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Copel e C.Vale compartilham planejamento com foco no cliente
Alinhada às demandas crescentes por energia, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel

Reunidos na sede da C.Vale, em Palotina, os presidentes da Copel, Daniel Slaviero, e da cooperativa agroindustrial, Alfredo Lang, alinharam o planejamento conjunto das empresas para o fornecimento de energia de qualidade, com foco no cliente e no suporte ao crescimento da região. O encontro foi na terça-feira,16.
Para Slaviero, é positiva a aproximação entre duas empresas paranaenses empenhadas no desenvolvimento. “O trabalho da C.Vale é um orgulho para o nosso Estado. É uma empresa de crescimento constante, que gera riqueza não somente para a região Oeste, mas para todo o Paraná”, afirma.
“Viemos tomar conhecimento o plano de investimentos da cooperativa para os próximos dez anos. Cabe à Copel dar o suporte necessário, seja em razão dos eventos climáticos, seja pelo crescimento que essa região tem. É muito acima da média do Paraná, que já é acima do restante do Brasil”, reforçou o presidente da Copel.
O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, ressaltou a importância do fornecimento de energia de qualidade para o desenvolvimento regional. “Vemos que a Copel quer o desenvolvimento, assim como nós. E sem energia, isso não existe”, afirma.
Para Lang, os investimentos que a Copel tem realizado e a transparência das informações da companhia dão segurança à expansão dos projetos de industrialização. “Assim, temos um norte, sabemos o quanto podemos avançar”, destaca.
No encontro com o presidente e diretores da empresa, as lideranças da Copel detalharam os investimentos da companhia na região e conheceram o plano decenal de energia da C.Vale, que prevê reforços estruturais para atender às demandas futuras dos associados na área de atuação da cooperativa.
Em 2025, a Copel investiu R$ 523 milhões no Oeste do Paraná, incluindo redes de média tensão, subestações, linhas de distribuição de alta tensão e recursos destinados aos medidores inteligentes. Os investimentos beneficiam tanto as áreas urbanas quanto as rurais, buscando oferecer energia elétrica de qualidade às demandas da agroindústria e de novos empreendimentos que estão se instalando na região.
O diretor-geral da Copel Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu, destacou que o foco da C.Vale no cooperado é convergente aos valores Copel. “Para a Copel, cada cliente importa”, ressaltou.
Compartilhamento de informações
O plano energético da C. Vale para os próximos dez anos destaca o crescimento acelerado da Oeste do Paraná nas últimas décadas. Uma expansão que se deve, principalmente, à agroindustrialização, à mecanização do campo, entre outros fatores.
“A parceria estratégica entre C.Vale e Copel é fundamental para transformar as projeções de crescimento em realidade operacional, garantindo que a infraestrutura elétrica acompanhe o desenvolvimento industrial da região”, destaca o plano.
Alinhada às demandas crescentes, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel. O compartilhamento prévio das projeções de crescimento, segundo a C.Vale, permite à companhia de energia planejar reforços estruturais com tempo adequado, evitando problemas e garantindo continuidade do fornecimento.
Conforme o planejamento energético definido pela C.Vale, os investimentos em infraestrutura elétrica são planejados com prazos de três a cinco anos, entre concepção e energização. A antecipação de demandas é essencial para evitar gargalos que possam comprometer a expansão industrial.
Dentro deste contexto, a parceria com a Copel prevê estudos técnicos conjuntos como análises de fluxo de potência, verificação de contingências e dimensionamento de infraestrutura para atender o crescimento de longo prazo com confiabilidade.
A cooperativa prevê, ainda, a coordenação com órgãos reguladores e o planejamento integrado aos ciclos tarifários para viabilizar investimentos necessários dentro do marco regulatório do setor elétrico.
Visita
Na C. Vale, em Palotina, os representantes da Copel visitaram os abatedouros de aves e de peixes e a esmagadora de soja. Durante o percurso, o presidente e diretores da companhia puderam conhecer detalhes sobre o controle de qualidade, o compromisso com a sustentabilidade, a tecnologia empregada e o padrão de excelência das operações.
Eles foram acompanhados dos diretores Industrial da C.Vale, Reni Eduardo Girardi; Financeiro, Marcelo Afonso Riedi; de Comercialização, Alexandre Tormen; e dos gerentes Departamento Contábil, Nelson Beltrame; do Abatedouro de Aves, Neivaldo Francisco Burin; do Abatedouro de Peixes, Jair Ederson de Sordi; e da Esmagadora de Soja, Samuel Rubert.
C.Vale
Criada em Palotina, em 1963, a C.Vale é uma das maiores cooperativas da América Latina, com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo e Paraguai. Possui 201 unidades de negócios, mais de 28 mil associados e mais de 15 mil funcionários. Teve um faturamento de quase R$ 22 bilhões em 2024.
A cooperativa destaca-se na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, e atua na prestação de serviços, com mais de 500 profissionais que dão assistência agronômica, veterinária, comercial e operacional aos associados. A C.Vale também financia a produção, garantindo crédito aos cooperados.
A empresa comercializa insumos, peças, acessórios e revende máquinas agrícolas, assegurando preços mais competitivos aos associados. Além disso, mantém uma rede de supermercados, com dez lojas nos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Comitiva
Em visita à sede da C.Vale, em Palotina, o presidente da Copel foi acompanhado do diretor-geral da Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu; o diretor Comercial da companhia, Julio Omori; o diretor de Comunicação, David Campos; o gerente de Projetos Executivos, Eloir Joakinson Junior e o Gerente-executivo de Operação de Campo Oeste, Carlos Eduardo Galina.
De parte da cooperativa, acompanharam a equipe da Copel o diretor executivo Édio José Schreiner; o vice-presidente, Ademar Luiz Pedron; o secretário, Walter Andrei Dal Boit; o diretor de Produção, Luciano Trombetta; o gerente de Engenharia e Projetos, Allan Correia Benedicto; e o supervisor de Gestão e Comercialização de Energia, Felipe Ferreira.

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Fórum Sul Brasileiro debate capacidade de escala e distribuição do biometano
Com nova lei em vigor e 79 plantas aptas à purificação no país, fórum reúne setor entre os dias 14 e 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR), para discutir produção, logística e uso do combustível frente à alta do diesel e à demanda por descarbonização.

O biometano estará no centro da pauta do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reunirá empresas, pesquisadores, profissionais, organizações e instituições da cadeia do biogás em três dias de programação oficial. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) é parceiro do Fórum e onze extensionistas que lidam com este segmento vão participar das discussões.
Neste ano o tema é “Biometano: bem-feito, suficiente, bem distribuído”. Painéis temáticos vão apresentar diferentes

Foto: Divulgação
aspectos que envolvem o setor. Além disso, o evento inclui espaço para negócios, a entrega do Prêmio Melhores do Biogás Brasil e visitas técnicas a indústria e cooperativas da região Oeste do Paraná. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, acesse clicando aqui.
O Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil. Na região, estão instaladas diferentes unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. O Paraná tem o maior número de unidades produtoras de biogás com fins energéticos. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil, de 2024, publicado pelo CIBiogás, os três estados do Sul do Brasil estão entre os 10 mais representativos em número de plantas de biogás: Paraná (490), Santa Catarina (130) e Rio Grande do Sul (81).
Ainda conforme o Panorama do Biogás 2024, no Brasil estão cadastradas 79 plantas que possuem tecnologia para purificação de biometano.

Para Herlon de Almeida, do IDR-PR, coordenador do Programa de Energias Renováveis do Paraná (Renova-PR), o fórum é uma oportunidade única de atualização e conhecimento, para quem quer conhecer a respeito do Biometano. “Trata-se do principal biocombustível da atualidade para substituir o diesel, descarbonizar os transportes e gerar maior competitividade para as cadeias produtivas”, observa. Segundo ele, a discussão sobre o uso do biogás ganha relevância no atual cenário de alta dos preços do diesel.
O coordenador geral do Fórum, Felipe Souza Marques, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu, o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024.
Segundo ele, o marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição”, afirma.
O FSBBB é realizado pelo CIBiogás, de Foz do Iguaçu, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).
Programação
A programação desta edição inclui os seguintes painéis temáticos: Biogás, Biometano e Políticas Públicas; O Mercado

Foto: Divulgação/FSBBB
dos Certificados; Mobilidade a Biometano; Energia Elétrica – Novas Abordagens; O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas; Investimentos na Cadeia de Biogás e Biometano; Indústria do Biogás; Biometano e Gás Natural; Oportunidades e Desafios Setoriais e, ainda, Biogás na Prática, com apresentações de cases de quem já está utilizando, produzindo e comercializando biogás.
O evento será realizado no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, onde estará, também, o “Espaço de Negócios”, para expositores apresentarem suas marcas, produtos, serviços, equipamentos e resultados de projetos. Acontece entre as plenárias e permite a troca de ideias, além de oportunizar negócios e parcerias.
Outro destaque é o Momento Startup, uma iniciativa do Fórum em parceria com o Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó, e Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS). As startups inscritas e selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras em pitches.

Foto: Divulgação/FSBBB
O último dia (16) será dedicado a visitas técnicas em quatro roteiros na região. O Roteiro 01 inclui as empresas Frimesa e Copacol, em Medianeira e Jesuítas, respectivamente. O Roteiro 02, em Toledo, às empresas Biokohler/Biograss e Central Bioenergia de Toledo. O Roteiro 03, em Santa Helena, na Granja Haacke e em Itaipulândia, à Usina Rui. Já o Roteiro 04 inclui a UD Itaipu, em Foz do Iguaçu. No dia 13 de abril, antecedendo ao evento oficial, o Fórum abre espaço para reuniões, encontros e workshop.
Biogás
O biogás é formado a partir da decomposição da matéria orgânica, por microrganismos, gerando uma mistura gasosa rica em gás metano, que pode ser usado em substituição aos compostos de origem fóssil e não renovável. Pode ser usado como fonte de calor (ex: aquecimento da água, em caldeiras industriais) ou mesmo na produção de energia elétrica renovável, distribuída na rede.
Em paralelo, o metano pode ser purificado e usado diretamente como combustível veicular em substituição ao GNV.

Foto: Kroma Fotografias
A produção do biogás ocorre no biodigestor e o material digerido, chamado de digestato, possui valor agronômico e torna o processo circular, o que amplia a sustentabilidade das cadeias produtivas envolvidas. Os substratos utilizados para produção de biogás no Brasil estão divididos em três categorias:
Agropecuária: que envolve as atividades de criação de animais como avicultura, bovinocultura, suinocultura, ovinocultura, dentre outros.
Indústria: contempla abatedouros e frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fecularias e amidonarias, cervejarias, indústrias de óleo vegetal, gelatina, entre outros.
Saneamento: contempla os aterros sanitários, as usinas de tratamento de resíduos orgânicos e as estações de tratamento de esgoto (ETE).
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Cooperativa Tradição inaugura indústria de soja de R$ 770 milhões no Paraná
Unidade em Pato Branco amplia capacidade de processamento e reforça estratégia de verticalização da produção.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição inaugura nos dias 26 e 27 de março, em Pato Branco, uma indústria de óleo e farelo de soja com investimento de R$ 770 milhões. O projeto amplia a capacidade de processamento no Sudoeste do Paraná e integra a estratégia de industrialização da produção agrícola.
A nova unidade terá capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja por dia. A operação permite à cooperativa reduzir a dependência da venda de grão in natura e ampliar a agregação de valor dentro da própria cadeia produtiva.
O empreendimento foi estruturado com financiamento de instituições como BNDES, BRDE, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Finep, indicando a participação de crédito público e privado na viabilização do projeto.
A planta começou a ser estruturada em 2021, com a aquisição da área do complexo industrial. As obras tiveram início em 2023 e avançaram ao longo de 2024 até a conclusão da unidade.
Geração de renda
A cooperativa estima a geração de 180 empregos diretos, além de vagas indiretas em atividades como transporte, armazenagem e serviços. A operação também deve ampliar a arrecadação local e estimular a circulação de renda na região.
Com a entrada em operação da indústria, a cooperativa passa a ter capacidade para absorver integralmente a produção de soja dos cooperados e ampliar a atuação em parceria com outras cooperativas, fortalecendo a integração regional.
Inauguração em duas etapas
A programação prevê uma cerimônia institucional no dia 26 de março, às 10 horas, com autoridades, lideranças do setor e parceiros. No dia 27, às 19 horas, o evento será voltado a cooperados, colaboradores e convidados.
A nova unidade marca o avanço da cooperativa na verticalização da produção, em linha com o movimento de expansão da capacidade de processamento de soja no país.
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Indústria moageira se reúne em abril no Moatrigo 2026
Encontro em Curitiba (PR) reúne moinhos, fornecedores e especialistas para discutir tendências do setor.

O Moatrigo está com inscrições abertas para a edição de 2026, que acontece no dia 13 de abril, no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR). Realizado pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo‑PR), o encontro reúne representantes das indústrias moageiras, fornecedores estratégicos e profissionais da cadeia do trigo em torno de análises de mercado, tecnologia, gestão, tendências e temas que influenciam diretamente a competitividade do setor.
A programação traz o Painel do Trigo Nacional, com Daniel Kümmel, Elcio Bento e Eduardo Bulgarelli, que apresentam dados atualizados, leitura de safra e perspectivas para o próximo ciclo. As Salas de Soluções apresentam conteúdos técnicos de empresas do setor, com foco em inovação, processos e desempenho industrial.
Entre as palestras, destaque para A Tríade da Performance, com Wellington Moreira; e Pense com IA, Conectando Inteligência Artificial à Tomada de Decisão e à Produtividade na Gestão, conduzida por Gustavo Melles.
A programação inclui também momentos dedicados ao networking, com welcome coffee, brunch e coquetel de encerramento, que ampliam as oportunidades de relacionamento entre os profissionais.
Consolidado na agenda anual do setor moageiro, o Moatrigo reúne em média cerca de 400 participantes a cada edição. As vagas são limitadas. Para se inscrever acesse www.moatrigo.com.



