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Copel deve reforçar fornecimento de energia para expansão da C.Vale no Oeste do Paraná

Com projetos como novo abatedouro de peixes e 96 aviários, cooperativa acerta com estatal plano para garantir suporte elétrico à sua próxima fase de crescimento.

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A Copel dará suporte de energia a novos projetos da Cooperativa Agroindustrial C.Vale, criada em Palotina, no Oeste paranaense, e hoje uma das maiores da América Latina. A instituição tem de 28 mil associados, 15 mil funcionários e faturou R$ 21,98 bilhões em 2024. A estratégia da Copel para o atendimento à demanda da cooperativa foi definida em reunião nesta semana em Curitiba (PR).

Fotos: Leonardo Pruner/Copel

Participaram os presidentes da companhia de energia, Daniel Slaviero, e da C.Vale, Alfredo Lang, com os secretários estaduais da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, e da Indústria, Comércio e Serviços, Marco Brasil, acompanhados de técnicos das duas empresas. “Energia de qualidade é a chave para o desenvolvimento. E a Copel é parceira de primeira hora do Governo do Estado no suporte às empresas paranaenses e na atração de novos empreendimentos. Nenhum investimento no Paraná será perdido por falta de energia”, ressaltou Daniel Slaviero.

O presidente da Copel determinou à equipe técnica que até o próximo mês de julho seja concluído o detalhamento e o planejamento para atender as demandas apresentadas pela equipe da C.Vale em ação estratégica que inclui visitas a campo.

Entre os pedidos apresentados pela cooperativa estão o reforço do sistema de alta tensão para atendimento a um abatedouro de peixes, entre outros, como parte de um plano de ampliação que será executado nos próximos cinco anos. Entre curto e médio prazo, a C.Vale pretende instalar 96 novos aviários no Oeste do Paraná. “A reunião com a presidência da Copel foi extremamente positiva. Tivemos a oportunidade de discutir sobre os projetos futuros da C.Vale e reforçar a importância de uma infraestrutura energética compatível com o crescimento da região”, afirmou o diretor administrativo-financeiro da cooperativa, Marcelo Riedi.

Aporte de energia

De imediato, já está disponível para o atendimento à C.Vale o aporte de 3MW extras de energia, ampliando de 35MW para 38MW a oferta, segundo o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu. Ele destacou o investimento de R$ 2,5 bilhões na ampliação e reforço da infraestrutura energética em todo o Paraná em 2025, com importantes obras na região da cooperativa.

As equipes da Copel e da C.Vale alinharam uma nova rodada de reuniões para detalhamento dos projetos nas

próximas semanas. “Saímos confiantes de que há espaço para um trabalho conjunto, capaz de viabilizar investimentos estratégicos que beneficiam não apenas a cooperativa, mas também o desenvolvimento sustentável do Oeste do Paraná. Agradecemos a abertura e o diálogo construtivo da Copel, essenciais para avançarmos com segurança e visão de futuro”, completou o diretor da C.Vale, Marcelo Riedi.

Presenças

Também participaram da reunião, por parte da C.Vale, o diretor executivo agroindustrial, Édio José Schreiner, e o diretor Industrial, Reni Girardi. Pela Copel, estiveram presentes a diretora de Operações, Karine Torres, e o gerente da área de Poder Público e Grandes Clientes, Rodrigo Priss.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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