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Copagril e Adapar fortalecem parceria para avanços no controle sanitário

O objetivo do encontro foi discutir questões relacionadas ao controle de pragas e ao uso de defensivos agrícolas na produção.

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Da esquerda para direita: Anderson Lemiska - Fiscal da Defesa Agropecuária Enoir José Primon – Superintendente Comercial João Miguel Toledo Tosato - coordenador da Fiscalização do comércio e uso de Agrotóxicos. Ademir Luiz Griep – Diretor-secretário Eloi Darci Podkowa – Diretor-presidente Renato Rezende Young Blood - Gerente de Sanidade Vegetal Cesar Luiz Petri - Vice-presidente Marcílio Martins Araújo - Coordenador de Cultivos Agrícolas e Florestais Paulo Antonio Brunetto – Supervisor agronômico. Leandro Dadalt - Fiscal da Defesa Agropecuária - Foto: Divulgação

A Cooperativa Agroindustrial Copagril recebeu na manhã de hoje (26), a visita de representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR). O objetivo do encontro foi discutir questões relacionadas ao controle de pragas e ao uso de defensivos agrícolas na produção.

Entre os representantes da agência, o Gerente de Sanidade Vegetal – Renato Rezende Young Blood; o Fiscal da Defesa Agropecuária – Anderson Lemiska; o coordenador da Fiscalização do comércio e uso de Agrotóxicos – João Miguel Toledo Tosato; o Coordenador de Cultivos Agrícolas e Florestais – Marcílio Martins Araújo; e o Fiscal da Defesa Agropecuária – Leandro Dadalt.

Durante a visita, técnicos da Adapar e membros da diretoria da Copagril se reuniram para trocar informações e experiências sobre as melhores práticas no manejo de pragas e na utilização de defensivos de forma segura e responsável. Foram discutidos temas como o monitoramento de pragas, o uso adequado de defensivos agrícolas, bem como estratégias alternativas de controle que visam reduzir a dependência desses produtos químicos.

O Gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood, destaca a importância do diálogo e da cooperação entre os órgãos reguladores e as empresas do setor agroindustrial.

“A Adapar está empenhada em estabelecer uma conexão mais próxima com as cooperativas, com o objetivo de promover uma defesa agropecuária eficiente. A vigilância sanitária desempenha um papel fundamental nesse processo e temos investido consideravelmente nessa área”, enfatizou Renato.
A colaboração entre ambos é essencial para o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a adoção de tecnologias que promovam a preservação do meio ambiente, a segurança alimentar e a saúde dos consumidores.

De acordo com o técnico, a Copagril é uma cooperativa extremamente importante no controle sanitário, especialmente pela equipe técnica disponível no campo. “Contamos com o apoio das cooperativas, especialmente da Copagril, devido à presença significativa de técnicos em campo e à distribuição adequada dos recursos. São esses técnicos que, no início da detecção de uma praga, conseguem identificá-la com maior rapidez”, afirmou.

A Adapar reiterou seu compromisso em fornecer orientações técnicas e apoio à Copagril e a outras cooperativas agrícolas, visando o desenvolvimento de uma agricultura cada vez mais responsável e sustentável.

O encontro é um exemplos de como a parceria entre os setores público e privado pode contribuir para o avanço da agricultura, promovendo ações que beneficiam tanto os agricultores quanto a sociedade como um todo.

Fonte: Assessoria Copagril

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Nova tributação entra em fase de transição e exige atenção redobrada do produtor rural

Mudanças na nota fiscal eletrônica, novos tributos e regras escalonadas já começam a afetar a rotina do agro.

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Foto: Sistema Faep

A transição para o novo modelo de tributação previsto na Reforma Tributária do consumo já está em andamento desde 1º de janeiro e começa a trazer mudanças práticas para a rotina do produtor rural. Segundo orientações do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Clemerson Argenton Pedrozo, o agro precisa ficar atento, especialmente às alterações nos procedimentos de emissão da nota fiscal eletrônica.

Embora a adaptação ocorra de forma escalonada, algumas exigências já têm prazo definido. A partir de 2026, os produtores rurais deverão informar na nota fiscal se são ou não contribuintes do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Esses tributos vão substituir impostos federais, estaduais e municipais e, juntos, passam a compor o Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo: “A recomendação é que os produtores busquem apoio técnico junto a profissionais de contabilidade, sindicatos e entidades representativas do setor” – Foto: Divulgação Sistema Faesc/Senar

Produtores com receita anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões deverão aderir obrigatoriamente ao regime regular de recolhimento do IBS e da CBS. Já aqueles com faturamento abaixo desse limite poderão optar ou não pelo novo regime, avaliando, principalmente, a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários.

Entre os principais desafios apontados estão a correta emissão dos documentos fiscais, a adequação dos sistemas de controle, o planejamento tributário e a escolha do modelo mais vantajoso para cada realidade produtiva. “A recomendação é que os produtores busquem apoio técnico junto a profissionais de contabilidade, sindicatos e entidades representativas do setor”, pontua Pedrozo.

Outro ponto que passa a valer neste ano é a adoção do CNPJ alfanumérico. “Mesmo produtores que atuam como pessoa física passarão a contar com essa nova identificação cadastral, sem perder a característica de pessoa física, o que exige atenção na organização fiscal e cadastral”, ressalta.

Para auxiliar nesse período de transição, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibilizou uma calculadora gratuita da reforma tributária, que permite simular cenários e trazer mais previsibilidade ao planejamento tributário. Também está disponível um curso gratuito sobre os impactos e estratégias da reforma para o agro, com inscrições abertas nas plataformas de ensino do Senar.

Apesar de, neste primeiro momento, as mudanças serem pontuais, a reforma tributária já está em vigor e altera a forma de contribuição dos produtores rurais. A orientação é clara: informação e planejamento serão fundamentais para atravessar essa transição com segurança.

Fonte: O Presente Rural
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Inovação ganha protagonismo na estratégia das empresas do agronegócio brasileiro

Estudo revela que 63% dos líderes do setor consideram o avanço tecnológico essencial para manter competitividade e gerar novos modelos de negócio.

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tecnologia
Fotos: Shutterstock

A interação entre tecnologia, fatores climáticos e geopolíticos viabiliza novos modelos de negócio e redefine as fronteiras entre as indústrias. O agronegócio brasileiro acompanha este movimento global: metade dos CEOs do setor afirma que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos. Os dados estão no recorte setorial da 29ª Global CEO Survey da PwC, estudo que ouviu mais de 4,4 mil líderes empresariais em 95 países, incluindo o Brasil.

O percentual das empresas que romperam as fronteiras do setor está alinhado à média nacional (51%) de organizações que passaram a competir em novos mercados e demonstra que o Agronegócio acompanha a busca por novas oportunidades estruturais e de inovação. Para 63% dos CEOs do agro brasileiro, a inovação é considerada um
componente crítico, ou seja, essencial, da estratégia de negócios. O indicador está acima da média global (50%) e levemente acima da média brasileira quando considerados todos os setores (56%).

Além disso, o setor avança por meio da colaboração: 38% dos executivos colaboram com parceiros externos, como fornecedores, startups e universidades, para acelerar a inovação — patamar acima da média global (33%).

Embora busquem a reinvenção, a gestão do tempo dos CEOs do agronegócio brasileiro ainda se mostra fortemente concentrada em ações de curto prazo. A pressão por resultados imediatos permanece elevada, restringindo o espaço na agenda para discussões de caráter mais estrutural. A pesquisa revela que 54% do tempo dos CEOs do agronegócio no Brasil são dedicados a temas de curto prazo (até um ano), uma concentração superior à média global do setor (47%) e alinhada ao padrão nacional. Apenas 15% do tempo desses executivos é destinado a questões de longo prazo
(cinco anos ou mais).

“Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar rapidamente entre agendas e horizontes de tempo. Resta avaliar se essa alocação de tempo atual é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazos”, avalia Mayra Theis, sócia e líder do setor de Agronegócio da PwC Brasil.

Inteligência Artificial

Foto: Freepik

A Inteligência Artificial (IA) começa a se consolidar como vetor de crescimento para parte das empresas do agronegócio. De acordo com 33% dos CEOs, houve aumento de receita após adoção da tecnologia, enquanto 58% indicam pouca ou nenhuma alteração. Ainda assim, quando analisados os custos, os efeitos são equilibrados: 33%
indicam redução, associada a ganhos de eficiência e automação, enquanto quase metade dos líderes, 48%, afirmam que sentiram pouca ou nenhuma alteração nos custos. Na média geral brasileira, mais de um quarto (28%, em contraste com 26% globalmente) indica redução de custos.

A tecnologia traz impactos para a força de trabalho: 60% dos CEOs do agronegócio avaliam que suas empresas precisarão de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos. Para cargos de nível médio e sênior, espera-se um impacto bem menor na redução de pessoal.

Otimismo moderado e riscos latentes

A 29ª edição da CEO Survey revela um recuo no otimismo dos líderes do setor do agronegócio em relação à economia global e local, comparado ao ano anterior. Para os próximos 12 meses, 50% projetam aceleração do crescimento global, abaixo dos 66% registrados na edição passada.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Quando o foco se volta para o crescimento do próprio país, a percepção permanece majoritariamente positiva, mas com cautela: 58% esperam aceleração da economia nacional, abaixo dos 76% registrados no ano anterior. A confiança no crescimento da receita da própria empresa no curto prazo também diminuiu de 48% para 38%, sinalizando uma acomodação das expectativas.

O perfil de risco do agronegócio brasileiro se mostra fortemente concentrado em fatores inflacionários e climáticos. A inflação é a principal preocupação, com 35% dos CEOs indicando alta exposição, percentual acima da média brasileira de todos os setores (29%). As mudanças climáticas também figuram entre os riscos mais relevantes (33%), com a exposição percebida pelo agro significativamente superior à observada na média do Brasil (18%) e global (23%). A instabilidade macroeconômica também chega a 33% entre os executivos do setor, porém, inferior à média brasileira (38%) e acima da média global (31%). Em contraste, ameaças cibernéticas e tecnológicas têm peso relativamente menor que em outros setores.

“Hoje, observamos que os riscos no setor ainda são menos complexos, mas com a conectividade das máquinas e a maior complexidade na automatização dos processos, observamos que existe uma tendência cada vez maior de vermos a preocupação com o risco cibernético e com as ameaças tecnológicas crescerem em um horizonte de médio a longo prazo”, acrescenta Mayra Theis.

Fonte: Assessoria PwC
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Área e produtividade elevam nova revisão da safra de grãos

StoneX projeta soja em 181,6 milhões de toneladas e revisa para cima a produção de milho nas duas safras do ciclo 2025/26.

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Foto: Shutterstock

A StoneX revisou para cima suas estimativas para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, com destaque para a soja, segundo relatório divulgado hoje. A produção de soja agora é estimada em 181,6 milhões de toneladas, um aumento de 4 milhões em relação à projeção anterior.

O crescimento da produção decorre de ajustes tanto na área cultivada, estimada em 48,7 milhões de hectares, quanto na produtividade média nacional, projetada em 3,73 toneladas por hectare. “Com a colheita avançando, as perspectivas seguem bastante positivas, apesar de algumas áreas apresentarem maior variabilidade, em função das irregularidades climáticas ocorridas ao longo do ciclo”, realça a especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi.

Para o milho primeira safra, a StoneX também realizou uma revisão positiva. A produção da safra 2025/26 pode alcançar 26,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,3% em relação ao último número e pouco mais de 1 milhão de toneladas acima do registrado no ciclo 2024/25.

Essa elevação foi motivada principalmente por revisões de produtividade, com ajustes positivos em estados do Nordeste, além do Paraná. No Sul do país, a expectativa é de um rendimento médio bastante elevado, podendo atingir 11,5 toneladas por hectare na safra paranaense. No caso do milho verão, os estados do Norte e Nordeste ainda apresentam um ciclo mais tardio, mantendo o clima no radar.

Milho | Estimativas para a 1ª safra 2025/2026

No caso do milho segunda safra, a revisão na produção no reporte de janeiro foi sutil, 0,5%, saindo de 105,8 milhões de toneladas estimadas em janeiro para 106,3 milhões de toneladas neste mês. Houve aumento de área no Tocantins e Pará, enquanto Maranhão e Piauí registraram redução, com produtores atentos ao período de plantio da segunda safra de milho.

Milho | Estimativas para a 2ª safra 2025/26

Oferta e demanda com projeções inalteradas

Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX: “Com o ano-safra 2024/25 encerrado no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem totalizar cerca de 42 milhões de toneladas, com os dados oficiais previstos para divulgação em 5 de fevereiro” – Foto: StoneX

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalterada a estimativa de demanda de soja para o ciclo 2025/26. Ainda assim, com o avanço da colheita, as compras chinesas da oleaginosa brasileira devem ganhar cada vez mais relevância nos próximos meses. “O maior importador mundial cumpriu os termos iniciais do acordo com os Estados Unidos, mesmo com a soja norte-americana menos competitiva. A expectativa é que a China volte seu foco para o Brasil a partir de agora”, explicou.

Com isso, o aumento da estimativa de produção de soja acabou se revertendo em estoques finais mais elevados, já que não houve alterações na demanda. Para o milho, também não houve ajustes nas variáveis de demanda da safra 2025/26, mas o aumento da produção estimada foi compensado pela queda dos estoques iniciais, reflexo da elevação das exportações no ciclo 2024/25. “Com o ano-safra 2024/25 encerrado no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem totalizar cerca de 42 milhões de toneladas, com os dados oficiais previstos para divulgação em 5 de fevereiro”, reforçou Ana.

Fonte: Assessoria StoneX 
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