.
O impacto do preço do diesel, no entanto, já está em propriedades rurais que dependem de abastecimento em postos de combustíveis. O reflexo do aumento internacional do preço do petróleo ainda não chegou no Brasil, mas há postos cobrando mais. “Nós tivemos a informação que algumas regiões já tiveram aumento na casa dos R$ 1 a R$ 1,50 no posto”, afirma Lucchi sobre o preço do litro. Em função do aumento em decorrência do cenário externo, a CNA solicitou, na sexta-feira (6), ao Ministério de Minas e Energia do Brasil, o aumento urgente da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no País, dos atuais 15% para 17%.
“O produtor precisa do diesel nesse momento em que os tratos culturais do que foi plantado na segunda safra estão sendo aplicados. O produtor está colhendo soja nesse momento em boa parte do Brasil ou está plantando milho ou está fazendo um trato cultural. A atividade de máquinas no campo nesse momento é intensa”, explica Lucchi. Esperar para colher ou plantar significa impacto na produção e produtividade. O diretor técnico lembra ainda que boa parte da logística do campo é feita por caminhão. Assim como tratores e colheitadeiras, no Brasil os caminhões utilizam principalmente o diesel como combustível.
O agro tem comércio direto com o Irã, mas o principal produto exportado ao país persa é o milho, cujo maior volume é embarcado de agosto a janeiro. Soja e açúcar, segundo e terceiro produtos na exportação ao Irã, podem se realocados para outros mercados, segundo Lucchi. “O que a gente tem de maior preocupação nas exportações? As proteínas animais, principalmente carne de frango, quando a gente analisa todo o Oriente Médio. Enviamos 29% de todo o frango que nós exportamos para essa região”, diz Lucchi. Segundo ele, as indústrias têm tentado rotas alternativas e mudado a logística para fazer o produto chegar até a região.
Conflito eleva seguro de carga

O transporte marítimo para os produtos do agronegócio, porém, assim como dos demais setores, já está sendo altamente impactado. “O frete está muito mais caro. O valor do seguro, que era 0,25% (do valor) da carga, já está chegando a 1% da carga, então, isso onera muito”, afirma Lucchi. O valor dos fretes aumentou para transporte a todas as regiões e o seguro subiu para a região afetada. “E como está tendo que ter esse desvio de rota e muitos navios têm ficado em alguns portos por um período maior do que o necessário, você paga a multa também por estar atracado ali acima do período que foi programado”, explica.
Lucchi afirma que a CNA está acompanhando com muita atenção os desdobramentos do conflito e lembra que a análise é muito específica porque tudo pode mudar num curto espaço de tempo. Segundo ele, os impactos vão depender de quanto o conflito se prolongar. “Com essa questão logística, que pesa, a gente vai ter os produtos importados mais caros, se você tem um aumento no diesel, você tem toda a logística do Brasil impactada, não só do agro. Tudo que depende de transporte vai estar mais caro”, afirma.
Países árabes que estão na região do Golfo têm sido afetados pelo conflito, com ataques do Irã e outros tipos de reflexos. Nações árabes como Iraque, Bahrein, Kuwait e Catar têm saída marítima apenas pelo Mar do Golfo, onde fica o Estreito de Ormuz. Arábia Saudita tem portos importantes no Mar do Golfo, mas também possui acesso marítimo pelo Mar Vermelho. Os Emirados têm acesso marítimo apenas pelo Mar do Golfo, mas uma pequena parte da sua costa está antes do estreito. Outros países árabes do Oriente Médio, como Omã e Iêmen, têm saídas para o mar independentes do Estreito de Ormuz.
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Fenagra 2026 reúne líderes da indústria Feed & Food em São Paulo
Evento gratuito acontece de 12 a 14 de maio no Anhembi, com 250 expositores nacionais e internacionais e expectativa de 14 mil visitantes.

A Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) é o ponto de encontro de grandes players dos setores de Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel, Óleos e Gorduras da América Latina. O evento acontecerá de 12 a 14 de maio, das 11 horas às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A entrada é gratuita e o credenciamento já pode ser realizado pelo site, acesse clicando aqui.
Em sua 19ª edição, a feira reunirá 250 expositores, entre empresas nacionais e representantes internacionais, vindos dos Estados Unidos, Rússia, Austrália, países da Europa, Ásia, América do Sul e Arábia Saudita que ocuparão dois pavilhões, somando 26 mil m2 de área de exposição. A expectativa da organização é receber aproximadamente 14 mil visitantes.

Daniel Geraldes, diretor da feira: “A expectativa é que o volume negociado durante a feira ultrapasse R$ 1 bilhão”
A maior parte dos expositores é formada por empresas do segmento de Pet Food e Nutrição Animal (Animal Feed – Aves, Suínos e Bovinos – e Aqua Feed) seguido pelos setores de Frigoríficos e Graxarias (Reciclagem Animal), Biodiesel, Óleos e Gorduras Vegetais (destinados tanto à nutrição humana quanto à produção de biocombustíveis).
Entre os participantes estão fabricantes de máquinas e equipamentos, fornecedores de matérias-primas e insumos, empresas de tecnologia, equipamentos laboratoriais e prestadores de serviços especializados, compondo uma cadeia completa de soluções para a indústria.
Reconhecida por sua relevância estratégica para a cadeia Feed & Food, a Fenagra cresce a cada ano. Em 2026, o evento registra um aumento de 70% na área comercializada em relação à edição anterior. Expositores que já participam, neste ano, ampliaram seus estandes, enquanto novas empresas passam a integrar a feira, o que fortalece o alcance do evento e amplia a diversidade de soluções e tecnologias apresentadas.
“Com quase duas décadas de trajetória, a Fenagra segue expandindo sua representatividade ao conectar indústrias, fornecedores, especialistas e compradores, promovendo inovação, sustentabilidade, troca de conhecimento e geração de negócios em escala global. A expectativa é que o volume negociado durante a feira ultrapasse R$ 1 bilhão”, declara Daniel Geraldes, diretor da feira.
Paralelamente serão realizados os tradicionais Congressos Técnicos, organizados pelas Associações que representam os setores participantes. A programação desta edição inclui o XXV Congresso CBNA PET, o IX Workshop CBNA sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, realizados pelo CBNA – Colégio Brasileiro de Nutrição Animal.
Também integram a agenda o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene (SAF): Tecnologia e Inovação, promovido pela UBRABIO – União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene; o 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, organizado pela ABRA – Associação Brasileira de Reciclagem Animal e o Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, realizado pela SBOG – Sociedade Brasileira de Óleos e Gorduras.
Desde o ano passado, a organização da Fenagra passou a ser conduzida por meio da parceria IEG Brasil e Editora Stilo, iniciativa que fortalece a estrutura do evento, amplia sua capacidade operacional e impulsiona sua projeção internacional.
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Nova unidade da Capal reforça logística de grãos e acelera recebimento na safra
Estrutura com capacidade para mais de 26,5 mil toneladas amplia a presença da cooperativa em Arapoti e melhora o fluxo de entrega dos produtores..

Em fevereiro, a Capal Cooperativa Agroindustrial concluiu a aquisição de uma nova unidade para recepção, limpeza e secagem de grãos em Arapoti (PR), às margens da PR-092. A estrutura tem oito silos, com capacidade de armazenagem de mais de 26,5 mil toneladas. A nova unidade operacional, a segunda da cooperativa no município, visa proporcionar mais agilidade no processo de recebimento nos períodos de safra. “A maior motivação para a compra foi a oportunidade que tivemos, tendo em vista o grande volume de movimentação de grãos que a cooperativa realiza aqui em Arapoti e em toda a região”, afirma o presidente executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga.
Na avaliação da diretoria, a estrutura recém-adquirida aproxima ainda mais a cooperativa do produtor. “O fortalecimento da cooperativa vem se dando ano após ano, fazendo com que estejamos cada vez mais próximos do produtor. A constante evolução possibilita aos cooperados fazerem a sua safra inteira com a cooperativa, desde o fornecimento de insumos e assistência técnica até o recebimento de todo o volume de produção de grãos”, afirma Fuga.
Segundo o presidente executivo, a proposta é que, com melhorias e adequações futuras, a cooperativa possa operar de forma ainda mais estratégica. A perspectiva é que, à medida que ajustes forem implementados, seja possível direcionar culturas diferentes para cada estrutura, otimizando o fluxo no pico de safra. “Vamos identificar a necessidade de fazer mudanças e ajustes. Se conseguirmos separar os produtos e receber um tipo em uma unidade e outro em outra, com certeza vamos dar uma vazão muito maior no recebimento da safra”, destaca.
Além dos silos, a unidade conta, em seu amplo terreno de 66 mil m², com balança, área de classificação de grãos, barracão para insumos, escritório com área comercial, refeitório e área de descanso.



