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Copagril orienta produtores sobre cuidados na colheita do milho safrinha
O agricultor sempre observa as condições do solo e da cultura em cada parte da lavoura antes de colocar a máquina para colher. Isso vem fazendo com que todos os anos ele colha com uma produtividade acima da média, destaca o agrônomo que presta
Para os agricultores da região Oeste do Paraná e Sul do Mato Groso do Sul chegou um dos momentos mais esperados da atividade: a colheita da segunda safra de milho, também conhecida como safrinha. Esse é o momento em que vai ser colhido o fruto de um investimento realizado em sementes, fertilizantes, defensivos e diversas outras operações feitas durante os quase cinco meses de cultivo.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente da Unidade Copagril de Porto Mendes, distrito de Marechal Cândido Rondon-PR, Laércio Strohhaecker, as condições de tempo estão favoráveis à colheita. “O clima até o momento está proporcionando com que o produtor realize a colheita com as condições de solo ideais, evitando compactação, além de umidade de grão ideal, mas o agricultor não pode depender apenas da ajuda do clima, precisa adotar alguns cuidados também”, orienta.
Começou a colheita
Um dos produtores que adotam bastante cuidado na hora da colheita é o associado da Copagril, Arnaldo Schmit, que cultiva 95 alqueires no distrito de Porto Mendes, começou a colheita ontem (29) e terá dez dias de trabalho pela frente.
O agricultor sempre observa as condições do solo e da cultura em cada parte da lavoura antes de colocar a máquina para colher. “Isso vem fazendo com que todos os anos ele colha com uma produtividade acima da média”, destaca o agrônomo que presta assistência técnica a ele, Laércio Strohhaecker.
A máquina
Doglas Schmit, sobrinho de Arnaldo e o responsável por operar a colheitadeira que faz os trabalhos na lavoura, comenta que um fator importante na hora da colheita é a regulagem da máquina. “Opero uma máquina que custa em torno de R$ 700 mil e mesmo com ela sendo nova e moderna é muito importante, antes da colheita, fazer uma revisão completa, caso contrário estamos sujeitos a ter problemas durante os trabalhos. Na hora de colher temos que fazer o trabalho sem parar, isso faz com que economizemos tempo e dinheiro”, salienta Doglas.
Dicas
Para que o produtor tenha melhor aproveitamento possível e diminua perdas na hora da colheita, a Cooperativa Agroindustrial Copagril orienta que sejam observados os seguintes pontos:
–Faça uma regulagem correta da colheitadeira, de acordo com a umidade dos grãos que estão sendo colhidos, verificando a rotação do cilindro, abertura do côncavo, abertura das peneiras e a ventilação.
–Verificar no saca-palhas se está sobrando grãos no sabugo ou se está jogando grãos fora nas peneiras. As colheitadeiras mais modernas e novas já possuem essas informações no painel de controle, podendo ser ajustadas ali, mas nas mais antigas é preciso verificar em loco.
–Agricultores que dependem de terceiros para realizar a colheita devem verificar junto ao maquinista como está a situação das perdas na hora da colheita.
–Cuidado com o excesso na velocidade da colheitadeira, pois poderá haver perdas porque as peneiras não vencem separar os grãos de forma eficiente com alto volume de grãos e palha. Além disso, o excesso de velocidade pode causar embuchamentos na máquina.
–Cuidado com áreas mais inclinadas, pois as colheitadeiras sem nivelamento de peneiras poderão causar perdas nas peneiras. Para tanto é preciso diminuir a velocidade de colheita ou número de linhas a colher, principalmente quando a umidade dos grãos é mais alta.
–Não colher com excesso de umidade dos grãos: a umidade de preferência deve ser inferior a 21%, sendo que o ideal fica em torno de 18%. Com esta umidade o custo da colheita e do transporte são menores, e os descontos são reduzidos, pois a secagem é mais rápida e com menor custo. Ocorre também uma melhora na qualidade do produto a ser colhido, além de reduzir uma possível espera para a descarga da produção. Quanto mais alta a umidade maior é o tempo gasto para secar o grão, sendo necessário duas ou três passagens pelo secador dobrando o tempo gasto.
–Não colher com excesso de umidade do solo, pois isso causa compactação do solo, com consequência negativa para próxima safra de verão.
Fonte: Ass. de Imprensa Copagril

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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.
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Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar
Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.
Política pública

Foto: AEN
Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.
Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.
Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.
O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.
A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.
Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
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Produção recorde de soja deve manter mercado pressionado em 2026/27
De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos pode limitar a recuperação dos preços.

A perspectiva de produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global de soja na safra 2026/27 e manter pressão sobre os preços internacionais. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, uma eventual recuperação das cotações dependerá principalmente das condições climáticas e do ritmo das compras chinesas.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
No relatório divulgado em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção brasileira em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para os Estados Unidos, a projeção é de 121 milhões de toneladas, volume 4% superior ao da temporada anterior.
O USDA também prevê esmagamento recorde de soja nos Estados Unidos, estimado em 74,8 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis. Em nível global, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 14 milhões de toneladas no processamento em comparação com a safra 2025/26.
Apesar da demanda aquecida, o mercado acompanha a capacidade da China de absorver simultaneamente o aumento da oferta de soja produzida por Brasil e Estados Unidos. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o acordo comercial anunciado em maio amplia o potencial de compras da soja norte-americana, mas seus efeitos ainda são limitados e dependem de confirmação oficial por parte do governo chinês.

Foto: Aprosoja MT
Nos Estados Unidos, as condições climáticas permanecem favoráveis no Meio-Oeste, e as previsões para o trimestre entre junho e agosto indicam bom desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, a ausência de novas compras chinesas da soja norte-americana e a redução das apostas dos fundos em altas na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando as cotações no curto prazo.
Segundo a consultoria, o cenário para 2026/27 ainda é de pressão sobre os preços diante da possibilidade de produção recorde no Brasil e de uma safra cheia nos Estados Unidos, caso o clima de verão confirme o potencial produtivo das lavouras.
Uma mudança nesse quadro poderá ocorrer caso haja problemas climáticos na produção norte-americana ou na próxima safra brasileira. Além disso, um El Niño de forte intensidade poderá provocar impactos negativos sobre a produção na América do Sul. A Consultoria Agro Itaú BBA também destaca que um aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos tende a favorecer a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Chicago.
