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Copagril difunde conhecimento e premia produtores de leite em seminário
Evento técnico com palestras e entrega de premiação aos melhores produtores de leite da Copagril aconteceu na tarde de hoje (28), no pavilhão da comunidade católica, em Marechal Cândido Rondon.
O Seminário Anual de Produtores de Leite da Copagril reuniu centenas de produtores da área de ação da cooperativa, que tiveram oportunidade de expandir seus conhecimentos sobre manejo, com intuito de poder ampliar a qualidade do leite produzido.
Por ocasião da abertura, o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, salientou sobre a possibilidade que todos os produtores têm de receber até R$ 0,12 a mais por litro de leite, em função da qualidade do produto que entregam. “Essa possibilidade é oferecida a todos, independente do tamanho da propriedade e do volume de produção. O que importa é a qualidade, que deve atingir os índices estabelecidos pela Copagril/Frimesa. Então todos podem receber mais pelo leite”, ressaltou Chapla.
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A primeira palestra do dia enfocou: "Leite com qualidade aumenta o preço", assunto abordado pelo médico veterinário João Arlindo Gouveia Gonçalves, da Cargill Alimentos.
Logo em seguida, o fiscal da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) de Marechal Cândido Rondon, Loreno Egídio Taffarel, fez um lembrete ao público sobre a campanha de vacinação de bovinos contra febre aftosa, que vai começar na próxima semana, em todo o Paraná, e que abrangerá animais de até 24 anos de idade.
A segunda palestra foi sobre como as micotoxinas interferem na reprodução animal e na produção e qualidade do leite, tema explicado pelo professor Paulo Dilkin, da Universidade Federal de Santa Maria (RS).
Premiados
Durante o seminário, foram premiados os três produtores que se destacaram com a maior quantidade de leite produzida nos últimos 12 meses, assim como os três produtores que tiveram os melhores índices de qualidade do leite em Contagem de Células Somáticas (CCS), Contagem Bacteriana Total (CBT) e extrato seco total, no período.
Uma novidade foi a realização da entrega de premiação do Concurso de Silagem da Copagril, sendo premiados os três produtores que produziram silagem de melhor qualidade para alimentação dos seus bovinos.
O ganhador da TV de 40 polegadas no sorteio foi Neuri Richzik, produtor de Iguiporã, Marechal Cândido Rondon.
PRODUTORES PREMIADOS PELA COPAGRIL
Maior quantidade de leite produzida:
1º Lugar: Edson José Feliz, de Terra Porã, Sete Quedas (MS) – Total ano: 729.174 litros; Mês 70.765 litros; dia 1.998 litros.
2º Lugar: Nilo Del Colle, Fazenda Dona Ana, Naviraí (MS) – Total ano: 585.432 litros, Mês 48.786 litros; Dia 1.604 litros.
3º Lugar: Elio Lino Rusch, de Novo Três Passos, Marechal Cândido Rondon (PR) – Total ano 534.372 litros; mês 44.531 litros; dia 1.464 litros.
Qualidade do leite:
1º Lugar: Paulo Coiti Sugawara, Linha das Flores, Guaíra (PR) – Nota: 9,75
2º Lugar: Leonido Adam, Linha Neuhaus, Marechal Cândido Rondon (PR) – Nota 9,50
3º Lugar: Ivonete Inês Kliemann, Linha Sanga Cascata, Marechal Cândido Rondon (PR) – Nota 9,25
Concurso de silagem de milho:
1º Lugar: Eldoir Julio Mensch, Linha Provenil/Porto Mendes, Marechal Cândido Rondon (PR) Nota 9,65
2º Lugar: Vilmar Fulber, Linha São Carlos/Porto Mendes, Marechal Cândido Rondon (PR) Nota 9,50
3º Lugar: Mario Roberto Uhlein, Linha João Pessoa/Marechal Cândido Rondon (PR) Nota 9,45
Fonte: Ass. de Imprensa

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Oferta restrita mantém preços do trigo em alta no mercado interno
Levantamento do Cepea mostra valorização do cereal em junho, impulsionada pela retenção de estoques por produtores.
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Estoques globais redesenham as perspectivas para o milho
Oferta elevada limita ganhos nas cotações, enquanto exportações e clima seguem no foco do mercado.

O mercado de milho deve permanecer influenciado, no curto prazo, pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pelas perspectivas de uma produção elevada nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores tendem a manter pressão sobre as cotações, enquanto o comportamento das exportações seguirá sendo um dos principais indicadores acompanhados pelo setor.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural
No cenário internacional, a expectativa é de uma safra norte-americana superior a 400 milhões de toneladas, o que mantém o balanço global de oferta e demanda em uma situação considerada confortável. Apesar disso, a consultoria aponta que a menor produção dos Estados Unidos em relação ao ciclo anterior deve contribuir para uma redução dos estoques globais ao longo da safra 2026/27.
Para o mercado brasileiro, a principal atenção está voltada ao avanço da colheita da segunda safra e aos rendimentos das lavouras, especialmente diante dos relatos de perdas provocadas pela seca em áreas do Centro-Sul. O volume final da produção será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
As exportações também seguem no radar. Entre fevereiro e maio, os embarques brasileiros de milho somaram 3,3 milhões de toneladas, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Egito, Vietnã e Malásia, impulsionados pela demanda dos países asiáticos.

Foto: Divulgação
Mesmo com o bom desempenho recente, a Consultoria Agro Itaú BBA projeta desaceleração das exportações brasileiras ao longo da safra 2025/26, em razão da maior participação da Argentina no mercado internacional. A estimativa é que o Brasil exporte 40 milhões de toneladas de milho, abaixo das 41,6 milhões de toneladas embarcadas na safra 2024/25.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a confirmação do fenômeno El Niño. Segundo a consultoria, a possibilidade de um evento de forte intensidade acende um alerta para a segunda safra de 2027, já que anos com esse padrão climático costumam registrar redução da produção nas principais regiões produtoras do país.
Apesar da pressão de curto prazo provocada pela ampla oferta e pelas condições favoráveis às lavouras norte-americanas, a expectativa de redução dos estoques mundiais pode dar sustentação aos preços em um horizonte mais longo.
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Formação internacional reúne executivos de cooperativas do Paraná para discutir liderança e os desafios do agro global
Programa promovido pelo Sescoop passou por Brasil e México, reuniu representantes de 23 cooperativas paranaenses e abordou gestão, geopolítica, tecnologia e estratégias para o futuro do cooperativismo.

Representantes de 23 cooperativas paranaenses participaram de uma formação internacional voltada ao desenvolvimento de lideranças e à gestão do cooperativismo, em uma programação realizada em São Paulo, Guadalajara e Cidade do México. Promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o programa reuniu 30 executivos indicados pelas cooperativas, além de representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e do Sescoop Paraná, para discutir temas como comércio internacional, inovação, geopolítica, governança e os desafios do agronegócio contemporâneo.

Coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi: “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro” – Foto: Divulgação
Entre os participantes estiveram o gerente de Recursos Humanos da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, e o coordenador-geral do Show Rural, o engenheiro-agrônomo Rogério Rizzardi. “Aprimorar e agregar novos conhecimentos à formação profissional é uma grande oportunidade, principalmente em uma época de mudanças em que antigas e novas habilidades são determinantes no exercício da liderança”, afirma Aguinel.
Para Rizzardi, a programação reforçou o compromisso das instituições com o desenvolvimento do cooperativismo. “A qualidade dos temas abordados e dos professores destacados demonstra a seriedade das instituições comprometidas com o fortalecimento do cooperativismo paranaense e do agro brasileiro”, comenta.
Imersão no México
Entre os dias 25 e 29 de maio, os participantes participaram de uma imersão no Ipade Business School, na Cidade do México. Segundo Aguinel, um dos principais aprendizados foi compreender a aplicação do método de casos, modelo de ensino baseado na análise e discussão de situações reais enfrentadas por empresas. “Cada participante analisa múltiplas perspectivas e, por meio do contraste de experiências, critérios e julgamentos, desenvolve uma maneira melhor de liderar”, explica.
Durante essa etapa, foram discutidos temas como agricultura de precisão e inovação no campo mexicano, avaliação de iniciativas de negócios, direção comercial, o ecossistema digital desenvolvido pela Bayer para o setor agrícola mexicano e o processo de expansão do Grupo Britt na América Latina.
Além das atividades na capital mexicana, o grupo esteve em Guadalajara, uma das principais cidades do país. A programação incluiu encontro com representantes da

Foto: Divulgação
Associação Nacional de Fabricantes de Alimentos para Consumo Animal do México (Anfaca), visita às instalações da Bayer e uma reunião com a adida agrícola brasileira no México, a médica-veterinária Luna Lisboa Alves.
Etapa brasileira discutiu comércio internacional e geopolítica
Antes da programação no México, os executivos participaram de dois dias de atividades no ISE Business School, em São Paulo.
Nessa etapa foram debatidos temas como desafios do comércio internacional, tendências macroeconômicas, cadeias agroalimentares, decisões de investimento, impactos da política sobre os investimentos e tendências geopolíticas.
A programação também foi estruturada sobre quatro pilares considerados estratégicos para a gestão das cooperativas: área comercial, ambiente político, política de empresas (governança) e análise de decisões.
Tecnologia precisa gerar resultado para o produtor
Segundo a Coopavel, a experiência internacional permitiu compreender aspectos considerados fundamentais para o cooperativismo e o agronegócio contemporâneo. Entre eles, a necessidade de aproximar estratégia e execução, eliminando a separação entre planejar e agir.
Outro ponto destacado foi que o desenvolvimento tecnológico deve estar alinhado à realidade econômica do produtor rural. Conforme as discussões promovidas durante o programa, a adoção de tecnologias sofisticadas só faz sentido quando há viabilidade econômica para quem está no campo.
Também foram ressaltadas a importância da mudança de mentalidade nas organizações, da integração da cadeia produtiva e do uso de dados e tecnologias com propósito.
Formação amplia visão estratégica
Mesmo com formação acadêmica em liderança, cultura organizacional, preparação para expansão e estruturação de equipes estratégicas, Aguinel afirma que participar de uma imersão internacional desse nível amplia significativamente a capacidade de gestão.
Segundo ele, entre os principais ganhos estão a ampliação da visão estratégica, o amadurecimento na tomada de decisões, uma compreensão mais abrangente do mercado e a construção de uma rede de relacionamentos voltada ao desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio.


