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Copagril faz alerta para o controle de pragas nas lavouras de milho

O manejo das pragas iniciais que atacam essa cultura exige atenção especial, para que o produtor não tenha prejuízos com os danos que elas possam vir a causar.

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Foto: Divulgação/Copagril

Com o avanço na colheita da soja, iniciou-se em nossa região o plantio do milho safrinha. O manejo das pragas iniciais que atacam essa cultura exige atenção especial, para que o produtor não tenha prejuízos com os danos que elas possam vir a causar.

Dessa maneira, deve-se conhecer as pragas de maior potencial de danos, para que estas não interfiram na manutenção do número de plantas por hectare. Entre tais pragas, podemos destacar o percevejo, a lagarta do cartucho e a cigarrinha do milho.

Com relação aos percevejos, têm-se verificado a ocorrência, com severidade, dos percevejos da soja, que após a colheita, permanecem no solo e se alimentam das plantas jovens do milho, podendo causar redução do número de plantas por unidade de área. Quando o ataque ocorre em plantas mais desenvolvidas, e a planta não morre, é comum o aparecimento de perfilhos improdutivos, além da planta apresentar um crescimento retardado.

O controle desses insetos pode ser através de tratamento de sementes ou por aplicações posteriores de inseticidas. Quando o controle é realizado após a emergência do milho, é preciso estar atento ao momento mais adequado para efetuar a pulverização. Pulverizações atrasadas, ou seja, depois dos 10 a 15 dias de idade da planta, pode reduzir a eficácia do controle. Neste caso, mesmo havendo o controle do percevejo, não se impede o aparecimento de danos, pois a toxina que o inseto injeta já está na planta, sendo que os danos aparecem alguns dias depois.

O ideal é plantar com semente já tratada com inseticida, e que seja feito ao menos uma aplicação pós-plantio, logo nos primeiros dias da emergência do milho, pois caso a população de percevejos esteja elevada, esses poderão causar danos, pois precisam realizar a picada de prova para serem contaminados com inseticida do tratamento de semente.

A lagarta do cartucho é a principal praga da cultura do milho, por sua ocorrência generalizada e por atacar todos os estágios de desenvolvimento da planta. As larvas da lagarta recém eclodidas, iniciam sua alimentação pelas partes mais tenras das folhas, deixando um sintomas de dano característico, pois se alimentam apenas da parte verde sem causar furos, ou seja, raspam as folhas.

Com o desenvolvimento da praga, começam a se alimentar do cartucho do milho, caso não seja efetuado o controle. Esse controle é efetuado na fase inicial da planta e também nas plantas mais desenvolvidas, conforme o ataque das pragas, sendo que, o melhor controle ocorre quando as pragas estão na fase jovem de desenvolvimento. Os produtores que realizam o plantio de milho BT, deve também ficar atento ao ataque desta praga, uma vez que a presença desta praga em grande quantidade poderá causar dano, não sendo suficiente somente o controle da transgenia do milho, devendo ser aplicado inseticida para o controle da mesma.

E por fim, considerada por muitos a praga mais temida do milho atualmente, a cigarrinha do milho se destaca pelos danos indiretos ocasionados na cultura, mais especificamente para transmissão do complexo de enfezamentos. Os enfezamentos são doenças causadas por microrganismos denominados molicutes, como elevada capacidade em causar danos em plantas de milho, podendo até mesmo, comprometer a produção dependendo do estágio em que a planta é infectada.

A cigarrinha do milho é o principal vetor da transmissão dos enfezamentos, sendo o milho, a principal planta hospedeira da praga. Logo, medidas de manejo como o controle de plantas de milho voluntárias (milho tiguera),podem contribuir para a redução populacional da praga. Contudo, nem sempre práticas de manejo alternativas são suficientes para o controle da cigarrinha do milho, sendo necessário intervir por meio do controle químico, utilizando inseticidas. Atualmente, ainda não há nível de ação pré-estabelecido para controle da cigarrinha-do-milho, sendo avaliado para isso, a presença ou ausência da praga na cultura, especialmente durante o período crítico de infecção (de V1 a V5).

Para garantir a produtividade da lavoura a orientação é não deixar de efetuar o monitoramento da cultura e controle dessas pragas.

Fonte: Assessoria Copagril

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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