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Copagril orienta sobre os tipos de adubação de cobertura após colheita de milho safrinha
As culturas de cobertura têm como objetivo melhorar a estrutura química e física do solo, aumentar a quantidade de palhada, reduzir a população de plantas daninhas, viabilizando o sistema de plantio direto, dentre outros benefícios.

Com a colheita do milho safrinha sendo realizada de maneira antecipada, ou até mesmo com o corte do milho para silagem, uma realidade na região de atuação da Copagril, essas lavouras abrem espaço para novas culturas, as chamadas culturas de cobertura. Além disso, alguns produtores optam por destinar uma parte de suas áreas para a rotação de culturas, utilizando plantas específicas para esse período.
As culturas de cobertura têm o objetivo de melhorar a estrutura química e física do solo, aumentar a quantidade de palhada, reduzir a população de plantas daninhas, viabilizando o sistema de plantio direto, dentre outros benefícios. Para este tipo de manejo, damos o nome de adubação de cobertura ou adubação verde.
As espécies de plantas utilizadas para este tipo de adubação desempenham um papel estratégico nos sistemas de rotação de culturas, seja para o cultivo anterior ou posterior às culturas de interesse econômico, como também, as mesmas podem ser consorciadas com as de interesse, como, por exemplo, a braquiária em consórcio com o milho-safrinha.
O desempenho de cada espécie a ser utilizada está diretamente relacionado às condições do clima e solo de cada região e também a época de cultivo.
Além das vantagens da adubação de cobertura já mencionadas anteriormente, existem outras tão importantes quanto, são elas:
- Promover rápida cobertura e produzir grande quantidade de massa para o solo, melhorando o nível de matéria orgânica do mesmo;
- Evita que elementos essenciais para as plantas (nutrientes) sejam perdidos para as camadas mais profundas do solo;
- Fornece nitrogênio ao solo, o qual é fixado diretamente pelo ar, através de bactérias, por plantas leguminosas;
- Melhora as atividades biológicas no solo;
- Aumenta a capacidade de armazenamento de água;
- Protege o solo contra o vento, chuvas e radiação solar, diminuindo a variação da temperatura, e consequentemente a mantém mais estável;
- Melhora o aproveitamento e a eficácia de adubos e corretivos;
- Possui capacidade de recuperação dos solos com baixa fertilidade, degradados e que possuem a presença de fitopatógenos e fitonematoides;
Essas vantagens, contribuem para o aumento da produtividade das culturas de interesse econômico, como a soja e o milho.
As espécies de outono/inverno são semeadas entre março e junho, e para cada cultura aplica-se um adubo especifico. No caso da região Oeste do Paraná, área de atuação da Copagril, as espécies de adubo verde aptas a serem utilizadas nesta época são:
- Aveias (preta e branca);
- Nabo-forrageiro;
- Milheto;
- Crotalária
- Mix de sementes
Compreendendo a relevância da adubação verde na conservação e aprimoramento do solo, a Copagril oferece as espécies mencionadas para permitir que os produtores realizem esse manejo. É recomendável dispersar ou semear as sementes imediatamente após a colheita do milho safrinha, especialmente nas áreas iniciais, para garantir tempo adequado ao desenvolvimento das plantas e a época adequada para a implantação dessas culturas.

Notícias Editorial
Mão de obra estrangeira ganha espaço estratégico nas cooperativas
Expansão das agroindústrias e menor oferta de trabalhadores locais reforçam a importância dos imigrantes no setor.

Há um dado que o agronegócio brasileiro ainda não incorporou com a gravidade necessária: em várias agroindústrias cooperativas do Sul do país, a presença de trabalhadores estrangeiros deixou de ser complementar. Em alguns casos, tornou-se condição operacional.
Essa constatação muda a forma como o tema deve ser tratado. Não se trata apenas de imigração. Tampouco de uma pauta restrita a recursos humanos. O que está em jogo é a capacidade de cooperativas manterem linhas de produção, cumprirem escalas, sustentarem abates, operarem unidades industriais, atenderem supermercados, ampliarem investimentos e preservarem a renda de milhares de famílias ligadas ao campo.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
Quando uma cooperativa informa que estrangeiros representam 30% do quadro funcional, ou que em determinada unidade nove em cada dez trabalhadores vieram de outros países, o dado não pode ser lido como curiosidade demográfica. Ele revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho. As agroindústrias cresceram, os municípios do interior mudaram, a oferta de trabalhadores locais ficou mais limitada e algumas funções passaram a encontrar menor adesão entre brasileiros. O espaço foi ocupado por haitianos, venezuelanos, paraguaios, cubanos, senegaleses, argentinos, colombianos, nigerianos e profissionais de tantas outras origens.
Esses trabalhadores não aparecem apenas nas estatísticas. Eles estão nas escalas de fim de semana, nas linhas industriais, nos setores operacionais, nos supermercados, nas fábricas, nos frigoríficos, nos turnos que garantem continuidade à produção. São parte da engrenagem que transforma grãos, proteína animal, leite, peixes, insumos, serviços e logística em atividade econômica concreta nas regiões onde as cooperativas estão instaladas.

Foto: Renan Pereira
A indústria continuou em cidades do interior, próxima da produção rural, mas parte crescente da força de trabalho passou a vir de fora do país. Essa é uma mudança profunda e ainda pouco discutida com a seriedade que merece.
Há também uma contradição evidente. O Brasil cobra competitividade das suas cooperativas, exige eficiência industrial, defende expansão das exportações e comemora recordes de produção. Mas muitas regiões que sustentam essa engrenagem não conseguem mais oferecer, sozinhas, trabalhadores em número suficiente para acompanhar o crescimento. A resposta tem vindo dos imigrantes.
Por isso, tratar essa mão de obra apenas como “alternativa” é reduzir o tamanho do fenômeno. Em muitas operações, ela já é parte da estratégia. E, se é estratégica, precisa ser tratada com planejamento: acolhimento, moradia, idioma, qualificação, integração cultural, segurança jurídica, transporte, saúde, liderança preparada e política pública. Contratar é apenas o primeiro passo. Integrar é o verdadeiro teste.
A automação será parte da resposta, mas não substituirá a discussão humana. Máquinas podem reduzir etapas manuais, aumentar produtividade e aliviar gargalos. Não resolvem, sozinhas, a necessidade de pessoas capacitadas, estáveis e integradas às equipes. O futuro das agroindústrias cooperativas dependerá menos de escolher entre tecnologia e trabalhadores, e mais de combinar ambos com inteligência.

Foto: Divulgação/Arquivo AEN
Os estrangeiros que hoje vestem uniforme nas cooperativas brasileiras também revelam que o desenvolvimento regional não depende apenas de fábricas, silos, aviários, granjas, supermercados ou caminhões. Depende de gente disposta a trabalhar, permanecer, aprender e reconstruir a própria vida longe do país de origem.
Reconhecer essa importância não é romantizar a imigração. É enxergar a realidade econômica sem filtro. Parte da agroindústria cooperativa brasileira já não seria a mesma sem esses trabalhadores. E qualquer projeto sério de crescimento precisará considerar que a força do cooperativismo, daqui para frente, também será medida pela capacidade de integrar quem chegou de fora para ajudar a manter de pé aquilo que o interior construiu.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Notícias
Oferta restrita mantém preços do trigo em alta no mercado interno
Levantamento do Cepea mostra valorização do cereal em junho, impulsionada pela retenção de estoques por produtores.
Notícias
Estoques globais redesenham as perspectivas para o milho
Oferta elevada limita ganhos nas cotações, enquanto exportações e clima seguem no foco do mercado.

O mercado de milho deve permanecer influenciado, no curto prazo, pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pelas perspectivas de uma produção elevada nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores tendem a manter pressão sobre as cotações, enquanto o comportamento das exportações seguirá sendo um dos principais indicadores acompanhados pelo setor.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural
No cenário internacional, a expectativa é de uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, o que mantém o balanço global de oferta e demanda em uma situação considerada confortável. Apesar disso, a consultoria aponta que a menor produção dos Estados Unidos em relação ao ciclo anterior deve contribuir para uma redução dos estoques globais ao longo da safra 2026/27.
Para o mercado brasileiro, a principal atenção está voltada ao avanço da colheita da segunda safra e aos rendimentos das lavouras, especialmente diante dos relatos de perdas provocadas pela seca em áreas do Centro-Sul. O volume final da produção será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
As exportações também seguem no radar. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho somaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Egito, Vietnã e Malásia, impulsionados pela demanda dos países asiáticos.

Foto: Divulgação
Mesmo com o bom desempenho recente, a Consultoria Agro Itaú BBA projeta desaceleração das exportações brasileiras ao longo da safra 2025/26, em razão da maior participação da Argentina no mercado internacional. A estimativa é que o Brasil exporte 40 milhões de toneladas de milho, abaixo das 41,6 milhões de toneladas embarcadas na safra 2024/25.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a confirmação do fenômeno El Niño. Segundo a consultoria, a possibilidade de um evento de forte intensidade acende um alerta para a segunda safra de 2027, já que anos com esse padrão climático costumam registrar redução da produção nas principais regiões produtoras do país.
Apesar da pressão de curto prazo provocada pela ampla oferta e pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas, a expectativa de redução dos estoques mundiais pode dar sustentação aos preços em um horizonte mais longo.





