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Copagril considera venda da Indústria de Óleos para fortalecer a cooperativa

Dois grupos já demonstraram interesse na compra desta planta industrial

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Grande maioria dos associados aprovou a indicação de venda da indústria de óleos (Fotos: João Livi)

Durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada na tarde de quinta-feira (22), a diretoria da Copagril apresentou a proposta para a venda de sua indústria de óleos. A decisão, que visa fortalecer a cooperativa e garantir sua sustentabilidade futura, foi amplamente debatida entre os conselheiros de administração, fiscal e consultivo e os associados presentes.

Eloi Podkova, diretor presidente da Copagril, defendendo a indicação de venda da indústria de óleo na Assembleia Geral Extraordinária.

No início da assembleia, Eloi Podkova, diretor presidente explicou que a Copagril está constantemente buscando formas de inovar e se adaptar as demandas do mercado. “Temos a obrigação de trazer para nossos cooperados aquilo que realmente faz sentido para a companhia. Estamos em um momento de reflexão e de planejamento estratégico, onde precisamos tomar decisões que garantam a virada necessária para assegurar o futuro da Copagril”, afirmou o diretor presidente.

Novos rumos

A contratação do CEO Daniel Engels Rodrigues, um especialista com vasta experiência no mercado, foi uma das primeiras iniciativas nessa nova fase da cooperativa. Segundo Eloi, Daniel foi trazido para somar novas ideias e sugestões, além de explorar mercados ainda não atingidos pela Copagril. “Precisamos de criatividade e coragem para tomar ações agora, que gerarão resultados no futuro. E isso começa com a colaboração e o diálogo com todos os envolvidos na cooperativa”, destacou.

O presidente também lembrou que, no ano passado, a Copagril apresentou a proposta de utilizar parte das cotas da Frimesa para melhorar a inserção de suínos decisões estratégicas que vão além do crescimento linear. “Precisamos de um novo caminho que nos ofereça boas condições, tanto para a cooperativa quanto para nossos cooperados”.

Podkova enfatizou que, para garantir um futuro próspero, a Copagril apresentou a proposta de utilizar parte das cotas da Frimesa para melhorar a inserção de suínos no mercado, mas a situação econômica não permitiu avanços significativos. Apesar disso, a ideia não foi abandonada e pode ser retomada a qualquer momento.

A venda da indústria de óleos é uma das alternativas em discussão, mas, como destacou Eloi, a decisão será tomada de forma equilibrada e tranquila, sempre com o objetivo de fortalecer a Copagril e assegurar um futuro sólido para todos os seus associados.

Compreendendo os desafios e planejando o futuro

O CEO Daniel Rodrigues manifestou-se em seguida. Ele explicou que o patrimônio
líquido da Copagril foi impactado pela necessidade de utilizar reservas para melhorar os resultados apresentados nos últimos anos. Além disso, Daniel detalhou o desempenho de diferentes setores da cooperativa nos últimos quatro anos.

A fim de auxiliar na reestruturação, a Copagril contratou a consultoria do Rabobank, uma instituição financeira especializada em agronegócio. “Eles estão nos ajudando a entender nossa situação atual e a traçar um plano para o futuro”, explicou Daniel. A consultoria está avaliando todos os negócios da cooperativa com base em critérios como a necessidade de capital de giro, alinhamento com os interesses dos associados e a necessidade de altos investimentos.

O CEO da Copagril, Daniel Rodrigues, falou das finanças da Copagril

Daniel concluiu enfatizando que, diante dos desafios enfrentados, a Copagril precisa tomar decisões estratégicas para garantir a viabilidade e sustentabilidade de seus negócios. “Precisamos garantir que estamos tomando as decisões certas para a cooperativa e para os nossos associados”, finalizou.

Transparência e replanejamento

José Roberto Ricken, presidente da Ocepar, participou da assembleia da Copagril, onde ressaltou a importância da transparência e do replanejamento estratégico para o sucesso contínuo da cooperativa.

Ricken iniciou sua fala expressando gratidão a Eloi Darci Podkova, diretor presidente da Copagril, por sua contribuição na diretoria da Ocepar. “Quero saudar o Eloi e agradecer pela sua participação na diretoria da Ocepar. Ele desempenha um papel crucial na manutenção da transparência e na visão que temos da Copagril. Essa experiência também permite que ele acompanhe o desenvolvimento de outras cooperativas, o que será valioso para os demais diretores, que estão assumindo papéis importantes”.

Ao refletir sobre a trajetória da Copagril, que completou 54 anos, Ricken destacou: “A Copagril é uma cooperativa de grande porte. Ninguém chega aos 54 anos sem que seja necessário e sem o interesse dos cooperados. Consideramos a Copagril uma cooperativa importante que, neste momento, precisa reavaliar alguns projetos para garantir que continue atendendo às necessidades dos seus cooperados. Temos mantido total transparência com a Copagril, acompanhando-a de perto desde 1991”.

José Roberto Ricken, presidente da Ocepar, ressaltou da importância da Copagril e decisão a ser tomada.

Ele reconheceu que, apesar dos desafios enfrentados, a Copagril sempre manteve uma trajetória positiva. “Nos últimos anos, como o Daniel mencionou com clareza, tivemos um crescimento significativo, mas também enfrentamos desafios, especialmente em garantir recursos suficientes para manter as atividades. Isso não é exclusivo da Copagril, mas afeta mais aqueles que têm maior dependência de financiamento sistêmico. É essencial enfrentar essas questões antes que se tornem insustentáveis”.

Ricken também apoiou a decisão de trazer o Rabobank para uma avaliação externa e a escolha de um profissional de mercado para coordenar as operações da Copagril.

“A indicação do Rabobank foi positiva; eles têm um histórico comprovado com outras cooperativas. Também apoiamos a decisão de trazer um profissional experiente para liderar a Copagril. Após um processo de seleção criterioso, Daniel foi escolhido, e foi uma decisão acertada. Agora é o momento de replanejar e reorientar os negócios para garantir sua viabilidade”.

Ele concluiu enfatizando a necessidade de monitoramento contínuo e ajustes internos. “Essa é uma oportunidade para reavaliar e ajustar a equipe, mas essas mudanças devem ser feitas gradualmente para evitar desestabilizações. É crucial estudar a fundo o processo de gestão, manter as atividades essenciais para os cooperados e continuar com total transparência. Sem uma cooperativa, onde estaríamos todos nós? No geral, acredito que os passos tomados estão bem direcionados e oferecem uma oportunidade para renegociar com alguns credores”.

Apoio dos conselhos

Vilmar Fülber, conselheiro de administração, foi um dos que reforçou a decisão pela venda: “Discutimos e chegamos a um consenso no conselho, de que a venda é o melhor caminho. Na época em que a indústria foi comprada, ela foi uma boa oportunidade. Agora, com a mudança no consumo de farelo após a gestão avícola ser transferida para outra cooperativa, a necessidade da indústria diminuiu. A venda agora, por um valor consideravelmente superior ao que foi investido, parece ser a decisão correta”.

Integrante do Conselho de Administração, Vilmar Fülber, disse que o tema foi tratado em reunião do Conselho de Administração e aprovado por consenso

Pedro Becker, membro do conselho fiscal, enfatizou a importância de tomar decisões antes que a situação se torne irreversível. “Às vezes, o produtor precisa se desfazer da propriedade para evitar prejuízos maiores. Se hoje estamos vendendo o parque industrial, é para diminuir a nossa dívida e garantir uma rentabilidade melhor para a cooperativa”.

Transparência

O diretor presidente, Eloi Podkova, ressaltou que a transparência sempre foi e sempre será um dos pilares da atual diretoria. “Estamos aqui para ouvir, para debater, e para encontrar o melhor caminho juntos. Como foi mencionado, o compromisso é claro: todo o montante arrecado com essa venda será utilizado para abater a dívida, e não para outros fins. Sabemos da importância desse passo e estamos confiantes de que, com o apoio de todos, conseguiremos transformar esse desafio em uma grande oportunidade para nossa cooperativa”.

Após as manifestações a proposta de venda da indústria de óleos foi colocada em votação sendo aprovada pela grande maioria dos associados presentes.

Segundo o diretor presidente, hoje existem dois grupos interessados na compra da planta da indústria de óleos. Mas todo o movimento de venda começa a ser feito agora, podendo acontecer já daqui alguns dias.

Após a assembleia, a Copagril emitiu um comunicado oficial. Confira!

Fonte: Especiais Digital

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Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional

Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

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A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa um marco estratégico para o Brasil e reposiciona o país no centro das articulações do comércio internacional. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (09) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encerra um processo de negociação iniciado há 25 anos e cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fotos: Divulgação

Com peso determinante dentro do Mercosul, o Brasil teve atuação central na costura política do acordo, especialmente no período em que presidiu o bloco sul-americano. O entendimento é visto como um avanço relevante para a inserção internacional da economia brasileira, ao ampliar o acesso a um mercado que reúne 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.

O acordo sinaliza fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre blocos econômicos em um cenário global marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas. Para o Brasil, o tratado tende a abrir novas oportunidades para exportações, atração de investimentos e maior previsibilidade nas relações comerciais com a União Europeia, um dos principais parceiros econômicos do país.

Além dos ganhos econômicos, o entendimento tem significado político. A conclusão das negociações reforça o papel do Brasil como articulador regional e interlocutor relevante em fóruns internacionais, ao liderar consensos dentro do Mercosul e dialogar com grandes economias globais.

Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico” – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a aprovação pelo lado europeu, a próxima etapa prevê a ratificação formal junto aos países do Mercosul. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do bloco, para a assinatura do acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Nos países sul-americanos, o texto ainda será submetido aos respectivos parlamentos. A entrada em vigor, no entanto, será individual, permitindo que cada país avance conforme a conclusão de seus trâmites internos.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacaram que se trata do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia, ressaltando o potencial de ampliar fluxos comerciais, investimentos e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

Ministros destacam benefícios para o Brasil 

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (09) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de pluralidade e oportunidade. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”  – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por sua vez, Simone destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. “Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial.
Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor

Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

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Foto: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Na prática

Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.

Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.

Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.

Comercialização

O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.

Fonte: Assessoria Copacol
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Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA

Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

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Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos

Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.

No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.

Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.

Carne suína

Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intr­a-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.

Aves

Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.

O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intr­a-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.

Cotas do acordo

Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos

A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.

Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.

Confira a Nota Setorial na íntegra:

NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.

O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.

No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.

Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.

Fonte: O Presente Rural
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